Jornal da Record

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Jornal da Record
Informação geral
Também conhecido(a) como Jornal da Record 24h (boletins)
Jornal da Record Edição de Sábado (sábados)
Jornal da Noite (1976–1985)
Formato Telejornal
Duração 45-60 minutos (diária)
75 minutos (sábados)
Criador(es) Grupo Record
País de origem  Brasil
Idioma original (português brasileiro)
Produção
Diretor(es) Antonio Guerreiro
Apresentador(es)
Elenco Lidiane Shayuri (previsão do tempo)
Tema de abertura "A Salsa e o Cheiro Verde", Banda Metalurgia (1985–1989)
Instrumental (desde 1989)
Localização Teatro Dermeval Gonçalves, São Paulo, SP
Exibição
Emissora de televisão original RecordTV
Record News[nota 1]
Formato de exibição 1080i (HDTV)
480i (SDTV) (1974-2010)
Transmissão original 24 de setembro de 1974 - presente
Cronologia
Programas relacionados Fala Brasil

Jornal da Record (também conhecido pela sigla JR) é um telejornal noturno brasileiro, produzido e apresentado pela RecordTV. Estreou em 1974 sob o comando de Hélio Ansaldo. Atualmente, é ancorado pelos jornalistas Celso Freitas e Adriana Araújo. Também possui edições compactas exibidas em formato de boletins ao longo do dia, denominadas Jornal da Record 24h, sob a apresentação de Janine Borba e Sérgio Aguiar. Os boletins também são veiculados pela Record News, com seus próprios âncoras.

O telejornal traz a cobertura dos principais acontecimentos no Brasil e no mundo e produz reportagens especiais e investigativas. Possui repórteres em todos os estados do Brasil, através das filiais e afiliadas da Record, e também conta com correspondentes internacionais em seus escritórios localizados nos Estados Unidos (Nova York e Washington D.C.), Europa (Londres e Lisboa), Ásia (Tóquio) e Oriente Médio (Jerusalém). O Jornal da Record também é apresentado pela RecordTV Internacional, alcançando mais de 150 países,[1] e é assistido por uma média de 6 milhões de pessoas por minuto em todo o Brasil.[2] Suas reportagens especiais, âncoras e o próprio telejornal já venceram várias premiações, como o Prêmio Esso,[3] Troféu Imprensa,[4] Prêmio Vladimir Herzog[5] e Troféu APCA.[6]

História[editar | editar código-fonte]

1974–1999[editar | editar código-fonte]

O Jornal da Record estreou em 24 de setembro de 1974, substituindo o antigo Xecap (baseado no Xecap 1000, noticiário radiofônico da Rádio Record), sob a apresentação de Hélio Ansaldo. Em 1976 passa a se chamar Jornal da Noite. Já em 1985, o Jornal da Noite passa a se chamar Jornal da Record, sendo apresentado por Ricardo Carvalho, contava com os comentários dos jornalistas Celso Ming e Paulo Markun e com reportagens de Sílvia Poppovic. Em 1988, era apresentado por José Nello Marques.

Em 1989, o Jornal da Record passou a ser apresentado por Carlos Nascimento, que era editor-chefe e âncora da atração, Também era apresentado por Wellington de Oliveira e Amália Rocha. A Record tinha, à época, uma estrutura modesta, estando à beira da falência, mas mesmo assim o telejornal fazia sucesso entre o público formador de opinião e tinha duas horas de duração. Os comentários eram de Renato Faleiros (política), Marco Antônio Rocha (economia), Valmir Salaro (polícia) e Otto Sarkis (repórter especial em Brasília). O JR era transmitido a partir de São Paulo, para emissoras no Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Brasília.

Nascimento permaneceu até 1990 na emissora, quando voltou à Rede Globo. Maria Lydia Flândoli assumiu a apresentação do telejornal que de 1990 até 1993 teve duas edições: a regional com as notícias locais e a nacional com as notícias nacionais e internacionais e permaneceu como apresentadora até 1991, quando Salette Lemos passou a apresentar o JR, Também era apresentado por Ênnio Pesce e Kátia Maranhão, Os comentários eram de Lucas Mendes (internacional) e Kitty Balieiro (esportes). No ano seguinte, Carlos Bianchini, vindo da Rede Manchete, assume a atração e passa a dividir a bancada com Adriana de Castro, deixando a apresentação em 1994. Fora, então, substituído por Carlos Oliveira, que dividiu a apresentação do telejornal com Adriana de Castro até abril de 1995.

