Jornal da Record

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Jornal da Record
Informação geral
Também conhecido(a) como Jornal da Record Especial (edição de sábado)
Jornal da Noite (1976-1985)
Formato Telejornal
Duração 40-60 minutos (diária)
45 minutos (sábados)
Criador(es) Grupo Record
País de origem Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Antonio Guerreiro
Apresentador(es) Celso Freitas
Adriana Araújo
Elenco Lidiane Shayuri (previsão do tempo
Tema de abertura Instrumental
Localização Teatro Dermeval Gonçalves, São Paulo, SP
Exibição
Emissora de televisão original RecordTV
Formato de exibição 1080i (HDTV)
Transmissão original 24 de setembro de 1974- presente
Cronologia
Programas relacionados Fala Brasil

Jornal da Record (também conhecido pela sigla JR) é um telejornal noturno brasileiro, produzido e apresentado pela RecordTV. Estreou em 1974 sob o comando de Hélio Ansaldo. É apresentado por Celso Freitas e Adriana Araújo.[1]

O telejornal faz a cobertura dos principais acontecimentos no Brasil e no mundo, a produção de reportagens especiais e investigativas. Possui repórteres em todos os estados do Brasil, através das afiliadas da RecordTV, e também conta com correspondentes internacionais em seus escritórios localizados nos Estados Unidos (Nova York e Washington D.C.), Europa (Londres e Lisboa), Ásia (Tóquio) e Oriente Médio (Jerusalém). O Jornal da Record também é apresentado pela Record Internacional, alcançando mais de 150 países.[2] O telejornal é assistido em média por 6.815.301 de pessoas por minuto em todo o Brasil.[1]

Destacam-se como premiações vencidas o Prêmio Esso,[3] Troféu Imprensa,[4] Prêmio Vladimir Herzog[5] e prêmio APCA.[6]

História

O Jornal da Record estreou em 24 de setembro de 1974, substituindo o antigo Xecap (baseado no Xecap 1000, noticiário radiofônico da Rádio Record), sob a apresentação de Hélio Ansaldo. Em 1976 mudou de nome para Jornal da Noite.

Já em 1985, o Jornal da Noite voltou a se chamar Jornal da Record', sendo apresentado por Ricardo Carvalho, contava com os comentários dos jornalistas Celso Ming e Paulo Markun e com reportagens de Sílvia Poppovic. Em 1988 era apresentado por José Nello Marques.

Em 1989, o Jornal da Record passou a ser apresentado por Carlos Nascimento, que era editor-chefe e âncora da atração, Também era apresentado por Wellington de Oliveira e Amália Rocha. A REI tinha, à época, uma estrutura modesta, estando a beira da falência, mas mesmo assim o telejornal fazia sucesso entre o público formador de opinião e tinha duas horas de duração. Os comentários de Renato Faleiros (política), Marco Antônio Rocha (economia), Valmir Salaro (polícia) e Otto Sarkis (repórter especial em Brasília). O JR era transmitido em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF).

Nascimento permaneceu até 1990 na emissora, quando voltou à Rede Globo. Maria Lydia Flândoli assumiu a apresentação do telejornal que de 1990 até 1993 teve duas edições: a regional com as notícias locais e a nacional com as notícias nacionais e internacionais e permaneceu como apresentadora até 1991, quando Salette Lemos passou a apresentar o JR, Também era apresentado por Ênnio Pesce e Kátia Maranhão, Os comentários eram de Lucas Mendes (internacional) e Kitty Balieiro (esportes). No ano seguinte, Carlos Bianchini, vindo da Rede Manchete, assume a atração e passa a dividir a bancada com Adriana de Castro, deixando a apresentação em 94. Fora, então, substituído por Carlos Oliveira, que dividiu a apresentação do telejornal com Adriana de Castro até março de 1996. Em 1995, Chico Pinheiro, vindo da Rede Bandeirantes, assumiu o jornal. No pouco tempo que apresentou o telejornal, Chico envolveu-se em polêmicas com os donos da emissora, acusando-os de censura, Os comentários de Adriana de Castro (direto do Rio de Janeiro), Antônio Augusto (direto de Brasília), Marcelo Pontes (política), Bernardo Carvalho (internacional) e Luiz Nassif (economia). Em substituição, Adriana de Castro reassumiu a bancada — agora sozinha — e permaneceu nela até 1997, quando Bóris Casoy deixou o SBT e o TJ Brasil e assinou contrato com a Rede Record.

