Balacobaco (telenovela)

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Balacobaco
Tricky Business (Título internacional)[1][2]
Los Tranposos (ES)

Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Comédia romântica
Duração 60 minutos
Criador(es) Gisele Joras
País de origem  Brasil
Idioma original (português brasileiro)
Produção
Diretor(es) Edson Spinello
Diretor(es) de criação Edson Spinello
Leonardo Miranda
Guto Arruda Botelho
Rogério Passos
Elenco Juliana Silveira
Victor Pecoraro
Bárbara Borges
Roberta Gualda
Bruno Ferrari
Roger Gobeth
Simone Spoladore
Rodrigo Phavanello
Leandro Léo
Thierry Figueira
Léo Rosa
Solange Couto
André Mattos
Sílvio Guindane
André Di Mauro
(ver mais)
Tema de abertura "No Balacobaco", Brasil Company[3]
Localização Rio de Janeiro
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Rede Record
Formato de exibição 1080i (HDTV)
Transmissão original 4 de outubro de 2012 – 20 de maio de 2013
N.º de episódios 163

Balacobaco é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Record entre 4 de outubro de 2012 e 20 de maio de 2013 em 163 capítulos, sucedendo Máscaras e precedendo Dona Xepa.[4] É a 20ª novela exibida pela emissora desde a retomada da dramaturgia em 2004, sendo também a nona novela das dez.[5] Foi criada e escrita por Gisele Joras, com a colaboração de texto de Alessandra Colasanti, Ana Clara Santiago, Camilo Pellegrini, Carla Piske e Rodrigo Nogueira, trazendo a direção geral de Edson Spinello e a direção de criação de Spinello, Leonardo Miranda, Guto Arruda Botelho e Rogério Passos.[6]

Juliana Silveira interpreta a protagonista Isabel, que tem a irmã e o cunhado mortos misteriosamente e precisa criar sozinha a sobrinha órfã.[7] Victor Pecoraro interpreta Eduardo, pai biológico da sobrinha de Isabel e que se apaixona por ela, formando o casal principal da trama.[8] Bárbara Borges, Roberta Gualda, Bruno Ferrari, Roger Gobeth, Simone Spoladore, Rodrigo Phavanello, Leandro Léo, Thierry Figueira, Léo Rosa, Solange Couto, André Mattos, Sílvio Guindane e André Di Mauro completam os demais papéis centrais.[9]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Novela das dez[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2006, Cidadão Brasileiro, que originalmente havia estreado como novela das oito, é transferida para o horário das 22h em seu segundo mês de exibição, se tornando a primeira novela das dez da emissora.[10] A decisão de alterar sua exibição ocorreu por dois motivos distintos, sendo o principal deles o desejo de manter um horário para produções mais densas sem esbarrar na classificação indicativa.[11] Além disso, a Record buscava uma maior audiência para a novela, que havia estreado com 15 pontos e, após a alteração, chegou a alcançar 23 pontos, firmando este horário para novelas seguintes.[12][13] Vidas Opostas estreou em 21 de novembro de 2006, tendo a história centralizada em uma favela do cidade do Rio de Janeiro.[14] O primeiro capítulo teve média de 16 pontos e o último 25 pontos, deixando a emissora na liderança.[15][16] Em 28 de agosto de 2007 estreia Caminhos do Coração, que mudaria de horário em sua reta final com Amor e Intrigas, indo para as nove, enquanto a trama de Gisele Joras era promovida para novela das dez, visando um maior alcance do público – Caminhos do Coração era direcionada ao público adolescente, o que culminaria em um melhor resultado mais cedo, enquanto Amor e Intrigas era uma trama adulta e de linguagem explícita, que adequava-se melhor no público que a emissora tinha fundamentado para o horário mais tardio.[17]

