Celso Frateschi

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Celso Frateschi
Nascimento 9 de fevereiro de 1952 (68 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Ator e político
Cônjuge Denise Del Vecchio (c. 1971–78)

Sylvia Moreira (c. 1998)

Filho(s) André Frateschi
Ludmila Frateschi

Celso Frateschi (São Paulo, 9 de fevereiro de 1952) é um ator, professor, diretor teatral e político brasileiro, tendo atuado no teatro, cinema e televisão e sendo proprietário do Teatro Ágora.

É filiado ao Partido dos Trabalhadores, tendo sido secretário de cultura de algumas prefeituras e também presidente da Funarte. É casado com a arquiteta e cenógrafa Sylvia Moreira, pai do também ator André Frateschi e da psicanalista Ludmila Frateschi.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Como ator e diretor[editar | editar código-fonte]

Foi um dos fundadores dos grupos Teatro Núcleo Independente, Teatro Pequeno, e Ágora – Centro para o Desenvolvimento Teatral, de São Paulo. Estreou no Teatro de Arena de São Paulo, em 1980, em Teatro Jornal 1ª Edição, de Augusto Boal.[2] Trabalhou com os principais diretores do teatro brasileiro, como Enrique Diaz, José Possi Neto e Domingos de Oliveira.[3]

Escreveu A Epidemia, com Paulo Maurício, e Os Imigrantes, com o qual estreou como diretor e recebeu, em 1978, o 'Prêmio Mambembe' de melhor ator.[4] Recebeu o 'Prêmio Shell' de melhor ator em 1988, por Eras, de Heiner Müller.[4] Desde o ano de 1980 é professor licenciado da Escola de Arte Dramática da USP.[5]

Estreia na televisão em Uma Esperança no Ar, de 1985. Mas só retorna a TV quase dez anos depois, em 1994, nas séries Memorial de Maria Moura e Você Decide. Depois disso, se torna presença constante na Globo, atuando em O Rei do Gado em 1996, na segunda versão de Pecado Capital e em Torre de Babel, de 1998.

Em 1999, funda, junto com Sylvia Moreira e Roberto Lage, o Teatro Ágora, do qual é proprietário até hoje, em São Paulo. O teatro tem sua sede atual no Bixiga. A primeira peça é um monólogo do ator, Diana, dirigido por Lage.[6][7][8]

Apesar dos cargos políticos que ocupou na década de 2000, ainda participou de muitas produções: as minisséries A Muralha e Presença de Anita, em 2000 e 2001, as novelas O Beijo do Vampiro e Começar de Novo, em 2002 e 2004, mais uma minissérie, Um Só Coração, também em 2004, todas na Globo. Após uma breve passagem pela RecordTV onde fez Essas Mulheres em 2005, retorna a Globo, fazendo participações em Carga Pesada e A Diarista, a novela de 2005 Belíssima e a nova versão de Sinhá Moça em 2006. Após uma rápida passagem pela Band, onde fez Paixões Proibidas em 2007, faz Queridos Amigos e participações em Casos e Acasos e Força Tarefa. Em agosto de 2008 Celso Frateschi inaugurou seu blog pelo site da revista Bravo![9][10]

Ainda na Globo, fez as novelas O Astro e Escrito nas Estrelas.[9] No ano de 2014, recebeu a Ordem do Mérito Cultural aos seus serviços prestados a arte brasileira.[11]

Em 2013, interpreta o personagem bíblico Jacó nas produções da RecordTV José do Egito, que retorna em Os Dez Mandamentos.[12] Participou da série da Netflix 3% em 2016, como o personagem Velho, estando presente em três das quatro temporadas.[13] Também fez uma participação na série da Globo Assédio, em 2018, e do filme Hebe - A Estrela do Brasil.[14]

Na política[editar | editar código-fonte]

Frateschi é filiado ao Partido dos Trabalhadores.[15] Foi secretário municipal da Cultura em 2003 e 2004, na gestão de Marta Suplicy (PT) frente a prefeitura do município de São Paulo.[16] Também ocupou o cargo de secretário de Cultura em Santo André entre 1997 e 1998.[17][4] Foi presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte) até outubro de 2008, quando pediu demissão: em carta intitulada "O transatlântico fantasma" divulgada no dia 6 de outubro daquele ano, Frateschi afirmou que não resistirá ao "movimento articulado de alguns funcionários e de alguns setores do Ministério da Cultura para desestabilizar minha gestão na presidência da Funarte".[18][19]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

