Saltar para o conteúdo

Roque Santeiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Se procura a versão censurada, de 1975, veja Roque Santeiro (1975).
Roque Santeiro
Roque Santeiro
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 35–60 minutos
Criador(es) Dias Gomes
Baseado em O Berço do Herói, de Dias Gomes
Desenvolvedor(es) Dias Gomes
Aguinaldo Silva
Elenco
País de origem Brasil
Idioma original português
Episódios 209
Produção
Diretor(es) Paulo Ubiratan
Produtor(es) Maria Alice Miranda
Produtor(es) executivo(s) Eduardo Figueira
Editor(es) Sergio Louzada
Celio Fonseca
Roteirista(s) Marcílio Moraes
Joaquim Assis
Tema de abertura "Santa Fé", Moraes Moreira
Composto por Moraes Moreira
Fausto Nilo
Tema de encerramento "Santa Fé", Moraes Moreira
Empresa(s) produtora(s) TV Globo
Exibição
Emissora original TV Globo
Distribuição TV Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Formato de áudio monaural
Transmissão original 24 de junho de 1985 – 22 de fevereiro de 1986
Cronologia
Corpo a Corpo
Selva de Pedra (1986)
Programas relacionados Roque Santeiro (versão censurada de 1975)

Roque Santeiro é uma telenovela brasileira produzida pela TV Globo e exibida de 24 de junho de 1985 a 22 de fevereiro de 1986, em 209 capítulos, substituiu Corpo a Corpo e foi substituída por Selva de Pedra. Foi a 34.ª "novela das oito" produzida pela emissora.

Baseada na peça teatral O Berço do Herói, escrita em 1965 por Dias Gomes, também autor da trama, foi desenvolvida junto com Aguinaldo Silva. Dias escreveu até ao capítulo 51.° e do 162.° até o último, enquanto Aguinaldo assinou dos capítulos 52.° até o 161.°; com a colaboração de Marcílio Moraes e Joaquim Assis. A direção foi de Gonzaga Blota, Marcos Paulo e Jayme Monjardim, e com a direção geral de Paulo Ubiratan.

Contou com as atuações de José Wilker, Regina Duarte, Lima Duarte, Yoná Magalhães, Ary Fontoura, Eloísa Mafalda, Ilva Niño, Armando Bógus, Lucinha Lins, Rui Rezende, Cássia Kis, Cláudio Cavalcanti e Lídia Brondi nos papéis principais.

Roque Santeiro é considerada a novela de maior audiência da televisão brasileira[1]

Enredo[editar | editar código-fonte]

A história desenrola-se na fictícia cidade de Asa Branca. Dezessete anos antes, o coroinha Luís Roque Duarte (José Wilker), conhecido como "Roque Santeiro", por esculpir imagens sacras, teria morrido ao defender a população dos capangas do perigoso Navalhada (Oswaldo Loureiro), que havia invadido a localidade. Santificado pelo povo local, que atribui milagres à sua imagem, e outras pessoas que buscavam até mesmo a sua canonização, Roque Santeiro tornou-se uma lenda e fez Asa Branca prosperar com sua história de heroísmo. Mas também despertou o interesse de muitos que se aproveitaram da lenda para lucrar. Mas, para desespero dos poderosos, Roque Santeiro não morreu, volta para a cidade e ameaça pôr fim ao mito.

Os representantes das forças políticas, religiosas e econômicas de Asa Branca se dividem entre os que defendem que a verdade deve ser revelada e os que querem manter a farsa porque lucram com ela. Os que se sentem ameaçados pelo retorno de Roque são o conservador padre Hipólito (Paulo Gracindo), o Prefeito Florindo Abelha (Ary Fontoura), o comerciante Zé das Medalhas (Armando Bógus) – principal explorador da sua imagem – e o todo-poderoso fazendeiro Sinhozinho Malta ou Chico Malta (Lima Duarte), que mantém uma relação com a fogosa e extravagante Porcina da Silva (Regina Duarte), a suposta viúva de Roque Santeiro - "a que foi sem nunca ter sido" -, e vê seu relacionamento ameaçado com a presença dele.

