Diogo Infante

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Diogo Infante
Nome completo Diogo Nuno Infante de Lacerda
Nascimento 28 de maio de 1967 (50 anos)
Lisboa
Nacionalidade português
Ocupação Ator
Cônjuge Rui Calapez (2013-presente)
Globos de Ouro
Melhor Ator - Cinema - 1997 e 1999
Melhor Actor - Ficção - 2008
Outros prémios
Melhor Ator Festival de Gramado - 1999
IMDb: (inglês)

Diogo Infante (Diogo Nuno Infante de Lacerda, Loulé 28 de maio de 1967) é ator e encenador português.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Fruto de uma relação fortuita entre a sua mãe e um turista inglês — que Diogo Infante só conheceria já adulto, aos 34 anos[2] — o ator cresceu no Algarve, tendo sido criado pela sua mãe e pela sua avó, na Quarteira. Iniciou a sua vida profissional como guia intérprete.

A sua primeira experiência no teatro dá-se no Teatro Lethes, em Faro, com a peça Os cães, de Tone Brulin[3]. Em 1988 ingressou na Escola Superior de Teatro e Cinema, onde viria a terminar o curso de Teatro, variante de Formação de Atores, aos 24 anos, em 1991.

Estudava ainda quando, em 1989, se estreou como ator profissional na peça As Sabichonas, de Moliére, dirigido por Ruy de Matos, no Teatro Nacional D. Maria II. No mesmo ano conseguia o seu primeiro papel no cinema: Nuvem, de Ana Luísa Guimarães (que virá a estrear somente em 1992), rendendo ao jovem ator o Prémio de Melhor Jovem Ator e o Se7e de Ouro.

Depois do Conservatório, Diogo Infante ingressa no Teatro Experimental de Cascais, onde integra o elenco de diversas peças sob a direção de Carlos Avilez (1989 - A Morte de Danton de Buchner; 1990 - Rei Lear de Shakespeare; 1992 - Os Espectros de Ibsen). Colaborou também com Rui Mendes, em Sonho de Uma Noite de Verão, de Shakespeare, e As Suaves Alegrias da Felicidade Conjugal, de Anton Tchekov, em 1990. No Teatro Aberto participou em Ópera dos Três Vinténs, de Brecht (1992), O Tempo e o Quarto de Botho Strauss (1993), Alguém Olhará por Mim de Frank MacGuiness (1994) e Quase de Patrick Marber (1999), sempre sob a direcção de João Lourenço. Voltou ao D. Maria II em Rei Lear, na encenação de Richard Cottrell (1998).

Quase ao mesmo tempo que se profissionaliza como ator, Diogo Infante desenvolve a sua carreira como encenador. Entre as peças que dirigiu constam, para o Teatro da Trindade, O Amante de Harold Pinter (1992), e Segredos de Richard Cameron (1993); para o Teatro Villaret, Odeio Hamlet de Paul Rudnick (1996); para o São Luiz, Um Vestido para Cinco Mulheres de Alan Ball (1997); para o D. Maria II, O Jardim Zoológico de Cristal de Tennessee Williams (1999); para o Maria Matos Laramie de Kaufman (2006).

Ainda no cinema participou em filmes de Jorge Paixão da Costa (1994 - Adeus Princesa), João Botelho (1994 - Três Palmeiras), Luís Filipe Rocha (1995 - Sinais de Fogo), Joaquim Leitão (1997 - Tentação), Lúcia Murat (2000 - Brava Gente Brasileira), Leonel Vieira (1998 - A Sombra dos Abutres; 2001 - A Bomba), Ruy Guerra (2004 - Portugal S.A.), George Felner (2005 - Manô), entre outros, obtendo popularidade com Sweet Nightmare de Fernando Fragata (1998) e Animal de Roselyne Bosch (2005).