Chamas da Vida, estreada em 8 de julho de 2008, se tornou a novela de maior sucesso no horário, com uma audiência que atingia 22 pontos e conquistava a primeira colocação.[18] Além disso, as temáticas abordadas na trama, incluindo a cena do estupro de uma adolescente por seu professor, garantiram boas críticas dos jornalistas especializados em televisão.[19] Logo após, em 14 de abril de 2009, é lançada Poder Paralelo, trazendo a temática da máfia italiana e um protagonista ambíguo, que variava entre o perfil bom e mau.[20] Após o fim da novela, Bela, a Feia, foi transferida para o horário em seus últimos três meses.[21] Em 18 de maio de 2010 entra no ar Ribeirão do Tempo, que foi bem recebida pelo público, atingindo capítulos de 19 pontos de audiência, mas foi refutada pela crítica especializada, que notou o andamento devagar da trama.[22][23] Vidas em Jogo, que estreia em 3 de maio de 2011, trazia um clima diferente, ousando ao colocar uma protagonista que, apenas na última semana, se revelaria a grande antagonista da história, culpada dos crimes misteriosos que ocorriam durante a história.[24] Vidas em Jogo chegou ao fim com 20 pontos, repetindo a repercussão de Chamas da Vida, também de Cristianne Fridman.[25]

Lançada em 10 de abril de 2012, Máscaras, porém, se tornou uma grande problemática para a emissora, uma vez que atingiu uma média de apenas 5,9 pontos, perdendo em torno de 70% da audiência trazida por Vidas em Jogo.[26] Segundo a crítica especializada, a trama era fraca e divagava em histórias lentas, o que gerou a demissão do autor, Lauro César Muniz, além do encurtamento dos capítulos, de 220 previstos para apenas 116 levados ao ar.[27] Para recuperar o clima mórbido deixado por Máscaras, a emissora aprovou a sinopse de Gisele Joras, que trazia em Balacobaco uma comédia romântica de clima leve.[28]

Telenovelas de Gisele Joras[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2006 Tiago Santiago, até então o principal autor da Rede Record, organizou um concurso para novos autores à pedido da emissora, do qual seria escolhido o melhor roteiro original e a história levada ao ar como uma telenovela.[29] Das 600 inscrições, foram selecionados 70 finalistas, dos quais a vencedora foi Gisele Joras com o roteiro de Amor e Intrigas, levando o prêmio de R$ 20 mil e assinando contrato com o canal por 3 anos iniciais.[30] Em julho de 2007 foi anunciado que Amor e Intrigas começava à ser produzida, tendo previsão de lançamento ainda naquele ano.[31] Durante a produção antes da estreia de sua própria trama, Gisele também trabalhou como colaboradora durante os dois primeiros meses de Caminhos do Coração, tomando base na prática como era o funcionamento da roteirização de uma obra televisiva.[32] A novela estreou em 20 de novembro de 2007 com Vanessa Gerbelli e Luciano Szafir como protagonistas e Renata Dominguez e Heitor Martinez como antagonistas.[33] A trama estreou com média de 12 pontos, chegando à 23 pontos de audiência em 16 de maio de 2008.[34][35] No último capítulo, a trama alcançou 18 pontos de média, com picos de 20.[36]

Ainda em 2008 a Record fecha uma parceria com a emissora mexicana Televisa para produzir algumas versões brasileiras de tramas que foram bem recebidas no mercado da América Latina.[37] A primeira produção escolhida foi Yo soy Betty, la fea de Fernando Gaitán e originalmente produzida pelo canal colombiano RCN Televisión, sendo comprado pela Televisa posteriormente, quando realizaram uma versão mexicana intitulada La fea más bella.[38] Gisele foi convocada para produzir a versão brasileira, que ganhou o título de Bela, a Feia.[39] Originalmente Bárbara Borges foi anunciada como a protagonista, porém a direção optou por remanejá-la para um papel mais cômico logo depois, desvencilhando sua imagem dos personagens dramáticos anteriores.[40][41] Gisele Itié foi escolhida após ela ser escalada para o filme estadunidense Os Mercenários, de Sylvester Stallone, visando aproveitar a boa repercussão de sua imagem para a novela.[42] Bela, a Feia estreou em 4 de agosto de 2009 com audiência de 10 pontos com picos de 13.[43] Após ser transferida para o horário das 22h30 – a trama estreou como novela das oito –, Bela, a Feia atingiu um maior sucesso, chegando ao último capítulo com 18 pontos e picos de 30, ficando por algum tempo em primeiro lugar.[44]

