Hugo Carvana

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Hugo Carvana
Nome completo Hugo Carvana de Hollanda
Nascimento 4 de junho de 1937
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileiro
Morte 4 de outubro de 2014 (77 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Atividade 1961 - 2014
Cônjuge Martha Alencar (1979 - 1992/divorciado)
Outros prêmios
  • Kikito de Ouro de melhor ator, no Festival de Gramado (1991)
  • Troféu Candango de Melhor Ator no Festival de Brasília (1991)
  • Kikito de Ouro de melhor roteiro, no Festival de Gramado (1983)
  • Kikito de Ouro de melhor filme (1973)
IMDb: (inglês)

Hugo Carvana de Hollanda (Rio de Janeiro, 4 de junho de 1937Rio de Janeiro, 4 de outubro de 2014) foi um ator e diretor de cinema e televisão brasileiro. O ator tornou-se conhecido do grande público na televisão interpretando personagens notáveis, como o jornalista do seriado Plantão de Polícia, "Valdomiro Pena", nos anos 80, embora não escondesse sua paixão pelo cinema.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início e consagração[editar | editar código-fonte]

Hugo Carvana trabalhou em mais de cem filmes, desde a época em que começou, participando de algumas produções como figurante, por volta do ano de 1955, nas chanchadas da Atlântida. Passando no inicio da década de 1960 por seu primeiro papel de destaque em Esse Rio que Eu Amo, atuando ao lado de Agildo Ribeiro e Tônia Carrero. Até os sucessos de Bar Esperança e O Homem Nu, como diretor.[2] Em 1962, fez parte do movimento do Cinema Novo. Além disso, atuou também no Teatro de Arena de São Paulo, no Teatro Nacional de Comédia e no Grupo Opinião.[3] Em 1975, Carvana é convidado pelo diretor Daniel Filho, com quem já havia trabalhado em alguns filmes, a participar de sua primeira novela, Cuca Legal.[3]

Em vários filmes interpretou a imagem do malandro carioca, tendo estreado na direção com Vai Trabalhar, Vagabundo!, no ano de 1973, filme no qual também atuou.[3]

Diretor subestimado[editar | editar código-fonte]

O ator também foi um diretor subestimado no cinema nacional devido ao uso abundante de tomadas externas e em locais públicos (trens, ônibus, praças, ruas etc.) de seus filmes, mostrando o trabalhador, o pobre na sua condição mais crua, muitas vezes até atuando diretamente com o público, que aparece como é, sem a necessidade de figurantes, o que nos deixa ter uma ótima noção dos costumes do Rio de Janeiro da década de 1970.[4]

Nos seus filmes iniciais, ele expunha o cotidiano do carioca, abria espaço para uma crítica mais concreta, principalmente em seu segundo filme Se Segura, Malandro!, que foi rodado no governo Geisel. Tal filme, se tornou possível devido ao momento político vivido em 1978, quando a produção foi lançada, um ano antes da anistia.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Hugo Carvana nasceu na zona norte do Rio de Janeiro, mais especificamente em Lins de Vasconcelos, filho de uma costureira e de um comandante da Marinha Mercante.[2] Era casado com a jornalista Martha Alencar, e pai de Pedro, Maria Clara, Júlio e Rita, já adultos.

Morte[editar | editar código-fonte]

No dia 4 de outubro de 2014, faleceu, aos 77 anos, em decorrente de um câncer de pulmão[5][6][7] descoberto em 1996. Seu corpo foi cremado.[1][8][9][10][11]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Como diretor[editar | editar código-fonte]

Como ator[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Kikito de Ouro de melhor ator, no Festival de Gramado, por Vai trabalhar vagabundo 2 - a volta (1991).
  • Troféu Candango de melhor Ator no Festival de Brasília, por Vai trabalhar vagabundo 2 - a volta (1991).
  • Kikito de Ouro de melhor roteiro, no Festival de Gramado, por Bar Esperança (1983).
  • Kikito de Ouro de melhor filme, no Festival de Gramado, por Vai trabalhar vagabundo (1973).

Referências

  1. a b Isto É Gente. «O uísque me salvou Entrevista a Luís Edmundo Araújo». Consultado em 30 de março de 2012 
  2. a b Guia da Semana. «Biografia Hugo Carvana». Consultado em 29 de março de 2012 
  3. a b c Meu Cinema Brasileiro. «Personalidades: Hugo Carvana». Consultado em 29 de março de 2012 
  4. Augusto Cesar Pimentel do Monte Lima e Marco Antonio Serafim de Carvalho. «Hugo Carvana, ator e cineasta: a malandragem carioca no cinema brasileiro, nos governos de Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel.» (PDF). Consultado em 29 de março de 2012 
  5. G1 RJ (4 de outubro de 2014). «Hugo Carvana morre aos 77 anos». G1. Consultado em 4 de outubro de 2014 
  6. «Ator e diretor Hugo Carvana morre aos 77 anos no Rio de Janeiro». Folha de S. Paulo. Ilustrada. 4 de outubro de 2014. Consultado em 4 de outubro de 2014 
  7. UOL SP (4 de outubro de 2014). «Morre, aos 77 anos, o ator e diretor Hugo Carvana». UOL Cinema. Consultado em 4 de outubro de 2014 
  8. Corpo do ator e diretor Hugo Carvana vai ser cremado hoje à tarde. Carvana morreu no sábado e foi velado ontem TV Brasil / EBC
  9. Corpo de Hugo Carvana é velado no Rio de Janeiro; cremação acontecerá amanhã. Carvana morreu na tarde deste sábado (4), aos 77 anos, vítima de um câncer de pulmão Correio 24 Horas
  10. Corpo de Hugo Carvana é cremado no Rio - Familiares e amigos se reuniram nesta segunda-feira (6) para a cerimônia de cremação Revista M de Mulher
  11. Corpo de Hugo Carvana será cremado nesta segunda Revista Em Resumo
  12. Cinemateca Brasileira - Se segura, malandro

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Hugo Carvana
Precedido por
Chiquinho Brandão
por Beijo 2348/72
Troféu Candango de Melhor Ator
por Vai Trabalhar, Vagabundo II

1991
Sucedido por
José Mayer
por Perfume de Gardênia