Água na Boca

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Água na Boca
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Comédia romântica
Duração 45 minutos
Criador(es) Marcos Lazarini
País de origem  Brasil
Idioma original (em português)
Produção
Diretor(es) Del Rangel
Roteirista(s) Aleksei Abib
Conceição LaBranna
Dani Patarra
Elenco
Tema de abertura "Água na Boca", Juliana Aquino
Empresa(s) produtora(s) Band
Localização Estúdios Quanta - São Paulo, SP
Exibição
Emissora original Brasil Band
Formato de exibição 1080i (HDTV)
Transmissão original 12 de maio – 12 de dezembro de 2008
Episódios 155

Água na Boca é uma telenovela brasileira produzida pela Band, e exibida de 12 de maio a 12 de dezembro de 2008, substituindo Dance Dance Dance, sendo a última telenovela produzida pela emissora, a qual passou a ocupar a faixa de horário com o jornalismo.[1] Foi escrita por Marcos Lazarini, com colaboração de Aleksei Abib, Conceição LaBranna e Dani Patarra, direção de Luís Antônio Piá, Marcelo Krause e Rodolfo Silot e com direção-geral de Del Rangel.

Contou com Rosanne Mulholland, Caetano O'Maihlan, Alexandre Barros, Marisol Ribeiro, Renato Góes, Joaquim Lopes, Priscila Sol e Berta Zemel nos papéis principais.

Exibição[editar | editar código-fonte]

A trama foi vendida para Moçambique, onde foi exibida pela TVM, às 21 horas. Mais tarde a novela estreou em Angola na TV Zimbo às 14 horas e com reprises aos fins de semana, sucedendo a Dance Dance Dance e sendo substituída por Dona Beija. O título oficial em inglês da trama para o mercado internacional é The Restaurateurs (em tradução livre, "Os Donos de Restaurante"). O canal venezuelano Televen estreou a novela em junho de 2011 às 13 horas, com o nome de Agua en la Boca.[2] Devido à baixa audiência, foi cancelada e reestreada à 1h, onde foi exibida do início ao fim no primeiro semestre de 2012.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Na juventude, a francesa Françoise Cassoulet (Jacqueline Laurence) e a italiana Maria Bellini (Berta Zemel) eram melhores amigas até se envolverem com Jean-Paul (Mário César Camargo), que escolheu a primeira para se casar e criou uma grande rivalidade entre elas que, 50 anos depois, ainda perpetua entre seus filhos e netos. Especialmente porque os dois clãs são donos de restaurantes concorrentes na mesma rua: a Pizzaria Nonna Mia e o Bistrô Paris, que se transformam em ringues de humorados confrontos. Fraçoise e Jean-Paul são pais de Phillipe (Jayme Periard), que vive um casamento falido com Lulu (Ângela Figueiredo) e foge da infelicidade no vício em jogos, tendo duas filhas: a talentosa chef Danielle (Rosanne Mulholland) e a excêntrica Renée (Priscila Sol), que muda de estilo constantemente em busca de sua própria personalidade.

Já Maria é viúva e esconde o início do Alzheimer dos filhos: Paolo (Carl Schumacher) é casado com Manoela (Regina Remencius) e pai do depressivo Carlo (Celso Bernini) e do mulherengo Luca (Caetano O'Maihlan); já Guido (Renato Scarpin) e a esposa Fatinha (Paula Cohen) tentam escapar da chegada aos 40 anos e se comportam como jovens eternos. Tudo muda quando Danielle volta para São Paulo após anos estudando na Europa e se apaixona por Luca, tendo o casal não só que enfrentar a rivalidade das famílias, como também a negação interna do que sentem um pelo outro, vivendo um humorado relacionamento ao estilo "cão e gato". Além disso, eles enfrentam as armações de Alex (Alexandre Barros), ex-noivo de Danielle, e Érika (Marisol Ribeiro), falsa amiga da moça obsessiva por Luca.