No lugar da dupla, Chico Pinheiro, vindo da Rede Bandeirantes, assumiu o telejornal, que contava ainda com a participação de Adriana de Castro no Rio de Janeiro e Antônio Augusto em Brasília, além dos comentários de Marcelo Pontes (política), Bernardo Carvalho (internacional) e Luiz Nassif (economia). No curto período em que apresentou o Jornal da Record — apenas 6 meses e 11 dias —, Chico envolveu-se em polêmicas com os donos da emissora, ligados à Igreja Universal do Reino de Deus, acusando-os de censura a qualquer notícia ou entrevista com personalidades que contrariassem a orientação religiosa da seita, o que incluía políticos de esquerda, ativistas sociais e, principalmente, membros da igreja católica.[7] Esta última acabou por ocasionar a sua demissão em 26 de outubro, por causa de uma entrevista com o arcebispo do Rio de Janeiro, o cardeal Dom Eugênio Sales, em forma de resposta ao episódio onde dias antes, um pastor da Universal, Sérgio Von Helder, destruiu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em pleno feriado de 12 de outubro, num programa exibido pela Record.[8] Após a demissão de Chico Pinheiro, Ney Gonçalves Dias assumiu interinamente a apresentação do JR,[9] até que Adriana de Castro reassumiu a bancada como titular — agora sozinha — e permaneceu nela até 1997, quando Bóris Casoy deixou o SBT e o TJ Brasil e assinou contrato com a Record.

Década de 2000[editar | editar código-fonte]

Celso Freitas é o apresentador com mais tempo de Jornal da Record: está na função desde 2006
Adriana Araújo fez dupla com Celso Freitas no telejornal entre 2006 e 2009, retornando em 2013

Em dezembro de 2005, Casoy foi demitido da emissora sob a alegação de que não se adequava mais aos padrões do jornalismo da Record. Casoy revidou, dizendo que havia sido demitido por pressão do PT. Em seu lugar, assumiu interinamente Heleine Heringer, a ex-apresentadora da previsão do tempo do telejornal nos tempos de Bóris.[10][11]

Em 30 de janeiro de 2006, pouco menos de um mês depois da demissão de Bóris Casoy, o Jornal da Record passou a ser apresentado por Celso Freitas e Adriana Araújo, contando com uma leve reforma da redação, tornando-a mais ampla e com a presença de uma nova equipe de repórteres num total de quinze vindos da Rede Globo, já que em 2005 a emissora tinha perdido o mesmo número de repórteres para a formação da equipe do recém-lançado SBT Brasil.[12][13]

Em 7 de maio de 2009, a Record anunciou a contratação da jornalista Ana Paula Padrão por quatro anos, vinda do SBT, para assumir o lugar de Adriana Araújo, que torna-se correspondente da emissora em Nova York.[14][15][16] Ao mesmo tempo, Marcos Hummel e Janine Borba assumem interinamente o Jornal da Record, que devido as reformas na redação passa a ser ser feito em um cenário de chroma key. Em 29 de junho, Ana Paula Padrão assume ao lado de Celso Freitas o Jornal da Record, completamente reformulado com uma nova redação e pacotes gráficos.

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

Em 27 de setembro de 2010, o telejornal passou a ser transmitido em alta definição, assim como os demais jornalísticos da Rede Record.[17] Em 1.º de novembro, Ana Paula Padrão e Adriana Araújo entrevistaram, para o JR, Dilma Rousseff, que um dia antes, tinha saído vitoriosa das urnas para o primeiro mandato de presidente do Brasil. A entrevista foi a primeira de Dilma depois da vitória, e desde o fim do regime militar, nenhum presidente democraticamente eleito tinha dado uma entrevista para outra emissora que não fosse a Rede Globo.[18]

Em 11 de julho de 2011, o telejornal passou a ser apresentado às 19h40, saindo do confronto direto com o Jornal Nacional.[19] Durante o mês de outubro, a Record transmitiu os Jogos Pan-Americanos, e o Jornal da Record passou a ser apresentado às 18h20; com Ana Paula Padrão da redação montada em Guadalajara, no México, trazendo as notícias do dia da competição, e Celso Freitas em São Paulo apresentando um resumo das notícias factuais. Após o fim das transmissões do evento, o telejornal voltou a ser apresentado às 20h30, voltando a confrontar com o Jornal Nacional.

