Tetê Espíndola

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde junho de 2013). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Tetê Espíndola
A cantora em 2010, no Ministério da Cultura.
Informação geral
Nome completo Teresinha Maria Miranda Espíndola
Também conhecido(a) como Tetê
Nascimento 11 de março de 1954 (62 anos)
Local de nascimento Campo Grande, MS
 Brasil
Gênero(s) sertanejo, MPB, seresta
Ocupação(ões) cantora
Instrumento(s) voz, viola, craviola

Teresinha Maria Miranda Espíndola, mais conhecida como Tetê Espíndola (Campo Grande, 11 de março de 1954) é uma cantora, compositora e instrumentista brasileira.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Tetê Espíndola nasceu em uma família de sete irmãos: Tetê, Alzira, Geraldo, Humberto, Jerry, Sérgio e Celito. Desde pequena gostava de ouvir música clássica. Aos 8 anos já apreciava os conjuntos paraguaios que tocavam nas rádios. Ouvia The Beatles, Jovem Guarda, Janis Joplin e Bossa Nova, que marcaram sua adolescência.

É irmã do artista plástico Humberto Espíndola. Foi pelo irmão e pela mãe, Alba Miranda, que começou a se interessar por música. Começou a desenvolver os dons artísticos entre as sessões de teatro que a mãe e o irmão encenavam em casa, para se divertir, e ouvindo rádio. Sua mãe cantava muito em casa, o que a fascinava. Sua veia artística também era influenciada por seus primos trigêmeos que se apresentavam tocando piano a seis mãos. Depois de muito trabalhar, eles conseguiram inclusive tocar para Getúlio Vargas.

O primeiro dos irmãos a introduzir-se na música e aprender a tocar violão foi Sérgio, que ensinou a Geraldo, que por sua vez ensinou à caçula Tetê. Em 1968, os irmãos Tetê, Geraldo, Celito, Sérgio e Alzira, com permissão dos pais, decidiram ganhar dinheiro e trabalhar no que gostavam e assim formaram o grupo LuzAzul e passaram a executar cantorias na estrada que liga Campo Grande a Cuiabá.

E foi nos arredores de Mato Grosso, cantando com os irmãos, de cidade em cidade, que Tetê se descobriu, num local chamado Chapada dos Guimarães. Começou a testar sua voz cantando todos os dias.

Aos 14 anos, Tetê ganhou um festival de música em Campo Grande, com a canção "Sorriso", cuja letra fora escrita pelo irmão. A partir de então, Tetê começou a pensar em seguir carreira em outros estados. Após anos cantando para o público de Campo Grande, em 1977 o Grupo LuzAzul decide ir para a Cidade de São Paulo tentar carreira. Vão primeiro Celito e Tetê. Eles chegam e começam a tocar em barzinhos. Os dois, vendo que estavam se consolidando, abriram espaço para os outros irmãos se transferirem de vez para São Paulo.

Os irmãos fazem testes em gravadoras e passam. Acabam por fechar contrato com a Polygram/Phillips, e a pedidos da própria gravadora, mudam o nome LuzAzul para Tetê e o Lirio Selvagem, lançando assim seu primeiro trabalho em 1978. Em 1979, Tetê o e Lírio Selvagem se desfaz, a gravadora decide lançar Tetê em um disco solo - Piraretã.

Tetê e os irmãos lançaram em 1978 o álbum Tetê e o Lírio Selvagem, pela gravadora Polygram, trazendo composições próprias dos irmãos, que escreviam as letras.

Em 1980 lançou o disco Piraretã, que marcou o encontro de Tetê com Arrigo Barnabé. Tetê foi a primeira a gravar uma canção dele, "Tamarana", em parceria com o Paulo Barnabé. A partir daí. os irmãos passam a seguir carreira solo, cada um gravando seus discos. Mas os irmãos não pararam de gravar discos juntos.

Em 1981, ao lado de Arrigo Barnabé, defende no MPB Shell a valsa "Londrina", composta por Arrigo, que recebe o prêmio de melhor arranjo por Cláudio Leal. Em 1982, entre muitas experimentações sonoras feitas em de sessões com Stenio Mendes e Theophil Mayer (inclusive com exibição pela TV Cultura em um especial), surge o disco Pássaros na Garganta, lançado pela gravadora Som da Gente, no qual a estética do som é batizada por Arrigo Barnabé de "sertanejo lisérgico".