À frente daqueles que desejam revelar a verdade aos habitantes de Asa Branca está padre Albano (Cláudio Cavalcanti), que faz o contraponto com padre Hipólito, personagem que focava a divisão da Igreja Católica entre os tradicionalistas e os adeptos da teologia da libertação, tema em voga na época. Progressista, padre Albano luta a favor dos trabalhadores de Asa Branca e faz de tudo para revelar que o mito de Roque Santeiro não passa de uma farsa. Ele, no entanto, acaba por se apaixonanar por Tânia (Lídia Brondi), a contestadora filha de Sinhozinho Malta, e vê-se dividido entre o amor e o sacerdócio.

O retorno de Roque a Asa Branca atinge também a vida de Mocinha (Lucinha Lins), apaixonada por ele e que fora sua verdadeira noiva antes da invasão de Navalhada. Ela nunca se conformou com o desaparecimento dele manteve-se virgem à sua espera, mesmo pensando que ele estivesse morto. Mocinha guarda ressentimento a Porcina por ela ter sido a suposta esposa de Roque Santeiro.

A cidade também fica agitada com a chegada de Matilde (Yoná Magalhães), amiga de Sinhozinho Malta, que constrói na cidade o seu único hotel, a Pousada do Sossego, e traz consigo do Rio de Janeiro duas sensuais dançarinas, Ninon (Cláudia Raia) e Rosaly (Ísis de Oliveira), para trabalharem na sua boate Sexu's, enfrentando a oposição do padre Hipólito e das beatas, comandadas por Dona Pombinha Abelha (Eloísa Mafalda).

Chega ainda à cidade a equipe de filmagem de Gérson do Valle (Ewerton de Castro), o cineasta que filmará "A Saga de Roque Santeiro". O filme tem como astros principais a atriz Linda Bastos (Patrícia Pillar), por quem Gérson é apaixonado, e Roberto Mathias (Fábio Jr.), um mulherengo que acaba por se envolver com Porcina, com Tânia, e com Dona Lulu Aragão (Cássia Kiss), a reprimida esposa de Zé das Medalhas.

Um mistério que desperta a curiosidade na população de Asa Branca é saber quem é o lobisomem que aparece nas noites de lua cheia atacando as mulheres. O principal suspeito é o taciturno professor Astromar Junqueira (Ruy Resende), por conta de seus hábitos um tanto sombrios. Ele é apaixonado por Mocinha e apesar da aprovação dos pais dela, ela o rejeita.[2]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Intérprete[3] Personagem
José Wilker Luís Roque Duarte (Roque Santeiro)
Regina Duarte Porcina da Silva (Viúva Porcina)
Lima Duarte Francisco Teixeira Malta (Sinhozinho Malta)
Yoná Magalhães Matilde Mendes de Oliveira
Lucinha Lins Mocinha Abelha
Paulo Gracindo Padre Hipólito
Lídia Brondi Tânia Magalhães Malta
Cláudio Cavalcanti Padre Albano Rodrigues
Fábio Júnior Roberto Mathias
Ary Fontoura Florindo Abelha (Seu Flô)
Eloísa Mafalda Ambrosina Abelha (Dona Pombinha)
Armando Bógus José Ribamar de Aragão (Zé das Medalhas)
Cássia Kis Magro Lugolina de Aragão (Lulu)
Patrícia Pillar Linda Bastos França
Luiz Armando Queiroz Tito Moreira França
Ewerton de Castro Gérson do Valle
Rui Resende Professor Astromar Junqueira
Nélia Paula Amparito Hernandez / Maria do Amparo
Othon Bastos Ronaldo César
Oswaldo Loureiro Aparício Limeira (Navalhada)
Elisângela Marilda Mathias
Alexandre Frota Luiz Cláudio (Luizão)
João Carlos Barroso Toninho Jiló
Arnaud Rodrigues Cego Jeremias
Nelson Dantas Salustiano Duarte (Beato Salu)
Wanda Kosmo Marcelina Magalhães
Maurício do Valle Delegado Feijó
Cláudia Raia Ninon / Maria do Carmo
Ísis de Oliveira Rosaly
Maurício Mattar João Duarte (João Ligeiro)
Cláudia Costa Carla
Ilva Niño Filismina (Mina)
Tony Tornado Rodésio
Luiz Magnelli Decembrino
Lícia Magna Ciana
Cristina Galvão Dondinha
Waldyr Sant'anna Terêncio Apolinário
Sandro Solviatti Sua Majestade
Ana Luiza Folly Noêmia
Gabriela Bicalho Cristina de Aragão (Tininha)
Bruno César Raul de Aragão (Raulzinho)

