Betty Faria

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Betty Faria
Faria em 2006
Nome completo Elisabeth Maria Silva de Faria
Nascimento 8 de maio de 1941 (81 anos)
Rio de Janeiro, DF
Residência Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileira
Cônjuge
Filho(a)(s) Alexandra Marzo
Ocupação
Período de atividade 1965–presente
Prêmios Lista completa
Página oficial
www.bettyfaria.me

Elisabeth Maria Silva de Faria (Rio de Janeiro, 8 de maio de 1941), mais conhecida como Betty Faria, é uma atriz e escritora brasileira. Reconhecida como um ícone da televisão brasileira, alcançou o auge de seu sucesso nos anos 1980 ao protagonizar várias novelas.[1] Ela já recebeu vários prêmios, incluindo dois Prêmios APCA, um Kikito do Festival de Gramado e um Candango do Festival de Brasília, além de ter sido indicada ao Troféu Imprensa de melhor atriz.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1961.

Betty nasceu em Copacabana, bairro do Rio de Janeiro, no início dos anos 1940. Ela é filha única do militar Marçal Moura de Faria e da dona de casa Elsa Gonçalves Pereira da Silva. Por conta do trabalho de seu pai, ela precisou mudar de cidade diversas vezes até completar seus doze anos de idade, incluindo Pelotas, no Rio Grande do Sul, e em São Paulo, na capital e em Lorena.[3]

Ser filha única não era uma opção de seus pais. Após o nascimento de Betty, sua mãe, Elsa, engravidou algumas vezes porém não obteve sucesso nas gestações. Em entrevista, a atriz conta que sempre se sentiu muito solitária por não ter irmãos, principalmente pelas constantes trocas de cidade.[3]

Quando ainda criança, residindo em Lorena, sua mãe a levou a um circo que havia se instalado na cidade. Lá, Betty se encantou com o espetáculo e decidiu que queria seguir o caminho da atuação. O fascínio com a atração foi tanto que, certa vez, ela tentou fugir de casa para seguir na estrada com a turma circense que estava na cidade. Tudo isso aconteceu quando a atriz tinha apenas quatro anos de idade.[3]

Ao voltar para o Rio de Janeiro, aos seis anos de idade, decidiu que queria estudar balé. Seu pai, inicialmente, se posicionou desfavorável à ideia. Entretanto, deixou que a menina frequentasse aulas de balé desde que ela também tomasse aulas de piano, o qual Betty detestava mas aceitou. Por quatro anos, estudou balé com sua professora Alexandra.[3]

Aos dez anos de idade, precisou novamente se mudar. Desta vez, sua família partiu para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Lá não havia escolas de balé, apenas de piano, para o desespero de Betty. Somente dois anos mais tarde, ao voltar para o Rio de Janeiro, ela voltou a estudar balé. Agora ela inicia seus estudos na prestigiada Ballet do Rio de Janeiro, de Dalal Aschar, onde estudou balé clásscio com a russa Marie Makarova, Pierre Kleimou e Eugênia Feodorova. Em seguida, partiu para o balé moderno, com Nina Verchinina, e depois iniciou seus estudos de jazz, com Jennie Dall e Jo Jo Smith.[4]

Ao perceber que Betty estaria interessada em seguir os passos para uma carreira artística profissional, seu pai começou a implicar com suas aulas de dança. Com o intuito de ganhar independência financeira, passou a ministrar aulas de balé em algumas turmas da escola de Sandra Dieckens, primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Aos dezesseis anos, começou a ganhar seu próprio dinheiro com as aulas de balé clássico. Durante sua adolescência, Betty se considerou como uma "menina rebelde". Fugia de casa, foi pega fumando no colégio, saía para clubes de dança e ia sozinha ao cinema, conta em entrevista.[3] Ela era apaixonada por filmes musicais e protagonizados por Marlon Brando.[5]

Integrou o time do Ballet dos Clubes, coordenado por Sandra Dieckens. Fazia apresentações de balé clássico e moderno, jazz e sapateado por diversos clubes do Rio de Janeiro, sempre a contra gosto de seu pai. Pelas brigas constantes em casa, sempre buscava adquirir independência. Por isso, decidiu fazer um teste de elenco para o programa Noite de Gala, da TV Rio.[6] À época, era o meio que melhor pagava os dançarinos e proporcionava maior visibilidade. Foi aprovada no teste e estreou na televisão dançando no programa em cima de uma escadaria.

