Tiro e Queda

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Disambig grey.svg Nota: Se procura o filme com Mark Wahlberg (1998), veja The Big Hit.
Tiro e Queda
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 60 minutos aproximadamente
Criador(es) Luís Carlos Fusco
baseada na obra de Benjamin Wallace
Produção
Diretor(es) José Paulo Vallone
Jacques Lagoa [1]
Rodolfo Silot[1]
Produtor(es) JPO Produções
Distribuída por JPO Produções
Elenco John Herbert
Lucinha Lins
Cláudio Lins
Giuseppe Oristânio
Jorge Pontual
Mylla Christie
Karla Muga
Fausto Maule
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Tema de abertura "Tiro e Queda", Juno
Exibição
Emissora de televisão original Rede Record
Transmissão original 13 de setembro de 1999 - 7 de fevereiro de 2000
N.º de episódios 126

Tiro e Queda é uma telenovela brasileira que foi produzida pela JPO Produções e exibida pela Rede Record, entre 13 de setembro de 1999 e 7 de fevereiro de 2000[2]. A novela é baseada na obra Done Deal, de Benjamin Wallace, e tem autoria de Luís Carlos Fusco, com colaboração de Vívian de Oliveira e supervisão de texto de Yves Dumont. A direção é de Jacques Lagôa e Rodolfo Silot, com direção-geral de José Paulo Vallone.

Teve produção musical de Wallace dos Santos e direção musical de Santiago Ferraz, e contou com Lucinha Lins, Giuseppe Oristânio, Mylla Christie, Jorge Pontual e Karla Muga nos papéis principais.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Um crime. Vários suspeitos. Herdeiros vivendo anos de conflito em função de uma herança indisponível. Assassinatos sucessivos. Rosas vermelhas como prenúncio das mortes. Tudo começa seis anos antes, com um grande banquete promovido por um milionário, Raul Amarante, em sua luxuosa mansão. Dez pessoas estão presentes: o milionário, sua esposa, sete convidados e um garçom português. Por ter descoberto ser portador de uma doença incurável, o milionário decide anunciar seu testamento, no qual todos os presentes (exceto o garçom) têm interesse.[3]

O teor do testamento, porém, causa surpresa: os bens do empresário irão permanecer indisponíveis durante sete anos. Após este período, a segunda parte do documento, que alguém da confiança do milionário guarda a sete chaves, será revelada. Durante estes anos, todos os bens deverão ser administrados pela mulher do empresário, Isabel, e por seu sócio, Júlio (presentes ao jantar) que, no entanto, não podem se desfazer de nada. O clima no jantar fica pesado, com trocas de olhares de rivalidade e mal estar entre todos. No final do jantar, os convidados são conduzidos para a sala de estar, onde o garçom serve licores. De repente, as luzes se apagam e, quase no mesmo instante, ouve-se um tiro. Quando a luz volta, o milionário está caído, morto, com um tiro no coração. A arma, envolta por um lenço, está largada ao lado do corpo. Todos os presentes trocam olhares de acusação mútua.[3]

Mais de seis anos se passam. Faltam alguns meses para que o testamento anunciado pelo empresário seja revelado e, conseqüentemente, defina a propriedade de todos os bens. A confusão, porém, não pára por aí. O milionário assassinado deixou uma filha, Daniela que, apesar de cortejada por vários rapazes ricos como ela, irá se apaixonar por um mecânico, Toninho, filho do garçom português. As dificuldades entre os jovens não serão apenas decorrentes de suas diferentes condições socioeconômicas. A partir do instante em que o envolvimento entre os dois cresce, ficará claro que, por algum motivo, a vida deles corre risco.

O ator Giuseppe Oristânio interpreta Neco, dono de uma padaria do tradicional bairro de Santana.

Assim, em meio a uma seqüência de atentados, o criminoso terá os protagonistas dessa trama amorosa como alvos, contribuindo para o clima de suspense que, no entanto, deve privilegiar o ritmo ágil, na linha dos policiais clássicos, sem exacerbar a violência. Detalhe: cada ataque criminoso será sinalizado pelo surgimento de uma rosa vermelha, em alguma situação que envolva a futura vítima.[3]

Já Neco, o garçom português, prosperou na vida e é dono de uma concorrida padaria no bairro de Santana, por onde transitam vários personagens do núcleo de classe média da história. Agora viúvo, ele dividirá o seu tempo entre tentar desvendar o mistério que cerca a seqüência de crimes, como um autêntico detetive amador; conquistar uma nova companhia e encaminhar os filhos na vida. Especialmente a filha Adriana, moça fogosa, alvo de cobiça dos homens do bairro. A oficina mecânica onde o filho do garçom trabalha é outro ponto por onde uma boa parte do núcleo transita. Seu dono é Ronaldo, um carioca boêmio, flamenguista, amante do samba e do futebol, assuntos que fazem com que viva em atrito com os paulistas. Solteiro convicto, protagoniza um complicado jogo de conquista com a filha do garçom, que não o leva muito a sério.[3]