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Intérprete Personagem
Lílian Lemmertz Margarida Magalhães Malta
Tarcísio Meira Coronel Emerenciano Castor
Angela Leal Odete Limeira
Lutero Luiz Dr. Cazuza Amaral / Teodorico Carlos Zureta
Edyr de Castro Nininha
Milton Gonçalves Promotor Lourival Prata
Vera Manhães Neusa Prata
Ângela Figueiredo Selma Sotero
Dedina Bernardelli Ângela Flores
Regina Dourado Efigênia Limeira
Leina Krespi Maria Igarapé / Idalvina
Marcos Paulo Jorge de Lima
Dennis Carvalho Marcos Tomazzini
Arthur Costa Filho Dr. Denílson (Dr. Cipó)
Paulo César Pereio Delegado José Benevides
Ivan Setta Ivan
Cininha de Paula Berenice
Walter Breda Francisco
Fernando José Oliveira
José de Freitas Deputado Ferreira de Jesus
Heloísa Helena Madre Felícia
Vera Lúcia Tia Sinhá Maria
Cláudio Gaya Jurandir
Jorge Fernando Lúcio Armando
Alfredo Murphy Alemão
Gilson Moura Sebastião Evangelino (Tião)
Manoel Theodoro Seu Devagar
Guaracy Valente Antônio das Tintas
Sílvio Pozatto Helinho
Lídia Iório Sinhá Maria
Ivan Simões Zé Colméia
João Reys Pedro Afonso
Lu Mendonça mãe de Porcina
Tonico Pereira novo pintor da igreja
Hemílcio Fróes fiscal do governo
Denny Perrier guia turístico
Antônio Pitanga líder dos jagunços
Valter Santos matador
Fernando Almeida Pratinha, filho de Lourival
Zé Préa morador de Asa Branca
Jorge Coutinho morador de Vila Miséria
Dhu Moraes moradora de Vila Miséria
Izabella Bicalho Porcina (criança)
Gabriela Senra Lulu (criança)
Luiz Rigoni ele mesmo[carece de fontes?]
Tonico e Tinoco eles mesmos[carece de fontes?]

Antecedentes e produção[editar | editar código-fonte]

Certificado de Liberação de exibição, com ressalvas, da Telenovela Roque Santeiro. Documento sob a guarda do Arquivo Nacional.

Dias Gomes se inspirou na peça teatral de sua autoria, O Berço do Herói, que já havia sido censurada e proibida em 1965, para escrever Roque Santeiro.[4] A telenovela seria exibida a partir do dia 27 de agosto de 1975, pela TV Globo, substituindo Escalada, novela de Lauro César Muniz. Trinta capítulos foram gravados e chamadas anunciavam o programa, mas na data da estreia a emissora recebeu um ofício do Departamento de Ordem Política e Social do governo federal proibindo pela primeira vez a exibição de uma telenovela no Brasil.[5][6] O motivo da censura foi uma escuta telefônica do governo, em que foi gravada uma conversa de Dias Gomes afirmando que Roque Santeiro era apenas uma forma de enganar os militares, adaptando O Berço do Herói para a televisão, com ligeiras modificações que fariam com que os militares não percebessem que se tratava da mesma obra[4]. Em meio à comoção da equipe, a emissora teve apenas três meses para preparar uma outra novela, e para preencher o buraco na programação, foi exibida uma reprise compacta do grande sucesso Selva de Pedra, novela de Janete Clair, posteriormente substituída por Pecado Capital, da mesma autora e um dos maiores sucessos da emissora na época. Para a realização desta novela, parte do elenco e dos cenários de Roque Santeiro foram reaproveitados.

