BR-116

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BR-116
País
Tipo Longitudinal
Inauguração 1933 (Feira de Santana-Fortaleza)
1948 (Rio-Feira de Santana)
1951(Rio-São Paulo)
1967-1977(duplicação da Rodovia Presidente Dutra e Rodovia Régis Bittencourt)
Extensão 4 513,2 [carece de fontes?] km (2 804,9 mi)
Extremos
 • norte:
 • sul:

Praça Manuel Dias Branco, Fortaleza, Ceará
Rua Ernesto Corrêa, Jaguarão, Rio Grande do Sul
Interseções BR-304.svg BR-304 em Palhano, CE
BR-230.png BR-230 em Ipaumirim, CE
BR-232 em Salgueiro, PE
BR-316 (escudo).svg BR-316 e BR-428 em Cabrobó, PE
BR-324 em Feira de Santana, BA
BR-242 em Rafael Jambeiro, BA
BR 420 em Jaguaquara, BA
BR 330 em Jequié, BA
BR 030 em Boa Nova, BA
BR 407 em Vitória da Conquista, BA
BR 415 em Vitória da Conquista, BA
BR-259 em Governador Valadares, MG
BR-381.svg BR-381 em Governador Valadares, MG
BR-482 em Fervedouro, MG
BR-262.svg BR-262 em Manhuaçu, MG
BR-356.svg BR-356 em Muriaé, MG
BR-120 e BR 267.png BR-267 em Leopoldina, MG
BR-393.svg BR-393 em Jamapará, RJ
RJ-134 em Teresópolis, RJ
BR-495 em Teresópolis, RJ
RJ-130 em Teresópolis, RJ
BR-493 RJ.svg BR-493 em Magé, RJ
BR-040 RJ.pngBR-040 em Duque de Caxias (RJ) e no Rio de Janeiro (RJ)
RJ-071.svgRJ-071 no Rio de Janeiro (RJ) e em São João de Meriti (RJ)
BR-101 (escudo).svg BR-101/Avenida Brasil no Rio de Janeiro, RJ
RJ-105(Estr.Dr.Plinio Casado) em Nova Iguaçu,Rio de Janeiro
BR-465 RJ.svg BR-465 em Seropédica, RJ
RJ-139.PNG RJ-139 em Piraí, RJ
RJ-155.PNG RJ-155 e BR-393.svg BR-393 em Barra Mansa, RJ
BR-485 em Itatiaia, RJ
BR-354 em Engenheiro Passos, RJ
BR 459.png BR-459 em Lorena, SP
SP-070.svg SP-070 em Taubaté, SP
SP-065.svg SP-065 em Jacareí, SP
SP-088.svg SP-088 em Arujá, SP
BR-381.svg BR-381 em Guarulhos, SP
SP-015.svg SP-015 em São Paulo, SP
SP-021.svg SP-021 em Embu, SP
BR-277.svg BR-277, BR-376 e BR-476 em Curitiba, PR
BR-280 em Mafra, SC
BR-470 em São Cristóvão do Sul, SC
BR-282 em Lages, SC
BR-285.png BR-285 em Vacaria, RS
BR-290.png BR-290 em Porto Alegre, RS
Rs-118 shield.png RS-118 e BR-448.png BR-448 em Sapucaia do Sul, RS
BR-386.png BR-386 em Canoas, RS
BR-392-rs.png BR-392 em Pelotas , RS
Concessionária Ecosul, Univias Metrovias, Concepa, Univias Convias, Rodosul, Autopista Planalto Sul, Autopista Régis Bittencourt, CCR Nova Dutra, CRT, Via Bahia
Rodovias Federais do Brasil

A BR-116 é a principal rodovia brasileira, sendo também a maior rodovia totalmente pavimentada do país. É uma rodovia longitudinal que tem início na cidade de Fortaleza, no estado do Ceará e término na cidade de Jaguarão, no estado do Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai.

A extensão total da rodovia é de aproximadamente 4.513 quilômetros, passando por dez estados, ligando cidades importantes como Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.