Produção[editar | editar código-fonte]

Originalmente a novela se chamaria Passado Próximo, em decorrência ao fato da protagonista se casar com o assassino de sua irmã, porém, logo depois, a direção decidiu mudá-lo para Balacobaco, expressando de forma mais humorada a temática de comédia da trama.[45] A autora entregou a sinopse da novela em 2010, logo após o fim de Bela, a Feia, porém esta só foi aprovada e recebeu o aval para ser produzida dois anos depois.[46] As gravações começaram em 8 de agosto de 2012.[47] Gisele Joras declarou que buscou escrever um folhetim tradicional, fundamentando-se na comédia e trazendo "atrativos bem populares".[46] A autora escreveu a novela diretamente de Londres, no Reino Unido, onde estava morando para estudar sobre televisão.[48] O diretor da novela explicou que a intenção era fugir das dramaticidades e de histórias densas, visto que o país passava por um momento assim politicamente, buscando por uma dramaturgia mais leve e sem correr os riscos de cair em algo incompreensível como a antecessora, Máscaras: "Ela tem um humor leve que bebe em várias fontes. Queremos que as pessoas cheguem em casa e relaxem em seus sofás, esquecendo os problemas do dia a dia. É uma novela diferente dos moldes da que vai sair do ar".[49] Juliana Silveira se machucou durante a gravação de uma cena onde a personagem Alice Assef lhe dava uma surra.[50] As gravações do último capítulo se encerraram em 27 de abril, um mês antes de ser levado ao ar.[51] A abertura da novela foi inspirada nas intervenções artísticas urbanas do artista plástico britânico Banksy, sendo que três empresas de animação ficaram responsáveis por criar a vinheta com efeitos sob as obras citadas.[52]

Cenografia e figurinos[editar | editar código-fonte]

O bairro do Catete, no Rio de Janeiro, foi o cenário principal da novela.

O bairro do Catete, Zona Sul do Rio de Janeiro, foi utilizado como cenário principal da novela, centralizando a maior parte das histórias cômicas.[53] Já a parte nobre da novela, onde se passa a trama dos protagonistas, foi ambientada na Barra da Tijuca, bairro nobre na Zona Oeste da capital carioca.[54] Nos estúdios do RecNov foi construida uma cidade cenográfica de 3.000m² que reproduziu os dois bairros, trazendo quarenta cenários diferentes.[55] O diretor de cenografia Daniel Clabunde e a cenógrafa Fabiana Massariol foram responsáveis pela ambientação e pela criação artística do cenário, tendo apenas três meses para erguer toda a estrutura.[56] Além disso, o cenógrafo também revelou que cada moradia dos personagens foi construida de acordo com sua personalidade, exemplificando que o apartamento de Arthur e Lígia, por serem um casal mais velho, trazia vários móveis de madeira maciça e antigo.[56] Ao todo a cenografia foi orçada em R$ 5 milhões.[56] Segundo Daniel, a ideia dos artistas não foi reproduzir uma cópia fiel do bairro, mas sim juntar alguns pontos principais da arquitetura colonial proveniente do final do século XIX".[56]

Sobre os figurinos, Edson Spinello, diretor da novela, revelou que buscou expressar o tom cômico e irreverente da história, optando por roupas e cenários mais coloridos e tropicais, expressando o Rio de Janeiro mais festivo.[57] O estilista Claudio Carpenter ficou responsável pela escolha dos figurinos, optando por opções encontradas em lojas populares, uma vez que a trama se passava em sua maior parte em um bairro de classe média, trazendo inspiração também no estilo tropical utilizado pelo diretor cinematográfico Pedro Almodóvar: "A intenção é ser uma coisa bem popular. Criei para a novela um figurino um tom acima, com muita cor, maxi-color. O exagero nas cores e nos detalhes é de propósito, para que o figurino sobressaia. É um estilo kitsch".[58] Houve uma distinção entre os figurinos do núcleo cômico, que trouxe um tom mais exagerado e colorido, e do núcleo principal, optando por tons pastéis mais sóbrios para não contrastar com as cenas de dramaticidade.[58]

