Cinema novo

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Disambig grey.svg Nota: Para o movimento homônimo português, veja Novo Cinema. Para a canção de Gilberto Gil e Caetano Veloso, veja Cinema Novo (canção).
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Cinema Novo é um movimento cinematográfico brasileiro, influenciado pelo neorrealismo italiano e pela Nouvelle Vague francesa, com reputação internacional. Surge em circunstâncias idênticas ao do movimento homônimo português, também designado Novo Cinema.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Um grupo de jovens frustrados com a falência das grandes companhias cinematográficas paulistas resolveu lutar por um cinema com mais realidade, mais conteúdo e menor custo. Foi nascendo o chamado Cinema Novo.

Tudo começa em 1952 com o primeiro Congresso Paulista de Cinema Brasileiro e o primeiro Congresso Nacional do Cinema Brasileiro. Por meio desses congressos, foram discutidas novas ideias para a produção de filmes nacionais. Uma nova temática de obras já começa a ser abordada e concluída mais adiante, por uma nova fase do cinema que se concretiza na década de 1950.

Assim, cineastas do Rio de Janeiro e da Bahia resolveram elaborar novos ideais ao cinema brasileiro. Tais ideais, agora, seriam totalmente contrários aos caríssimos filmes produzidos pela Vera Cruz e avessos às alienações culturais que as chanchadas refletiam.

O que esses jovens queriam era a produção de um cinema barato, feito com "uma câmera na mão e uma ideia na cabeça". Os filmes seriam voltados à realidade brasileira e com uma linguagem adequada à situação social da época. Os temas mais abordados estariam fortemente ligados ao subdesenvolvimento do país.

Rio, 40 graus[editar | editar código-fonte]

Essa nova fase está bem representada no filme Rio, 40 graus (1955), de Nelson Pereira dos Santos. As propostas do Neo-realismo italiano, que Alex Viany vinha divulgando, foram a inspiração do autor do filme.

Um trecho do livro "A Fascinante Aventura do Cinema Brasileiro (1981)", de Carlos Roberto de Souza, expressa bem quais eram as pretensões do cinema nessa época:

Rio, 40 graus era um filme popular, mostrava o povo ao povo, suas ideias eram claras e sua linguagem simples dava uma visão do Distrito Federal. Sentia-se pela primeira vez no cinema brasileiro o desprezo pela retórica. O filme foi realizado com um orçamento mínimo e ambientado em cenários naturais: o Maracanã, o Corcovado, as favelas, as praças da cidade, povoada de malandros, soldadinhos, favelados, pivetes e deputados.

Surgia o cinema novo.

Documentário[editar | editar código-fonte]

Em 2016, o documentário brasileiro "Cinema Novo", dirigido por Erik Rocha, recebeu prêmio Olho de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Cannes[1].

Principais nomes do cinema novo[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. filme brasileiro cinema novo ganha premio de documentario em cannes, acesso em 31 de julho de 2016.