Apresentado ao Ministério dos Transportes pela Comissão Interministerial do Centenário do Voo do 14-bis, instituída em 10 de março de 2005, para planejar, coordenar e estabelecer ações destinadas às celebrações alusivas ao Centenário do referido voo, proposta para denominar a BR 116 de "Rodovia Santos-Dumont", do quilômetro zero em Fortaleza até o entroncamento com a BR-040 no Rio de Janeiro. Então, em 23 de outubro de 2006, data do centenário deste feito, foi assinado pelo Presidente a Lei 11.363.

Dentre as denominações regionais que a rodovia recebe está: Via-Serrana (entre as cidades de Jaguarão e Curitiba); Régis Bittencourt (entre as cidades de Curitiba e São Paulo); Rodovia Presidente Dutra (entre São Paulo e Rio de Janeiro); Rodovia Rio–Teresópolis (entre Rio de Janeiro, Teresópolis e Além Paraíba); Rodovia Rio–Bahia (no trecho em que atravessa o território mineiro); Santos Dumont (entre a cidade de Fortaleza, até o entroncamento com a BR-040, no Rio de Janeiro).

Privatizações[editar | editar código-fonte]

Vista aérea da saída de Fortaleza pela Santos-Dumont.

Em 1 de março de 1996, o trecho entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro foi concedido para a iniciativa privada. Atualmente, a concessionária CCR Nova Dutra administra este trecho, o mais movimentado do país, chamado de Rodovia Presidente Dutra. No mesmo dia, um trecho de 144 quilômetros, entre os municípios de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e Sapucaia, no Rio de Janeiro, foi concedido a CRT. O trecho entre Duque de Caxias e Guapimirim é duplicado.

No dia 9 de outubro de 2007, o trecho de São Paulo para Curitiba (Rodovia Régis Bittencourt) foi leiloado pelo governo federal junto com outros trechos de rodovias federais pelo país. O leilão colocou à venda concessões de 25 anos para a exploração de sete trechos de rodovias federais, cerca de 2.600 Km. O grupo espanhol OHL arrematou a maior parte das concessões, 5 dos 7 trechos. (Os outros 2 trechos foram adquiridos pelas empresas BR Vias (BR-153) e Acciona (BR-393)).

O trecho entre Feira de Santana e a divisa com Minas Gerais é administrado pela Via Bahia. A concessionária começou a operar em outubro de 2009 cobrindo 26 municípios baianos, a cobrança de pedagio foi iniciada no dia 07 de Dezembro de 2010.

Trechos duplicados[editar | editar código-fonte]

A rodovia é duplicada nas áreas metropolitanas, além de ter sido totalmente duplicada em 1967 no trecho entre o Rio de Janeiro e São Paulo (Rodovia Presidente Dutra), e duplicada em quase toda sua extensão no trecho entre São Paulo e Curitiba (Régis Bittencourt) no Governo FHC .[1]

O trecho que passa em Curitiba sofreu algumas alterações em decorrência da criação do Eixo Rodoviário da Capital, o que ocasionou com que a área urbana passasse a se chamar BR-476, enquanto o nome BR-116 foi dado ao Contorno Leste de Curitiba, também duplicado.

Foi recentemente concluído o projeto de duplicação do trecho entre Fortaleza e a cidade de Pacajus.

O Trecho de 509 Km entre Divisa Alegre em Minas Gerais e Feira de Santana na Bahia está sendo duplicado pela concessionária Via Bahia. O governo anunciou em 2014 a duplicação de cerca de 93,5 km entre Feira de Santana e Teofilândia na região do Nordeste Baiano. Serão ao todo 602,5 Km duplicados num total de 974,6 Km da br-116 na Bahia.

A duplicação da Br-116 no Paraná no trecho de 25 Km entre Curitiba e Mandirituba está quase concluído.

Em 2013 começam as obras de duplicação do trecho entre Guaíba e Pelotas, no estado do Rio Grande do Sul.[2] Porém, em 2015, com as obras já 55% concluídas, o Governo Federal parou de repassar dinheiro às empreiteiras resposáveis pelas obras. Como consequência, houve um grande número de demissões nas empreiteiras, parte das obras está paralisada e não há mais prazo para conclusão da obra.[3]

Neste estado, já é duplicado o trecho entre Porto Alegre e Novo Hamburgo.