A Rede Record acabou gradualmente com o rodízio de apresentadores aos sábados no Jornal da Record. Começou a partir de 11 de fevereiro de 2012 quando Eduardo Ribeiro foi efetivado na apresentação do JR do último dia da semana, acabando com o rodízio de âncoras masculinos. Posteriormente, foi a vez do fim do rodízio de âncoras femininas; em 12 de janeiro de 2013 a jornalista Carla Cecato passou a fazer dupla com Eduardo Ribeiro aos sábados,[20] mas deixou a função para voltar ao Fala Brasil no início de 2014. Janine Borba, Thalita Oliveira e Adriana Araújo ocupam a vaga.

Em 20 de março de 2013, Ana Paula Padrão apresentou pela última vez o JR. Ela rescindiu na tarde desse dia o contrato assinado em 2009 e que teria mais um mês.[21] A jornalista Adriana Araújo, que antecedeu Ana Paula na apresentação titular feminina do Jornal da Record, foi efetivada e voltou a fazer dupla com Celso Freitas em 26 de março de 2013.[22]

Em 23 de março de 2015, o Jornal da Record foi para o horário das 21h30, depois 21h45. A emissora sofre críticas pela exibição do noticiário após todas as outras grandes redes no horário nobre, sendo o terceiro jornal mais visto, perdendo para o SBT Brasil. Em 18 de novembro de 2015, o R7, portal de jornalismo da Record, estreia uma versão para internet do jornal, o JR Online, apresentado às quartas-feiras, ao final da edição na TV.

Em 17 de setembro de 2018, após nove anos sem grandes atualizações, o Jornal da Record ganhou novo cenário e grafismos, mudança que foi aplicada em praticamente todos os jornalísticos da Record.[23] Porém em 2019, com a entrada de Antonio Guerreiro na direção de jornalismo da emissora após a ida de Douglas Tavolaro para a CNN Brasil, uma nova reformulação foi preparada para o Jornal da Record menos de um ano após as mudanças iniciais. Antes disso, em março, Lidiane Shayuri passou a fazer a previsão do tempo do telejornal, em substituição a Salcy Lima, deslocada para o telejornal local SP no Ar.[24]

Em 9 de setembro, o Jornal da Record estreou novo cenário, sem a redação ao fundo da bancada, presente desde 2004. O cenário negro, com painéis luminosos curvos na cor azul, possui dois telões, sendo o menor utilizado pelos âncoras durante a interação ao vivo com os repórteres. O telejornal passou a trabalhar também a interatividade com o público através da internet, com lives nas redes sociais, enquetes para as matérias e conteúdos exclusivos para o portal R7 e a plataforma de streaming PlayPlus.[25]

Além da reformulação no telejornal principal, estreou também o boletim Jornal da Record 24h, uma versão compacta exibida quatro vezes ao longo do dia, e outra apenas para a internet através do R7. Os boletins de 10 minutos de duração (com exceção da versão para a web, que tem em média 5 minutos) são apresentados durante a manhã e tarde por Janine Borba e a noite por Sérgio Aguiar, sendo o último no encerramento da programação com 15 minutos, apresentando um resumo dos fatos do dia e chegando inclusive a ter entrevistas. Posteriormente, este último boletim também passou a ter comentários sobre política do jornalista Augusto Nunes.[26] A Record News também passou a produzir boletins próprios do JR 24h, com mais edições do que na RecordTV e com seus próprios âncoras, somadas à reprise do telejornal principal veiculado por sua co-irmã.[27] A nova edição principal do Jornal da Record vai ao ar de segunda a sexta às 19h45 a partir do dia 2 de dezembro de 2019.[28]

