Roque Santeiro

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Disambig grey.svg Nota: Se procura a versão censurada, de 1975, veja Roque Santeiro (1975).
Roque Santeiro
Logotipo da novela
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 55 minutos Aproximadamente
Criador(es) Dias Gomes
Baseado em O Berço do Herói de Dias Gomes
Desenvolvedor(es) Dias Gomes
Aguinaldo Silva
País de origem  Brasil
Idioma original (Português)
Produção
Diretor(es) Paulo Ubiratan
Gonzaga Blota
Marcos Paulo
Jayme Monjardim
Elenco
Tema de abertura "Santa Fé", Moraes Moreira
Tema de encerramento "Santa Fé", Moraes Moreira
Localização Rio de Janeiro
Exibição
Emissora de televisão original Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Formato de áudio Original
Transmissão original 24 de junho de 198522 de fevereiro de 1986
N.º de episódios 209
Cronologia
Programas relacionados Roque Santeiro (versão censurada)

Roque Santeiro é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no horário das 20 horas, entre 24 de junho de 1985 e 22 de fevereiro de 1986, em 209 capítulos,[1] substituindo Corpo a Corpo e sendo substituída por Selva de Pedra. Foi a 34.ª "novela das oito" exibida pela emissora. Escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva (Dias Gomes escreveu a trama até o capítulo 51 e posteriormente, do 163 ao 209; por sua vez, Aguinaldo Silva escreveu a trama do capítulo 51 ao 163) -, com base no original do próprio Dias Gomes, a peça de teatro O Berço do Herói, e escrita com a colaboração de Marcílio Moraes e Joaquim Assis. Foi dirigida por Gonzaga Blota, Paulo Ubiratan, Marcos Paulo e Jayme Monjardim, com a direção geral de Paulo Ubiratan e gerência de produção de Carlos Henrique de Cerqueira Leite.

Contou com José Wilker como protagonista título. Ainda contou com Regina Duarte, Yoná Magalhães, Ary Fontoura, Eloísa Mafalda, Ilva Niño, Armando Bógus, Lucinha Lins, Rui Rezende, Cássia Kis Magro, Cláudio Cavalcanti, Lídia Brondi e Lima Duarte nos papéis principais.

Em 2008 ganhou uma adaptação feita em formato de romance por Mauro Alencar para a coleção Grandes Novelas da Editora Globo. Em 2012, foi eleita pelo portal Terra uma das cinquenta melhores novelas de todos os tempos.[2]

Em 2016, a revista Veja elegeu Roque Santeiro como a terceira "Melhor Telenovela Brasileira" de todos os tempos, ficando atrás apenas de Avenida Brasil (2012) e Vale Tudo (1988).[3]

Antecedentes e produção[editar | editar código-fonte]

Certificado de Liberação de exibição, com ressalvas, da Telenovela Roque Santeiro. Documento sob a guarda do Arquivo Nacional.

Dias Gomes e Aguinaldo Silva escreveram Roque Santeiro baseando-se em uma peça de teatro, de autoria de Dias Gomes, O Berço do Herói, que já havia sido censurada e proibida em 1963.[4] A telenovela seria exibida a partir do dia 27 de agosto de 1975, pela Rede Globo, substituindo Escalada, novela de Lauro César Muniz, e já havia 30 capítulos gravados e chamadas anunciavam sua estreia. Porém, no dia de sua estreia, a emissora recebeu um ofício do Departamento de Ordem Política e Social, ou DOPS, do governo federal censurando a exibição da novela.[5][6] O motivo da censura foi uma escuta telefônica do governo, em que foi gravada uma conversa do autor da novela, Dias Gomes, afirmando que Roque Santeiro era apenas uma forma de enganar os militares, adaptando O Berço do Herói para a televisão, com ligeiras modificações que fariam com que os militares não percebessem que se tratava da mesma obra.[7] Em meio à comoção da equipe, a emissora teve apenas três meses para preparar uma outra novela, e para preencher o buraco na programação, foi exibida uma reprise compacta do grande sucesso Selva de Pedra, novela de Janete Clair, posteriormente substituída por Pecado Capital, da mesma autora e um dos maiores sucessos da emissora na época. Para a realização desta novela, parte do elenco e dos cenários de Roque Santeiro foram reaproveitados.