Detalhamento dos trechos[editar | editar código-fonte]

A marcação quilométrica inicia-se em Fortaleza, na grande rotatória[4] da avenida Aguanambi, onde fica a praça Manuel Dias Branco, no bairro de Fátima,e reinicia-se em cada estado.

BR-116 em Cachoeira dos Índios, Paraíba. O único e pequeno trecho desta rodovia que passa em território paraibano está localizado neste município.
Trecho da BR-116 na zona urbana de Salgueiro.

Começando em Fortaleza, a BR-116 é a principal rodovia ligando o Nordeste ao Sul do país, no estado do Ceará saindo de Fortaleza a BR-116 passa pelos municípios de Eusébio, Aquiraz, Itaitinga, Horizonte, Pacajus, Chorozinho, Morada Nova, Russas, Limoeiro do Norte, Tabuleiro do Norte, São João do Jaguaribe, Alto Santo, Iracema, Jaguaribara, Jaguaribe, Icó, Baixio, Lavras da Mangabeira e Ipaumirim. Depois, um pequeno trecho da rodovia entra na Paraíba, na zona rural do município de Cachoeira dos Índios, extremo oeste do estado, devido à topografia do local. Há a entrada da PB-417 que leva a zona urbana do município, além da BR-230, que intersecta a BR-116 em Ipaumirim (CE) e liga a rodovia federal ao município de Bom Jesus (PB). Retornando ao Ceará, a estrada corta os municípios de Barro, Milagres, Abaiara, Brejo Santo, Porteiras, Jati e sai de território cearense pelo município de Penaforte. O percurso no Ceará tem 544,5 quilômetros sendo a saída de Fortaleza duplicada até o km 50 no município de Pacajus e restante do trecho até o km 544,5 rodovia com duas vias em sentido duplo e acostamento em ambos os lados até a divisa do Ceará com o estado de Pernambuco. Após a divisa com o Ceará, a BR-116 entra no estado de Pernambuco por Salgueiro, passando pelos municípios de Belém de São Francisco e Cabrobó, chegando assim à Bahia.

No estado da Bahia a BR-116 passa pelos municípios de Abaré, Chorrochó, Macururé, Canudos, Euclides da Cunha, Tucano, Araci, Teofilândia, Serrinha, Lamarão, Santa Bárbara, Feira de Santana, Santo Estêvão, Rafael Jambeiro, Itatim, Milagres, Brejões, Nova Itarana, Santa Inês, Irajuba, Jaguaquara, Jequié, Manoel Vitorino, Boa Nova, Poções, Planalto, Vitória da Conquista e sai do estado pelo município de Cândido Sales. No município de Jaguaquara encontra-se a Serra do Mutum, ladeira perigosa onde ocorrem muitos acidentes. A concessionária que administra o trecho entre Feira de Santana e a divisa com Minas Gerais é a Via Bahia. Deformidades podem ser encontradas nos arredores de Feira de Santana, o qual prevê-se a adequação da pista. A tão esperada duplicação terá 427 quilômetros.[5]

No estado de Minas Gerais, a BR-116 passa pelos municípios de Divisa Alegre, Águas Vermelhas, Cachoeira de Pajeú, Pedra Azul, Medina, Itaobim, Ponto dos Volantes, Padre Paraíso, Caraí, Catuji, Teófilo Otoni, Itambacuri, Campanário, Jampruca, Frei Inocêncio, Matias Lobato, Governador Valadares, Alpercata, Engenheiro Caldas, Tarumirim, Dom Cavati, Inhapim, Ubaporanga, Caratinga, Santa Rita de Minas, Santa Bárbara do Leste, Manhuaçu, São João do Manhuaçu, Orizânia, Fervedouro, São Francisco do Glória, Miradouro, Muriaé, Laranjal, Leopoldina e Além Paraíba

Trecho da BR-116 na Região Serrana do Rio de Janeiro.