Em 1960 fez um teste para um grande musical, Skindô, montado por Sonia Shaw e seu marido Bill Hitchcock, que chegaram ao Brasil reunindo um time de grandes cantores da época, como Agnaldo Rayol, Moacyr Franco e Madalena de Paula. Entre as mais de 50 candidatas, Betty foi escolhida. Ela então convenceu seu pai a lhe dar a emancipação para que ela pudesse viajar em cartaz com o espetáculo. Ela e idealizadora do espetáculo, Sonia Shaw, viviam em desentendimentos. Por conta disso, estreou na última fileira do show no Golden Room do Copacabana Palace. Em seguida, o show seguiu para o Uruguai e para a Argentina.[7]

Carreira[editar | editar código-fonte]

1960 – 1966: início da carreira e dificuldades[editar | editar código-fonte]

Após estrear no espetáculo Skindô, Betty foi novamente convidada por Sonia Shaw para participar do show Tio Samba, onde ela ganhou mais destaque com alguns solos de balé moderno. Nessa época, mudou-se para São Paulo onde morou com alguns companheiros do espetáculo. Durante a temporada, ela lesionou o joelho e passou por momentos difíceis. Ela então voltou a morar com seus pais no Rio de Janeiro e realizou uma cirurgia.[3]

Durante o período de recuperação, procurou alguns conhecidos da TV Rio em busca de trabalho e conseguiu o cargo de apresentadora de um programa jornalístico de Fernando Barbosa Lima na emissora. Concomitantemente, fez um teste para um programa infantil que passava aos sábados e tornou-se a Garota Kibon. Aos poucos foi recuperando sua lesão e voltando a dançar. Em 1963, saiu da televisão para voltar aos palcos participando de uma montagem de Chica da Silva 63, onde cantou, dançou e atuou ao lado de Grande Otelo. Com esse trabalho, ganhou visibilidade e foi vista por Flávio Tambelini, que a convidou para participar do filme O Beijo, baseado na obra de Nelson Rodrigues. Ao ver uma foto do filme, seu pai cogitou processar a produção do longa-metragem.[8]

Enquanto visitava Grande Otelo em uma clínica de reabilitação, conheceu Vinícius de Moraes, de quem se tornara amiga. Ele a convidou para participar da gravação da música "Canto de Ossanha". Conheceu o bailarino e coreógrafo Lennie Dale, que participou de West Side Story na Broadway. Juntos participaram de vários projetos, no teatro e na televisão.[3] Em 1964, migrou para a TV Excelsior para participar do programa Rio Rei, com direção de Luís Carlos Miele e Bôscoli. No ano seguinte inaugurou as transmissões da TV Globo no musical Dick e Betty 17, repetindo parceria de direção com a dupla anterior. No mesmo ano ainda fez parte de outro musical, Alô, Dolly!,e de um seriado chamado TNT, onde interpretou uma secretária.[9]

No início de sua carreira sofreu muito preconceito por não ter tido uma formação teatral tradicional, por isso sempre buscou se aperfeiçoar na profissão tento aulas com os mais variados professores. Em 1965 conseguiu um papel na peça As Inocentes do Leblon, onde despertou um novo lado de sua carreira para a comédia. Ainda com poucas oportunidades na atuação, ela ficou sabendo da produção de um filme por meio de seu amigo Hugo Carvana. Após muita insistência dela, ele conseguiu um teste para ela, no qual ela foi aprovada e atuou no filme Amor e Desamor, gravado em Brasília, atuando com Leonardo Villar, que estava vindo de um grande sucesso em O Pagador de Promessas. Em 1966 voltou aos palcos com a reestreia de Onde Canta o Sabiá, ao lado de Marieta Severo, Gracindo Jr., Maria Gladys e grande elenco.[3]