Após 10 anos, já no governo civil de José Sarney, a telenovela foi finalmente liberada e podê ser exibida. Por consideração aos artistas envolvidos no trabalho original, os mesmo foram convidados à participar da nova versão da novela, com seus respectivos personagens. Porém, Francisco Cuoco e Betty Faria recusaram os papéis principais de Roque Santeiro e Viúva Porcina; já Lima Duarte retornou à produção novamente como o inesquecível Sinhozinho Malta. Além dele, alguns atores que participaram da versão censurada da novela, retornaram à produção, interpretando os mesmos personagens, como João Carlos Barroso, Luiz Armando Queiroz e Ilva Niño.

Milton Gonçalves, que interpretava o padre Honório (nome esse trocado para, Hipólito) na versão censurada, ganhou o papel do promotor público Lourival Prata; Elizângela, também, participou da versão censurada teve seu papel alterado, para viver Marilda, esposa de Roberto Mathias, interpretado por Fábio Júnior; Dennis Carvalho, que interpretou Roberto Mathias em 1975, era Tomazini em 1985; e Lutero Luiz que interpretou o prefeito Flô, nesta versão, interpretou o Dr. Cazuza Amaral.

Sônia Braga, Vera Fischer, Marília Pera e Fernanda Montenegro chegaram a fazer testes para o papel da fogosa Viúva Porcina, que acabou sendo interpretada de forma brilhante por Regina Duarte: o entrosamento entre o casal de personagens Porcina e Sinhozinho Malta foi perfeito e rendeu aos telespectadores cenas de barracos homéricos, segundo Lima Duarte, teria emprestado um tom mais engraçado a seu personagem, diferente de quando contracenava com Betty Faria, na versão censurada da novela. O autor Aguinaldo Silva passou a escrever a novela a partir do capítulo 51, com a incumbência de dar continuidade à trama. Para isso, contou com a colaboração de três profissionais: os escritores Marcílio Moraes e Joaquim Assis, e a pesquisadora Lilian Garcia. Segundo Aguinaldo, quase no final da trama, por volta do capítulo 163, Dias Gomes declarou que gostaria de finalizar a novela, e assim, escreveu os capítulos finais.

Mas nem tudo foi em perfeito em Roque Santeiro. O final gravado oficialmente para a telenovela, foi ao estilo do grande clássico Casablanca, filme de Michael Curtiz, no qual Porcina fica em dúvida se embarca com Roque no avião ou continua com Sinhozinho Malta. Mas diferente da personagem de Ingrid Bergman no filme, Porcina opta por permanecer ao lado do coronel, e os dois terminam juntos acenando para Roque, que enfim vai embora. De acordo com o documentário A Negação do Brasil, de Joel Zito Araújo, teria sido gravado um terceiro final, no qual Porcina terminava ao lado do capataz Rodésio (Tony Tornado), algo que de acordo com as declarações dos envolvidos não teria sido divulgado à imprensa pela Rede Globo.

Exibição[editar | editar código-fonte]

Foi reexibida pela Sessão Aventura de 1 de julho de 1991 a 3 de janeiro de 1992, às 17h, em 135 capítulos.

Foi reexibida pelo Vale a Pena Ver de Novo de 11 de dezembro de 2000 a 29 de junho de 2001, substituindo A Próxima Vítima e sendo substituída pelo programa Você Decide, em 145 capítulos[8].

Foi reexibida na íntegra pelo Canal Viva de 18 de julho de 2011 a 4 de maio de 2012, substituindo Vale Tudo e sendo substituída por Que Rei Sou Eu?, à 00h15.[9][10]

Exibição Internacional[editar | editar código-fonte]

Vinheta de abertura[editar | editar código-fonte]

Ao som de "Santa Fé", de Moraes Moreira, vários trabalhadores andam por uma folha natural. O logotipo da novela aparece em um efeito tridimensional. A letra "Q" da palavra "Roque" representa uma auréola e brilha. Um avião passa por cima de um crocodilo. Um trator e duas mulheres passeiam por uma palha de espiga de milho. Um trem sai de dentro de uma fruta. Um motoqueiro passeia por um coco. Um homem puxa uma carro de boi por cima de uma banana. Um navio navega por uma borboleta azul. Acontece um congestionamento sobre uma vitória-régia.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

