TJ Brasil

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TJ Brasil
Telejornal Brasil
logotipo entre 1996 e 1997
Informação geral
Formato Telejornal
Gênero Jornalismo
Duração 30 minutos
País de origem  Brasil
Idioma original (em português)
Produção
Diretor(es) Marcos Wilson
Luiz Fernando Emediato
Dácio Nitrini
Apresentador(es) Boris Casoy (1988 - 1997)
Hermano Henning (1997)
Exibição
Emissora de televisão original SBT
Transmissão original 22 de agosto de 1988 - 31 de dezembro de 1997
Cronologia
Noticentro
Jornal do SBT a partir de 1999

SBT Brasil a partir de 2005

Programas relacionados Jornal do SBT

SBT Brasil

TJ Brasil (formalmente Telejornal Brasil) é um telejornal brasileiro que foi produzido e exibido pelo SBT de 1988 a 1997. Foi a estreia de Boris Casoy, então editor-chefe do jornal Folha de S.Paulo, como apresentador de TV.

História[editar | editar código-fonte]

O TJ Brasil estreou em 22 de agosto de 1988 como uma tentativa de Silvio Santos dar mais credibilidade ao SBT, ampliando assim seu faturamento publicitário com um telejornalismo forte. O telejornal tornou-se notório no Brasil por introduzir a figura do âncora, modelo "importado" da televisão norte-americana. O telejornal obteve tanto êxito durante sua exibição, que o SBT chegou a implantar uma espécie de padronização dos telejornais de suas afiliadas, fazendo com que os nomes do telejornais tivessem o TJ inicial mais o nome do estado (exemplos: TJ Paraná, TJ Rio, TJ Rio Grande, TJ São Paulo, entre outros).

Boris Casoy (recém-saido da Folha de S. Paulo, onde foi editor-chefe) trouxe para a TV o estilo analítico do jornalismo impresso, introduzindo comentários em sua perspectiva após a veiculação de cada reportagem ou notícia. A novidade foi bem recebida e tornou-se uma marca registrada do TJ Brasil e de Casoy. As críticas ácidas de Casoy durante o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor marcaram época pelo ineditismo no telejornalismo brasileiro, devido na chamada grande imprensa, a carga opinativa do veículo de comunicação sobre determinada notícia ser descarregada (geralmente apócrifa) durante o texto e as matérias dos telejornais ou nos editoriais (geralmente em caráter excepcional). Ficou também notoriamente conhecida a "banana" (gesto ofensivo com o braço) que Boris deu para os privilégios dos políticos em 1996.

Durante seus comentários, Casoy acabou criando bordões que se tornariam famosos, como Isso é uma vergonha! e É preciso passar o Brasil a limpo. Doris Giesse foi repórter especial do telejornal e fazia matérias sobre arte e entretenimento.

Arnaldo Duran, Mônica Waldvogel, Berto Filho, Tônico Ferreira e Hermano Henning também apresentaram a atração, substituindo Casoy aos sábados ou nas suas férias. O diretor-executivo era Dácio Nitrini. Durante alguns anos, durante a madrugada, era exibida uma segunda edição do telejornal.

Em 1997, quando Boris deixou a bancada do TJ Brasil aceitando uma proposta para ancorar o Jornal da Record, foi substituído por Hermano Henning. De acordo com a Folha de S.Paulo, a audiência do telejornal no Painel Nacional de Televisão (PNT) do Ibope não foi afetada com a troca de apresentação. No entanto, quando saiu das 19h30 e foi para as 18h30, a média nacional despencou de 7 para 4 pontos. Após promover uma mudança geral na programação do SBT, o TJ Brasil teve sua última exibição em 31 de dezembro de 1997.[1]

Histórico de vinhetas[editar | editar código-fonte]

  • (1988-1990): Vinheta criada por Mario Lúcio de Freitas,curta,utilizando qualquer parte da trilha.
  • (1990-1992): Trilha mais animada,neste ano,Hermano Henning saiu do Brasil para Washington.
  • (1992-1995): Vinheta longa,com o grafismo melhorado.
  • (1995-1996): Mesmo grafismo da Vinheta de 1992 com tons azuis e vermelhos.
  • (1996-1997): Última vinheta do telejornal, já nos estúdios da Anhanguera.

Influência[editar | editar código-fonte]

O novo estilo criado pelo TJ Brasil influenciou outras emissoras, até mesmo a Rede Globo, que modernizou razoavelmente o seu telejornalismo, culminando com a substituição de Cid Moreira e Sérgio Chapelin na bancada do Jornal Nacional por William Bonner e Lilian Witte Fibe (depois substituída por Fátima Bernardes e posteriormente por Patrícia Poeta e atualmente Renata Vasconcellos), em 1996, em busca de maior credibilidade e de um estilo menos formal e mais opinativo.

Apresentação[editar | editar código-fonte]

Abaixo está a relação incompleta de apresentadores que estiveram na bancada do TJ Brasil, o titular, e também os apresentadores que assumiram de forma provisória.

Histórico de apresentadores[editar | editar código-fonte]

Apresentadores eventuais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Daniel Castro; Cristina Padiglione (31 de dezembro de 1997). «Fim do 'TJ Brasil' anuncia o novo SBT de Silvio Santos». Folha de S.Paulo. 4 (25.109). 1 páginas. Consultado em 26 de março de 2016 

Ver também[editar | editar código-fonte]