Jane Duboc

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Jane Duboc
Informação geral
Nome completo Jane Duboc Vaquer
Nascimento 16 de novembro de 1950 (68 anos)
Local de nascimento Belém, Pará
Nacionalidade Brasileira
Gênero(s) MPB, jazz, bossa nova, pop
Instrumento(s) Vocal, violão, piano, teclados
Período em atividade 1967 - atualmente
Outras ocupações Esportista e escritora
Gravadora(s) Som Livre
Afiliação(ões) Ilusão
Quarteto das Tri
Bacamarte
Página oficial www.janeduboc.com.br/

Jane Duboc Vaquer (Belém, 16 de novembro de 1950) é uma cantora, compositora, esportista e escritora brasileira. Jane, que aparece na posição 73 da lista As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira pela Rolling Stone Brasil,[1] alcançou sucesso nos anos 1980 com temas românticos, como “Chama da paixão”, “Sonhos” e “Besame”.[2] Segundo a revista Rolling Stone Brasil, "sua interpretação de “Besame”, de Flávio Venturini, incluída na trilha da novela Vale Tudo (1988), é um dos pontos altos de sua trajetória".[1]

Em 2006, seu álbum, Uma Voz... Uma Paixão, foi indicado ao Grammy Latino como "Melhor Álbum de MPB".[3]

Além de sua sólida carreira solo, Jane ganhou notoriedade por ter gravado, em 1983, como vocalista, o álbum Depois do Fim, da banda brasileira de rock progressivo Bacamarte,[4] considerado pela comunidade Prog Archives como um dos 100 Melhores Álbuns de Rock Progressivo de Todos os Tempos.

Seu fã-clube - "Minas em Mim" (nome de um de seus discos, lançado em 1988) - já conseguiu catalogar mais de cem discos com a participação de Jane Duboc. Discos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Hermeto Pascoal, Roberto Sion, Sarah Vaughan, além de discos infantis e curso de inglês. Sua voz pode ser ouvida freqüentemente em jingles comerciais, o que não impede que dê impulso à carreira de solista, bem-sucedida até mesmo no Japão.[5]

Jane é conhecida também por ser a mãe do cantor Jay Vaquer, nascido do fruto de seu casamento com o também músico Jay Anthony Vaquer, que foi guitarrista do Raul Seixas.[6]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Natural de Belém, Jane é filha de Hilmo Moreira, membro da Academia Paraense de Letras, e da professora de línguas Jandyra Duboc.[7]

Aos treze anos de idade Jane Duboc já fazia apresentações filantrópicas no colégio onde estudou, na televisão e em festivais. Em Belém, formou o conjunto Ilusão e, quando morou em Natal, o Quarteto das Tri, cujo nome se deve ao fato de todas as integrantes terem sido tricampeãs nos esportes (era um conjunto que imitava o Quarteto em Cy). Atuou muito como esportista, ganhando muitas medalhas em competições estaduais de natação, voleibol, tênis e tênis de mesa. Pelas qualidades esportivas, a Assembleia Legislativa de Belém criou o Prêmio Jane Duboc Vaquer para incentivar todos os esportistas paraenses.[8][9]

Carreira como Cantora[editar | editar código-fonte]

Anos 1960[editar | editar código-fonte]

Em 1966, Jane Duboc foi Campeã Paraense de Voleibol.

Por conta de seu talento desportivo, aos 17 anos, Jane ganhou uma bolsa de estudos e foi para os Estados Unidos,[10] onde morou por seis anos. Lá estudou música e atuou como cantora, instrumentista (cantava em bares, boates, clubes e igrejas) e professora. Na Faculdade de Música da Universidade da Geórgia, estudou orquestração, canto lírico, flauta e arte dramática, onde também chegou a lecionar História da Música.[11]

Em 1969, Jane casou-se com o músico Jay Anthony Vaquer,[12] com quem teve seu filho Jay Vaquer.