Após 10 anos, já no governo civil de José Sarney, a telenovela foi finalmente liberada e pôde ser exibida. Porém mesmo assim, a exibição esteve condicionada a varias restrições, como por exemplo, o corte de insinuações de homossexualidade, cenas de adultério e até mesmo algumas palavras consideradas de baixo calão. Em outubro de 1985, após uma crítica do autor Dias Gomes sobre a nova censura, o Ministro da Justiça Fernando Lyra, ao qual à DCDP era subordinada proibiu quaisquer cortes na trama e afirmou que o órgão deveria funcionar como caráter classificatório, devendo tramas problemáticas ser trocadas de horário e não censuradas. Para não criar mais conflitos com o Ministério, o chefe da DCDP, Coriolano de Loyola Cabral Fagundes, passou a liberar todo o conteúdo da novela.[7]

Por consideração aos artistas envolvidos no trabalho original, o mesmo elenco foi convidado a participar da nova versão da novela, com seus respectivos personagens. Porém, Francisco Cuoco e Betty Faria recusaram os papéis principais de Roque Santeiro e Viúva Porcina. Já Lima Duarte retornou à produção novamente como o inesquecível Sinhozinho Malta. Além dele, alguns atores originais retornaram à produção interpretando os mesmos personagens, como João Carlos Barroso, Luiz Armando Queiroz e Ilva Niño.

Milton Gonçalves, que interpretava o padre Honório (nome esse trocado para Hipólito) na versão censurada, ganhou o papel do promotor público Lourival Prata; Elizângela, também, participou da versão censurada teve seu papel alterado para viver Marilda, esposa de Roberto Mathias, interpretado por Fábio Júnior. Dennis Carvalho, que interpretou Roberto Mathias em 1975 viveu Tomazini em 1985. Lutero Luiz, que interpretou o prefeito Flô viveu o personagem Dr. Cazuza Amaral.

Sônia Braga, Vera Fischer, Marília Pera e Fernanda Montenegro chegaram a fazer testes para o papel da fogosa Viúva Porcina, que acabou sendo interpretada por Regina Duarte. O entrosamento entre o casal de personagens Porcina e Sinhozinho Malta foi perfeito e rendeu boas críticas. Segundo Lima Duarte, teria emprestado um tom mais engraçado a seu personagem, diferente de quando contracenava com Betty Faria, na versão censurada da novela. O autor Aguinaldo Silva passou a escrever a novela a partir do capítulo 51, com a incumbência de dar continuidade à trama. Para isso, contou com a colaboração de três profissionais: os escritores Marcílio Moraes e Joaquim Assis, e a pesquisadora Lilian Garcia. Segundo Aguinaldo, quase no final da trama, por volta do capítulo 163, Dias Gomes declarou que gostaria de finalizar a novela e, assim, escreveu os capítulos finais.

Fatigado com a TV e seu ritmo acelerado de produção, o autor Dias Gomes convocou Aguinaldo Silva para auxiliá-lo e ser coautor da novela. Do total de 209 capítulos de Roque Santeiro, Dias Gomes compôs 99: os 51 iniciais (que já estavam escritos anteriormente da primeira versão, de 1975) e os 48 últimos. Aguinaldo Silva refez os 51 capítulos iniciais, que passaram por ajustes pontuais, e escreveu o miolo, com 110 capítulos. Apesar de dividirem a autoria, Dias Gomes e Aguinaldo Silva acabaram tornando públicos os ciúmes e as disputas pela glória do sucesso televisivo nacional de Roque Santeiro. No período em que esteve ausente, Dias Gomes viajou para a Europa onde ficou uns três meses, quando ele retornou teria se irritado com a exposição de Aguinaldo na mídia por causa deste sucesso. A menos de dois meses do fim da trama, o choque entre os autores se agravou e a Globo teve de intervir. Eles disputavam direitos autorais. Porém, mais do que lucros, o que cada um queria era reivindicar para si a criação intelectual do fenômeno.[8][9]

Reprises[editar | editar código-fonte]

Foi reprisada pela primeira vez na Sessão Aventura entre 1 de julho de 1991 a 20 de janeiro de 1992, às 17h, em 135 capítulos.[10]

Foi reprisada pela segunda vez no Vale a Pena Ver de Novo entre 11 de dezembro de 2000 a 29 de junho de 2001, substituindo A Próxima Vítima e sendo substituída por Você Decide, em 145 capítulos[11].