A BR 116 entra no estado do Rio de Janeiro pelo município de Sapucaia (trecho mais "solitário" da estrada; poucos caminhões trafegam), seguindo por Teresópolis, Guapimirim, Magé, Duque de Caxias (onde termina o trecho denominado Rodovia Santos-Dumont), Rio de Janeiro (onde se inicia o trecho denominado Rodovia Presidente Dutra), São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita (servindo de divisa entre esses dois municípios), Nova Iguaçu, Queimados, Seropédica, Itaguaí, Paracambi (servindo de divisa entre esses dois municípios), Piraí, Pinheiral, Volta Redonda, Barra Mansa, Porto Real, Resende, Itatiaia e novamente Resende, já na divisa com São Paulo. O trecho entre os km 0, na divisa com Minas Gerais, e o km 144,5, no entroncamento com a Rodovia Washington Luiz (BR-040), é denominada Rodovia Santos Dumont. O trecho entre o km 163, na Avenida Brasil e o km 333,9 na divisa com São Paulo é denominada Rodovia Presidente Dutra. Trechos concedidos: CRT, do km 2 (desentroncamento com a BR-393) até o km 144,5 (entroncamento com a BR-040) e a CCR Nova Dutra, do km 163 (cidade do Rio de Janeiro) o km 333,9 até (divisa com o estado de São Paulo).

Via Dutra no trecho entre Taubaté e Pindamonhangaba.
Trecho da Rodovia Régis Bittencourt próximo a Registro-SP

Entre o km zero e a Marginal Tietê é a continuação da Rodovia Presidente Dutra. A partir do município de São Paulo em direção a Curitiba, é a rodovia Régis Bittencourt, onde passa por grandes trechos de Mata Atlântica preservada. Corta as seguintes cidades dentro do estado de São Paulo: Queluz, Lavrinhas, Cruzeiro, Silveiras, Cachoeira Paulista, Canas, Lorena, Guaratinguetá, Aparecida, Roseira, Pindamonhangaba, Taubaté, Caçapava, São José dos Campos, Jacareí, Guararema, Santa Isabel, Arujá, e Guarulhos, além da Capital Paulista. (no trecho entre a divisa SP/RJ e São Paulo, denominado Rodovia Presidente Dutra). Já no trecho entre São Paulo e a divisa com o Paraná (Rodovia Régis Bittencourt), corta as cidades de Taboão da Serra, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra, Juquitiba (neste ponto, o trecho crítico é a Serra do Cafezal, ainda em pista simples, e com obras de duplicação que já duram mais de dez anos, este trecho também é responsável pela maioria dos acidentes ocorridos no trecho paulista da BR-116), Miracatu, Juquiá, Registro, Pariquera-Açú, Jacupiranga, Cajati e Barra do Turvo. Trechos concedidos: CCR Nova Dutra (divisa com o Rio de Janeiro até São Paulo) e Autopista Régis Bittencourt (de Taboão da Serra até a divisa com o Paraná).

No Paraná, inicia-se com o nome de Rodovia Régis Bittencourt na divisa com São Paulo, atravessando os municípios de Campina Grande do Sul, Quatro Barras, Colombo e Pinhais. Entrando em Curitiba, em que há uma interrupção, torna-se BR-476 (Linha Verde) que vai do bairro Atuba ao bairro Pinheirinho. Já no bairro Tatuquara a rodovia volta ao seu trecho principal, passando pelos municípios de Fazenda Rio Grande, Mandirituba, Quitandinha, Campo do Tenente, entroncando-se com a PR-427 que liga o município à Lapa, e Rio Negro, já na divisa com Santa Catarina. Trechos concedidos: Autopista Régis Bittencourt (divisa com São Paulo até Curitiba) e Autopista Planalto Sul (de Curitiba até a divisa PR/SC).

Trecho da Rodovia BR-116 em Santa Catarina, próximo à divisa com o Rio Grande do Sul, administrado pela Autopista Planalto Sul.