1967 – 1970: casamento, filha e início na televisão[editar | editar código-fonte]

Ainda buscando aprimorar seus conhecimentos como atriz, buscou grupos de teatro encontrando-se no Teatro Jovem, dirigido por Kleber Santos. Lá ela teve aulas com Nelson Xavier e tinha como colegas de curso José Wilker, Cecil Thiré e Isabel Ribeiro. Em seguida, partiu para o Teatro Oficina, onde foi vista por Zé Celso, que a convidou para atuar em Os Pequenos Burgueses. Participando do Oficina, Betty amadureceu como atriz e perdeu sua insegurança por ter vindo de shows noturnos como bailarina. Na mesma época, se apaixonou por Cláudio Marzo, com quem viria a viver juntos entre 1967 e 1969 e ter sua primeira filha, a também atriz Alexandra Marzo. À época, ele já era conhecido do grande público como um dos galãs da televisão brasileira. Nesse período, ela e seu amigo Antônio Pedro decidiram abrir sua própria companhia de teatro, o Teatro Carioca de Arte. Juntos enfrentaram a pressão da censura da ditadura militar para realizar suas montagens, até quando a situação se tornou insustentável e decidiram fechar o teatro.[3]

Desempregada e grávida de Alexandra, Betty começou a fazer alguns trabalhos de dublagens de filmes nos estúdios da Herbert Richers. Em 26 de setembro de 1968, dia do aniversário de Claúdio, nasceu a filha do casal. Apavorada com o desemprego e com uma filha para criar, a atriz procurou sua amiga Leila Diniz, que já havia feito diversas novelas, para pedir ajuda e ela a levou até a TV Rio para trabalhar na novela Os Acorrentados, de Janete Clair. Na trama, que se passava na Jamaica, ela viveu Sonia Maria. Entretanto, a emissora estava a beira da falência, pagando os funcionários com eletrodomésticos. Foi então que decidiu abrir as portas para as novelas da recém inaugurada TV Globo e por meio de Fábio Sabag e Daniel Filho, conseguiu entrar em uma produção já em andamento, A Última Valsa.[2]

Desde então, passou a participar assiduamente de produções na televisão. Em Rosa Rebelde (1969), protagonizada por Glória Menezes e Tarcísio Meira, ela viveu um mocinha e fez par romântico com Cláudio Cavalcanti. No mesmo ano ganhou seu primeiro grande papel, em Véu de Noiva, interpretando uma vilã. Na trama, o protagonista era vivido por Cláudio Marzo, que se dividia de amor entre os personagens de Betty e Regina Duarte. Em 1970, ganhou destaque em Pigmalião 70 na pele de Sandra, uma jovem cheia de malandragem. Por seu desempenho, ela venceu o Troféu Helena Silveira, importante prêmio da época, de melhor atriz coadjuvante.[3]

1971 – 1979: consolidação na televisão e no cinema[editar | editar código-fonte]

Os anos 1970 foram bastante produtivos na carreira de Betty Faria. Iniciou atuando em dois filmes undergrounds, As Piranhas do Asfalto, de Neville d'Almeida e Os Monstros de Babalu, - este último nunca visto por Betty -, de Eliseu Visconti, ambos proibidos pela censura federal. Em 1972, voltou a televisão em um projeto moderno para o horário das dez horas, O Bofe. Este trabalho um dos primeiros grandes papéis da atriz, onde ela viveu Guiomar, uma viúva e de forte apelo popular e cômico.[10] Em 1973 esteve em Cavalo de Aço como a vilã Joana e fez uma aparição especial em um episódio do seriado Caso Verdade.

Em 1974, voltou ao teatro em um musical de Chico Buarque, Calabar, onde iria interpretar a personagem Ana de Amsterdã. Produzido por Chico, Fernando Torres, Fernanda Montenegro e com direção de Fernando Peixoto, o espetáculo estava com toda a produção em andamento mas foi censurado pelo Regime Militar deixando todos os envolvidos desempregados. Betty ficou desapontada com a profissão e não sabia como reagir a essa situação. Vivia em um pequeno apartamento com sua filha, o qual havia sido comprado com o dinheiro que ganhou posando nua para a revista Playboy. Foi quando surgiu um convite de Bruno Barreto, que havia a visto nos ensaios de Calabar, para protagonizar seu filme, A Estrela Sobe. Interpretando uma cantora de rádio dos anos 1940, ela alcançou o elogio da crítica e venceu o Prêmio Air France de Cinema de melhor atriz.[8] No período de produção do filme, ela se aproximou de Daniel Filho, por quem se apaixonou se casou mais tarde, tendo seu segundo filho, João de Faria Daniel.