Notas e referências

Notas

  1. Veicula a reprise do telejornal exibido por sua co-irmã e edições próprias do Jornal da Record 24h.

Referências

  1. «O Programa: Jornal da Record». 23 de maio de 2016. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  2. [1]
  3. «Série de reportagens As Crianças e A Tortura, da TV Record, vence Prêmio Esso de Telejornalismo». R7.com. 13 de novembro de 2013 
  4. «Veja os ganhadores do Troféu Imprensa». Portal Terra. 2007. Arquivado do original em 5 de novembro de 2013 
  5. «30° Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos». Instituto Vladimir Herzog. 2008. Arquivado do original em 5 de novembro de 2013 
  6. «Carlos Nascimento - Linha do Tempo». Portal dos Jornalistas. 2008. Arquivado do original em 5 de novembro de 2013 
  7. Reis, Leila (29 de outubro de 1995). «Chico Pinheiro é demitido pela Rede Record». O Estado de S. Paulo. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  8. Albuquerque, João Luiz de (3 de novembro de 1995). «A história da fita 39 A». Jornal do Brasil. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  9. «Record demite jornalista». Jornal do Brasil. 27 de outubro de 1995. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  10. Ricardo Feltrin (30 de dezembro de 2005). «Record rescinde contrato com Boris Casoy». Folha de S. Paulo 
  11. «Boris Casoy: Fui tratado como bandido». Isto É Gente. 2006 
  12. «Record estréia "clone" do "Jornal Nacional"». Folha de S. Paulo. 29 de janeiro de 2006 
  13. «Na estréia, "clone do JN" dobra audiência da Record». Folha de S. Paulo. 30 de janeiro de 2006 
  14. «Record anuncia a contratação de Ana Paula Padrão». televisao.uol.com.br. UOL Televisão. 7 de maio de 2009. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  15. «Ana Paula Padrão assina contrato com Record -». 5 de julho de 2009. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  16. «Record anuncia contratação de Ana Paula Padrão». Record. 25 de agosto de 2011. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  17. «Jornal da Record estreia versão em alta definição». noticias.r7.com. R7. 27 de setembro de 2010. Consultado em 23 de fevereiro de 2017. Arquivado do original em 7 de novembro de 2017 
  18. «Record sai na frente e é a primeira emissora de televisão a entrevistar ao vivo Dilma Rousseff». R7. 1 de novembro de 2010. Arquivado do original em 5 de novembro de 2010 
  19. «Record muda horário nobre e põe "Rebelde" contra "Jornal Nacional"». www1.folha.uol.com.br. Folha de S.Paulo. 6 de julho de 2011. Consultado em 23 de fevereiro de 2017 
  20. «Carla Cecato apresentará "Jornal da Record" semanalmente». Almanaque da TV. 10 de janeiro de 2013 [ligação inativa]
  21. «Record informa que Ana Paula Padrão deixa o JR». R7. 20 de março de 2013. Arquivado do original em 23 de março de 2013 
  22. «Adriana Araújo assume a bancada do Jornal da Record». R7. 20 de março de 2013. Arquivado do original em 23 de março de 2013 
  23. Paulo Pacheco (14 de agosto de 2019). «Após nove anos, Record estreia novo cenário de seu principal telejornal». UOL. Consultado em 6 de setembro de 2019 
  24. TV, Notícias da (11 de março de 2019). «Record coloca moça do tempo para apresentar jornal com ex-repórter da Globo». Notícias da TV. Consultado em 11 de março de 2019 
  25. «Conheça o 'Jornal da Record', primeiro multiplataforma no segmento». R7.com. 5 de setembro de 2019. Consultado em 13 de setembro de 2019 
  26. Ricco, Flávio (5 de setembro de 2019). «Jornalista Augusto Nunes é o novo contratado da TV Record». UOL. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  27. Stycer, Maurício (5 de setembro de 2019). «Record promete "telejornal feito em stories, tuites e memes"». UOL. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  28. «Jornal da Record ganha novo horário a partir de 02 de dezembro» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]