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

Balacobaco foi uma das poucas telenovelas que não apresentou grandes mudanças de elenco após sua escalação original, mantendo a maioria de seus nomes quando escolhidos. Paulo Figueiredo, Umberto Magnani, Bruno Ferrari e Juliane Trevisol foram os primeiros nomes à serem confirmados no elenco.[59] Em 25 de junho Bárbara Borges e Roberta Gualda foram anunciadas para o papel das gêmea bivitalina.[60] Juliana Silveira foi um dos últimos nomes à serem anunciados, sendo confirmadas como a protagonista Isabel.[61] Simone Spoladore chegou à ser cogitada pela direção para o papel, porém acabou sendo convidada para interpretar Violeta.[62] Juliana foi escalada após fazer uma solicitação à direção, uma vez que estava incomodada por estar de férias há três anos, desde o final de Chamas da Vida, após Corpos Partidos, trama inédita desenvolvida por Ana Maria Moretzsohn da qual seria protagonista, ter sido cancelada.[63] Beth Goulart foi confirmada como Lígia, porém acabou pedindo afastamento para se dedicar à peça Simplesmente Eu, Clarice Lispector, sendo substituída por Lu Grimaldi.[64] Thiago Mendonça realizou testes para interpretar Breno, porém a emissora decidiu por Léo Rosa.[65] Originalmente Julianne Trevisol ficaria até o final da novela, porém a atriz pediu liberação para estrear o espetáculo teatral Porcos com Asas, tendo sua personagem viajado nas primeiras semanas, se tornando participação especial.[66] Juliana Silveira e Bárbara Borges repetiram a dupla entre protagonista e antagonista dez anos depois da nona temporada de Malhação, na qual tinham desenvolvido o mesmo perfil dos personagens.[67] Foi a primeira telenovela em que Antônia Fontenelle e Joana Balaguer integraram o elenco principal, uma vez que antes as atrizes haviam apenas feito participações especiais e estado no elenco do seriado Malhação.[68] Além disso, foi a última telenovela completa de Umberto Magnani, que viria à morrer quatro anos depois, durante as primeiras semanas de gravações de Velho Chico, da Rede Globo.[69][70]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Isabel (Juliana Silveira) é uma arquiteta bem sucedida que vê seu casamento com Danilo (Roger Gobeth) ruir quando descobre que ele perdeu quase tudo que tinham em jogos de azar, mostrando uma face descontrolada. Ela fica ainda mais devastada quando sua irmã morre misteriosamente em um acidente aquático, deixando-a com a guarda da sobrinha. Danilo deve no cassino clandestino de Norberto (Bruno Ferrari), que fica obcecado por Isabel quando a conhece e que está disposto à tudo para tê-la, até mesmo esconder sua verdadeira face e o fato de ser o grande responsável pela morte de sua irmã. Ele é amante de Diva (Barbara Borges), gêmea bivitalina de Dóris (Roberta Gualda), que querem se vingar de Isabel, já que a arquiteta foi responsável por mandá-las para uma detenção de menores aos 16 anos, enquanto tentaram roubar seu carro para conseguir dinheiro fácil. Após o veículo capotar, elas ficaram com terríveis cicatrizes na barriga e acabaram passando um ano presas. Quem acaba se mostrando o grande amor da vida de Isabel é Eduardo (Victor Pecoraro), dono da agência de turismo ecológico Aventura Radical, construída com a herança de seu falecido pai. Sua mãe, Lígia (Lu Grimaldi), se casou novamente com o mulherengo Arthur (Luiz Guilherme), pai de Norberto do primeiro casamento, o que sempre gerou grande confusão, já que o mau-caráter cultiva inveja e raiva por Eduardo à muito tempo, tanto pelo fato de ser sócio minoritário em sua empresa, quanto pelo sucesso pessoal e profissional do bom rapaz.

