SP-57

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A SP-57 é uma rodovia no Estado de São Paulo. Atualmente, a denominação SP-57 já foi definida para a Estrada da Jacuba em Juquitiba.[1][2] No entanto, também se usa esta denominação oficial para o Projeto de Nova Rodovia ligando a Zona Sul da Capital Paulista à Itanhaém, no Litoral Sul Paulista. Caso esta nova rodovia serja construída, certamente uma das duas serão renomeadas oficialmente pelo Departamento de Estradas de Rodagem Paulista.

História[editar | editar código-fonte]

Projeto e paralisação[editar | editar código-fonte]

Caminhos de ligação entre a capital e cidades do planalto e interior paulista com o litoral existem desde antes da chegada dos conquistadores europeus, sendo constantemente substituídos por versões mais modernas. Nas décadas finais da segunda metade do Século XX, a ligação rodoviária entre o planalto de Piratininga e o Litoral era feita pelas Rodovias dos Imigrantes e Via Anchieta, mas, com o crescente afluxo de carros domésticos e de transporte de cargas, ainda na Década de 1990 já se sentiu necessária uma nova rodovia pra auxiliar o tráfego na região, de preferência, ligando o Litoral Sul, com população, economia e importância em acelerado crescimento, à Zona Sul da Capital.[3]

A SP-57 seria uma nova ligação entre a capital paulista e o Litoral Sul Paulista, saindo do bairro de Parelheiros ou do Rodoanel Mário Covas, atravessando a Serra do Mar através da região do Núcleo Curucutu e indo até o município de Itanhaém, terminando na Rodovia Padre Manuel da Nóbrega.[4]

Esta estrada foi proposta pela Assembleia Legislativa de São Paulo através do Projeto de Lei 560 de 1994 do deputado Erasmo Dias.[4] O projeto de lei recebeu veto total (nº 6714 de 1997) do Governador Mário Covas.[4] Mas, meses depois, o projeto foi sancionado como a Lei 9851 de 1997 autorizando a construção da rodovia.[5] Em 2012, a empresa concessionária Contern Construções e Comércio Ltda manifestou ao Governo Estadual interesse em construir e operar a rodovia, a princípio chamada provisoriamente de Nova Imigrantes.[6] Posteriormente, postulou-se batizá-la como Rodovia Presidente João Goulart, em homenagem ao presidente deposto ilegalmente pela Ditadura Civil-Militar de 1964, além de único presidente a tentar implementar uma Reforma Agrária ampla no Brasil.[7]

Apesar da autorização existente para a sua construção, a nova rodovia nunca foi sequer iniciada, pois seu percurso traria grandes riscos à fauna e flora, em uma região de Mata Atlântica intocada, contendo nascente de rios, tudo dentro de uma Área de Preservação Permanente, o que contraria as leis ambientais, tornando o projeto, naquele momento, praticamente irrealizável e descartado.[8]

Porém, com a autorização de Concessão à iniciativa privada dada ao Aeroporto de Itanhaém, a situação do projeto foi revisto pelo Governo Estadual.[3] O aeroporto poderia receber grande investimento para receber voos comerciais de aviões de passageiros de médio porte, e ganhar importância estratégica devido à exploração do Pré-Sal, o que levou a ganhar nova urgência a existência de uma rodovia ligando a Capital à Itanhaém.[3] Fato contínuo, no segundo semestre de 2015, no entanto, o Departamento de Estradas de Rodagem DER estadual, noticiam publicamente que o estudo de viabilidade da obra foi retomado e estaria concluído até o fim do corrente ano.[3] Também se trabalha paralelamente, em um plano de modernização conjunta da infra-estrutura local de transporte, não só construindo a nova rodovia Capital-Itanhaém, como duplicando totalmente a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega entre Itanhaém e a Rodovia Régis Bitencourt e, ainda reativando a Ferrovia local.[3]

Recebe as seguintes denominações em seu trajeto:

Referências