Chegando ao estado de Santa Catarina, a BR-116 se inicia em Mafra (divisa com o Paraná), entroncando-se com a BR-280, que liga a rodovia às cidades de Três Barras, Canoinhas, e Porto União, mais adiante a BR-116 entronca-se com a SC-419, entrada para a cidade de Itaiópolis. Passa pelos municípios de Papanduva, onde logo a frente há um entroncamento com a SC-477 que também liga a rodovia à cidade de Canoinhas. Segue passando pelos municípios de Monte Castelo e Santa Cecília, sendo próximo a este município o ponto mais alto em toda a sua extensão, somando-se 1.268 metros acima do nível do mar. Passa ainda pelo município de Ponte Alta do Norte. Entronca-se no município de São Cristóvão do Sul com a BR-470, em que dá acesso à cidade de Curitibanos e continua, passando pelo município de Correia Pinto. Mais a frente, já no município de Lages se entronca com a BR-282 que liga Lages à Florianópolis. Depois, segue em direção ao RS até a divisa com o município gaúcho de Vacaria. Trecho concedido: Autopista Planalto Sul (de Mafra na divisa SC/PR até a divisa SC/RS em Lages).

No Rio Grande do Sul, há o entroncamento com a BR-285 no km 37,6, próximo à cidade de Vacaria. Atravessa a cidade de Caxias do Sul. No km 237 inicia o trecho duplicado. O trecho entre Dois Irmãos e Porto Alegre é considerado o segundo mais movimentado do país, com tráfego diário em torno de 120 mil veículos. Entroncamento com a RS-239 no km 232, município de Novo Hamburgo. Entroncamento com a RS-240 no km 245, município de São Leopoldo.Entroncamento com a RS-118 e com a BR-448, município de Sapucaia do Sul. Entroncamento com a BR-386 no km 262, município de Canoas. Em Porto Alegre tem-se o entroncamento com a BR-290 (Free-Way). Fim da duplicação em Guaíba. Pelotas é outra importante cidade atravessada pela rodovia, tendo seu trecho urbano duplicado e com pistas locais laterais. Lá tem-se o entroncamento com a BR-392, BR-471 e BR-293. A rodovia acaba em Jaguarão na divisa entre Brasil e Uruguai. Trechos concedidos:

Rodovia Rio–Teresópolis[editar | editar código-fonte]

Rio–Teresópolis é uma rodovia federal do estado do Rio de Janeiro.

É uma importante ligação viária do estado do Rio de Janeiro, ligando o trecho da BR-040 na localidade de Saracuruna, no município de Duque de Caxias, até o município de Teresópolis, entre outras localidades da região serrana.

Rodovia Rio–Teresópolis.

Localidades cortadas pela Rio–Teresopólis:

Localidade (município) Extensão (km)
Saracuruna (Duque de Caxias)
Imbariê (Duque de Caxias)
Piabetá (Magé)
Suruí (Magé)
Santo Aleixo (Magé)
Citrolândia (Guapimirim)
Parada Modelo (Guapimirim)
Centro de Guapimirim (Guapimirim)
Comary (Teresópolis)
TOTAL

Há um projeto de alcançar os municípios de São José do Vale do Rio Preto e Sapucaia, até o município de Além Paraíba, em Minas Gerais.

Rodovia Presidente Dutra[editar | editar código-fonte]

A Rodovia Presidente Dutra (anteriormente, Via Dutra) (BR-116, também chamada de SP-60 no estado de São Paulo), conhecida coloquialmente como Via Dutra, é uma rodovia que faz a ligação entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, no Brasil.

Possui uma extensão total de 402 quilômetros, iniciando-se no Trevo das Margaridas, no acesso à Avenida Brasil, no Rio de Janeiro e terminando na Ponte Presidente Dutra, no acesso à Marginal Tietê, em São Paulo.

No estado do Rio de Janeiro, a rodovia tem uma extensão de 170 quilômetros e, no estado de São Paulo, uma extensão de 230 quilômetros.

A Via Dutra é considerada a rodovia mais importante do Brasil, não só por ligar as duas maiores e principais metrópoles nacionais, mas também por atravessar uma das regiões mais ricas do país, o Vale do Paraíba.

Devido ao dinamismo econômico da região do Vale do Paraíba, as cidades localizadas às margens da Rodovia Presidente Dutra vêm experimentando, nos últimos anos, um rápido processo de expansão e de conurbação, formando a chamada Megalópole Rio-São Paulo.

História[editar | editar código-fonte]

Trecho entre Taubaté e Pindamonhangaba.
Trecho na divisa entre Rio de Janeiro e São Paulo.