Anos 1970[editar | editar código-fonte]

Em 1970, juntamente com seu marido, criou a Fane Jazz Band (mais tarde a banda passou a se chamar passou a se chamar "Fein"), da qual era líder e vocalista, além de tocar violão e guitarra. Foi com esta banda, que tocava covers de Jimi Hendrix, Cream e Led Zeppelin, que Jane gravou o compacto "Pollution", na época produzido por Raul Seixas. A letra da música (composta pela Jane) falava de poluição, de anestesia. Segundo Jane, "o Dops (Departamento de Ordem Política e Social) ameaçou me prender, aí eu, muito rebelde na época, resolvi fazer scat singing, sem letra. Raul Seixas já era meio doido também, e a gente fez o trabalho tudo com compasso assimétrico".[13]

No início da década de 1970, também juntamente com seu esposo Jay Anthony Vaquer e com Bill French formou o "Trio Rio", uma banda que tocava Música Brasileira nos EUA.[14] Ainda na década de 1970, Jay Anthony Vaquer criou uma agência de publicidade chamada "Vaquer Productions", que, em 1975, ganhou um Gold Award por um comercial de televisão, que contou com Jane cantando.[14]

Em 1971, como Jane Vaquer, defendeu a canção "No ano 83" (autoria de Sérgio Sampaio), no VI Festival Internacional da Canção, da Rede Globo.[15]

Em 1972, gravou a trilha-sonora do filme Janaína - A Virgem Proibida e da peça "Encontro no Bar" (com Camila Amado e Otávio Augusto). Foi nesta época também que Jane passou a excursionar com Egberto Gismonti nos shows "Água e Vinho I e II", e participando - com vocais e tocando percussão - do seu CD "Árvore", que foi lançado em 1973.

Também em 1973, juntamente com Jay Anthony Vaquer, gravou o LP "Morning The Musicians" (selo RCA) com a participação de Luiz Eça, Paulo Moura, Noveli e Bil French.[16][17]

Em 1977, Jane retorna definitivamente ao Brasil, onde foi crooner da "Banda Veneno", do maestro Erlon Chaves.[18] Também integrou o coral da Rede Globo gravando várias aberturas de programas e participou de um disco de Chico Anysio ("Linguinha").[19]

Ainda em 1977, Jane gravou, pelo selo Marcus Pereira, os LPs "Acalantos Brasileiros" e "Música popular do Norte", cantando, neste último, músicas folclóricas regionais. Em ambos, ela é creditada como Jane Vaquer.

Em 1979 ela compõe e grava, com Guto Graça Melo, a trilha sonora para o filme Amor Bandido, de Bruno Barreto.

Ainda nos anos 70, excursionou com Egberto Gismonti nos shows "Água e Vinho I e II", participando - com vocais e tocando percussão - do seu CD "Árvore".

Por fim, Jane foi integrante da "Zurama Jingles" gravando comerciais para a companhia de Ivan Lins, Eduardo Souto Neto, Tavito e Paulo Sergio Valle. O mais famoso comercial que Jane participou foi cantando no comercial da "Soletur Turismo", que foi veiculado em rede nacional de TV. Também foi integrante da "Rio Jazz Orquestra" de Marcus Spillman, cantando temas de Duke Ellington e outros nomes do Jazz. Participou das gravações de discos dos grupos "Os Motokas" e "Os Skates" cantando com Claudinha Telles e o grupo Roupa Nova, que na época se chamava "Os Fanks".

Anos 1980: Primeiros Álbuns Solo[editar | editar código-fonte]

Em 1980, Jane lança o álbum "Languidez", que contou com várias participações ilustres, como Toninho Horta, Djavan, Sivuca e outros.[20] O álbum foi aclamado positivamente pela critica, e a canção "Manoel, o audaz" (Toninho Horta e Fernando Brant), ganhou clipe no programa "Fantástico", da Rede Globo.

