Sinhá Moça (2006)

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Sinhá Moça
Sinhá Moça (BR)
Logotipo da telenovela
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Drama
Romance
Duração 50 minutos
Criador(es) Benedito Ruy Barbosa
Baseado em Sinhá-Moça de Maria Dezonne Pacheco Fernandes
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Ricardo Waddington
Rogério Gomes
Elenco Débora Falabella [1]
Danton Mello
Osmar Prado
Patricia Pillar
Cris Vianna
Celso Frateschi
Milton Gonçalves
Zezé Motta
Fabrício Boliveira
Alexandre Moreno
Sérgio Menezes
Lucy Ramos
Alexandre Rodrigues
Humberto Martins
Osvaldo Baraúna
ver mais
Tema de abertura "Sinhá Moça", Leonardo
Tema de encerramento "Sinhá Moça", Leonardo
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 13 de março de 2006 - 13 de outubro de 2006
N.º de episódios 185
Cronologia
Programas relacionados Sinhá Moça (versão original)

Sinhá Moça é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 18 horas, entre 13 de março e 13 de outubro de 2006, em 185 capítulos, substituindo Alma Gêmea e sendo substituída por O Profeta. Foi a 67ª "novela das seis" exibida pela emissora.

Escrita por Benedito Ruy Barbosa, inspirado no livro homônimo de Maria Dezonne Pacheco Fernandes é uma readaptação da obra para a televisão, e contou com a colaboração de Edmara Barbosa e Edilene Barbosa, com direção de Marcelo Travesso e Luiz Antônio Pilar, direção geral de Rogério Gomes e núcleo de Ricardo Waddington.

Contou com as atuações de Débora Falabella, Danton Mello, Osmar Prado, Patricia Pillar, Cris Vianna, Celso Frateschi, Milton Gonçalves e Zezé Motta.[1]

Produção[editar | editar código-fonte]

  • A trama é um remake de um dos maiores sucessos televisivos de Benedito Ruy Barbosa, a novela Sinhá Moça, exibida em 1986. Com uma história forte e romântica, o texto foi adaptado pelas filhas do autor, se tornando novamente um grande sucesso no horário das 18h, com média geral de 33 pontos no Ibope. A novela repetiu o sucesso do remake de Cabocla, exibida em 2004.
  • A telenovela sofreu algumas críticas por estudiosos e representantes do movimento negro no Brasil. Segundo eles, a trama abordava o racismo de maneira brusca e por meio das cenas de violência e maus-tratos contra os negros, transmitia "uma ideia de inferiorização da raça".[4]
  • Sinhá Moça foi a primeira novela da Rede Globo que utilizou o equipamento de edição High Definition, software capaz de deixar as imagens mais próximas das de cinema. Este fato, a princípio causou uma certa estranheza nos telespectadores. Também foi utilizado base light, um software holandês, que deu à novela ares de minissérie.[5]
  • A atriz Juliana Baroni disputou até o final o papel de Ana do Véu. Porém a personagem ficou com a estreante Ísis Valverde. A direção da novela preferiu um nome desconhecido, para criar mistério, já que o rosto da personagem só seria revelado com o desenrolar da história. A atriz também foi proibida de aparecer em público, pois isso acabaria com o mistério da novela.[8]
  • A emissora manteve oculto o rosto de Ísis Valverde, para que ele fosse revelado apenas durante a novela, quando sua personagem tiraria de vez o véu que lhe cobria o rosto. Isso aguçou a curiosidade da "imprensa da fofoca" e dos telespectadores. A personagem tirou o véu e finalmente o rosto da atriz foi conhecido, no capítulo do dia 18 de abril de 2006.[9]
  • Guilherme Berenguer entrou na trama para causar algumas reviravoltas. Ele interpretou Eduardo, um engenheiro que se encanta por Ana do Véu (Ísis Valverde). Posteriormente, ela iria corresponder aos encantos do rapaz. A primeira aparição do ator na trama ocorreu no capítulo 129, que foi ao ar em 9 de agosto de 2006.[10]

Exibição[editar | editar código-fonte]

Foi reapresentada na sessão Vale a Pena Ver de Novo entre 15 de março e 10 de setembro de 2010, em 130 capítulos, substituindo a sua antecessora original Alma Gêmea e sendo substituída por Sete Pecados. Foi a primeira novela a ser exibida pelo Vale a Pena Ver de Novo na década de 2010.[11][12]

Exibição internacional[editar | editar código-fonte]

A trama de Benedito Ruy Barbosa já foi vendida para mais de 22 países, e já foi finalista a melhor série no Emmy Internacional 2006 e Seoul Drama Awards 2007[13].