Após o desastre do lançamento de Calabar, Betty resolveu voltar a se dedicar à televisão. Em 1974 atuou em O Espigão ganhando muita popularidade com sua personagem Lazinha. Em 1975, foi escalada para a primeira versão da novela Roque Santeiro, onde ela interpretaria a famosa Viúva Porcina e era dirigida por seu então marido Daniel Filho. Entretanto, a novela não chegou a ir ao ar pois foi censurada no dia de sua estreia. A produção contava com 30 capítulos gravados e 10 já prontos para ir ao ar, mas teve que ser cancelada. Todo o elenco da novela foi reaproveitado na novela seguinte, o grande sucesso Pecado Capital. Com o papel de Lucinha nesta novela, Betty foi a pioneira na história mundial das telenovelas em interpretar mocinhas fortes e batalhadoras (geralmente trabalhadoras, populares e moradoras de subúrbio), retirando o velho estereótipo da mocinha indefesa e dependente de um galã. Até os dias de hoje, essa característica em protagonistas ainda é explorada pela TV Globo e muitas outras emissoras do mundo. Ao mesmo tempo, esteve em cartaz na peça Putz, com Juca de Oliveira e o Luiz Gustavo.[3]

Após o sucesso no teatro, cinema e televisão entre os anos de 1974 e 1975, ela resolveu fazer uma viagem pela Europa. Ao voltar, em 1976, Janete Clair havia escrito uma personagem para ela, a protagonista da novela Duas Vidas. Esteve também no elenco do filme Dona Flor e Seus Dois Maridos. Enquanto gravava a novela, enfrentou uma crise em seu casamento com Daniel Filho que acabou resultando no término do casal. Foi convidada por Gilberto Braga para protagonizar Dancin' Days como a ex-presidiária Júlia, mas recusou o papel, que acabou ficando com Sônia Braga, por conta da recente separação de Daniel Filho, diretor da novela. Nos anos seguintes dedicou-se ao cinema, filmando O Cortiço em 1978 e seu maior momento no cinema Bye Bye Brasil em 1979, um road movie gravado em diversas regiões do Brasil.[11]

1980 – 1988: Água Viva, Partido Alto, Anjos do Arrabalde e Romance da Empregada[editar | editar código-fonte]

Nos anos 1980, Betty continuou fazendo sucesso na televisão. Em Água Viva, de Gilberto Braga, ela viveu a protagonista Lígia. A novela foi um grande sucesso na época de sua exibição original e a personagem de Betty caiu no gosto popular por ser uma mulher que abrira mão de seu casamento com um homem muito rico para viver seu grande amor. Seu papel também ganhou força em Portugal e a atriz viajou para o país para gravar um especial na RTP composto por cinco histórias, onde ela interpretava cinco personagens diferentes. Em 1981, foi chamada para a novela Baila Comigo, onde depois de vários trabalhos não interpretou uma protagonista. Entretanto, sua personagem foi um resgate de Betty com suas origens na dança.

Na primeira metade dos anos 1980, iniciou uma série de parcerias com o autor Aguinaldo Silva. Com ele gravou dois especiais, Lili Carabina - que mais tarde se tornaria um filme - e A Hora do Carrasco. Em 1983, interpretou uma viúva na minissérie Bandidos da Falange, também de Aguinaldo. Ainda em 83, gravou o filme O Bom Burguês que, segundo a atriz, foi um resgate de seus tempos de militância política e do movimento teatral contra a ditadura. Também esteve em cartaz com a peça Amor Vagabundo, dirigida por Domingos de Oliveira, onde Betty interpretava dois personagens ao lado de Jorge Dória, o qual ela diz ter sido um péssimo colega de trabalho.[3]