Depois de "Languidez", vieram mais discos e participações em LPs como "O Grande Circo Místico", de Chico Buarque e Edu Lobo, em que gravou a canção "Valsa dos Clowns".[21]

Em 1982, participa do Festival MPB-Shell. Interpretando a canção "Doce Mistério (Tentação)", de Tunai e Sérgio Natureza, Jane termina na terceira posição.[22]

Banda Bacamarte[editar | editar código-fonte]

Em 1983, integrou como vocalista a banda brasileira de rock progressivo Bacamarte.[4] Gravaram o álbum Depois do Fim, o ponto mais alto e sofisticado ante toda a carreira que tomaria mais tarde a cantora, considerado pela comunidade Prog Archives como um dos 100 Melhores Álbuns de Rock Progressivo de Todos os Tempos[23]

Apesar de na época Jane já ter uma carreira solo distante do rock, anteriormente ela já havia feito vocais para canções de Raul Seixas (creditada como Jane Vaquer).[24]

Segundo Mario Neto, guitarrista da banda, a Jane entrou para a banda após ser recomendada pela mulher do Ronaldo Curi do Rock concert.[24]

"Mostrei o material, ela topou cantar e foi ao estúdio. O engraçado é que ela entrou aquecendo a voz e, na primeira, não encaixava de jeito nenhum na música. Os meus colegas de banda quiseram me matar. Na segunda vez, ela disse para ligarem o gravador e cantou tudo certinho. Depois, fez uma série de apresentações com a gente, mas precisou largar para investir na carreira solo."[24]
Mario Neto, guitarrista da banda Bacamarte.

Em 2012, a cantora faria novamente apresentações com a banda.[25] Pela primeira vez as músicas do obscuro disco Sete Cidades, lançado em 1999, foram executadas no palco com vocais de Jane.[26]

Pós Bacamarte: Fase Romântica e Sucesso Nacional[editar | editar código-fonte]

Em 1984, participou, como a cantora de um café, do filme americano, Blame It on Rio.[27]

Até então, Jane já possuía no currículo três LPs (Languidez, Jane Duboc, e Ponto de Partida, todos distribuídos por pequenos selos), porém ainda era pouco conhecida do grande público.

Em 1987, Jane assinou com a gravadora GEL / Continental, que tinha como diretor artístico Wilson Souto Junior, criador do espaço cultural alternativo Lira Paulistana. Disposto a investir fortemente em Jane Duboc, Wilson deixou-a totalmente à vontade para escolher o repertório daquele seu novo álbum, mas com uma única condição: das doze faixas do álbum, ao menos duas necessitariam ter apelo radiofônico. Jane, então, investiu em músicas românticas, e para isso, recorreu ao seu amigo Cido Bianchi, que havia integrado o Jongo Trio na década de 60. A pedido de Jane, Cido transformou um jingle que havia feito para a rede de lanchonetes Bob’s na canção “Chama da Paixão”, composta em parceria com Thomas Roth.[28] Outro destaque do álbum foi a canção "Sonhos". Produzidas pelos magos do pop Lincoln Olivetti e Arnaldo Saccomani, ambas tocaram exaustivamente nas rádios e emissoras de TV de todo o Brasil.[29]

Finalmente o sucesso e o reconhecimento nacional chegaram, e abriram caminho para a participação de suas músicas em trilhas de novelas.[30] A canção "Sonhos" foi tema de Cláudia e Fernando, principal casal da novela Fera Radical, da Rede Globo, vividos pela Malu Mader e José Mayer.[31]

A cantora também figurou em Vale Tudo, folhetim das 20h da Rede Globo, com “Besame” (Flávio Venturini / Murilo Antunes), tema do vilão "César", vivido pelo ator Carlos Alberto Ricelli, que foi gravada exclusivamente para a trilha da atração. A revista Rolling Stone Brasil considera a interpretação desta música o ponto alto de sua carreira.[1]

Nessa época, Jane passou a figurar constantemente no programa Globo de Ouro entoando os dois hits de seu primeiro álbum pela Continental. A atração, exibida pela Rede Globo, se notabilizou por apresentar os sucessos do momento em formato de ranking. “Cassino do Chacrinha”, da Rede Globo, e “Viva a Noite”, do SBT, ajudaram a popularizar ainda mais a cantora.