Foi reprisada na íntegra pelo Canal Viva, entre 18 de julho de 2011 a 4 de maio de 2012, substituindo Vale Tudo e sendo substituída por Que Rei Sou Eu?, à 00h15.[12][13]

Exibição internacional[editar | editar código-fonte]

Foi exibida em Portugal, pela RTP1, entre 12 de outubro de 1987 e 3 de agosto de 1988, no horário das 20h30, totalizando os 209 capítulos originais.[14] Foi reexibida no mesmo país, pela SIC, em 1993, no horário das 18h e mais tarde das 17h, em uma versão de 180 capítulos.[15] Em 2001 contou com nova reexibição, pelo canal GNT, no horário das 20h.[15]

Outras mídias[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2010, Roque Santeiro foi lançada em um box de dezesseis DVDs pela Globo Marcas.[16] Em 21 de junho de 2021, a novela foi adicionada na íntegra ao catálogo da plataforma de streaming Globoplay.[17]

Música[editar | editar código-fonte]

A trilha sonora da novela foi um grande sucesso, tendo o volume 1 vendido mais de 500.000 cópias em apenas três meses. O volume 2 trazia outros grandes sucessos: Roque Santeiro foi a primeira novela da emissora com duas trilhas totalmente nacionais, diferenciando-se de outras telenovelas, que costumavam ter uma trilha nacional e outra internacional.[8]

Várias das canções dos álbuns ficaram entre as mais tocadas de 1985, como: "Dona" (2ª), "Vitoriosa" (6ª), "Sem Pecado e Sem Juízo" (17ª), "De Volta pro Aconchego" (24ª), "Chora Coração" (43ª), "Isso Aqui Tá Bom Demais" (45ª), "Coração Aprendiz" (55ª), "Coisas do Coração" (73ª), "Mistérios da Meia Noite" (79ª), "Verdades e Mentiras" (83ª), "A Outra" (84ª) e "Mal Nenhum" (98ª).[18]

A partir de Roque Santeiro Nacional (volume 1) a TV Globo passou a usar com maior recorrência atores e atrizes das novelas nas capas de suas trilhas sonoras.

Volume 1[editar | editar código-fonte]

Roque Santeiro - Volume 1
Roque Santeiro
Trilha sonora
Lançamento julho de 1985
Formato(s)
Gravadora(s) Som Livre
Produção Mariozinho Rocha[19]
N.º TítuloMúsicaPersonagem Duração
1. "Isso Aqui Tá Bom Demais"  Dominguinhos e Chico BuarqueSinhozinho Malta 3:17
2. "A Outra"  SimoneLulu 3:18
3. "Sem Pecado e Sem Juízo"  Baby ConsueloLinda e Gerson 4:54
4. "Chora Coração"  WandoMocinha 3:48
5. "Mistérios da Meia-Noite"  Zé RamalhoProfessor Astromar 3:20
6. "Santa Fé"  Moraes MoreiraAbertura 2:20
7. "Dona"  Roupa NovaPorcina 4:00
8. "De Volta pro Aconchego"  Elba RamalhoRoque 4:39
9. "Indecente"  Anne DuáMatilde 3:26
10. "Coração Aprendiz"  Fafá de BelémTânia e Roberto Mathias 3:18
11. "Roque Santeiro"  Sá & GuarabyraLocação: "Asa Branca" 3:09
12. "Cópias Mal Feitas"  Alceu ValençaZé das Medalhas 2:56

Volume 2[editar | editar código-fonte]