A história é ambientada na fictícia cidade de Asa Branca, que funciona como microcosmo do Brasil. Dezessete anos atrás, o coroinha Luís Roque Duarte, conhecido como Roque Santeiro por esculpir imagens sacras, teria morrido ao defender os habitantes de Asa Branca dos capangas do perigoso Navalhada, um bandido que havia invadido a cidade. Santificado pelo povo de Asa Branca, que atribui milagres à sua imagem, e outras pessoas, que buscavam até mesmo a sua canonização, Roque Santeiro tornou-se uma lenda e fez a cidade prosperar com sua história de heroísmo. Mas também despertou o interesse de muitos que se aproveitaram da lenda para lucrar. Só que, para o desespero dos poderosos de Asa Branca, Roque Santeiro não está morto e, o pior: está voltando para cidade, depois de dezessete anos, ameaçando pôr um fim ao mito.

Os representantes das forças políticas, religiosas e econômicas de Asa Branca se dividem entre os que defendem que a verdade deve ser revelada e os que querem manter a farsa do mito porque precisam dele para lucrar. Os que se sentem ameaçados pelo retorno de Roque Santeiro são o conservador padre Hipólito, o prefeito Florindo Abelha, o comerciante Zé das Medalhas – principal explorador da sua imagem – e o todo-poderoso fazendeiro Sinhozinho Malta, que mantém uma relação com a fogosa e extravagante Porcina, a suposta viúva de Roque Santeiro, e vê seu relacionamento ameaçado com a presença dele em Asa Branca.

À frente daqueles que desejam revelar a verdade aos habitantes de Asa Branca está padre Albano, que faz o contraponto com padre Hipólito. E, por meio deste personagem, foi abordado um tema em voga na época, a divisão da Igreja Católica entre os tradicionalistas e os adeptos da teologia da libertação. Progressista, padre Albano luta a favor dos trabalhadores de Asa Branca e faz de tudo para revelar a verdade ao seus habitantes: que o mito de Roque Santeiro não passa de uma farsa.

O retorno de Roque a Asa Branca atinge também a vida de outra moradora: Mocinha, apaixonada por ele e que fora sua verdadeira noiva, antes da invasão de Navalhada à cidade. Mocinha nunca se conformou com o desaparecimento dele e se manteve virgem à espera dele, mesmo pensando que ele estivesse morto. Mocinha sente muita raiva e ódio de Porcina por ela ter sido a suposta esposa de Roque Santeiro. Ela é filha do prefeito Florindo Abelha e da beata Dona Pombinha.

Asa Branca também fica agitada com a chegada de Matilde, amiga de Sinhozinho Malta, que constrói na cidade o seu único hotel, a Pousada do Sossego, e traz consigo do Rio de Janeiro duas sensuais dançarinas, Ninon e Rosaly, para trabalharem na sua boate Sexus e, enfrenta a oposição do padre Hipólito e das beatas da cidade comandadas por Dona Pombinha Abelha, a esposa do prefeito Florindo.

Chega ainda à cidade a equipe de filmagem de Gérson do Valle, o cineasta que vai filmar A Saga de Roque Santeiro. O filme tem como astros principais a atriz Linda Bastos, por quem Gérson é apaixonado, e Roberto Mathias, um mulherengo que acaba por se envolver com Porcina, com Tânia, a contestadora filha de Sinhozinho Malta, e com Dona Lulu, a reprimida esposa de Zé das Medalhas.

Outro mistério que desperta a curiosidade na população de Asa Branca é saber: quem é o lobisomem que aparece nas noites de lua cheia atacando as mulheres da cidade? O principal suspeito é o professor Astromar Junqueira pelos seus hábitos um tanto sombrios: ele é apaixonado por Mocinha.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Elenco principal[editar | editar código-fonte]