Já no divertido bairro do Catete mora Violeta (Simone Spoladore), uma professora de curso de autoajuda completamente desequilibrada, que também trabalha no bar do pai, Osório (André Mattos), escrevendo mensagens edificantes que vão dentro dos pasteis, similares às encontradas nos biscoitos da sorte, variando de acordo com seu inconstante humor. Ela namora Plínio Policarpo (Rodrigo Phavanello), locutor mais querido da rádio Ampola e um verdadeiro sucesso entre as mulheres pela voz sensual e por seu programa romântico, o que desperta um forte ciúmes na moça, fazendo com que ela tenha as mais loucas crises. Na rádio também trabalha Josefina (Cristina Pereira), que de dia trabalha como empregada doméstica e de noite assume o nome artístico de Marcelona Garanhona, comandando o programa de conselhos sentimentais e sexuais sem que ninguém saiba de sua verdadeira identidade.

No bairro ainda mora a mãe das gêmeas Paranhos, Cremilda (Solange Couto), uma cômica charlatã que sobrevive de golpes com seu ajudante Zé Maria (Sílvio Guindane) – se vestindo de cartomante, vidente, cega e outros trambiques. Já Zé Maria paga a faculdade de cinema com o dinheiro dos golpes e realiza produções independentes precárias de cunho ridículo, tendo a ajuda de seus dois amigos homossexuais, Patrick (Thierry Figueira) e Breno (Léo Rosa). Patrick, que é aspirante à apresentador, acaba se tornando famoso na internet exatamente em um desses vídeos, vestido como o pinguim. Já Breno se apaixona por Vitor, sem saber que ele na verdade é Violeta disfarçada em mais um de seus trabalhos temporários e que agora tem que fugir do amigo antes que ele descubra e se magoe. É nesta confusão que entra Vinagre (Leandro Léo), garçom do bar de Violeta e que sempre foi apaixonado por ela, mas acaba se sentindo atraído por Vitor sem entender o por que.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Juliana Silveira Isabel Vilela
Victor Pecoraro Eduardo Sampaio Corrêa Jr.
Barbara Borges Diva Paranhos
Roberta Gualda Dóris Paranhos
Bruno Ferrari Noberto Botelho
Roger Gobeth Danilo Godoy
Simone Spoladore Violeta Osório / Vitor Margarida
Rodrigo Phavanello Plínio Policarpo
Leandro Léo Ivaldo Batista (Vinagre)
Thierry Figueira Patrick Pimenta
Léo Rosa Breno Pedrosa
Solange Couto Cremilda Paranhos
André Mattos Antônio Osório / Deodoro
Sílvio Guindane José Maria Nunes (Zé Maria)
André Di Mauro Arnaud Bittencourt
Alice Assef Fabiana Travassos
Thaís Pacholek Mirela Jordão
Luiz Guilherme Arthur Botelho
Lu Grimaldi Lígia Sampaio Botelho
Wagner Santisteban Lucas Sampaio Botelho
Mariah Rocha Luiza Leite Oliveira
Rômulo Estrela André Aragão
Rafael Calomeni Vicente Sampaio Corrêa
Joana Balaguer Catarina Fortunato
Cristina Pereira Josefina Barros / Marcelona Garanhona
Vitor Facchinetti Rafael Fortunato Corrêa
Letícia Medina Taís Vilela Corrêa
Gabriela Moreyra Joana Veloso
Rafael Zulu Mauro Barreto
Paulo Figueiredo Adamastor Campos Moura
Ingra Liberato Celina Fortunato Corrêa
André Segatti Jocislley Neves (Magno)
Antônia Fontenelle Marlene Leite Aragão
Umberto Magnani Genivaldo Aragão (Gãogão)
João Camargo Duílio Osório (Fuílio)
Silvia Bandeira Abigail Teixeira Vilela
Stella Freitas Hilda Batista
Nill Marcondes Darley
Ricardo Petraglia Horácio Pedrosa
Júlia Fajardo Adriana Padilha
Gonçalo Diniz João Paulo Antunes
Roberta Almeida Norma Dias (Norminha)
Roberta Santiago Lurdes Pinto
Manoelita Lustosa Etelvina Pedrosa
Nina de Pádua Vetusa
Marcelo Borghi Paulo Brito (Lito)
Lucas Cotrim Marcos
Giullia Buscacio Vitória Travassos Porto
Malu Pizatto Mariana
Ciça Banal Gabriela Fortunato Corrêa (Gabi)
Bia Abreu Laura Moura
Julia Duarte Teresa Vilela Corrêa
Mariana Duarte