A primeira ligação rodoviária asfaltada entre as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo foi aberta pelo governo do então presidente Washington Luis e inaugurada a 5 de maio de 1928, com o nome de "Rio-São Paulo".

Em 1938, foi inaugurado, na rodovia, o monumento rodoviário atualmente conhecido como Monumento Rodoviário da Rodovia Presidente Dutra.

Trecho em Volta Redonda-RJ.

No final da década de 1940, a industrialização e a necessidade de uma ligação viária mais segura e eficaz entre as duas maiores cidades brasileiras levaram à construção da atual Via Dutra, inaugurada em 19 de janeiro de 1951 pelo presidente Eurico Gaspar Dutra. Com a inauguração da nova estrada, a antiga estrada Rio-São Paulo deixou de ser utilizada, exceto em dois trechos, que formam as atuais rodovias BR-465 e RJ-139.

A BR-2, como era conhecida então, possuía pista simples em grande parte do seu percurso, e só era duplicada nos trechos entre as cidades de São Paulo e Guarulhos, e na Baixada Fluminense.

Durante a década de 1960, a pista foi duplicada em vários trechos. Em 1967, foi entregue a via duplicada em toda extensão, tornando-se a principal autoestrada do país.

Na década de 1980, o tráfego na Dutra foi aliviado pela construção, pelo Governo do estado de São Paulo, de uma via expressa entre São Paulo e Guararema, denominada de Rodovia dos Trabalhadores, atual Rodovia Ayrton Senna. Esta via foi prolongada na década de 1990 até a cidade de Taubaté, sob o nome de Rodovia Governador Carvalho Pinto.

Em março de 1996, a operação da rodovia foi concedida à iniciativa privada. Atualmente, a rodovia é administrada pela empresa NovaDutra S/A, a qual realizou obras de melhoria e ampliação da pista, como pistas marginais em São José dos Campos.

Desde 2009, vêm sendo realizadas diversas ações de reflorestamento de terrenos às margens da rodovia com espécies nativas e exóticas visando a compensação ambiental, preservação de matas ciliares e nascentes, sustentabilidade, melhoria da qualidade do ar e microclima, diminuição da poluição sonora e ganho estético.[6][7][8]

Em 2011, a via passou a ter um trecho iluminado na altura da cidade de São João de Meriti[9] (embora, inicialmente, houvesse um acordo para que o trecho a ser iluminado fosse mais amplo, indo do início da via até o pedágio em Seropédica).

Falecimentos na rodovia[editar | editar código-fonte]

Diversas personalidades faleceram em acidentes na Via Dutra, tais comoː Francisco Alves (1952), na altura de Pindamonhangaba; o ex-presidente Juscelino Kubitschek (1976), nas proximidades de Resende; e o Claudinho da dupla Claudinho & Buchecha, em 2002, na altura de Seropédica, na Baixada Fluminense.

Impactos da Rodovia[editar | editar código-fonte]

Além de facilitar o tráfego entre o Sul e o Norte do país, a Via Dutra possuiu papel essencial na recuperação econômica do Vale do Paraíba, região que se encontrava em longa decadência econômica na época da construção da rodovia.

Pontes e viadutos da Rodovia Presidente Dutra[editar | editar código-fonte]

Localização dos pedágios[editar | editar código-fonte]

Pedágio km UF Localidade/Município Sentido Geocoordenadas
1 207 RJ Viúva Graça (Seropédica) Bidirecional 22°42'58.71"S 43°43'00.41"W
Bloq.1A 206 RJ Viúva Graça (Seropédica) BR-116 22°42'54.66"S 43°43'48.93"W
Bloq.1B 206 RJ Viúva Graça (Seropédica) BR-465 22°42'54.34"S 43°43'52.83"W
2 318 RJ Itatiaia Bidirecional 22°29'41.67"S 44°34'10.48"W
3 80 SP Moreira César (Pindamonhangaba) Bidirecional 22°55'49.31"S 45°21'38.56"W
4 165 SP Jacareí Bidirecional 23°17'47.84"S 46°00'27.97"W
Bloq.4A 165 SP Jacareí BR-116, SP-065 23°18'07.32"S 46°01'32.72"W
Bloq.4B 207 SP Jacareí Jacareí 23°18'08.48"S 46°01'30.98"W
5A 180 SP Guararema São Paulo 23°20'20.76"S 46°09'00.76"W
5B 182 SP Guararema Rio de Janeiro n.d.
6 204 SP Arujá Bidirecional 23°24'47.52"S 46°21'39.51"W

Rodovia Régis Bittencourt[editar | editar código-fonte]

Trecho próximo a Registro-SP.
Ficheiro:Registrechosaolourenço.JPG
Trecho em São Lourenço da Serra.