(Seguindo a exibição da abertura)
Ator / Atriz Personagem
Regina Duarte Porcina da Silva (Viúva Porcina)
Lima Duarte Francisco Teixeira Malta (Sinhozinho Malta)
Yoná Magalhães Matilde Mendes de Oliveira
Fábio Júnior Roberto Mathias
José Wilker Luis Roque Duarte (Roque Santeiro)
Eloísa Mafalda Ambrosina Abelha (Dona Pombinha)
Luiz Armando Queiroz Tito Moreira França
Rui Resende Professor Astromar Junqueira
Cássia Kis Magro Lugolina de Aragão (Lulu)
Lídia Brondi Tânia Magalhães Malta
Lucinha Lins Mocinha Abelha
Nélia Paula Amparito Hernandez
Lilian Lemmertz Margarida Magalhães Malta
Ewerton de Castro Gérson do Valle
Cláudio Cavalcanti Padre Albano, o "Padre Vermelho"
Othon Bastos Ronaldo César
Oswaldo Loureiro Aparício Limeira (Navalhada)
Elisângela Marilda
Dennis Carvalho Tomazini
Alexandre Frota Luiz Cláudio (Luizão)
João Carlos Barroso Toninho Jiló
Arnaud Rodrigues Cego Jeremias
Nelson Dantas Beato Salu (Salustiano Duarte)
Wanda Kosmo Dona Marcelina Magalhães
Maurício do Valle Delegado Feijó
Ísis de Oliveira Rosaly
Cláudia Raia Maria do Carmo (Ninon)
Patrícia Pillar Linda Bastos
Maurício Mattar João Duarte (João Ligeiro)
Cláudia Costa Carla
Dhu Moraes Dona Maricota
Ilva Niño Filismina (Mina)
Tony Tornado Rodésio
Luiz Magnelli Decembrino
Lícia Magna Ciana
Cristina Galvão Dondinha
Waldyr Sant'anna Terêncio Apolinário
Sandro Solviatti Sua Majestade
Ana Luiza Folly Noêmia
Gabriela Bicalho Cristina de Aragão (Tininha)
Bruno César Raul de Aragão (Raulzinho)

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Armando Bógus José Ribamar de Aragão (Zé das Medalhas)
Ary Fontoura Prefeito Florindo Abelha (Seu Flô)
Paulo Gracindo Padre Hipólito
Walter Breda Francisco
Lutero Luiz Doutor Cazuza
Angela Leal Odete
Regina Dourado Efigênia
Ângela Figueiredo Selma Sotero
Leina Krespi Maria Igarapé
Marcos Paulo Jorge de Lima
Paulo César Pereio Delegado Benevides
Ivan Setta Antônio das Tintas
Dedina Bernardelli Ângela Flores
Milton Gonçalves promotor público Lourival Prata
Tonico Pereira representante do Patrimônio
Vera Manhães Neusa (esposa do promotor público)
Edyr de Castro Nininha
Arthur Costa Filho Dr. Cipó
Fernando José Oliveira
Hemílcio Fróes Zé Colméia
Gilson Moura Tião
Gabriela Senra Lulu (criança)
José de Freitas Deputado Ferreira de Jesus
Heloísa Helena Madre Felícia
Izabella Bicalho Porcina da Silva (jovem)
Lu Mendonça Rosa
Antônio Pitanga Robusto
Jorge Coutinho Seu Devagar
Vera Lúcia Tia Sinhá Maria
Cláudio Tovar Jurandir
Jorge Fernando Lúcio Armando (auxiliar de Jurandir)
Tarcísio Meira Coronel Emerenciano Castor

Música[editar | editar código-fonte]

A trilha sonora da novela foi um grande sucesso, tendo o nacional Volume 1 vendido com mais de 500.000 cópias em três meses. De modo mais esperado, a gravadora Som Livre chegou a cogitar a comunicado da TV Globo a trilha sonora internacional da novela, como era de costume em outras exibidas pela emissora. Mas, por determinação do produtor geral Mariozinho Rocha, a gravadora optou por não lançar a trilha devido ao fato de a obra da trama original que Dias Gomes se baseava ser meramente regional. Por isso, foi criada às pressas mais uma trilha nacional. Desta vez, o volume 2 trazia outros grandes sucessos; sendo assim, Roque Santeiro foi a primeira novela da emissora com duas trilhas totalmente nacionais, se tornando um segmento diferenciado de outras telenovelas.[11]

Várias das canções dos álbuns ficaram entre as mais tocadas de 1985, como: "Dona" (2ª), "Vitoriosa" (6ª), "Sem Pecado e Sem Juízo" (17ª), "De Volta pro Aconchego" (24ª), "Chora Coração" (43ª), "Isso Aqui Tá Bom Demais" (45ª), "Coração Aprendiz" (55ª), "Coisas do Coração" (73ª), "Mistérios da Meia Noite" (79ª), "Verdades e Mentiras" (83ª), "A Outra" (84ª) e "Mal Nenhum" (98ª).[12]