Em 1985, Tetê vence o Festival dos Festivais da Rede Globo com a canção "Escrito nas estrelas", composição do marido Arnaldo Black com Carlos Rennó. Em 1986, como parte do cronograma da gravadora Barclay/Polygram, segue-se o disco Gaiola, a partir do qual executam uma turnê pelo Brasil.

Além de cantar, Tetê também dubla, atua e participou do filme Mônica e a Sereia do Rio (de Maurício de Sousa) dirigido por Walter Hugo Khouri; e faz uma participação no curta Caramujo-Flor, de Joel Pizzini, junto com Almir Sater, Aracy Balabanian, Ney Matogrosso e outros artistas de Mato Grosso do Sul.

Foi a representante brasileira no Festival The Concert Voice, em Roma, no ano de 1988, em sua primeira viagem internacional. Em 1989, canta no New Morning (Paris) e no Festival de Jazz da Bélgica. Com uma bolsa da Fundação Vitae, em conjunto com Marta Catunda e Humberto Espíndola vão à Amazônia numa expedição em busca do "canto do uirapuru". Gravam uma série de sons de pássaros, que depois de catalogado, e parte das experimentações musicais feitas por Tetê na Amazônia, gera o disco Ouvir/Birds (1991).

Tetê passa alguns anos se dedicando à família e em 1998, junto com a irmã Alzira, gravam o disco acústico só de canções regionais/tradicionais - Anahí. Quando então, aparece o disco Vozvoixvoice, dirigido e produzido por Phillipe Kadosch, no qual o conceito aplica-se em fazer da voz, todos os instrumentos (baixo, bateria, guitarra, sopros, etc.). Em 2003, Tetê participa em dois projetos junto com a família - Espíndola canta e O que virou, e em 2005 lança o disco Zencinema só com canções de Arnaldo Black.

Em 2006 e 2007 participa de várias apresentações com a soprano Adélia Issa. Ainda em 2007 lança o disco Evaporar completamente produzido no Mato Grosso do Sul, desde a escolha de músicos à finalização do trabalho. Seu trabalho incorporou pesquisas realizadas com sons de pássaros, influência de temas regionais e fusões do acústico com o eletrônico.

Em 2015, participou da canção "Trono de Estudar", composta por Dani Black em apoio aos estudantes que se articularam contra o projeto de reorganização escolar do governo estadual de São Paulo. A faixa teve a participação de outros 17 artistas brasileiros: Chico Buarque, Arnaldo Antunes (ex-Titãs), Tiê, Dado Villa-Lobos (Legião Urbana), Paulo Miklos (Titãs), Tiago Iorc, Lucas Silveira (Fresno), Filipe Catto, Zélia Duncan, Pedro Luís (Pedro Luís & A Parede), Fernando Anitelli (O Teatro Mágico), André Whoong, Lucas Santtana, Miranda Kassin, Helio Flanders (Vanguart), Felipe Roseno e Xuxa Levy.[2]

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • Tetê e o Lirio selvagem (Phillips, 1978)
  • Piraretã (Phillips, 1980)
  • Londrina/Canção dos vagalumes (Som Livre, 1981)
  • Pássaros na garganta (Som da Gente, 1982)
  • Escrito nas estrelas (Single) (Barclay/Polygram, 1985)
  • Gaiola (Barclay/Polygram, 1986)
  • Ouvir - Birds (LuzAzul, 1991)
  • Só Tetê (Camerati, 1994)
  • Canção do amor (LuzAzul, 1995)
  • Anahi, com Alzira Espíndola (Dabliu, 1998)
  • Vozvoixvoice (LuzAzul, 2002)
  • Fiandeiras do Pantanal, com Raquel Naveira (LuzAzul, 2002)
  • O que virou — Canções de Jerry Espíndola e Marcello Pettengill (LuzAzul, 2003)
  • Espíndola canta (LuzAzul, 2003/2004)
  • Zencinema (LuzAzul, 2005)
  • Babelyes (MCD World Music/LuzAzul, 2006)
  • eVAporAR (Tratore/LuzAzul, 2007)

Referências

  1. «Tetê Espíndola faz show nesta quarta-feira no Sesc em Bauru, SP». G1. Grupo Globo. 10 de junho de 2013. Consultado em 5 de janeiro de 2016. 
  2. «Chico Buarque e outros 18 artistas gravam faixa e clipe em apoio aos estudantes de SP». Rolling Stone Brasil. Spring. 23 de dezembro de 2015. Consultado em 3 de janeiro de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]