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Juliana Baroni Teresa Vilela Brandão
Victor Fasano Nestor Brandão Vilela
Julianne Trevisol Betina Pontes
Eduardo Pires Lúcio Vilar
Daniel Aguiar Jayme Lemos
Íris Bruzzi Horácia Pedrosa
Ângela Leal Heloísa Amaral
Antônio Pompêo Álvaro Amaral
Mateus Rocha Delegado Neném
Anna Markun Carcereira
Giordanna Forte Lola
Renato Góes Josias
Rafael Cortez Ele mesmo

Música[editar | editar código-fonte]

Balacobaco
Trilha sonora de Vários artistas
Lançamento 11 de novembro de 2012
Duração 42:02
Idioma(s) Português
Formato(s)
Gravadora(s) Radar Records

Balacobaco é uma trilha sonora condizente à novela de mesmo título, exibida pela Rede Record.[71] O álbum foi lançado em 11 de novembro de 2012.[72]

Lista de faixas
N.º Título Música Personagem tema Duração
1. "No Balacobaco"   Brasil Company Tema de abertura 3:43
2. "Zum Zum Zum"   Caviar com Rapadura Tema de Diva e Doris 3:25
3. "Quem Ama não Deixa de Amar"   Banda Calypso e Amado Batista Tema de Violeta e Vinagre 3:31
4. "Pingos de Amor"   Papas da Língua Tema de Lucas e Luiza / Catarina 3:16
5. "Presente de Aniversário"   Eduardo Costa e Alexandre Pires Tema de Ozório e Cremilda 3:42
6. "País Tropical"   Adryana Ribeiro Tema geral 3:20
7. "Arrasta a Sandália"   Mart'nália e Jair Rodrigues Tema de Cremilda 3:47
8. "Elas Ficam Loucas"   Diego Faria Tema de Violeta 3:45
9. "Céu Azul"   Charlie Brown Jr. Tema de Isabel e Eduardo 3:45
10. "On My Way"   Brothers of Brazil Tema de Mirela e Vicente 3:20
11. "Once Upon a Time"   Bernardo Falcone Tema de Taís e Rafael 3:24
12. "Coleção"   Maurício Manieri Tema de Isabel e Eduardo 3:15
13. "Cansei de Chorar"   Wilsson & Soraia Tema de Violeta e Plínio 3:31
14. "Um Dia Pra Vadiar"   Antonio Villeroy Tema de Celina e Magno 3:38
15. "Garçom"   Ilauê e Reginaldo Rossi Tema de Ozório 3:27
16. "Além da Nova Ordem"   Júlio Serrano Tema de Norberto 3:31
17. "Ela Pode Meter Gaia"   Nildo Reis & Cristiano Tema de Doris 3:44
18. "Léo & Junior"   Eu e Você Tema de André e Luiza 3:22
19. "Vai Rolar um Auê"   Tuca Fernandes Tema de Diva 3:44
20. "Em Balacobaco"   Eduardo Dussek Tema de Breno e Patrick 3:15
Outras canções não incluídas na trilha sonora
  • "Ai Ai Neném" – Tuta Guedes (tema de Violeta e Plínio)
  • "Dourada Cor" – Tuca Fernandes (tema de Catarina)
  • "Liga Pra Mim" – Lady Lu (tema de Dóris e Zé Maria)
  • "Ô Lá em Casa!" – Léo & Júnior (tema de Zé Maria)
  • "Pif Paf" – Rhaissa Bittar (tema de Marlene e Aragão)
  • "Quiero Besar Tu Boca" – Alejo e Marlon & Maicon (tema de Breno e Patrick)
  • "Test Drive" – Tuta Guedes (tema de Diva e Dóris)

