Bruno Barreto

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Bruno Barreto
Bruno Barreto, Berlinale 2013.
Nome completo Bruno Villela Barreto Borges
Nascimento 16 de março de 1955 (62 anos)
Rio de Janeiro  Rio de Janeiro
Ocupação cineasta
Outros prêmios
Festival de Gramado - Melhor Diretor:
1977 Dona Flor e Seus Dois Maridos
IMDb: (inglês)

Bruno Barreto (Rio de Janeiro, 16 de março de 1955) é um cineasta brasileiro, mais notável por dirigir Dona Flor e Seus Dois Maridos (1977), o segundo maior público da história do cinema brasileiro com 10 milhões de espectadores,[1] e O Que É Isso, Companheiro? (1997), indicado ao Oscar de filme estrangeiro. Foi casado com a atriz Amy Irving, ex-esposa do cineasta americano Steven Spielberg.

Teve seu primeiro longa-metragem, Tati, a Garota, financiado por sua avó, Lucíola Villela, e foi um dos produtores do filme Menino do Rio, crônica sobre um grupo de adolescentes cariocas que vivem à beira-mar.

Biografia[editar | editar código-fonte]

“Não existe receita de sucesso. Veja o caso do Bossa Nova. Não fiz porque faria sucesso, mas porque tinha saudade do Rio. Se o Woody Allen fez Manhattan, eu quis fazer o Bossa Nova”

Levar o Brasil para concorrer ao Oscar de melhor estrangeiro com o filme O Que é Isso, Companheiro? (1997) e ser dono da segunda bilheteria de um filme brasileiro, com aproximadamente 10,8 milhões de espectadores com o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), recorde que permaneceu há mais de trinta anos quando foi superado por Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora É Outro. Estes são apenas dois exemplos da carreira do cineasta carioca Bruno Barreto, mas sua biografia não se resume a isso.

Bruno nasceu 16 de março de 1955 já em berço esplêndido, pelo menos cinematograficamente falando. Seus pais são os produtores Lucy e Luiz Carlos Barreto, donos da Produtora ‘LCD Barreto Filmes do Equador’, responsável por importantes filmes brasileiros como “Assalto ao Trem Pagador”, de Roberto Farias (1961), “Vidas Secas”, de Nelson Pereira dos Santos (1963) e “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha, sem contar a maioria dos filmes de Bruno e seu irmão, Fábio Barreto, diretor do também indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por “O Quatrilho” (1995).

Foi então crescendo neste meio cinematográfico, cercado e vendo a realização destas produções, que o jovem Bruno decidiu entrar para a carreira de cineasta, filmando desde novo alguns curtas dentre eles “Bahia, à vista”(1967), que aparece nas listas da sua filmografia com seu primeiro trabalho.

Cinco anos depois, com apenas 17 anos, filmou seu primeiro longa, “Tati, A Garota” (1972), onde dirigiu atores experientes como Dina Sfat, Hugo Carvana e Wilson Grey. Dois anos depois veio o segundo filme, o drama A Estrela Sobe, que o diretor diz ter sido um bom sucesso de público. Mas com certeza não foi nada perto do que lhe reservava seu terceiro filme, “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976). Com apenas 21 anos, Bruno resolve adaptar a famosa obra literária do escritor baiano Jorge Amado e coloca como seus protagonistas astros da época como Sonia Braga (a Dona Flor), José Wilker e Mauro Mendonça (seus dois maridos). O resultado foi a melhor bilheteria nacional de todos os tempos, com aproximadamente 12 milhões de espectadores, número batido por apenas uma produção americana no Brasil, o drama Titanic (1997).

Outra incursão de Bruno na vasta obra de Jorge Amado foi em 1983 com o filme Gabriela, Cravo e Canela, onde imortalizou Sonia Braga no papel de Gabriela e ainda contou com um dos maiores atores de todos os tempos no elenco, o italiano Marcelo Mastroianni. Ainda no campo das adaptações, outro clássico que Bruno levou aos cinemas foi O Beijo do Asfalto (1981), peça de Nelson Rodrigues.

Depois de mais duas produções ainda nos anos 80, Além da Paixão (de 1985, com Regina Duarte) e Romance da Empregada (de 1987, com Betty Faria), Bruno Barreto teve nos anos 90 uma ampla carreira internacional. A começar pela vida pessoal, quando se casou com a atriz americana Amy Irving, indicada pelo filme “Yentl” (1983) ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. Nos filmes foram quatro produções nos states: “Assassinato sob Duas Bandeiras” (“A Show Of Force”, 1990), com sua mulher Amy Irving e Andy Garcia (de “O Grande Chefão 3”); O Coração da Justiça (de “The Heart Of Justice”, 1992), Atos de Amor (“Carried Away”, 1995) e “Entre o Dever e a Amizade” (“One Tough Cop”, de 1998).

Mas foi com um trabalho brasileiro, o único da década, O Que é Isso, Companheiro?, que Bruno conseguiu chegar a maior premiação do cinema, o Óscar, levando o longa à indicação de melhor filme estrangeiro.

Nos últimos anos, Bruno até se arriscou em uma grande produção hollywoodiana, “Voando Alto” (2003), protagonizado pela estrela Gwyneth Paltrow. Mas o filme foi um grande fracasso comercial e de critica, o que fez o cineasta afirmar iria concentrar seu trabalhos mais no Brasil.

Em produções brasileiras, Bruno rodou ultimamente “Bossa Nova” (2000), comédia romântica que se passa no Rio de Janeiro e tem como par romântico sua mulher Amy Irving e galã Antonio Fagundes, a comédia O Casamento de Romeu e Julieta (2003) e adaptação da peça teatral de Juca de Oliveira, “Caixa Dois” (2007).

Em 2013 dirigiu o drama de época Flores Raras que recria o relacionamento amoroso entre a arquiteta e paisagista brasileira Lota de Macedo Soares (Gloria Pires) e a poeta americana Elizabeth Bishop (Miranda Otto), no Rio de Janeiro dos anos 1950 e “Crô - O Filme” protagonizado por Marcelo Serrado e baseado no mesmo personagem da Novela da Rede Globo Fina Estampa.[2][3] [4]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]