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Monarquistas e republicanos se defrontam em Araruna, pequena cidade fictícia do interior paulista, em 1886. A novela retrata a história de amor da bela e rica Sinhá Moça - filha do escravocrata, o Barão Ferreira de Araruna, e da doce e submissa Mãe Cândida - , com o jovem advogado abolicionista Dr. Rodolfo Fontes - filho de Dr. Fontes, e da dona de casa Inêz. Juntos, eles enfrentam as dificuldades na campanha para a abolição dos escravos.

A novela começa com Sinhá Moça aos 10 anos de idade. Ela está junto de Rafael, um escravo mestiço de olhos verdes e seu grande amigo de infância. Eles testemunham a morte de um escravo idoso, chamado Pai José, bisavô de Rafael e avô de sua mãe] Maria das Dores. Pai José é chicoteado no tronco pelo feitor Bruno, a mando do Barão de Araruna. Mesmo criança, Sinhá Moça já enfrenta o pai e, com a ajuda de Rafael, com doze anos, desamarram Pai José, que morre nos braços das duas crianças. Antes, o velho negro revela a Rafael que ele é filho do Barão Ferreira de Araruna. Essa revelação deixa o garoto abalado, pois ele já gosta de Sinhá Moça como homem. Por sorte, a menina não ouve essa conversa, sequer desconfia que ele é seu meio-irmão.

Rafael vai falar com a mãe, a escrava Maria das Dores, que pede que o filho guarde segredo; nem o Barão tem conhecimento de sua paternidade. O Barão Ferreira de Araruna acredita que Rafael é filho de seu primo-irmão Aristides, amante de Maria das Dores. A mucama se deitara com o Barão uma única vez e à força. Mesmo grávida, continuara a se deitar com Aristides, mas logo revelou a ele o que havia acontecido. Aristides, ciente de tudo, quis comprar Maria das Dores, mas seu primo-irmão, o Coronel Ferreira, não deixou que a negra fosse vendida. Durante alguns anos, Das Dores e Rafael continuam apanhando e sofrendo nas mãos dos feitores. Rafael, então, jura vingança contra o Barão. Anos depois, porém, Maria das Dores e seu filho são vendidos a um homem bom, que os leva para a capital paulista. Tempos depois, com a morte de Aristides, Maria das Dores irá herdar uma casa e um bom dinheiro, suficiente para comprar sua liberdade e a de seu filho Rafael.

Sinhá Moça chora muito com a despedida de Rafael e vai se consolar com Bá, uma escrava que a amamentou bebê, e que teve seu filho roubado pelo coronel assim que a criança nasceu, por pura maldade dele. Bá transferiu seu amor pelo filho roubado a ela, e a trata muito bem, e não guarda ódio do Coronel e o perdoou, e espera um dia reencontrar seu filho.

Nove anos se passam e chega o ano de 1886. Sinhá Moça é, agora, uma bela e culta donzela, que estuda no ensino secundário, a fim de se formar no curso normal, para dar aulas ao primário de Araruna. Ela mora num pensionato com as amigas há 4 anos, contra a vontade do pai, que achava que ela devia se casar cedo e ter muitos filhos homens para administrarem a fazenda. Sua mãe, porém, conseguiu se impor, acreditando na importância do estudo para a vida de uma mulher.

Assim que seus estudos terminam, Sinhá Moça volta a Araruna. Na viagem de trem, ela conhece Rodolfo, um rapaz interessante mas que também a aborrece, principalmente quando conversam sobre Abolicionismo. Rodolfo disfarça suas ideias avançadas, por acreditar que a moça, filha de Barão, certamente deve ser monarquista e escravocrata. Ledo engano. Sinhá Moça também é abolicionista e critica as atitudes do pai, o Barão de Araruna.

Mesmo mentindo, Rodolfo consegue causar uma grande impressão em Sinhá Moça. Com o tempo, ela irá se apaixonar por ele e viverão um grande amor, sempre escondido do pai dela. Principalmente quando o Barão descobre que Rodolfo é abolicionista, e mentiu o tempo todo apenas para se aproximar de sua filha.

Sinhá Moça e Rodolfo, junto de outros defensores da liberdade, invadem senzalas à noite e libertam os negros, entregando-os às associações abolicionistas, que os orientam rumo à nova vida. Isso causa comentários na cidade de Araruna, perante os austeros fazendeiros, liderados pelo cruel Barão.

Do outro lado da história está Dimas (que na verdade é o menino Rafael, ex-escravo alforriado), que volta a Araruna, muito poderoso, querendo vingança, com sua obstinada luta para destruir o Barão.

