Anselmo Duarte

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Anselmo Duarte
Anselmo Duarte, em cena de A Madona de Cedro (1968).
Nome completo Anselmo Duarte Bento
Nascimento 21 de abril de 1920
Salto (São Paulo), SP
 Brasil
Morte 7 de novembro de 2009 (89 anos)
São Paulo, São Paulo
 Brasil
Ocupação Diretor, roteirista, escritor, produtor, ator
Festival de Cannes
Palma de Ouro
1962 - O Pagador de Promessas
Outros prêmios
Festival de Cartagena
1962 - Prêmio especial do júri para O Pagador de Promessas

Festival de Gramado

1992 - Troféu Oscarito

Prêmio Contigo Cinema

2007 - Prêmio especial

Festival Internacional de San Francisco

1962 - Golden Gate Award, por O Pagador de Promessas

Mostra de SP

2003 - Prêmio especial por sua contribuição ao cinema brasileiro
IMDb: (inglês)

Anselmo Duarte Bento (Salto, 21 de abril de 1920São Paulo, 7 de novembro de 2009) foi um ator, roteirista e cineasta brasileiro.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Anselmo começou no cinema como figurante no inacabado filme de Orson Welles no Brasil, "It's All True" (1942). Com "Carnaval no Fogo" (1949), produzido na Atlântida e dirigido por Watson Macedo, ele se torna um dos maiores galãs que o cinema brasileiro já teve.

Em 1951, Anselmo Duarte é contratado pela Vera Cruz, ganhando, então, o maior salário da empresa. Seu primeiro filme na companhia, como ator, foi Tico-Tico no Fubá (1952), sendo um grande sucesso. Estreia na direção com Absolutamente Certo (1957), mostrando-se ser, depois, um grande diretor de cinema.

Ganhou a Palma de Ouro[1] e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes em 1962 com O Pagador de Promessas, filme que também concorreu ao Oscar melhor filme estrangeiro. Em Cannes Anselmo concorreu ao prêmio de melhor diretor com Michelangelo Antonioni, Robert Bresson, Luis Buñuel e Sidney Lumet, entre outros. No júri, François Truffaut teria sido um dos principais defensores do prêmio principal para Anselmo.[2] Também dirigiu outros clássicos do cinema nacional, como Absolutamente Certo e Vereda da Salvação, mas, devido a divergências ideológicas com a turma do Cinema Novo, sua carreira entrou em declínio.

Em 1979, fez uma participação especial na telenovela Feijão Maravilha.

Foi membro do júri Festival de Cannes em 1971, também foi um maçom, tendo o seu primeiro grande contato com a maçonaria após participar do filme Independência ou Morte.[3] Teve quatro filhos e casou-se algumas vezes, uma delas com a atriz Ilka Soares.[2]

Anselmo morreu devido a complicações decorrentes de um acidente vascular cerebral, o terceiro que o acometeu, em 7 de novembro de 2009, enquanto estava internado no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo.[4][1][2]


Atuação no cinema[editar | editar código-fonte]

(a - ator; d – diretor; r – roteirista)

Prêmios, indicações e homenagens[editar | editar código-fonte]

  • Palma de Ouro - 1962[1]
  • Foi homenageado com um Grande Centro de Educação e Cultura (CEC) em Salto, "Tributo a Anselmo Duarte" (2009).
  • Convidado especial Palma de Ouro do 50º Aniversário do Festival de Cannes, na França (1997).
  • O pagador de promessas ganha cinco prêmios internacionais, com destaque para a Palma de Ouro em Cannes, França (1962).
  • Melhor Ator, por Um pinguinho de gente, Prêmio "Revista A Cena Muda", Rio de Janeiro (1949).

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]