Tarumirim

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Município de Tarumirim
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Orgulho de Viver Aqui
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Bandeira de Tarumirim
Brasão de Tarumirim
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 31 de janeiro de 1938
Fundação 31 de janeiro de 1938
Gentílico tarumirinense
Lema Orgulho de Viver aqui !!
Prefeito(a) Marcílio de Paula Bomfim (Democratas)
(2017–2020)
Localização
Localização de Tarumirim
Localização de Tarumirim em Minas Gerais
Tarumirim está localizado em: Brasil
Tarumirim
Localização de Tarumirim no Brasil
19° 16' 51" S 42° 00' 25" O19° 16' 51" S 42° 00' 25" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Vale do Rio Doce IBGE/2013[1]
Microrregião Caratinga IBGE/2013[1]
Municípios limítrofes Itanhomi, Engenheiro Caldas, Sobrália, São João do Oriente, Dom Cavati, Inhapim, Alvarenga e Conselheiro Pena
Distância até a capital 291 km
Características geográficas
Área 731,753 km² [2]
Distritos Taruaçu de Minas e Tarumirim (sede)[3]
População 14 672 hab. estatísticas IBGE/2015[4]
Densidade 20,05 hab./km²
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,633 médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 110 128 mil IBGE/2012[6]
PIB per capita R$ 7 720,67 IBGE/2012[7]
Página oficial

Tarumirim é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Sua população estimada em 2015 era de 14 672 habitantes.[4]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo Tarumirim significa "céu pequeno". Provavelmente o nome seja uma formação híbrida da palavra krenak taru "céu" e o sufixo diminutivo tupi "pequeno". A palavra céu em tupi é ybáka.

História[editar | editar código-fonte]

O núcleo de povoação que deu origem ao município, criado por Antônio Cunha e seus irmãos, cresceu com a chegada de outros moradores, formando-se o povoado denominado Patrimônio do Cunha.

O Patrimônio do Cunha passou a distrito pela lei estadual nº 556 de 30 de agosto de 1911, com o nome de Tarumirim (pertencendo ao município de Caratinga) e foi instalado em 8 de junho de 1912, com as seguintes divisas: "Partindo da barra do Córrego Vai e Volta com o Rio Caratinga e por este acima até a barra do Córrego Ponte Alta, na sesmaria de Antônio Pedro da Silveira; por este acima até os espigões em linha reta em direção ao poente, compreendendo as águas vertentes do Ribeirão Santo Estêvão até a confluência com o Ribeirão do Bugre, e daí, Santo Estêvão abaixo até a barra com o Rio Doce pelo lado direito, do Santo Estêvão pelo Rio Doce abaixo até a barra do Ribeirão Trahíras e por este acima compreendendo todas as vertentes até o alto da serra que divide as águas do Queiroga e Jatahy, sempre por vertentes, até a barra do Vai e Volta com o Caratinga".

Em 1938, emancipa-se.

A interessante história que liga Tarumirim a Cuieté

Em fins da primeira metade do Século XVII, com o ouro já escasseando nas lavras exploradas em Minas, foi incentivada pelo Governo Mineiro, a busca por faisqueiras mais ricas. E foi nesta procura por novos descobertos que alguns sertanistas deram inicio às atividades de exploração das Minas do Cuieté, principalmente a partir da entrada do paulista Pedro de Camargo Pimentel, considerado o primeiro povoador do lugar.

O estabelecimento do Arraial de Nossa Senhora da Conceição do Cuieté completou, em 2016, seus 250 anos. Hoje, pertencente ao município de Conselheiro Pena, Leste de Minas Gerais, o Cuieté é mencionado em diversas obras da história mineira e do Brasil. Porém, mesmo tendo contribuído significantemente para a efetiva ocupação do Vale do Rio Doce, jamais teve sua importância reconhecida.

Em outubro de 1779, o Governador Dom Antonio, além de determinar a divisão das comarcas da Vila Rica, Sabará, Rio das Mortes e Serro Frio, nas partes meridional e setentrional do Rio Doce, deu novos limites ao Cuieté, que passou a ser chamado de Distrito da Nova Conquista do Cuieté.

Naquele tempo, este distrito compreendia a parte sul do Rio Doce, desde a ponte sobre o Rio Doce, hoje Ponte Queimada, até o limite atual com a Capitania do Espírito Santo, atingindo os vales do Manhuaçu, Guandu e Cuieté. Pela parte norte do Rio Doce, seguia desde o Rio Santo Antonio até o Descoberto do Peçanha, atingindo a Serra das Esmeraldas e indo até os limites com a Bahia.

O município de Tarumirim faz parte desta grandiosa história. O antigo Distrito de Cuieté, após ter seu território fragmentado por diversas divisões administrativas, deu origem a vários municípios, dentre eles Tarumirim.