Em 1984, outro sucesso de audiência. Desta vez em parceria com Aguinaldo Silva e Glória Perez na novela Partido Alto. Na trama ela interpretou uma manicure e porta-bandeira de escola de samba Jussara. Novamente ela volta a interpretar uma personagem popular que fez muito sucesso entre o público. Com o término da novela, ela foi convidada para reviver os tempos em que era apresentadora do Brasil Pandeiro, fazendo o programa Betty Faria Especial, onde ela interpretava diversos personagens, cantava e dançava. Na mesma época posou pela segunda vez para a revista Playboy.

Vivendo um período de alta na sua carreira, Betty passou a fazer viagens pelo mundo. Em um festival de cinema no Rio de Janeiro, conheceu Dennis Hopper que a convidou para passar um tempo em Los Angeles. Ela foi para a Índia, participar do Festival de Nova Dheli. Voltando passou por Nova Iorque e lá decidiu aceitar o convite de Hopper para passar uma temporada em Los Angeles. Ela estava decidida a tentar uma carreira internacional.[3] Nesse momento, recebeu convite para participar da nova versão de Roque Santeiro, para novamente interpretar Viúva Porcina. Ela recusou o trabalho e personagem acabou se popularizando na interpretação de Regina Duarte. Ela voltou para Los Angeles com a intenção de conseguir trabalho.[12]

Decisões pessoais e políticas fizeram com que Betty voltasse ao Brasil e desistisse da carreira internacional. De volta ao país, mergulhou em projetos cinematográficos. Entrou em um filme coproduzido com a França, Jubiabá, de Nelson Pereira dos Santos. O filme marcou também a estreia de sua filha, Alexandra, nos cinemas. Em seguida, voltou para a televisão na série Anos Dourados, interpretando a mãe do protagonista Felipe Camargo. Em 1987, protagonizou um filme que conta a história de três professoras da periferia de São Paulo. Ela interpretou uma das professoras, Dália, e por seu desempenho ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado.[13] Depois emendou mais três filmes. Fez uma pequena participação no filme Um Trem para as Estrelas.[3]

Em 1988 ganhou muita repercussão nacional e internacional com seu filme Romance da Empregada, onde ela viveu uma empregada doméstica, Fausta, que vive muitos conflitos pessoais entre a pobreza e a tentativa de melhorar de vida.[14][15] O filme participou de mostras e festivais ao redor do mundo e Betty ganhou os prêmios de melhor atriz no Festival de Havana, Festival de Sorrento e levou seu segundo Prêmio Air France de Cinema.

1989 – 1994: sucesso mundial e declínio na Globo[editar | editar código-fonte]

Em 1989 estreou o filme Lili, a Estrela do Crime, onde ela revive a personagem Lili Carabina, concebido para ela inicialmente na televisão. Também neste ano atuou na novela O Salvador da Pátria, de Lauro César Muniz. Em entrevista, Betty confessou que, embora gostasse de sua personagem na novela, ela não conseguiu desenvolvê-la da forma como queria. A trama de suspense político fez muito sucesso, tornando-se uma das novelas de maior audiência.

Na sequência, emendou um grande clássico pelo qual é lembrada até hoje, Tieta.[12] Vivendo a protagonista título, a história de Betty com Tieta começou em 1976 quando ela visitou Jorge Amado e Zélia Gattai na Europa. Zélia disse que Jorge estava escrevendo um livro com uma personagem que se encaixaria no perfil da atriz. Em Cannes, ela encontrou novamente com o casal que disse a ela que estavam negociando a compra dos direitos do livro. Ela sinalizou com a TV Globo, que se demonstrou interessada na história.[3] A própria atriz negociou a compra dos direitos com uma condição: que ela interpretasse Tieta. A produção deu certo e foi um sucesso mundial. Betty foi indicada ao Troféu Imprensa de melhor atriz.