Rodovia Régis Bittencourt ou anteriormente Via Régis Bittencourt, é o nome que recebe o trecho da BR-116 entre São Paulo e a divisa entre o Paraná e Santa Catarina, no limite entre Rio Negro e Mafra. Esta designação é oficial do extinto DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem), e do atual DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).[10]

O engenheiro civil Edmundo Régis Bittencourt teve participação ativa na gestão do DNER nos anos 50 e se empenhou na construção da rodovia São Paulo-Paraná, que atualmente leva seu nome. Ela foi inaugurada, com a denominação de BR-2, por Juscelino Kubitschek de Oliveira, no começo de 1961. No estado de São Paulo é denominada SP-230.

Edmundo Régis Bittencourt foi presidente da Associação Rodoviária do Brasil (ARB), entidade fundada em 1947 e que se constituiu um marco na história do rodoviarismo brasileiro. Também foi um dos diversos interventores em Itaperuna, no Rio de Janeiro no período entre 1940 e 1947, mas foi como engenheiro que teve papel de destaque no cenário nacional, principalmente junto ao DNER e à Polícia Rodoviária Federal. Como escritor, é o autor de "Caminhos e Estradas na Geografia dos Transportes".

No estado de São Paulo a rodovia recebeu a identificação de SP-230. Apesar disso esta identificação nunca entrou em uso pois a estadualização da Rodovia foi revertida no Governo Covas em 1994.

Em outubro de 2007 a rodovia foi, juntamente com outros lotes de rodovias federais, concedida à exploração pela iniciativa privada.

Assim, a responsabilidade de realizar a manutenção e melhorias na rodovia, além da duplicação do trecho da Serra do Cafezal, passou a ser da concessionária Autopista Régis Bittencourt, do grupo Arteris.

Em contrapartida, a concessionária instalou seis praças de pedágio em seu trajeto, em troca de realizar a manutenção acordada.[10]

Devido a problemas ligados à preservação do meio ambiente, sua duplicação até hoje não foi concluída, não obstante ser a mais importante ligação rodoviária entre o Sudeste e o Sul do Brasil.

Duplicação[editar | editar código-fonte]

A Régis Bittencourt foi, em sua maior parte, duplicada durante o governo FHC. O único trecho restante de pista simples, com dezenove km de extensão, fica na região serrana entre Miracatu e Juquitiba, denominada Serra do Cafezal, no estado de São Paulo.

Neste trecho, o intenso tráfego de veículos pesados de carga (correspondem até 60% do total[11]), a topografia acidentada e a má conservação, vinham causando engarrafamentos crescentes e acidentes fatais, sendo uma das rodovias com o mais alto índice de acidentes com mortes de todo o país. Por essa razão foi popularmente chamada de "Rodovia da Morte".

Acidente de Carro na Régis Bittencourt em julho de 2014.

A partir de 2008, longas negociações se arrastaram entre a concessionária e o IBAMA, sobre o traçado de menor impacto ambiental e o menor custo de realização da obra de duplicação do trecho de topografia mais acidentada da serra do Cafezal, até que fosse conquistada a liberação do projeto final.

Desde 2010 a concessionária tem executado as obras de duplicação na serra do Cafezal, que devem ser concluídos até fevereiro de 2017.[12]

Trajeto[editar | editar código-fonte]

Do estado do Paraná (partindo da divisa com Santa Catarina) para o estado de São Paulo, a rodovia passa pelos seguintes municípios:

No Estado do Paraná:

No Estado de São Paulo:

Relato Descritivo Rodoviário (entre São Paulo e Curitiba)[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre BR-116
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