Nacional Volume 1[editar | editar código-fonte]

Roque Santeiro - Nacional Volume 1
Trilha sonora
Lançamento julho de 1985 (1985-07)
Duração 1:04:18
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre
Produção Mariozinho Rocha[13]
N.º TítuloMúsicaPersonagem Duração
1. "Isso Aqui Tá Bom Demais"  Dominguinhos e Chico Buarquetema de Sinhozinho Malta 3:17
2. "A Outra"  Simonetema de Lulu 3:18
3. "Sem Pecado e Sem Juízo"  Baby Consuelotema de Linda e Gerson 4:54
4. "Chora Coração"  Wandotema de Mocinha 3:48
5. "Mistérios da Meia-Noite"  Zé Ramalhotema do Lobisomem / professor Astromar 3:20
6. "Santa Fé"  Moraes Moreiratema de abertura 2:20
7. "Dona"  Roupa Novatema de Viúva Porcina 4:00
8. "De Volta pro Aconchego"  Elba Ramalhotema de Roque 4:39
9. "Indecente"  Anne Duátema de Matilde 3:26
10. "Coração Aprendiz"  Fafá de Belémtema de Tânia 3:18
11. "Roque Santeiro"  Sá & Guarabyratema de locação "Asa Branca" 3:09
12. "Cópias Mal Feitas [música incidental: Dezessete na Corrente]"  Alceu Valençatema de Zé das Medalhas 2:56
13. "Amante"  Chitãozinho e Xororótema de Gérson 3:58
14. "Vamos Fugir"  Gilberto Giltema de Linda Bastos 5:08
15. "Eu Me Amo"  Ultraje a RigorRoberto Mathias 3:38
16. "Ela (She)"  Joycetema de Amparito 2:51
17. "Ensaios de Amor"  Marinatema de Ninon 3:32
18. "Cabeça"  Gonzaguinhatema do Delegado Feijó 4:13
19. "Sem Vergonha"  Barão Vermelhotema de Tânia 3:14
20. "Valsinha"  Toquinho e Arthur Moreira Limatema de Mocinha e Astromar 3:04
Duração total:
1:04:18

Nacional Volume 2[editar | editar código-fonte]

Roque Santeiro - Nacional Volume 2
Trilha sonora
Lançamento outubro de 1985 (1985-10)
Duração 1:02:58
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre
Produção Mariozinho Rocha
N.º TítuloMúsicaPersonagem Duração
1. "Malandro Sou Eu"  Beth Carvalhotema de Roque 3:17
2. "Coisas do Coração"  Ritchietema de Tânia 3:05
3. "Pelo Sim, Pelo Não"  Cláudio Nucci e Zé Renatotema de Sinhozinho Malta 3:25
4. "Vitoriosa"  Ivan Linstema de Lulu 3:39
5. "Fruta Mulher"  Nana Caymmitema de Matilde 3:46
6. "Verdades e Mentiras"  Sá & Guarabyratema de locação "Asa Branca" 3:26
7. "Mil e uma Noites de Amor"  Pepeu Gomestema de Linda e Gerson 3:58
8. "A Hora e a Vez"  Cláudio Nucci e Zé Renatotema de viúva Porcina 3:18
9. "Mal Nenhum"  Joannatema de Ninon e delegado Feijó 3:14
10. "Entra e Sai de Amor"  Altay Velosotema de Tânia e Padre Albano 3:29
11. "Amparito Amor"  Cauby Peixototema de Amparito 2:53
12. "Mal de Raiz"  MPB4tema de Mocinha 3:42
13. "Nuvens no Portão"  Clara Sandronitema de Astromar 4:15
14. "Mel, Vinho e Veneno"  Chrystian & Ralftema de Porcina 2:55
15. "Caminhoneiro"  Roberto Carlostema da equipe de Gerson 6:59
16. "Papel Machê"  Zizi Possitema de Mocinha e Astromar 4:04
17. "Toque de Amor"  Elba Ramalhotema de Ninon 2:39
18. "Volte Amor"  Matogrosso & Mathiastema de Roberto Mathias 3:44
19. "Um Desejo Só Não Basta"  Simonetema de Tito 4:08
20. "Acorde Amor (8º Andar)"  Amado Batistatema de Lulu 2:39
Duração total:
1:02:58