Desde a década de 1990 que vem sendo também um solicitado ator de televisão, com participação em diversas séries e novelas. Estreou-se em Por Mares Nunca Dantes Navegados (1991), após o que foi chamado para integrar o elenco de A Banqueira do Povo (1993), onde contracenava com nomes tão consagrados como Eunice Muñoz, Curado Ribeiro, Carmen Dolores ou João Perry. Seguir-se-ão produções como Aquela Cativa que Me Tem Cativo (1995), Riscos (1997), Os Lobos (1998) ou Jornalistas (1999). A telenovela Jóia de África (2002) deu-lhe um terceiro Globo de Ouro, desta vez na qualidade de Melhor Actor de Ficção Televisiva. As últimas séries que fez foram Regresso a Sizalinda, A Ferreirinha, Voo Directo e Depois do Adeus, todas na RTP1.

Vencedor dos Globos de Ouro como Melhor Actor de Cinema, em 1996 e 1998, salienta a nível internacional o Prémio das Nações Unidas em 1995; o Festival de Gramado atribuí-lhe o Prémio de Melhor Actor pelo seu desempenho em A Sombra dos Abutres, em 1999, ano da sua promoção como Shooting Star pela European Film Promotion.

Esporadicamente foi apresentador de programas, também RTP1, com Pátio da Fama (1995), As Canções da Nossa Vida (1999), Quem Quer Ser Milionário (2001) e Cuidado com a Língua (2006).

Também participou em várias dobragens animadas, sobretudo em filmes da Disney. Entre elas o Principe Eric no filme A Pequena Sereia, e o pai da Riley em Inside Out- Divertidamente.

A partir dos anos 2000 fez parte do elenco de Romeu e Julieta de Shakespeare, encenado por John Retallack no Teatro São Luiz (2006); O Assobio da Cobra de Nuno Costa Santos, dirigido por Adriano Luz (2006, Teatro São Luiz); Laramie de Moisés Kaufman, que também dirigiu, no Teatro Maria Matos (2006); A Dúvida de John Patrick Shanley, encenação de Ana Luísa Guimarães (Teatro Maria Matos, 2007), Hamlet de Shakespeare, encenação de João Mota (Teatro Maria Matos, 2007) e Édipo, de Sófocles, com Jorge Silva Melo (TNDMII, 2010). Com Ode Marítima, a partir de Álvaro de Campos e com música de João Gil, Diogo Infante obteve um novo Globo de Ouro, desta vez como Melhor Ator de Teatro[4].

Desempenhou o cargo de diretor artístico do Teatro Maria Matos, desde 2006 até 2008, de onde se demitiu por falta de verbas para a conclusão dos seus projetos. A seguir foi nomeado para director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, tendo sido demitido do cargo em novembro de 2011[5].

Diogo Infante é praticante de hipismo, participando em competições de saltos[6].

Televisão[editar | editar código-fonte]

RTP[editar | editar código-fonte]

SIC[editar | editar código-fonte]

TVI[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Diogo conheceu o seu pai apenas aos 39 anos

Filho natural de pai inglês, de seu nome Jonathan, e de mãe portuguesa, Maria Infante de Lacerda, falecida em 2010, também ela filha natural de Renée Lance Infante de Lacerd (19 de Fevereiro de 1918), filha do 5.º Barão de Sabroso e cuja mãe era francesa.

Numa entrevista ao jornal Expresso em abril de 2012, Diogo Infante revelou que tinha adotado há cerca de um ano, uma criança de nome Filipe de 9 anos de idade.[7] Em 17 de outubro de 2013 casou pelo registo civil em Torres Vedras com Rui Calapez, agente do ator e companheiro de vários anos.[8]

Referências

  1. «Certidão de lista de associadas da Audiogest» (pdf). IGAC/Ministério da Cultura. 25 de julho de 2007. Consultado em 30 de Dezembro de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 24 de Dezembro de 2013 
  2. Sapo.pt
  3. UALMEDIA
  4. Caras
  5. «Secretário de Estado afasta Diogo Infante da direcção do D. Maria II». Jornal Público 
  6. Vidas/CM
  7. «Diogo Infante é pai». Revista Fama. fama.sapo.pt/. 21 de abril de 2012. Consultado em 20 de outubro de 2013 
  8. «Diogo Infante casa-se com companheiro de longa data e ainda namorou c». Revista Lux. Lux.iol.pt. 19 de outubro de 2013. Consultado em 20 de outubro de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]