Em 1989, o álbum Feliz, também com o selo GEL / Continental é lançado, de forma mais discreta que o anterior, mas que se valeu muito da repercussão de seu antecessor. A canção "Prazer Sem Fim" foi tema de abertura da novela Cortina de Vidro, do SBT[32]

Anos 1990[editar | editar código-fonte]

Em 1990, com o grande respaldo de sua formação nos Estados Unidos, Jane Duboc assinou contrato com José Maurício Machline e estreou, no Ópera Room (SP), o espetáculo "Movie Melodies", interpretando exclusivamente clássicos do cinema norte-americano como "As time goes by" (Herman Hupfeld), "True love" (Cole Porter) e "Bewitched" (Rodgers e Hart), entre outras. Seguiu com o show por várias cidades brasileiras.[33] O show teve tamanha receptividade que em 1992 gravadora MoviePlay o transformou em um CD. Foi com este álbum que Jane foi contemplada, em 1992, com o Prêmio Sharp, na categoria de Melhor Cantora - Canção Popular.[34]

Em 1991 (Um ano antes do lançamento do Cd Movie Melodies), Jane havia assinado com a gravadora BMG, que lançou o álbum Além do Prazer.

Em outubro de 1993, Milton Nascimento convidou Jane Duboc para participar do show de Peter Gabriel, realizado no Olympia de São Paulo. Ela foi convidada para substituir a cantora Sinead O'Connor e cantar a música "Blood in the Even".

Ainda em 1993, Jane viajou aos Estados Unidos, onde gravou, com o saxofonista Gerry Mulligan, um dos mais respeitados nomes do Jazz mundial, o CD "Paraíso". Gerry Mulligan desejava gravar com Jane desde o tempo em que ela excursionava com Toquinho pela Itália. Este belíssimo disco foi lançado inclusive no Japão. Segundo Jane, "este foi o momento mais brilhante da sua carreira".[35]

Em 1998, gravou, em parceria com o violonista e compositor paraense Sebastião Tapajós, o álbum Da Minha Terra, em que gravam músicas compostas por compositores paraenses.[36]

Em 1999 lançou, pela gravadora Pau Brasil, o disco "Clássicas", em parceria com a veterana cantora Zezé Gonzaga.[37]

Em abril de 1999, Jane Duboc, Gilberto Gil e Egberto Gismonti, fizeram uma apresentação juntos no "Heineken Concerts'99", que aconteceu no " Tom Brasil"-SP, com especial gravado para a TV.[38]

Anos 2000[editar | editar código-fonte]

Em 29 de novembro de 2000, Jane participou do show beneficente "MPB canta Beatles", realizado no ATL Hall. O show objetivava arrecadar fundos para a Aminca (Associação dos Amigos do Instituto Nacional do Câncer), e foi produzido pelo canal Multishow.[39]

Em 2002, Jane comemorou 30 anos de carreira com o lançamento do álbum Sweet Lady Jane, gravado em Nova York com produção de Ivan Lins, onde ela canta bossa nova em um estilo cool jazz.[40] O cd é vendido juntamente com um VCD de aproximadamente 15 minutos com fotos de sua carreira, desde a infância até "Sweet Lady Jane".