Na mesma rua moram os nordestinos Severino (Cláudio Jaborandy) e Miquelina (Ana Cecília Costa), que tem um restaurante típico e são pais de gêmeos de personalidades completamente opostas: Raí (Renato Góes) é romântico e disputa o coração de Renée com o irresponsável Zeca (Joaquim Lopes), sendo capaz de assumir o filho dela com o rival; já Mari (Rayana Carvalho) é dissimulada e só pensa em ser rica, visando dar o golpe em Reizinho (Gustavo Duque), um mau-caráter envolvido em várias ilegalidades, cujos pais Cido (Henri Pagnoncelli) e Guta (Elaine Mickely) são ex-pobres sem nenhuma classe que ficaram ricos fazendo investimentos. O descendente de japoneses Akira (Ken Kaneko) vê a ruína de sua família se repedir, uma vez que no passado a filha Keiko (Eda Nagayama) engravidou na adolescência – e nunca disse quem era o pai – e agora a neta Akemi (Juliana Kametani) acaba na mesma situação com Carlo.

O segredo da paternidade de Akemi fica ameaçado quando o Keiko reencontra Kim (Alexandre Moreno), o verdadeiro pai da menina, que nunca soube do ocorrido. Os irmãos Pimenta, Zeca, Bertinho (Bethito Tavares) e Martha (Jerusa Franco), são donos de uma barraca no Mercado Municipal cheia de confusões. No local também trabalho o víuvo Antônio (Fernando Neves), que paga com muito esforço a faculdade de medicina da filha Camila (Juliana Mesquita) e não quer a ver envolvida com o humilde Juliano (Carlos Dias).

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Rosanne Mulholland Danielle Cassoulet (Dani)
Caetano O'Maihlan Luca Bellini
Alexandre Barros Alex Wagner
Marisol Ribeiro Érika Fagundes
Renato Góes Raimundo Penaforte (Raí)
Joaquim Lopes José Carlos Pimenta (Zeca)
Priscila Sol Renée Cassoulet
Berta Zemel Maria Bellini
Jacqueline Laurence Françoise Cassoulet
Mário César Camargo Jean Paul Cassoulet
Ana Cecília Costa Miquelina Penaforte
Cláudio Jaborandy Severino Penaforte
Jayme Periard Phillipe Cassoulet
Ângela Figueiredo Luciola Cassoulet (Lulu)
Carl Schumacher Paolo Bellini
Regina Remencius Manoela Bellini
Henri Pagnoncelli Aparecido Alcântara (Cido)
Elaine Mickely Augusta Alcântara (Guta)
Renato Scarpin Guido Bellini
Paula Cohen Fátima Bellini (Fatinha)
Rayana Carvalho Marinalva Penaforte (Mari)
Gustavo Duque Reinaldo Alcântara (Reizinho)
Celso Bernini Carlo Bellini
Juliana Kametani Akemi Mizoguchi
Ken Kaneko Akira Mizoguchi
Eda Nagayama Keiko Mizoguchi
Alexandre Moreno Kim Gonçalves
Miranda Kassin Maria Regina Angel (Gina)
Bethito Tavares Roberto Pimenta (Bertinho)
Jerusa Franco Martha Pimenta
Fernando Neves Antônio Pereira
Juliana Mesquita Camila Pereira
Carlos Dias Juliano Moreira
José Roberto Jardim Théo Borges
Nilton Bicudo Henri Martel
Rogério Márcico Alfredo Vecchio
João Bourbonnais Gianini Leiden
Sílvia Poggetti Úrsula da Silva (Uni)
Mila Ribeiro Danúbia da Silva (Duni)
Valéria Sândalo Teresa da Silva ()
Marco Antônio Pâmio Remi Pacheco
Pierre Bittencourt Zico Bueno
Karen Tavares Allegra Bellini Angel
Thiago Giacomini Edu
Tabata Contri Joana

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Paulo Hesse Abílio / Arlindo
Marcelo Arnal Marcelo
Jonathan Azevedo Garçom
Carla Fioroni Aurora
João Signorelli Peterlongo
Pedro Fagundes Paulinho
Claudinei Quirini Vicente
Viviane Rojas Ava
Daniella Cicarelli Ela mesma
Raul Gil Ele mesmo
Armando Valsani Ele mesmo
Ana Luiza Castro Ela mesma
Luiza Gottschalk Ela mesma

Audiência[editar | editar código-fonte]

A meta estabelecida foi de 4 pontos. Água na Boca conseguiu em seu primeiro capítulo uma média de 3,3 pontos e pico de 5 no Ibope, Ficando no quarto lugar de audiência.[3].[4]

Sua antecessora, Dance Dance Dance, conseguiu 14 pontos de média na estreia.