Celso Freitas é o apresentador com mais tempo de Jornal da Record: está na função desde 2006
Adriana Araújo faz dupla com Celso Freitas no telejornal desde 2006

Em dezembro de 2005, Casoy foi demitido da emissora sob a alegação de que não se adequava mais aos padrões do jornalismo da Record. Casoy revidou, dizendo que havia sido demitido por pressão do PT. Em seu lugar, assumiu interinamente Heleine Heringer, a ex-apresentadora da previsão do tempo do telejornal nos tempos de Bóris.[7][8]

No dia 30 de janeiro de 2006, pouco menos de um mês depois da demissão de Bóris Casoy, estreava o "novo" Jornal da Record, apresentado por Celso Freitas e Adriana Araújo, que contou com uma leve reforma da redação, tornando-a mais ampla e com a presença de uma nova equipe de repórteres num total de quinze vindos da Rede Globo, já que em 2005 a emissora tinha perdido o mesmo número de repórteres para a formação da equipe do recém-lançado SBT Brasil.[9][10]

Em 7 de maio de 2009, a Rede Record anunciou num comunicado oficial a contratação da jornalista Ana Paula Padrão por quatro anos. Ana Paula, ex-Globo e SBT, apresenta desde o dia 29 de junho, o "novo" Jornal da Record, com Celso Freitas, substituindo Adriana Araújo, que passa a ser a nova correspondente da emissora em Nova York.[11][12][13]

Enquanto Ana Paula Padrão ainda não estreava, Janine Borba assumiu temporariamente a bancada do telejornal ao lado de Marcos Hummel. O telejornal estava sendo apresentado em chroma key, devido às reformas na redação da emissora, para a estreia do "novo" Jornal da Record e outros programas como o telejornal Fala Brasil e o jornalístico Câmera Record.

Em 29 de junho de 2009, entrou no ar novo Jornal da Record, com Celso Freitas e Ana Paula Padrão. A partir de 27 de setembro de 2010 o programa passou a ser transmitido em HD.[14]

Em 1º de novembro de 2010, Ana Paula Padrão e Adriana Araújo entrevistaram, para o JR, Dilma Rousseff, que, um dia antes, tinha saído vitoriosa das urnas para o primeiro mandato de presidente do Brasil. A entrevista foi a primeira de Dilma depois da vitória, e também foi mais do que exclusiva; desde o fim do regime militar, nenhum presidente democraticamente eleito tinha dado uma entrevista para outra emissora que não fosse a Rede Globo.[15]

Em 11 de julho de 2011, o telejornal passou a ser apresentado às 19h40, saindo do confronto direto com o Jornal Nacional.[16] Durante o mês de outubro de 2011, a Record transmitiu os Jogos Pan-americanos de Guadalajara, e o Jornal da Record passou a ser apresentado às 18h20; com Ana Paula Padrão da redação montada em Guadalajara trazendo as notícias do dia da competição, e Celso Freitas em São Paulo apresentando um resumo das notícias do Brasil e do mundo. Após o fim das transmissões do evento multiesportivo realizado em Guadalajara, no México, o telejornal voltou a ser apresentado às 20h30, voltando a confrontar com o Jornal Nacional.

A Rede Record acabou gradualmente com o rodízio de apresentadores aos sábados no Jornal da Record. Começou a partir de 11 de fevereiro de 2012 quando Eduardo Ribeiro foi efetivado na apresentação do JR do último dia da semana, acabando com o rodízio de âncoras masculinos. Posteriormente, foi a vez do fim do rodízio de âncoras femininas; em 12 de janeiro de 2013 a jornalista Carla Cecato passou a fazer dupla com Eduardo Ribeiro aos sábados,[17] mas deixou a função para voltar ao Fala Brasil no início de 2014. Janine Borba, Thalita Oliveira e Adriana Araújo ocupam a vaga.