Após o estrondoso sucesso de Tieta, ela passou a enfrentar alguns problemas contratuais e os trabalhos na televisão foram diminuindo. Aguinaldo Silva escreveu uma personagem para ela em Pedra Sobre Pedra, mas ela não pôde fazer, ficando com Renata Sorrah o papel. Betty se sentiu prejudicada na emissora. Em 1992, foi escalada para De Corpo e Alma, onde interpretou uma personagem diferente do habitual. Na trama, ela interpretou Antônia, uma mulher sensível e submissa. A atriz é conhecida por seus personagens fortes e imponentes. No mesmo ano voltou aos palcos com Betty na Estrada.[3]

Em 1993, foi convidada por Nicolau Breyner para gravar uma novela portuguesa, chamada Verão Quente. Após atuar em uma produção fora da Globo, voltou a se indispor com a emissora. Quando ela voltou da temporada em Portugal, seu contrato com a TV Globo foi encerrado. Depois do ocorrido, a atriz perdeu a amizade com Boni e acabou ficando sem trabalho na televisão. Voltou a se dedicar ao teatro e remontou sua peça Camaleoa. Enquanto fazia temporada, foi convidada por Paulo José para uma participação especial na minissérie Incidente em Antares.

1995 – 2005: A Idade da Loba e volta à Globo[editar | editar código-fonte]

Em 1995, assinou contrato com a Band sendo convidada por Jayme Monjardim para protagonizar A Idade da Loba, uma produção independente escrita por Alcione Araújo.[16] Em 1996, conseguiu voltar para a TV Globo, mesmo que a contra gosto de Boni, que foi convencido por Daniel Filho, Paulo Ubiratan e Aguinaldo Silva. Entretanto, voltou sob a condição de ser contratada apenas por obra. Mas Paulo Ubiratan interviu na situação e ela foi contratada por três anos.[3] Em 1997 esteve no ar em A Indomada como Juíza Mirandinha. Também neste ano atuou no filme For All - O Trampolim da Vitória, filme que abordou as transformações ocorridas durante a 2ª Guerra Mundial na cidade de Natal.[17]

Em 1998 integrou o elenco da minissérie Labirinto e também atuou como ela mesma em uma participação especial na novela Pecado Capital, adaptação homônima no grande sucesso protagonizado por ela em 1975. Em 1999, voltou a trabalhar com Aguinaldo Silva em Suave Veneno.[18] A carreira da atriz passou por um hiato de quase cinco anos na televisão, tendo feito apenas uma participação especial no seriado A Grande Família em 2001. Em 2004, protagonizou o filme Bens Confiscados, pelo qual ela venceu o prêmio de melhor atriz no Cine Ceará. Em 2005 voltou para a televisão em uma participação especial na novela América.[19]

2006 – presente: trabalhos recentes[editar | editar código-fonte]

A atriz assinou contrato com o SBT em 2009 por oito meses,[20] tendo sido uma das protagonista da novela Uma Rosa com Amor, um remake da novela homônima de Vicente Sesso, exibida pela Rede Globo em 1972.[21][22] Em setembro de 2011, Betty esteve em Vitória, onde encerrou a 3ª edição do Circuito Banescard de Teatro.[23]

Após quatro anos afastada da Rede Globo, Betty foi recontratada para atuar como Pilar Alburquerque, mãe de Aléxia (Carolina Ferraz) em Avenida Brasil, de João Emanuel Carneiro.[24] Em 2014 juntamente com Francisco Cuoco, é escalada para interpretar os personagens que seriam de Lima Duarte e Regina Duarte, respectivamente, em Boogie Oogie. Em 2017 fez parte de A Força do Querer de Glória Perez como a divertida Elvirinha. Em 2018 Participou da minissérie Se Eu Fechar os Olhos Agora e em 2019 está em A Dona do Pedaço de Walcyr Carrasco como Cornélia Macondo.[25][26]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

É mãe da também atriz Alexandra Marzo, fruto do seu casamento com o ator Cláudio Marzo. Foi também casada com o diretor e ator Daniel Filho, com quem tem um filho, João de Faria Daniel. Betty é ainda avó de Giúlia, filha de Alexandra, de Antônio e dos gêmeos Valentina e João Paulo, filhos de João de Faria Daniel.[27]

Betty posou duas vezes para a revista Playboy: em agosto de 1978 e outubro de 1984.