Ainda em 2002, Jane recebeu um convite do Maestro Nelson Ayres para, junto com Edu Lobo, cantar com a Orquestra Sinfônica de Israel (do maestro Zubin Mehta), uma das cinco melhores orquestras sinfônicas do mundo. O show aconteceu em Israel.[41]

Em 2003, a gravadora "EMI Music South East Asia" a incluiu como cantora brasileira para fazer parte do CD "Pink - Champagne", coletânea para grandes cantoras mundiais, como: Ella Fitzgerald, Billie Holliday, Sarah Vaughan, Liza Minnelli, Edith Piaf, Nina Simone, Judy Garland e outras.[42]

Em 2004, a gravadora "Universal Music Polska" lançou na Bulgária o CD "Rendez-Vous On The Jazz Boulevard", que inclui Jane junto com grandes nomes da boa música mundial (Norah Jones, Diana Krall, Natalie Cole, Josefine Cronholm, Patricia Kass, Roberta Flack, Laura Fygi, Julie London, dentre outras). Em 2006, seu CD "Uma Voz, Uma Paixão" foi indicado ao Grammy Latino de música.

Em 2005, o selo Argus lançou no Japão o álbum Glow, resultado da parceria entre a cantora Jane Duboc, o saxofonista e pianista Vinícius Dorin e o multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo. Feito sob medida para produtores europeus, o projeto teve início em 2004 quando os três músicos ficaram durante 10 dias em um sítio trabalhando na escolha do repertório, nos arranjos e na concepção.[43] No ano seguinte esse álbum seria lançado no Brasil com o selo EMI.[44]

Ainda em 2005, no dia 17 de Outubro, a coletânea Uma Voz... Uma Paixão é lançada pelo selo EMI. No ano seguinte ao seu lançamento, este álbum foi indicado ao Grammy Latino como Melhor Álbum de MPB[3]

Em 2007, a gravadora Biscoito Fino lança Uma Porção de Marias, que é o segundo álbum da parceria entre a cantora Jane Duboc e o multi instrumentista Arismar do Espírito Santo.[45]

Em 2008, lança, novamente pela gravadora Biscoito Fino, o álbum Canção da Espera - Jane Duboc canta Egberto Gismonti. Segundo a cantora, "é o CD que eu sempre quis fazer. Um dia (a empresária) Lília Klabin me perguntou o que eu queria ter feito e não fiz. E era isso. Quando me foi dado um sinal aberto para o projeto, reuni os amigos pra fazer os arranjos. Sonho com isso desde 1971."[46]

Em 2009, Jane grava, ao lado do guitarrista Victor Biglione, o álbum Tributo a Ella Fitzgerald.[47] No ano seguinte ao seu lançamento (2010), o álbum foi o vencedor do 21º Prêmio da Música Brasileira como "Melhor Disco em Língua Estrangeira"[34]

Anos 2010[editar | editar código-fonte]

Em 2010, Jane lança, pelo seu selo Jam Music, o álbum Sweet Face Of Love - Jane Duboc sings Jay Vaquer, em que ela interpreta as músicas de seu filho, Jay Vaquer, é lançado.[48]

Em 2012, o álbum Home is a River, em parceria da cantora com o pianista estadunidense radicado no Brasil Jeff Gardner, é lançado.[49][50]

Em 2016, Jane foi homenageada pelo cantor mineiro Cadu de Andrade e o arranjador Jether Garotti Jr., que lançaram o álbum “Cantor”, onde eles revisitaram canções emblemáticas da artista. A concepção inicial era prestar uma homenagem a Jane justamente com um apanhado de sua carreira, mas a própria artista acabou envolvida em todo o processo do disco, sendo a própria que sugeriu o título do álbum.[51]

Carreira como Escritora[editar | editar código-fonte]

Como escritora, Jane é autora dos livros: "Através de Paredes" (poemas), "Jeguelhinho" e "Bia e Buze" (infantis). Os 2 livros infantis viraram peças musicais.

Todos estes livros foram lançados pelo editora paraense CEJUPE.

Em 2011, Jane Duboc deu início ao projeto da peça infantil "O Índio Cauã e a Sustentabilidade" como diretora musical.