Internacional[editar | editar código-fonte]

Roque Santeiro - Internacional
Trilha sonora
Lançamento outubro de 1985 (1985-10)
Duração 1:07:06
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre
Produção Mariozinho Rocha
N.º TítuloMúsicaPersonagem Duração
1. "Shout"  Tears For Fearstema de núcleo "povo de Asa Branca" 6:29
2. "Against All Odds (Take a Look at Me Now)"  Phil Collinstema de Lulu 3:23
3. "Make No Mistake, He's Mine"  Kim Carnes e Barbra Streisandtema de Porcina e Roque 4:10
4. "Holding Out for a Hero"  Bonnie Tylertema de Linda 4:46
5. "Like a Virgin"  Madonnatema de locação "boate Sexus" 3:01
6. "Run to You"  Bryan Adamstema de Tânia e Roberto Mathias 3:49
7. "It Ain't Enough"  Corey Harttema de Linda e Gerson 3:28
8. "Let's Hear It for the Boy"  Deniece Williamstema de locação "Asa Branca" 4:21
9. "All of You"  Diana Ross & Julio Iglesiastema de Porcina e Sinhozinho Malta 4:01
10. "Money for Nothing"  Dire Straitstema de núcleo "grupos de cineastas de Asa Branca" 4:14
11. "The Reflex"  Duran Durantema de Mocinha 5:29
12. "Big City Nights"  Scorpionstema de Sinhozinho Malta 4:08
13. "The Allnighter"  Glenn Freytema de Roque 4:22
14. "A Chance For Heaven"  Christopher Crosstema de Roberto Mathias 3:42
15. "What's Love Got to Do with It"  Tina Turnertema de Sinhozinho Malta 3:48
16. "(Don't Go Back To) Rockville"  R.E.M.tema do Lobisomem 4:55
17. "Perfect Strangers"  Deep Purpletema do Padre Albano 5:23
18. "The Beautiful Ones"  Prince & The Revolutiontema de Porcina 5:13
19. "I'm Free (Heaven Helps the Man)"  Kenny Logginstema de Amparito 3:47
20. "Julia"  Eurythmicstema de Lulu 6:40
Duração total:
1:07:06

A trilha internacional chegou a ser produzida, porém, teria sido vetada pelo autor Dias Gomes e pelo diretor musical Mariozinho Rocha, por se considerar que o conjunto de canções estrangeiras não combinaria com a trama, desse modo foi produzido o álbum Roque Santeiro 2. Porém, o site do canal Viva disponibilizou para audição a trilha internacional rejeitada, por ocasião da exibição da novela nesse canal entre 18/07/2011 e 04/05/2012.

Outras canções:

  • Anne Duá - "Indecente" - Som Livre 401.8195
  • Moraes Moreira - "Santa Fé" / "Olhos de Xangô" - CBS 43.118
  • Baby Consuelo - "Sem Pecado e sem Juízo" / "Rock das Crianças" - CBS 43.119
  • Pepeu Gomes - "Mil e uma Noites de Amor" / "Rock in Rio" - CBS 43.120
  • Claudio Nucci & Zé Renato - "Pelo Sim, Pelo Não" / "Manágua" - CBS 43.121
  • Moraes Moreira - "Santa Fé" - CBS Promo 51.100
  • Vários - "Mil e uma Noites de Amor" / "Pelo Sim, Pelo Não" // "A Hora e a Vez" / "Coisas do Coração" - CBS Promo 51.113
  • Zé Ramalho - "Mistérios da Meia-Noite" - CBS Promo 52.032
  • Sá e Guarabyra - "Roque Santeiro" / "A Longa Noite" - RCA 101.0999
  • Roupa Nova - "Dona" / "Não Dá" // "Tímida" / "Whisky à Go-Go" - RCA 102.0438
  • Beth Carvalho - "Mais que um Sorriso" / "Malandro Sou Eu" // "Cinelândia" / "O Encanto dos Gantois" - RCA Promo 102.0454
  • Altay Veloso - "Entra e Sai de Amor" / "A Volta do Cometa" - Polydor 883.613-1(?)

