Streaming

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A transmissão contínua,[1][2][3] também conhecida por fluxo de média (português europeu) ou fluxo de mídia (português brasileiro) (bem como pelo anglicismo streaming) é uma forma de distribuição digital, em oposição à descarga de dados.[4] A difusão de dados, geralmente em uma rede através de pacotes, é frequentemente utilizada para distribuir conteúdo multimídia através da Internet. Nesta forma, as informações não são armazenadas pelo usuário em seu próprio computador. Assim não é ocupado espaço no disco rígido (HD), para a posterior reprodução[5] — a não ser o arquivamento temporário no cache do sistema ou que o usuário ativamente faça a gravação dos dados. O fluxo dos dados é recebido e a mídia é reproduzida à medida que chega ao usuário, dependendo da largura de banda seja suficiente para reproduzir os conteúdos, se não for o suficiente ocorrerá interrupções na reprodução do arquivo, por problema no buffer.

Isso permite que um usuário reproduza conteúdos protegidos por direitos de autor, na Internet, sem a violação desses direitos, similar ao rádio ou televisão aberta diferentemente do que ocorreria no caso do download do conteúdo, onde há o armazenamento da mídia no HD configurando-se uma cópia ilegal. A informação pode ser transmitida em diversas plataformas, como na forma Multicast IP ou Broadcast. Exemplos de serviços como esse são a Netflix e Hulu (video) e o Spotify e o Google Play Música (música).

No Brasil, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que essa modalidade de distribuição de dados é fato gerador para cobrança, pelo ECAD, relativamente à exploração econômica do titular do direito autoral. Neste sentido: "A transmissão de músicas por meio da rede mundial de computadores mediante o emprego da tecnologia streaming (webcasting e simulcasting) demanda autorização prévia e expressa pelo titular dos direitos de autor e caracteriza fato gerador de cobrança pelo ECAD relativa à exploração econômica desses direitos".[6]

Em janeiro de 2017, os DVDs e Blu-rays deixaram de ser o meio mais lucrativo para distribuição de mídia no Reino Unido, sendo ultrapassados pelo download digital e streaming.[7][8]

Streaming Media[editar | editar código-fonte]

Atualmente, com o advento de tecnologias como o ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line), a Internet via cabo, rádio, WiMAX e fibra ótica, permitem novos serviços na Internet, como o vídeo sob demanda (on demand). Também é possível assistir a vídeos em streaming via smartphones por meio de aplicativos próprio exigindo um conexão de dados ou através do wifi. É uma tecnologia que tem possibilitado a muitas pessoas, em todo o mundo, terem acesso a diversos tipos de conteúdos de diferentes países a um custo relativamente baixo, geralmente o usuário paga uma taxa fixa para ter o serviço disponível 24 horas por dia, sete vezes por semana dando a ele uma maior liberdade e flexibilidade de horário, não ficando preso aos horários do conteúdo transmitido pela televisão. Esse é um dos principais fatores para a enorme popularidade desse tipo de serviço. Essa tecnologia está inserida na computação em nuvem (em inglês, cloud computing) pois os dados de mídias transmitidos para o usuário ficam armazenados em servidores (Servers), computadores que possuem uma enorme capacidade de armazenamento de dados e estão conectados a internet de alta velocidade que permite a transmissão de arquivos de melhor qualidade mesmo para locais muito distantes.

Tecnologia[editar | editar código-fonte]

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

A distribuição de dados pode ser feita de várias formas, seguindo a estrutura:

  • Protocolos: como os dados serão transmitidos e a estrutura de distribuição;
  • Formatos de arquivos: o formato do mídia a ser distribuído.

O streaming só é possível graças às diferentes peças de software que comunicam em diversos níveis, ou mais recentemente o ROLAND VR-5, dispositivo AV Mixer & Recorder.

  • Player: O software que permite que os usuários reproduzam os arquivos multimídia;
  • Servidores: O distribuidor e seu software que distribuem os conteúdos para os usuários, utilizando um protocolo definido.

Os protocolos Internet empregados na distribuição de arquivos de streaming — o UDP e RTSP — realizam a distribuição entre um servidor de streaming e um player com muito mais qualidade. Esta qualidade é alcançada graças a arquitetura que prioriza a distribuição em fluxos contínuos. Quando TCP e HTTP são usados e encontram uma falha em entregar um pacote de dados, eles tentam repetidamente enviar aquele pacote de dados até que este seja entregue com sucesso. UDP continua a enviar os dados mesmo se ocorrer perda dos mesmos, o que permite uma experiência em tempo real, que é uma das principais características do streaming.

Protocolos[editar | editar código-fonte]

Formatos de arquivos[editar | editar código-fonte]

Formatos de descrição[editar | editar código-fonte]

  • session description protocol (SDP)
    • Protocolo de Descrição de Sessão (SDP)
  • Synchronized Multimedia Integration Language (SMIL)
    • Linguagem de Integração Sincronizada de Multimídia (SMIL) é uma aplicação simples para a criação e apresentação de rich media ou "multimídia" (áudio/vídeo). Saiba mais sobre este padrão XML usado frequentemente para recursos de animação em outras linguagens.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Hoffman, Reid (18 de maio de 2012). Comece por você: Adapte-se ao futuro, invista em você e transforme sua carreira. [S.l.]: Elsevier Brasil. ISBN 9788535247817 
  2. «Streaming». directradios.com. Consultado em 25 de maio de 2017. 
  3. Vieira, Alex Borges. «Transmissão de mídia contínua ao vivo em P2P: modelagem, caracterização e implementação de mecanismo de resiliência a ataques». www.bibliotecadigital.ufmg.br. Consultado em 25 de maio de 2017. 
  4. «Entenda como funciona o streaming | MaxCast». www.maxcast.com.br. Consultado em 9 de novembro de 2017. 
  5. Ltda., Interrogação Filmes. «Foco em Streaming Media | Streaming Profissional é Interrogação Digital». www.interrogacaodigital.com. Consultado em 25 de maio de 2017. 
  6. STJ. 2ª Seção. REsp 1559264/RJ, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 08/02/2017 (Info 597)
  7. Mark Sweney (4 de janeiro de 2017). «Film and TV streaming and downloads overtake DVD sales for first time». The Guardian (em inglês). Consultado em 9 de maio de 2017. 
  8. Luke Westaway (1 de maio de 2014). «Sony warns of income drop as demand for disc-based media evaporates». CNET (em inglês). Consultado em 15 de maio de 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]