Em 2012 lançou um audiolivro: "Lian, o surfista da Pororoca" que também é uma peça de teatro musical,[52] e em 2013 lançou o livro "Tomara" sobre a felicidade e as mulheres. Neste mesmo ano, recebeu o Prêmio TOP OF BUSINESS por sua contribuição para a Cultura e Empreendedorismo no Brasil.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Creditada como Jane Vaquer[editar | editar código-fonte]

Banda Fein[editar | editar código-fonte]

com Gay Anthony Vaquer[editar | editar código-fonte]

Com José Tobias[editar | editar código-fonte]

Participação em Outros Projetos[editar | editar código-fonte]

Ano Artista/Banda Álbum Música Ref.
1971 Chico Anysio Linguinha - Trilha Sonora Original Participação na faixa "Mr. Yes"
1971 Vários Artistas Coletânea "A Medida Do Sucesso" (Som Livre) Vocais na faixa "Oh Me Oh My"
1976 Vários Artistas Música Popular do Norte (LP) Participação nas músicas "Rolinha (Chula Marajoara)", "Tajapanema (Foi Bôto, Sinhá) (Canção Amazônica)", "Querer Bem Não É Pecado (Toada)", "Cabocla Bonita (Toada)" e "Murucututu (Acalanto)" [53]

Como Jane Duboc[editar | editar código-fonte]

Compactos Simples[editar | editar código-fonte]

Álbuns de Estúdio[editar | editar código-fonte]

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

Com a Banda Bacamarte[editar | editar código-fonte]

Demais Créditos[editar | editar código-fonte]

Ano Artista/Banda Álbum Crédito Ref.
1980 Vários Artistas Coletânea "Mpb 80 - Vol.2" Participação na faixa "Saudade" [54]
1983 Silvio Cesar A mais antiga profissão Loucura e Razão
1988 Peninha Quem eu quero é você Quem eu quero é você
2000 Nem Tão São Jay Vaquer Arranjadora de voz
2003 Vários Artistas Coletânea "Pink - Champagne" (EMI Music South East Asia) Faixa "If It's Magic" [42]
2004 Vários Artistas Coletânea "Rendez-vous on the Jazz Boulevard vol.2" Música "Lady Jane"
2011 Sergio Dumont Sergio Dumont Part. Especial na faixa "Realeza Vulgar" [55]

Músicas em Trilhas-Sonoras de Novela[editar | editar código-fonte]

Ano Novela Música Info Ref.
1980 Olhai os Lírios do Campo "Canto Triste"
1988 Fera Radical (Rede Globo) "Sonhos" Tema do principal casal da trama, Cláudia e Fernando, vividos pela Malu Mader e José Mayer [31]
1989 Vale Tudo (Rede Globo) "Besame" Tema do vilão "César", vivido pelo ator Carlos Alberto Ricelli
1989 O Salvador da Pátria (Rede Globo) "De corpo inteiro" Tema da "Gilda", personagem interpretado por Susana Vieira [56]
1989 Cortina de Vidro (SBT) "Prazer Sem Fim" Tema de Abertura [32]
1998 Meú pé de laranja lima |Tema de Abertura


2000 Laços de Família (Rede Globo) Abraçável Você Tema de "Miguel", personagem interpretado por Tony Ramos [57]
2008 Beleza Pura (Rede Globo) "Acontece" [58]

Prêmios e Indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Trabalho Resultado Ref.
1980 Festival da Nova Música Popular Brasileira de 1980 Melhor Intérprete Feminino Canção Saudade Venceu [59]
1987 Prêmio Festival da Mulher-SP Melhor Intérprete álbum "Jane Duboc" Venceu
1991 Prêmio Sharp Melhor Cantora - Canção Popular álbum "Movie Melodies" Venceu
2006 Grammy Latino Melhor Álbum de MPB Uma Voz... Uma Paixão Indicado [3]
2010 21º Prêmio da Música Brasileira Disco Língua Estrangeira Tributo a Ella Fitzgerald Venceu [60]
2018 29o Prêmio da Música Brasileira Melhor Álbum Independente Duetos Indicado [61]