Nascida em lar católico, a atriz foi umbandista por mais de vinte anos, até que em 1996 converteu-se ao Budismo de Nitiren.[28]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel Notas
1965 TNT Secretária
Alô, Dolly! [29]
Dick & Betty 17 Moça[30]
1967 Festival Internacional da Canção Apresentadora[31]
1969 Os Acorrentados Sônia Maria
A Última Valsa Marion
Rosa Rebelde
Véu de Noiva Irene
1970 Pigmalião 70 Sandra
A Próxima Atração Cecília (Ciça)
O Homem Que Deve Morrer Inês
1972 O Bofe Guiomar
1973 Cavalo de Aço Joana
Caso Especial episódio: Irmão Mar, Irmão Terra
1974 O Espigão Lazinha Chave-de-Cadeia
1975 Roque Santeiro Porcina da Silva (Viúva Porcina) Versão Censurada
Pecado Capital Maria Lúcia Batista (Lucinha / Lucy Jordan)
1976 Duas Vidas Leda Maria
1978 Brasil Pandeiro Apresentadora[32]
1979 Plantão de Polícia Elisa do Nascimento (Lili Carabina)
1980 Água Viva Lígia Prado Fragonard
1981 Baila Comigo Joana Lobato
1982 Gente Fina É Outra Coisa Heloísa; Olívia; Helvética Costa Lopes de Araújo Gralher; Celina; Madalena Episódio: "O amor tem o ciclo das flores"; RTP
1983 Bandidos da Falange Marluce
1984 Partido Alto Jussara Sampaio
Betty Faria Especial Vários Personagens[33]
1986 Anos Dourados Glória Cantanhede
1989 O Salvador da Pátria Marina Campos Sintra
Tieta Antonieta Esteves Cantarelli (Tieta)
1992 Você Decide Yolanda Nery Episódio: "A Outra"
De Corpo e Alma Antônia Santos Varela
1993 Verão Quente Simone Arruda RTP
1994 Incidente em Antares Rosa (Rosinha)
1995 A Idade da Loba Valquíria
1996 O Campeão Marilisa Episódio: "25 de março"
1997 A Indomada Miranda de Sá Maciel (Juíza Mirandinha) [34]
1998 Você Decide Maria Helena Batista Episódio: "Seria Trágico, Se Não Fosse Cômica"
Pecado Capital Ela mesma Participação especial
Labirinto Leonor Quental Martins Fraga
1999 Suave Veneno Carlota Valdez
2000 Sai de Baixo Vanusa Limão (Vanusa Van Van) Episódio: "Duro de Debutar"
2001 A Grande Família Selma Carrara (Selminha Paraíso) Episódio: "O Filho da Mãe"
2005 América Djanira Pimenta (Pimenta)
2006 Alma Gêmea Marielza Episódio: "10 de março"
Sob Nova Direção Altiva Y Silva (Dona Altiva) Episódio: "É a Mãe!"
Pé na Jaca Laura Leiva Barra
2007 A Grande Família Selma Carrara (Selminha Paraíso) Episódio: "Sem Vergonha é a Mãe"
Duas Caras Bárbara Carreira
2008 A Grande Família Selma Carrara (Selminha Paraíso) Episódio: "Vovó Gatinha"
2010 Uma Rosa com Amor Amália Petroni
2012 As Brasileiras Muriel Aragão Episódio:"A Doméstica de Vitória"
Avenida Brasil Pilar Albuquerque
2014 Boogie Oogie Madalena Veiga Azevedo Fraga
Passionais Carmen Saldanha[35]
2015 Tomara que Caia Dona Irinéia[36] Episódio: Um Sogro do Outro Mundo
2016 Criança Esperança Tieta (de Tieta)[37] / Ela Mesma
2017 A Força do Querer Elvira Gomez Garcia (Elvirinha) [38]
A Cara do Pai Iolanda[39] Episódio: Querida Sogra
2018 Tá no Ar: a TV na TV Ela mesma Episódio: "18 de abril de 2018"
Infratores Maria Lúcia (Marilu) Série do Fantástico
Malhação: Vidas Brasileiras Olívia Rosa[40] Episódios: "13–23 de agosto"
2019 Verão 90 Tieta (de Tieta) / Ela mesma
Se Eu Fechar os Olhos Agora Hanna Wizoreck
A Dona do Pedaço Cornélia Macondo Ferreira[41][42]
Os Experientes 2 Temporada
2020 Salve-se Quem Puder Ela mesma[43] Participação especial