Em 20 de março de 2013, Ana Paula Padrão apresentou pela última vez o JR. Ela rescindiu na tarde desse dia o contrato assinado em 2009 e que teria mais um mês.[18] A jornalista Adriana Araújo, que antecedeu Ana Paula na apresentação titular feminina do Jornal da Record, foi efetivada e voltou a fazer dupla com Celso Freitas em 26 de março de 2013.[19] Em março de 2019, o jornalista Luiz Fara Monteiro estreou da bancada do jornalístico, como substituto na folga do titular Celso Freitas.[20] No mesmo mês também estreou Lidiane Shayuri na previsão do tempo, em substituição a Salcy Lima, que foi para o telejornal local SP no Ar, da mesma emissora.[21]

Em 23 de março de 2015, o Jornal da Record foi para o tardio horário das 21h30. A emissora sofria críticas pela exibição do noticiário após todas as outras grandes redes no prime time. Em 18 de novembro de 2015, o R7, portal de jornalismo da Record, estreia uma versão para internet do jornal, o JR Online, apresentado às quartas-feiras, ao final da edição na TV. No dia 17 de setembro de 2018, após nove anos, o Jornal da Record ganha novos gráficos e cenário, que é a nova newsroom da RecordTV.[carece de fontes?]

Referências

  1. «Apresentadores: Jornal da Record». 24 de maio de 2016. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  2. «O Programa: Jornal da Record». 23 de maio de 2016. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  3. «Série de reportagens As Crianças e A Tortura, da TV Record, vence Prêmio Esso de Telejornalismo». R7.com. 13 de novembro de 2013 
  4. «Veja os ganhadores do Troféu Imprensa». Portal Terra. 2007. Arquivado do original em 5 de novembro de 2013 
  5. «30° Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos». Instituto Vladimir Herzog. 2008. Arquivado do original em 5 de novembro de 2013 
  6. «Carlos Nascimento - Linha do Tempo». Portal dos Jornalistas. 2008. Arquivado do original em 5 de novembro de 2013 
  7. Ricardo Feltrin (30 de dezembro de 2005). «Record rescinde contrato com Boris Casoy». Folha de S. Paulo 
  8. «Boris Casoy: Fui tratado como bandido». Isto É Gente. 2006 
  9. «Record estréia "clone" do "Jornal Nacional"». Folha de S. Paulo. 29 de janeiro de 2006 
  10. «Na estréia, "clone do JN" dobra audiência da Record». Folha de S. Paulo. 30 de janeiro de 2006 
  11. «Record anuncia a contratação de Ana Paula Padrão». televisao.uol.com.br. UOL Televisão. 7 de maio de 2009. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  12. «Ana Paula Padrão assina contrato com Record -». 5 de julho de 2009. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  13. «Record anuncia contratação de Ana Paula Padrão». Record. 25 de agosto de 2011. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  14. «Jornal da Record estreia versão em alta definição». noticias.r7.com. R7. 27 de setembro de 2010. Consultado em 23 de fevereiro de 2017. Arquivado do original em 7 de novembro de 2017 
  15. «Record sai na frente e é a primeira emissora de televisão a entrevistar ao vivo Dilma Rousseff». R7. 1 de novembro de 2010. Arquivado do original em 5 de novembro de 2010 
  16. «Record muda horário nobre e põe "Rebelde" contra "Jornal Nacional"». www1.folha.uol.com.br. Folha de S.Paulo. 6 de julho de 2011. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  17. «Carla Cecato apresentará "Jornal da Record" semanalmente». Almanaque da TV. 10 de janeiro de 2013 [ligação inativa]
  18. «Record informa que Ana Paula Padrão deixa o JR». R7. 20 de março de 2013. Arquivado do original em 23 de março de 2013 
  19. «Adriana Araújo assume a bancada do Jornal da Record». R7. 20 de março de 2013. Arquivado do original em 23 de março de 2013 
  20. Flávio Ricco (15 de março de 2019). «Se a questão era audiência, a Sessão da Tarde resolveu o problema da Globo». UOL. Consultado em 15 de março de 2019 
  21. TV, Notícias da (11 de março de 2019). «Record coloca moça do tempo para apresentar jornal com ex-repórter da Globo». Notícias da TV. Consultado em 11 de março de 2019 

Ligações externas