Antes de ser vendido pelo Barão, Dimas/Rafael foi o grande companheiro de infância de Sinhá Moça. Depois de alforriado, assumiu o nome de Dimas, e se tornou o braço direito de Augusto, um jornalista íntegro e abolicionista convicto, que luta para difundir seus ideais através do jornal semanal A Voz de Araruna, tendo como principal opositor o Barão Ferreira de Araruna. Apaixonada por Dimas está Juliana, neta do jornalista. Juliana e ele viverão um grande amor, e ambos, juntos com Sinhá Moça e Rodolfo, moverão céus e terras para destruir o Barão e prender todos os donos de escravos. Fundam uma sociedade abolicionista, e ajudam escravos fugitivos.[14]

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Débora Falabella Maria das Graças Ferreira Fontes (Sinhá Moça)
Osmar Prado Coronel José Ferreira, Barão de Araruna
Danton Mello Rodolfo Garcia Fontes
Patrícia Pillar Candida Ferreira, Baronesa de Araruna
Ísis Valverde Ana Luísa Maria Teixeira (Ana do Véu)
Bruno Gagliasso Ricardo Garcia Fontes
Humberto Martins Feitor Bruno
Eriberto Leão Rafael/Dimas
Vanessa Giácomo Juliana
Reginaldo Faria Dr. Geraldo Fontes
Zezé Motta Virgínia ()
Lu Grimaldi Inêz Garcia Fontes
Milton Gonçalves Pai José
Lucy Ramos Adelaide de Jesus Coutinho
Carlos Vereza Augusto
Caio Blat Mário
Chico Anysio Everaldo Mathias
Ruth de Souza Mãe Maria
Clementino Kelé Pai Tobias
Oscar Magrini Manoel Teixeira
José Augusto Branco Aristides Amorim
Alexandre Moreno Justino
Maurício Gonçalves Capitão-do-mato (Justo Filho)
Alexandre Rodrigues Bentinho
Sérgio Menezes Fulgêncio
Othon Bastos Coutinho
Elias Gleiser Frei José
John Herbert Viriato
Edwin Luisi Antônio Pereira Martinho
Jackson Antunes Delegado Antero
Gésio Amadeu Justo
Gisele Fróes Nina Teixeira
Cláudio Galvan Bobó
Guida Vianna Elvira
Celso Frateschi Inácio
Flávio Bauraqui André
Cris Vianna Maria das Dores (das Dores)
Osvaldo Baraúna Honório
Edyr Duque Ruth
Fernando Petelinkar Tibúrcio
Rogério Falabella Nogueira
Rosa Marya Colin Balbina
Eduardo Pires José Coutinho
Bruno Costa Renato
Paulo de Almeida Soldado Antão
Bruno Udovic Vila
Fabrício Boliveira Bastião (Sebastião)
Joaquim de Castro Pedro
Alexandre Akerman Soldado Pedro
Harley Vas Soldado Alcebíades
Créo Kellab Tonho
Guilherme Berenguer Eduardo Tavares
Alexander Sil Thomaz

Elenco de apoio e participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Larissa Biondo Sinhá Moça (criança)[14]
Lucas Rocha Rafael (criança)[14]
Alexandre Damascena Antônio[14]
André Vieira Luiz[14]
Delano Avelar maquinista do trem
Flávio Bauraqui André
Guida Vianna Elvira
Marcelo Batista Bento
William Vita Sião[14]

Música[editar | editar código-fonte]

As canções Na Ribeira Deste Rio, de Dori Caymmi, e Camará, de Walter Queiroz, já haviam feito parte da trilha sonora da primeira versão da novela, exibida em 1986.

Sinhá Moça
Trilha sonora de vários intérpretes
Lançamento 2006
Gênero(s) Vários
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre

Capa: Débora Falabella.[15]

  1. Sinhá Moça - Leonardo
  2. Amor Eterno - Gian & Giovani
  3. É Amor, É Paixão - Chitãozinho & Xororó
  4. Negro Rei - Cidade Negra
  5. Quando a Gente Ama - Oswaldo Montenegro
  6. Mistérios da Vida - Arleno Farias
  7. Custe o Que Custar - Fagner
  8. Você e Eu - Fernanda Porto
  9. Minha Namorada - Maria Bethânia
  10. Na Ribeira Deste Rio - Dori Caymmi
  11. Manhãs Bonitas - Guarabyra
  12. Ser Um Só - Chico César
  13. Esse Negro Não Se Enxerga - Batacotô
  14. Camará - Walter Queiroz

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Audiência[editar | editar código-fonte]