Roque Santeiro - Volume 2
Roque Santeiro
Trilha sonora
Lançamento outubro de 1985
Formato(s)
Gravadora(s) Som Livre
Produção Mariozinho Rocha
N.º TítuloMúsicaPersonagem Duração
1. "Malandro Sou Eu"  Beth CarvalhoRoque 3:17
2. "Coisas do Coração"  RitchieTânia 3:05
3. "Pelo Sim, Pelo Não"  Cláudio Nucci e Zé RenatoSinhozinho Malta 3:25
4. "Vitoriosa"  Ivan LinsLulu 3:39
5. "Fruta Mulher"  Nana CaymmiMatilde 3:46
6. "Verdades e Mentiras"  Sá & GuarabyraLocação: "Asa Branca" 3:26
7. "Mil e uma Noites de Amor"  Pepeu GomesLinda e Gerson 3:58
8. "A Hora e a Vez"  Cláudio Nucci e Zé RenatoPorcina 3:18
9. "Mal Nenhum"  JoannaNinon e Delegado Feijó 3:14
10. "Entra e Sai de Amor"  Altay VelosoTânia e Padre Albano 3:29
11. "Amparito Amor"  Cauby PeixotoAmparito 2:53
12. "Mal de Raiz"  MPB4Mocinha 3:42

Reedições[editar | editar código-fonte]

Em 1991, por ocasião da reexibição da novela, o álbum do volume 1 da trilha sonora nacional foi relançado, tendo-lhe sido adicionadas duas canções do volume 2, que não foi relançado na época. Em 2001, essa versão ampliada foi reeditada em CD, sem a faixa "A Outra", como parte da série "Campeões de Audiência - Agora em CD" e renomeada para "O Melhor de Roque Santeiro".

Volume 1 - 2ª Edição (1991): LP (406.0131) e K7 (746.0131) / CD (3020-2, 2001)
N.º TítuloCompositor(es)Intérprete Duração
1. "Isso Aqui Tá Bom Demais" (tema de Sinhozinho Malta) Dominguinhos / Chico Buarque 3:17
2. "A Outra" (tema de Lulu) Simone 3:18
3. "Sem Pecado e Sem Juízo" (tema de Linda e Gerson) Baby Consuelo 4:54
4. "Chora Coração" (tema de Mocinha) Wando 3:48
5. "Mistérios da Meia-Noite" (tema do Lobisomem/professor Astromar) Zé Ramalho 3:20
6. "Santa Fé" (tema de Abertura) Moraes Moreira 2:20
7. "Vitoriosa" (tema de Lulu) Ivan Lins 3:39
8. "Dona" (tema de Porcina) Roupa Nova 4:00
9. "De Volta pro Aconchego" (tema de Roque) Elba Ramalho 4:39
10. "Indecente" (tema de Matilde) Anne Duá 3:26
11. "Coração Aprendiz" (tema de Tânia) Fafá de Belém 3:18
12. "Roque Santeiro" (tema de locação: Asa Branca) Sá & Guarabyra 3:09
13. "Cópias Mal Feitas [música incidental: Dezessete na Corrente]" (tema de Zé das Medalhas) Alceu Valença 2:56
14. "Verdades e Mentiras" (tema de locação: Asa Branca) Sá & Guarabyra 3:15

Versões internacionais[editar | editar código-fonte]

Por iniciativa da CBS, gravadora de origem de grande parte dos artistas presente nos dois álbuns da trilha sonora da novela, foram lançados LPs em outros países onde a novela fez sucesso. A Polygram lançou um álbum em Portugal com os artistas da editora.