O cruzamento de todos os núcleos e tramas se dá em função do passado do milionário morto, que teria emergido do mesmo bairro (Santana), onde vivem todos os personagens de classe média. Este vínculo servirá, não só para o entrelaçamento do núcleo pobre com o rico, mas também para aguçar a curiosidade do telespectador em busca de desvendar o enigma.[3]

Produção[editar | editar código-fonte]

A telenovela foi uma tentativa de reviver na Record o sucesso que A Próxima Vítima fez na Rede Globo no ano de 1995, apresentando uma trama com premissa semelhante: assassinatos misteriosos, uma marca característica (o que na Globo era o Opala preto passa a ser uma rosa vermelha na Record) e apenas um personagem que vê ligações entre os assassinatos: Irene (Vivianne Pasmanter) em A Próxima Vítima, e Neco Giuseppe Oristanio em Tiro e Queda.

A telenovela não alcançou o sucesso esperado, por isso teve o seu final antecipado[4].

Em 2002 a Record chegou a anunciar uma reprise da telenovela, no horário em que Louca Paixão estava sendo reapresentada. No entanto, o horário foi cancelado logo após o término da telenovela anterior. Na Record Internacional "Tiro e Queda" já foi exibida pelo menos duas vezes.


Foi a última novela dos atores Laerte Morrone, falecido em 2005, e Cláudio Mamberti, falecido em 2001.

Elenco[editar | editar código-fonte]

A atriz Angelina Muniz intepreta Lúcia.
ator personagem
Lucinha Lins Isabel Amarante
Giuseppe Oristânio José Manuel Cordeiro (Neco)
Cláudio Lins Renato Amarante
Mylla Christie Daniela Amarante de Castro
Eri Johnson Luís Vasconcellos (Pão Doce)
Jorge Pontual Antônio Cordeiro (Toninho)
Cláudio Fontana Marcelo Amarante
Laerte Morrone Alfredo Gomes
Angelina Muniz Lúcia Pires
Domingos Montagner Ernesto Costa
Geórgia Gomide Conceição Cordeiro
Sônia Lima Cláudia Amarante Magalhães
Dênis Derkian Vítor Magalhães
Karla Muga Carolina Gomes
Paulo César Grande Júlio Bellini
Myrian Rios Vanessa Bellini
Fausto Maule Gabriel Bellini
Cláudio Mamberti Dr. Belarmino Aranha
Guilhermina Guinle Adriana Cordeiro
Vanessa Vholker Mariana Pires
Reynaldo Gonzaga Rogério Pires
Marcos Breda Ronaldo Antunes (Carioca)
Rosana Muniz Paula Magalhães
Cláudio Curi Xuxú
Milton Levy Roda Presa
Grace Gianoukas Claudinéia (Néia)
Maurício Agrella Rodinha
Patricia Carvalho Garçonete
Sandra Théa Gilda
Participações Especiais
ator personagem
John Herbert Raul Amarante
Gílson Gomes Marujo
Ricardo Taylor Morte Certa
Tânia Alves Maria Dolores
Fernando Eiras Basílio
Adriano Reys Médico
Antônio Petrin Detetive
Adriana de Castro Apresentadora Do Telejornal

As Vítimas[editar | editar código-fonte]

As vítimas do assassino, que no final descobriu-se ser Carolina, personagem de Karla Muga, que se vingou da família Amarante por ter sido sempre preterida por ser a filha do motorista Alfredo (Laerte Morrone) foram, não necessariamente nesta ordem:

Na época, foram gravados mais dois finais, sendo os assassinos Aranha (Cláudio Mamberti) e Alfredo, respectivamente.

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Capa: Mylla Christie

  1. Tiro e Queda - Juno (tema de abertura)
  2. Te Quero Tanto - Maurício Manieri
  3. A Estrada - Cidade Negra
  4. Garoto Zona Sul - Molejo
  5. Primavera - Jane Duboc
  6. Uma História de Amor - Fábio Jr.
  7. Sexta-Feira - Laia Vunje
  8. Mágico Amor - Marcelo Augusto
  9. No Compasso do Criador - Katinguelê
  10. Preguiça - Ultraje a Rigor
  11. Sem Você (O Sol não Bate) - Taska
  12. Coração de Bolero - Tânia Alves
  13. Quero Ouvir a Tua Voz - Bala, Bombom e Chocolate
  14. Sozinho - Tim Maia

Referências

  1. a b «Rede Record - Tiro e Queda - Ficha Tecnica». Portal Rede Record 
  2. «Record estréia novela policial». Folha da Região. 12 de setembro de 1999. Consultado em 9 de maio de 2016. 
  3. a b c d e «Rede Record - Tiro e Queda - Sinopse». Portal Rede Record 
  4. «Record troca "Tiro e Queda" por mexicana». Folha Ilustrada. 28 de outubro de 1999. Consultado em 9 de maio de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]