Reedições[editar | editar código-fonte]

Em 1991, por ocasião da re-exibição da novela, o álbum do volume 1 da trilha sonora nacional foi relançado, tendo-lhe sido adicionadas duas canções do volume 2, que não foi relançado na época. Essa versão ampliada foi, em 2001, re-editada em CD como parte da série "Campeões de Audiência - Agora em CD" e renomeada para "O Melhor de Roque Santeiro".

Versões internacionais[editar | editar código-fonte]

Por iniciativa da CBS, gravadora de origem de grande parte dos artistas presente nos dois álbuns da trilha sonora da novela, foram lançados LPs em outros países onde a novela fez sucesso. A Polygram lançou um álbum em Portugal com os artistas da editora.

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Audiência[editar | editar código-fonte]

Sua média geral é de 74 pontos de audiência, sendo a telenovela de maior audiência da televisão brasileira.[17][18] Em seu primeiro capítulo marcou 68 pontos.

No seu último capítulo, a novela marcou 99,6 pontos, picos de 100. Sendo assim a novela mais assistida da Rede Globo.

Quando foi reprisada, pela primeira vez em 1991, na extinta faixa da Sessão Aventura, a audiência foi satisfatória, muito maior do que às das séries estrangeiras que ocupavam o horário, chegando a marcar 36 pontos.[19] Em sua segunda reprise - agora pelo Vale a Pena Ver de Novo -, no entanto, sua audiência foi de 15 pontos.

DVD[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2010, foi lançada em DVD pela Globo Marcas, em um box com 16 discos.[20]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Troféu APCA (1985):

Troféu Imprensa (1985):

Referências

  1. Memória Globo. «Roque Santeiro - Ficha Técnica» 
  2. «Las 50 mejores telenovelas de todos los tiempos» (em espanhol). Portal Terra. Consultado em 13 de março de 2012. 
  3. [1] As melhores novelas da TV brasileira.
  4. «Roque Santeiro - Memória Globo». Globo.com. Consultado em 4 de setembro de 2013. 
  5. «'Roque Santeiro': Censura adiou estreia da trama por dez anos». Extra Online. 11 de dezembro de 2010. Consultado em 28 de março de 2011. 
  6. «Censura nas novelas: o que você não viu na TV». Aventuras na História. Consultado em 28 de março de 2011. 
  7. «Roque Santeiro é proibida pela censura» (PDF). PUC-Rio. Consultado em 28 de março de 2011. 
  8. «Globo volta a exibir "Roque Santeiro"». Estadão. 9 de dezembro de 2000. Consultado em 12 de dezembro de 2017. 
  9. «"Roque Santeiro" será reprisada no Canal Viva». IG Gente. 15 de abril de 2011. Consultado em 22 de agosto de 2015. 
  10. «Roque Santeiro volta ao ar nesta segunda-feira (18)». Fernando Oliveira. iG. 18 de julho de 2011. Consultado em 22 de agosto de 2015. 
  11. XAVIER, Nilson. «Roque Santeiro (1985) - Bastidores». Teledramaturgia.Com.Br. Consultado em 18 ago. 2014. 
  12. MOFOLÂNDIA. «MÚSICA - Top Hits 1985». Consultado em 18 ago. 2014. 
  13. XAVIER, Nilson. «Roque Santeiro (1985) - Trilha Sonora». Teledramaturgia.Com.Br. Consultado em 18 ago. 2014. 
  14. ManuelAntonio. «Various - Roque Santeiro (Vinyl, LP)». Discogs. Consultado em 18 ago. 2016. 
  15. Salvavinilos. «Roque Santeiro - Varios Artistas [1989]». FlickRiver. Consultado em 18 ago. 2014. 
  16. ManuelAntonio. «Various - Os Melhores temas de Roque Santeiro (Vinyl, LP)». Discogs. Consultado em 18 out. 2016. 
  17. Redação Terra (25 de abril de 2009). «Confira as 10 novelas mais vistas da Globo». Terra Diversão. Consultado em 1 de julho de 2010. 
  18. Redação Quem Online (10 de março de 2009). «Aguinaldo Silva divulga lista das novelas com maior audiência da história». Revista Quem Acontece. Consultado em 1 de julho de 2010. 
  19. «TV-Pesquisa». www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br 
  20. «Pressionada por piratas, Globo lança "Roque Santeiro" em DVD». Folha Ilustrada. 18 de agosto de 2010. Consultado em 19 de fevereiro de 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]