LP Portugal (1987) [20]
N.º TítuloCompositor(es)Intérprete Duração
1. "Sem Pecado e Sem Juízo"   Baby Consuelo  
2. "Coração Aprendiz"   Fafá de Belém  
3. "Santa Fé"   Moraes Moreira  
4. "A Hora e a Vez"   Cláudio Nucci e Zé Renato  
5. "Coisas do Coração"   Ritchie  
6. "Fruta Mulher"   Nana Caymmi  
7. "Mil e Uma Noites de Amor"   Pepeu Gomes  
8. "Indecente"   Anne Duá  
9. "Mistérios da Meia-Noite"   Zé Ramalho  
10. "A Outra"   Simone  
11. "Pelo Sim, Pelo Não"   Cláudio Nucci e Zé Renato  
LP/CD Colômbia/Venezuela (1988) [21]
N.º TítuloCompositor(es)Intérprete Duração
1. "Santa Fé"   Moraes Moreira  
2. "Sem Pecado e Sem Juízo"   Baby Consuelo  
3. "Vitoriosa"   Ivan Lins  
4. "Indecente [erroneamente intitulada "Incidente"]"   Anne Duá  
5. "Amparito Amor [erroneamente intitulada "Amparito Amour"]"   Cauby Peixoto  
6. "A Hora e a Vez"   Cláudio Nucci e Zé Renato  
7. "A Outra"   Simone  
8. "Coração Aprendiz"   Fafá de Belém  
9. "Mil e Uma Noites de Amor"   Pepeu Gomes  
10. "Mistérios da Meia-Noite"   Zé Ramalho  
11. "Pelo Sim, Pelo Não [erronamente intitulada "Pelo Sin Pelo Não"]"   Cláudio Nucci e Zé Renato  
12. "Coisas do Coração"   Ritchie  
LP Portugal (1988) [22]
N.º TítuloCompositor(es)Intérprete Duração
1. "Roque Santeiro"   Sá & Guarabyra  
2. "Chora Coração"   Wando  
3. "De Volta Pro Aconchego"   Elba Ramalho  
4. "Malandro Sou Eu"   Beth Carvalho  
5. "Vitoriosa"   Ivan Lins  
6. "Dona"   Roupa Nova  
7. "Verdades E Mentiras"   Sá & Guarabyra  
8. "Aqui Tá Bom Demais"   Dominguinhos e Chico Buarque  
9. "Mal Nenhum"   Joanna  
10. "Entra E Sai De Amor"   Altay Veloso  

Recepção[editar | editar código-fonte]

Audiência[editar | editar código-fonte]

Sua média geral no método flagrante é de 74 pontos de audiência, sendo a telenovela de maior audiência da televisão brasileira[23]. Em seu primeiro capítulo marcou 68 pontos. Na mesma semana, num sábado, foi registrada a menor audiência da novela: 58 pontos. A média da primeira semana foi de 65 pontos.

No dia 20 de agosto de 1985, no episódio 50, Roque Santeiro registrou audiência recorde: 81 pontos. Foi a primeira vez que a novela registrou índice acima de 80 pontos. Naquela semana, a média foi de 71 pontos.

No dia 17 de fevereiro de 1986, no episódio 205, Roque registrou audiência recorde: 91 pontos. Foi a primeira vez que a novela registrou índice acima de 90 pontos, fato que se repetiria apenas no último capítulo: 96 pontos. Na contagem por domicílios, sua média geral é de 62 pontos de média, registrando 60 pontos no primeiro capítulo.

No seu último capítulo, a novela marcou 96 pontos no método fragrante, com picos de 100. Sendo assim a novela mais assistida da TV Globo. Na contagem por domicílios, seu último capítulo marcou 72 pontos.

Quando foi reprisada, pela primeira vez em 1991 a audiência foi satisfatória, muito maior do que às das séries estrangeiras que ocupavam o horário da Sessão Aventura, chegando a marcar 36 pontos.[24] Em sua segunda reprise - agora pelo Vale a Pena Ver de Novo, no entanto, sua audiência foi de 15 pontos.

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Nomeação Resultado Ref.
1985 Prêmio APCA de Televisão Melhor Novela Roque Santeiro Venceu [25]
Melhor Roteirista Dias Gomes
Aguinaldo Silva
Venceu
Melhor Ator Lima Duarte Venceu
Melhor Atriz Regina Duarte Venceu
Revelação Feminina Cláudia Raia Venceu
1986 Troféu Imprensa Melhor Novela Roque Santeiro Venceu [26]
Melhor Ator Ary Fontoura Indicado
José Wilker Indicado
Lima Duarte Venceu
Melhor Atriz Regina Duarte Venceu
Yoná Magalhães Indicado
Revelação do Ano Cláudia Raia* Venceu

* Empate com Tetê Espíndola.