Outros Prêmios[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d rollingstone.uol.com.br/ Arquivado em 15 de maio de 2017, no Wayback Machine. AS 100 MAIORES VOZES DA MÚSICA BRASILEIRA
  2. revistaepoca.globo.com/ Jane Duboc: “Não lamento por não estar na TV”
  3. a b c musica.terra.com.br/ Grammy Latino 2006
  4. a b conexaojornalismo.com.br/ Música de domingo: Jane Duboc soltando a voz no Progressivo Bacamarte
  5. culturabrasil.cmais.com.br/ Jane Duboc - A trajetória da paraense que, de esportista premiada, tornou-se uma das mais importantes intérpretes brasileiras
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  11. jornalcruzeiro.com.br/ Jane Duboc traz ares de Minas Gerais ao Campolim
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  29. folha.uol.com.br/ Jane Duboc adota banquinho e violão
  30. campinas.com.br/cultura/ Jane Duboc faz show gratuito em Campinas em comemoração aos 35 anos de carreira
  31. a b revistaepoca.globo.com/ Reprise do Globo de Ouro cai no gosto dos internautas
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  33. millarch.org/ José Maurício, o cantor que ama (e ajuda) a MPB - Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 01 de fevereiro de 1992
  34. a b [Dicionário Cravo Albin Jane Duboc - Dados Artísticos Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "premio" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  35. comerciodojahu.com.br/ "A música está acima de definições", fala Jane Duboc
  36. cliquemusic.uol.com.br/ Da Minha Terra - Jane Duboc e Sebastião Tapajós (1998)
  37. cliquemusic.uol.com.br/ Clássicas - Zezé Gonzaga e Jane Duboc (1999)
  38. dgabc.com.br/ Gilberto Gil, Egberto Gismonti e Jane Duboc são destaques da 2ª noite do Heineken Concerts
  39. cliquemusic.uol.com.br/ MPB canta Beatles em show beneficente
  40. folha.uol.com.br/ Jane Duboc comemora 30 anos de carreira com CD e turnê
  41. cliquemusic.uol.com.br/ Nelson Ayres rege Filarmônica de Israel em programa de música brasileira
  42. a b samba-choro.com.br/ Arquivado em 24 de junho de 2013, no Wayback Machine. Por Acaso: TVE - Na segunda parte do programa, a cantora e compositora Jane Duboc fala sobre o seu trabalho "Pink Champagne"
  43. dedinhasp.blog.uol.com.br/ Arismar do Espírito Santo, Jane Duboc e Vinícius Dorin lançam CD no SESC Vila Mariana
  44. territoriodamusica.com/ Arquivado em 25 de outubro de 2017, no Wayback Machine. Jane Duboc e Arismar do Espírito Santo em CD com clássicos nacionais
  45. clubedejazz.com.br/ Jane Duboc e Arismar do Espírito Santo - Uma Porção de Marias
  46. Jornal A Gazeta Jane Duboc canta o mestre (por Vitor Lopes)
  47. territoriodamusica.com/[ligação inativa] Jane Duboc e Victor Biglione: Tributo a Ella Fitzgerald
  48. Mauro Ferreira (16 de dezembro de 2010). «De olho no exterior, Jane canta Jay em inglês no CD 'Sweet Face of Love'» 🔗 
  49. Guia Folha – Livros, Discos, Filmes”, em 30/03/2013
  50. funarte.gov.br/ “Home is a River” – Jane Duboc e Jeff Gardner (EUA)
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  57. canalviva.globo.com/ A trilha sonora "nacional" da novela Laços de Família
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  59. memoriaglobo.globo.com/ Festival da Nova Música Popular Brasileira - MPB 80
  60. g1.globo.com/ Vencedores do Prêmio da Música Brasileira 2010
  61. premiodamusica.com.br/
  62. jb.com.br/ Prêmio destaca artistas comprometidos com a cultura brasileira
  63. staffcompany.blogspot.com/ Jane Duboc recebe Troféu Top of Business 2013

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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