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

Juliana Silveira (esquerda) e Rodrigo Phavanello (direita) foram elogiados por suas atuações em Balacobaco – ela pela trama densa da protagonista Isabel, enquanto ele pelo humorado locutor Plínio.[73]

Balacobaco recebeu críticas positivas dos profissionais especializados. Nilson Xavier, da coluna Blogosfera do UOL, disse que a novela "afastou o fantasma" de Máscaras ao apostar em uma abordagem totalmente oposta, elogiando a proposta "colorida, espalhafatosa e com trilha popularíssima" e acrescentando que foi louvável manter a mesma temática do início ao fim.[74] O jornalista comparou Balacobaco à Cheias de Charme e Avenida Brasil, por abordarem o cotidiano nos bairros de classe C, elogiando a atuação de Bruno Ferrari.[74] Heloísa Tolipan, do Jornal do Brasil, elogiou o apelo popular da trama, destacando as atuações de Bárbara Borges e Roberta Gualda como os elementos chaves da novela, das quais foram citadas como personagens bem construidos.[75] Geraldo Bessa, do portal Terra, disse que Balacobaco conseguiu se despedir com dignidade depois de receber a difícil missão de suceder o fracasso de Máscaras, elogiando as atuações de Juliana Silveira, dita como madura, e Simone Spoladore e André Mattos: "Entre disfarces e nuances, pai e filha protagonizam sequências divertidas e bem construídas, onde a dupla mostra-se versátil e à vontade".[76] O jornalista criticou a escalação de Victor Pecoraro como protagonista, descrito como inexpressivo, analisando que Bruno Ferrari acabou roubando a cena com "maldades e da boa atuação" em seu antagonista.[76]

A redação da coluna Na Telinha, do UOL, disse que a atuação de Juliana Silveira era o ponto forte da novela, elogiando também a atuação cômica de Antonia Fontenelle, descrita como "um papel parecidíssimo com a imagem que tem perante a opinião pública", além da trilha sonora, dita como caprichada e adequada ao público alvo da classe C, a que a novela mirava.[77] Foi analisado, porém, que alguns atores estavam sendo mal utilizados com personagens sem real importância, como Léo Rosa e Simone Spoladore e que Bárbara Borges, citada como "se destacando por sua ótima atuação", estava repetindo os trejeitos de sua personagem Elvira em Bela, a Feia.[77] Fábio Mariano, do Olhar na TV, disse que a novela cumpriu o que prometia o título, sendo "realmente do balacobaco" e descrevendo-a como uma "uma montanha russa de emoções" pela narrativa ágil e pela mistura de humor e ação, tornando-a uma história "consistente e coerente", que conseguiu não chocar as tramas paralelas humoradas com a trama principal densa.[73] Dentre as atuações destacadas como as melhores estiveram a protagonista Juliana Silveira, as cenas cômicas entre Phavanello e Simone Spoladore, as gêmeas de Bárbara e Roberta e a dupla de homossexuais interpretados por Thierry Figueira e Léo Rosa.[73]

Audiência[editar | editar código-fonte]