Referências

  1. Xavier, Nilson. «Roque Santeiro (1985)». Teledramaturgia. Consultado em 4 de novembro de 2022 
  2. «Roque Santeiro». memoriaglobo. Consultado em 4 de novembro de 2022 
  3. AdoroCinema, Elenco Roque Santeiro T01, consultado em 4 de novembro de 2022 
  4. a b «'Roque Santeiro' revela como censura atua durante e após a ditadura». Folha de S.Paulo. 22 setembro de 2019. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  5. «'Roque Santeiro': Censura adiou estreia da trama por dez anos». Extra Online. 11 de dezembro de 2010. Consultado em 28 de março de 2011 
  6. «Censura nas novelas: o que você não viu na TV». Aventuras na História. Consultado em 28 de março de 2011. Arquivado do original em 3 de julho de 2009 
  7. «Símbolo do fim da censura, Roque Santeiro teve de cortar gays, 'bosta' e traição». Notícias da TV. 22 de outubro de 2019. Consultado em 26 de setembro de 2021 
  8. a b Nilson Xavier. «Roque Santeiro (1985)». Teledramaturgia 
  9. Santos, Sergio (21 de fevereiro de 2021). «Em 1986, novela fazia história ao alcançar 100% de audiência no último capítulo». TV História. Consultado em 4 de novembro de 2022 
  10. Steffen, Lufe (26 de maio de 2011). «'Roque Santeiro': A melhor novela de todos os tempos». TV & Novelas - iG. Consultado em 5 de março de 2023. Cópia arquivada em 5 de março de 2023 
  11. «Globo volta a exibir "Roque Santeiro"». Estadão. 9 de dezembro de 2000. Consultado em 12 de dezembro de 2017 
  12. «"Roque Santeiro" será reprisada no Canal Viva». IG Gente. 15 de abril de 2011. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  13. «Roque Santeiro volta ao ar nesta segunda-feira (18)». Fernando Oliveira. iG. 18 de julho de 2011. Consultado em 22 de agosto de 2015 
  14. «Roque Santeiro | Brinca Brincando». 17 de agosto de 2019. Consultado em 4 de novembro de 2022 
  15. a b https://brincabrincando.com/roque-santeiro/#1563996439807-369e93ae-aeac Roque Santeiro - Curiosidades. Site Brinca Brincando
  16. «Pressionada por piratas, Globo lança "Roque Santeiro" em DVD». Folha Ilustrada. 18 de agosto de 2010. Consultado em 19 de fevereiro de 2017 
  17. «'Roque Santeiro' estreia no Globoplay; relembre a novela clássica». G1. Consultado em 21 de junho de 2021 
  18. MOFOLÂNDIA. «MÚSICA - Top Hits 1985». Consultado em 18 ago. 2014. Arquivado do original em 5 de agosto de 2013 
  19. XAVIER, Nilson. «Roque Santeiro (1985) - Trilha Sonora». Teledramaturgia.Com.Br. Consultado em 18 ago. 2014. Arquivado do original em 19 de agosto de 2014 
  20. ManuelAntonio. «Various - Roque Santeiro (Vinyl, LP)». Discogs. Consultado em 18 ago. 2016 
  21. Salvavinilos. «Roque Santeiro - Varios Artistas [1989]». FlickRiver. Consultado em 18 ago. 2014 
  22. ManuelAntonio. «Various - Os Melhores temas de Roque Santeiro (Vinyl, LP)». Discogs. Consultado em 18 out. 2016 
  23. «De Tieta a Senhora do Destino: os fenômenos de Aguinaldo Silva - Novelas» 
  24. «TV-Pesquisa». www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br 
  25. Nilson Xavier. «APCA». Teledramaturgia 
  26. Nilson Xavier. «Troféu Imprensa». Teledramaturgia 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]