A estreia de Sinhá Moça marcou média de 36 pontos e share de 58%.[16] Seu último capítulo marcou média de 35 pontos, com pico de 39 pontos e 56% de participação.[17] Teve uma média geral de 33 pontos, um bom índice para o horário, mas tirando 6 pontos da antecessora. A trama foi prejudicada pela Copa do Mundo e o horário político.[18]

Reprise[editar | editar código-fonte]

A reprise estreou com uma média de 16 pontos. [19] O seu recorde foi alcançado em 7 de setembro de 2010, quando atingiu 23 pontos de média, chegando aos 29 pontos de pico. [20] No último capítulo, alcançou 17 pontos.[21] Em sua reprise, marcou média geral de 15 pontos na Grande São Paulo.[22]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

A segunda versão de Sinhá Moça foi a primeira telenovela inscrita ao Prêmio Emmy Internacional, indicada na categoria "série dramática". Além disso, Milton Gonçalves foi indicado na categoria "melhor ator", e chegou a apresentar o prêmio, na categoria "melhor programa infantil/adolescente" ao lado da atriz Susan Sarandon, sendo o primeiro brasileiro a apresentá-lo.[23]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Sinhá Moça, 2ª versão - Galeria de personagens». Memória Globo. Arquivado desde o original em 21 de julho de 2015. Consultado em 19/11/2015. 
  2. Produção Memória Globo
  3. Bastidores Teledramaturgia
  4. "Novela no Pelourinho:Um promotor quer obrigar Sinhá Moça a mudar o seu enfoque da história da escravidão"
  5. «Sinhá Moça chega ao fim com efeitos especiais e elenco afinado». Terra. 8 de outubro de 2006. Consultado em julho de 2010. 
  6. «Carolina Dieckmann: “Não me acostumo ao me ver no espelho”». Isto É. 24 de abril de 2006. Consultado em 22 de agosto de 2014. 
  7. «Bruno Gagliasso viverá "caipira" apaixonado». Diário de Cuiabá. 2 de março de 2006. Consultado em 22 de agosto de 2014. 
  8. «Juliana Barone não está em Sinhá Moça». O Fuxico. 24 de janeiro de 2006. Consultado em 22 de agosto de 2014. 
  9. «Ana tira o véu e Ísis finalmente estreia em Sinhá Moça». Terra. 19 de abril de 2006. Consultado em 22 de agosto de 2014. 
  10. «Guilherme Berenguer vai entrar em "Sinhá Moça"». Flogão. 5 de agosto de 2006. Consultado em 22 de agosto de 2014. 
  11. «Sinhá Moça será reexibida no Vale a Pena Ver de Novo». O Povo. 21 de fevereiro de 2010. Consultado em 15 de agosto de 2015. 
  12. «Vale a Pena Ver de Novo: Sinhá Moça volta às telas da Globo a partir de março». Rede Globo. 21 de fevereiro de 2010. Consultado em 15 de agosto de 2015. 
  13. Emmy alavanca exportação de ‘Sinhá Moça’ Daniel Castro. Folha de S.Paulo. Outro Canal.
  14. a b c d e f Nilson Xavier. «Sinhá Moça (2006)». Teledramaturgia. Consultado em 5 de outubro de 2016. 
  15. «Sinhá Moça – 2ª Versão (Trilha sonora)». Memória Globo. Consultado em 5 de outubro de 2016. 
  16. «Estréia: Sinhá Moça, confira a audiência». Estrelando. 14 de março de 2006. Consultado em 15 de agosto de 2015. 
  17. «Último capítulo de Sinhá Moça conta com média de 36 pontos». O Fuxico. 13 de outubro de 2006. Consultado em 15 de agosto de 2015. 
  18. «Ibope de novelas desaba na Globo». Uol Notícias. 18 de setembro de 2008. Consultado em 26 de abril de 2012. 
  19. «Sinhá Moça: Confira a audiência de estreia!». Estrelando. 16 de março de 2010. Consultado em 15 de agosto de 2015. 
  20. «Reprise de "Sinhá Moça" bate recorde de audiência». O Planeta TV. 8 de setembro de 2010. Consultado em 15 de agosto de 2015. 
  21. «Reprise do último capítulo de "Sinhá Moça" registra baixa audiência». O Planeta TV. 10 de setembro de 2010. Consultado em 15 de agosto de 2015. 
  22. «Reprise: "Sinhá Moça" termina com baixos índices, mas sucessora cai ainda mais». O Planeta TV. Consultado em 26 de abril de 2012. 
  23. «Sinhá Moça – 2ª Versão (Prêmios)». Memória Globo. Consultado em 5 de outubro de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]