Cinema[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel Notas
1964 O Beijo Moça na Boate
1967 A Lei do Cão Marta
1968 As Sete Faces de Um Cafajeste Gildinha[44]
1971 As Piranhas do Asfalto
Os Monstros de Babaloo Martina
1972 Som, Amor e Curtição
1974 A Estrela Sobe Leniza Mayer
1975 O Casal
1976 Dona Flor e Seus Dois Maridos Leniza Mayer
1978 O Cortiço Rita Baiana[45]
1979 Bye Bye Brasil Salomé
1983 O Bom Burguês Neuza
1987 Anjos do Arrabalde Dália[46]
Jubiabá Madame Zaíra
Um Trem para as Estrelas Camila
1988 Romance da Empregada Fausta
1989 Lili, A Estrela do Crime Elisa do Nascimento / Lili Carabina
1992 Perfume de Gardênia Odete Vargas
1997 For All - O Trampolim da Vitória Lindalva Sandrini
2004 Bens Confiscados Isabela Siqueira (Serena) também produtora
Sexo, Amor e Traição Yara
2007 Chega de Saudade Elza
2013 Casa da Mãe Joana 2 Dona Aracy
2017 Pedro Sob a Cama Avó[47]
2018 Luz, Câmera e Barreto Ela mesma Documentário
Rogéria, Senhor Astolfo Barroso Pinto Ela mesma

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Rebelde por Natureza (autobiografia)
  • Laurent Desbois: A Odisseia do cinema brasileiro, da Atlântida à Cidade de Deus (Companhia das Letras, 2016)

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Nomeação Resultado
1974 Prêmio Air France de Cinema Melhor Atriz
A Estrela Sobe
Venceu
1975 Prêmio APCA de Televisão Melhor Atriz
O Espigão
Venceu
1977 Prêmio APCA de Televisão Melhor Atriz
Pecado Capital
Venceu
1987 Festival de Cinema de Gramado Melhor Atriz
Anjos do Arrabalde
Venceu
1988 Festival de Havana Melhor Atriz
Romance da Empregada
Venceu
Festival de Sorrento - Incontri Internazionali Del Cinema Melhor Atriz Venceu
Festival de Cine Ibero-americano Melhor Atriz Venceu
Prêmio Air France de Cinema Melhor Atriz Venceu
1990 Troféu Imprensa Melhor Atriz
Tieta
Indicado
1992 Festival de Cinema de Brasília Melhor Atriz Coadjuvante
Perfume de Gardênia
Venceu
2005 Cine Ceará Melhor Atriz
Bens Confiscados
Venceu
2008 Prêmio Arte Qualidade Brasil Melhor Atriz em Cinema
Chega de Saudade
Indicado
2009 Festival Internacional de Cinema de Cartagena Melhor Atriz Coadjuvante Venceu
2012 Festival de Cinema de Gramado[48] Troféu Oscarito
Conjunto da Obra
Venceu
2019 Prêmios CinEuphoria Homenagem especial Venceu

Referências

  1. Portugal, Bianca (19 de junho de 2020). «Betty Faria, um ícone da TV brasileira». Revista CARAS. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  2. a b «Perfil completo – Betty Faria – Página: 2104052 – Memória». Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  3. a b c d e f g h i j k l m n o p q CARVALHO, Tânia (2005). Coleção Aplauso - Perfil Betty Faria: rebelde por natureza (PDF). [S.l.]: Imprensa Oficial 
  4. «Betty Faria chega aos 80 anos esbanjando charme e talento». Monitor Mercantil. 13 de maio de 2021. Consultado em 8 de fevereiro de 2022 
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