André Frateschi é filho de Celso com a atriz Denise Del Vecchio e Ludmila Frateschi sua filha com a socióloga Márcia Y. Mafra. Em 1997, casou-se com a arquiteta e cenógrafa Sylvia Moreira, mãe de seu enteado, Pedro Moreira Becker. .[3][20]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Celso Frateschi recebe prêmio da Ordem de Mérito Cultural em 2014

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Produção Personagem Notas Emissora
1985 Uma Esperança no Ar Rui SBT
1994 Memorial de Maria Moura Liberato Minissérie Globo
Você decide Episódio "Pressão Total
1996 O Rei do Gado Caminhoneiro
1998 Pecado Capital Pacheco
Torre de babel Delegado
2000 A Muralha Afonso Góis Minissérie
2001 Presença de Anita Igor Minissérie
2002 O beijo do vampiro Ezequiel
2004 Começar de Novo Mikhail
Um só coração Ernesto da Silva Minissérie
2005 Belíssima Juíz
Carga pesada Casão Episódio: "Caixa preta"
Essa mulheres Pedro Camargo Record
2006 Sinhá moça Inácio Globo
A diarista Nestor Episódio: "Faxinando com a Inimiga "
2007 Paixões proibidas Álvaro de Sousa Band
2008 Casos e acasos Vários Três episódios Globo
Queridos amigos Dr. Hélio Gomes Vianna Minissérie
2009 Uns braços Solicitador Borges Record
Força-Tarefa Valfrido Episódio: "Temporada de Caça" Globo
2010 Escrito nas estrelas Jardel
2011 O astro Nelson Cerqueira
2013 José do Egito Jacó Minissérie Record
2014 Sessão de Terapia Guilherme Damasceno Três episódios GNT
2015 Os Dez Mandamentos Jacó Record
2016 Êta Mundo Bom! Joaquim Sampaio Goytacazes (Barão de Goytacazes) Globo
2016 - 2018 3% O Velho Dezoito episódios Netflix
2018 Deus salve o rei Juiz Superior do Conselho da Cália Globo
Assédio Milton Minissérie

Cinema[editar | editar código-fonte]

Ano Filme Personagem Notas
1997 O trabalho dos homens Policial Curta-metragem
1999 Contos de Lygia
2001 Bufo & Spallanzani Dr. Ribeiroles
Mater dei
Sonhos Tropicais Sales Guerra
2003 Cristina Quer Casar
2006 Veias e Vinhos - Uma História Brasileira Capitão
2011 Astheros Curta-metragem
2016 O Escaravelho do Diabo Jairo Saturnino
2019 Hebe: A Estrela do Brasil João Capuano

Referências

  1. «"Volta Dilma" ecoa em evento sobre a resistência ao golpe de 2016». Partido dos Trabalhadores. 20 de junho de 2016. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  2. Cultural, Instituto Itaú. «Celso Frateschi». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  3. a b «O som inspirado na conversa com o ator e político Celso Frateschi». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  4. a b c «A TEMPESTADE « Pombo Correio». Consultado em 3 de agosto de 2020 
  5. «Celso Frateschi | ECA - Escola de Comunicações e Artes». ECA - Escola de Comunicações e Artes. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  6. «Celso Frateschi celebra 20 anos do Ágora com remontagem de 'Diana'». Guia Folha. 12 de julho de 2019. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  7. «CURRÍCULO: Celso Frateschi». agorateatro. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  8. «Nossa História». agorateatro. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  9. a b «CELSO FRATESCHI». museudatv.com.br. Pró-TV. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  10. http://bravonline.abril.com.br/blog/celsofrateschi/
  11. «Ordem do Mérito Cultural homenageia artistas brasileiros – Secretaria Especial da Cultura». 7 de novembro de 2014. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  12. «Celso Frateschi diz sobre José do Egito: "Eu nunca fiz um trabalho de equipe 'tão equipe'"». R7. 16 de fevereiro de 2018. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  13. «Série brasileira "3%" é renovada pela Netflix». Correio do Povo. 4 de junho de 2018. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  14. «'Assédio': Rede Globo lança série repleta de responsabilidade, coragem, força e maestria». Artecult. 20 de setembro de 2018. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  15. Cultural, Instituto Itaú. «Celso Frateschi». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  16. Silva, Élcio (18 de novembro de 2014). «Celso Frateschi recebe honraria da Ordem do Mérito Cultural». Teatro da USP. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  17. «Celso Frateschi». Casa do Saber. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  18. «Ex-secretário da Marta, Celso Frateschi assumirá a Funarte - Política». Estadão. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  19. «Presidente da Funarte, Celso Frateschi pede demissão». O Globo. 6 de outubro de 2008. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  20. «Celso Frateschi estreia "Diana" no Sesc Ipiranga». ABC do ABC. 12 de julho de 2019. Consultado em 3 de agosto de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]