A estreia de Balacobaco obteve 8 pontos de audiência com picos de 13, representando um aumento de dois pontos em relação ao último capítulo de sua antecessora, Máscaras.[78][79] No final da primeira semana, porém, a trama havia perdido uma parcela da audiência, finalizando os cinco primeiros dias com 4,8 pontos, fato justificado pela inconstante mudança de horário de um dia para o outro, uma vez que em cada dia Balacobaco estava entrando no ar em uma hora diferente até se estabilizar.[80] Duas semanas depois, fixada às 22h30, a trama conseguiu recuperar-se e, em 26 de outubro, marcou 14 pontos com picos de 19.[81] O último capítulo da novela, exibido no dia 20 de maio, obteve média de 8 pontos com picos de 11 pontos e share de 15%.[82] A média final da novela foi de 7 pontos, a segunda menor de novelas da emissora desde a retomada da teledramaturgia, em 2004, sendo maior apenas que a antecessora, Máscaras.[83]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Indicação Resultado Ref.
2013 Banff World Media Festival Melhor Telenovela Balacobaco Venceu [84]
Festival y Mercado de TV-Ficción Internacional Melhor Obra de TV de Ficção / Comédia [85]
Prêmio Contigo! de TV Melhor Atirz de Novela Juliana Silveira Indicado [86]
Melhor Ator de Novela Victor Pecoraro
Bruno Ferrari
Melhor Atriz Coadjuvante Solange Couto
Melhor Ator Coadjuvante Silvio Guindane
Melhor Novela Balacobaco
Melhor Autor de Novela Gisele Joras
Melhor Diretor de Novela Edson Spinello
Melhor Atriz Infantil Bia Abreu
Ciça Banal

Referências

  1. Lima, Thiago (12 de junho de 2013). «Novela Balaco Baco foi destaque no Banff World Media, no Canadá». Correio de Uberlândia. Consultado em 1 de junho de 2014. 
  2. «Tricky Business». Record TV Network. Consultado em 6 de julho de 2014. 
  3. Flávio Ricco (21 de setembro de 2012). «Filme do SBT leva Record a mudar data de estreia de sua nova novela - Tema de abertura». UOL. Consultado em setembro de 2012. 
  4. «Nova novela da Record estreia dia 4 de outubro». Boa Informação. Consultado em 29 de agosto de 2016. 
  5. Fernando Oliveira (15 de agosto de 2012). «Mudanças na programação: confira os dias e horários das novas atrações da Record». iG. Consultado em setembro de 2012. 
  6. Fernando Oliveira (6 de agosto de 2012). «Confirmado: ‘Balacobaco’ é o título da próxima novela da Record». iG. Consultado em setembro de 2012. 
  7. Flávio Ricco; José Carlos Nery (18 de julho de 2012). «Juliana Silveira volta às novelas após mais de três anos». UOL. Consultado em 7 de setembro de 2012. 
  8. «Esquenta Balacobaco: Na trama, o ator Victor Pecoraro dá vida a Eduardo Corrêa Jr.». R7. Consultado em 24 de agosto de 2016. 
  9. «Balacobaco: quem é quem na novela da Record». M de Mulher. Consultado em 24 de agosto de 2016. 
  10. «Balacobaco: quem é quem na novela da Record». M de Mulher. Consultado em 24 de agosto de 2016. 
  11. Padiglione, Cristina. (11 de julho de 2005). "Novela de Lauro César na Record será gravada em SP" (em português). Estado de S.Paulo. Visitado em 31 de janeiro de 2011.
  12. Redação Folha Online (05 de agosto de 2008). «Estreia de "Bela, A Feia" perde para saga dos "Mutantes"». Ilustrada. Folha de S. Paulo. Folha.com. Consultado em 18 de janeiro de 2011. 
  13. «Estréia de "Cidadão Brasileiro" agrada na audiência». 14 de março de 2006. Consultado em 26 de janeiro de 2011. 
  14. «Record estréia hoje Vidas Opostas, nova novela das 22h». A Tarde. 21 de novembro de 2006. Consultado em 18 de fevereiro de 2016. 
  15. «Final de 'Vidas Opostas' bate recorde de audiência». Estadão. 29 de agosto de 2007. Consultado em 18 de fevereiro de 2016. 
  16. «Audiência de estréia de Vidas Opostas bate recorde na Record». O Fuxico. 22 de novembro de 2006. Consultado em 18 de fevereiro de 2016. 
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