Diante da posição privilegiada do Bananal Grande, localizado entre ribeirões de excelentes águas e de terras férteis, o Governador Dom Antonio de Noronha, em seu retorno de Cuieté para Vila Rica, em setembro de 1779, ao passar por aquele lugar, o escolheu para ser o futuro arraial daqueles sertões, prescrevendo seus limites e lhe dando o nome de Novo Arraial de Nossa Senhora do Monte Carmo da Conquista do Cuieté.

Vale Registrar também que o Pega Bem, depois chamado de Povoação de São Luiz do Pega Bem, foi explorado há mais de três séculos, juntamente ao Cuieté, pelo paulista José de Camargo Pimental, por volta de 1705, o que levou o capitão Pedro de Camargo Pimentel, seu filho, a principiar o povoamento das minas do Cuieté em 1746.

Neste contexto, o Bananal Grande e o Pega Bem, pertencentes a Tarumirim, tiveram papel de destaque no período da Conquista do Cuieté, como pontos de abastecimento, guarda e exploração mineral. E foi no Bananal, por volta de 1830, que o índio e capitão Pocrane, na nação Botocudo, fundou o seu primeiro aldeamento, à margem direita do Rio Cuieté, hoje denominado Rio Caratinga.

Mais tarde, a região hoje ocupada pelos distritos de Vai Volta, Cafémirim e São Vicente do Rio Doce, foi rota de pedestres e de índios Botocudos, que faziam o trajeto entre alguns aldeamentos da região.

Após mais de vinte anos de avultada pesquisa científica e empírica, foi possível desenvolver um trabalho de resgate histórico do Cuieté, o qual possui grande legado e presença inarredável no limiar de Minas Gerais, vindo a ser um dos marcos geográficos que principiaram a definição e o surgimento do atual Estado de Minas Gerais.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A população, segundo dados do IBGE[8], é de 14.585 habitantes, sendo 8.019 na área urbana e 6.274 na área rural. A densidade demográfica é de 19,53 hab/km².

Economia[editar | editar código-fonte]

Comércio - O município conta com 42 estabelecimentos (sendo que 8 são farmacias) comerciais e 383 propriedades rurais. Os principais prestadores de serviços são: Cemig, Copasa, Sicoob Credicope, Banco do Brasil, Bradesco, Hospital São Vicente de Paula, Talles Informatica, Grafica Victoria e o Centro de Saúde.

Agropecuária - A principal fonte de renda do município é a agropecuária, e os principais produtos são leite e carne bovina.Embora o leite seja o principal responsável pela geração de renda, o município atualmente não conta com nenhum estabelecimento de processamento, laticínio ou fábrica de derivados.

Cachaça - O município também é sede de uma fábrica de cachaça de qualidade. A cachaça Lenda Mineira é produzida pela Agropecuária Roda D´Água Ltda e possui selo da AMPAQ-Associação dos Produtores de Cachaça de Qualidade. O produto destaca-se pela qualidade superior e pela grande conceituação no mercado de exportação.

Além desta fábrica, existem vários alambiques no município, que fabricam cachaça artesanal, comercializada no município e em cidades do entorno.

Educação[editar | editar código-fonte]

Tarumirim possui 6 escolas sendo: 1 municipal (Escola Municipal São Sebastião) 4 estaduais (E.E. Sinfrônio Bomfim, E.E. Professora Maria Teixeira da Fonseca, E.E. Manoel Joaquim de Andrade e E.E Waldemiro Francisco da SILVA) e 1 particular (Construção do Saber).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais (19 de julho de 2013). «Divisão Territorial do Brasil». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 16 de outubro de 2013 
  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (15 de janeiro de 2013). «Área territorial oficial». Consultado em 16 de outubro de 2013. Cópia arquivada em 16 de outubro de 2013 
  3. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (2007). «Tarumirim - Histórico» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 16 de outubro de 2013. Cópia arquivada em 16 de outubro de 2013 
  4. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2015). «Estimativa da população 2015 » população estimada » comparação entre os municípios: Minas Gerais». Consultado em 14 de novembro de 2015. Cópia arquivada em 14 de novembro de 2015 
  5. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 16 de outubro de 2013. Cópia arquivada em 16 de outubro de 2013 
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2012). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2012 » PIB a preços correntes » Comparação entre os Municípios: Minas Gerais». Consultado em 9 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2015 
  7. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2012). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2012 » PIB per capita a preços correntes » Comparação entre os Municípios: Minas Gerais». Consultado em 9 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2015 
  8. «IBGE | Cidades | Minas Gerais | Tarumirim | Censo Demográfico 2010: Sinopse». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 22 de agosto de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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