No capítulo exibido no dia 27 de maio de 2008, a telenovela já marcava uma péssima audiência de apenas 1,5 pontos.[5]

Em junho de 2008 a trama continuava marcando uma péssima audiência, registrando uma média de 2 pontos, perdendo para o TV Fama da RedeTV!, que oscilava de 4 para 5 pontos.[6] Diante da fraca audiência, a Band não encurtou e não mudou roteiro, e sim decidiu apostar em mais drama, suspense e ação para alavancar a audiência da telenovela, antecipando alguns eventos. Essas mudanças ocorreram no capítulo 60.[7]

Em outro esforço para fazer Água na Boca reagir a audiência, a emissora promoveu participações especiais de seus apresentadores. Foram chamados Ana Luiza Castro e Raul Gil.

O Jornal do Brasil em 21 de setembro de 2008 comentou sobre "a novela Água na boca, da Band, não merecia competir com o Jornal Nacional. A história é boa, a direção excelente e o elenco, nota 10. Mas foi patinando no Ibope, registrando três pontinhos recentemente. Onde está o público das 20h? Um pouco mais de 30% na TV Globo, mas e o restante? No YouTube, no trânsito, no trabalho?" Em junho de 2008, Água na Boca amargava uma média de 1,5 pontos de audiência.

Em outubro de 2008, mesmo com todos os esforços da emissora, a novela continuava marcando uma audiência baixíssima.[8]

O último capítulo teve média de 2,3 pontos, índice bastante inferior a Dance Dance Dance que registrou 14 pontos de média. Água na Boca teve média de apenas 1 ponto, sendo a pior audiência da história de um folhetim da Rede Bandeirantes, chegando a superar até mesmo O Campeão, que registrava uma audiência fraca em 1996.

Em 22 de outubro de 2008, as gravações da telenovela foram encerradas e apenas 11 dias depois, supostamente insatisfeita com os índices de audiência que estava alcançando, a Rede Bandeirantes tomou uma decisão inesperada e desmantelou o seu núcleo de telenovelas sem dar muitas explicações, deixando de produzir novas tramas depois de 41 anos de atividades, sendo que seu primeiro folhetim foi Os Miseráveis exibido em 1967.[9]

Com o fim do núcleo, mais de 200 funcionários foram sumariamente demitidos pela emissora. Muitos choraram, se abraçaram e ficaram indignados com a notícia. Nos estúdios de gravação foram colocados vários seguranças para impedir que nada fosse levado do local pelos empregados demitidos pela emissora.[10]

Desde então, a Rede Bandeirantes nunca mais voltou a produzir telenovelas e apenas exibe folhetins de terceiros. No entanto, a emissora cogitou centenas de vezes a reabertura do núcleo, algo que até hoje não aconteceu.[11][12] [13]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «'Água na boca', nova novela da Band, estréia esta segunda com um quê de 'Romeu e Julieta'». Extra. 12 de maio de 2008. Consultado em 5 de maio de 2016 
  2. «Televen estrena Agua en la boca de Band y Mi gorda bella de RCTV». Produ. 7 de junho de 2011. Consultado em 26 de abril de 2020 
  3. «Estréia da nova novela da Band, Água na Boca mantém a audiência da emissora». Área Vip. 13 de maio de 2008. Consultado em 5 de maio de 2016. Arquivado do original em 2 de junho de 2016 
  4. «TV-Pesquisa». www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  5. «TV-Pesquisa». www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  6. «TV-Pesquisa». www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  7. «TV-Pesquisa». www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  8. «TV-Pesquisa». www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  9. «Band acaba com núcleo de novelas e demite 200 – Glamurama». Band acaba com núcleo de novelas e demite 200 – Glamurama. 4 de novembro de 2008. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  10. «Band acaba com núcleo de novelas e demite 200 – Glamurama». Band acaba com núcleo de novelas e demite 200 – Glamurama. 4 de novembro de 2008. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  11. «Voltar a produzir dramaturgia é uma das pretensões da Band». R7.com. 24 de dezembro de 2020. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  12. «Band pode reativar núcleo de dramaturgia com séries independentes». NaTelinha. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  13. Canal, Redação O. (13 de dezembro de 2020). «Band tem plano para reativar a dramaturgia em 2021». O Canal - Audiência da TV, Notícias da TV e Famosos. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]