Rio Doce

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Rio Doce
Rio Doce em Galileia, Minas Gerais.
Comprimento 853 km
Nascente Serra da Mantiqueira
Foz Oceano Atlântico
Área da bacia 83 400 km²
Afluentes
principais
Rios Xopotó, Piracicaba, Casca, Santo Antônio, Corrente Grande, Suaçuí Pequeno, Suaçuí Grande, Manhuaçu, Guandu e São José.
País(es)  Brasil

O rio Doce é um curso de água da Região Sudeste do Brasil, que banha os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Com cerca de 853 km de extensão, seu curso representa a mais importante bacia hidrográfica totalmente incluída na Região Sudeste.[1][2][3]

História[editar | editar código-fonte]

O rio Doce foi muito importante na colonização dos atuais estados de Espírito Santo e de Minas Gerais pelos portugueses. Pelo seu vale, no século XVIII penetraram sertanistas e exploradores como Sebastião Fernandes Tourinho, Antônio Dias de Oliveira e Borba Gato. No século XIX, foi a vez dos pesquisadores como o príncipe Renano Maximilian von Wied-Neuwied, a princesa Teresa da Baviera, e Frederico Sellow, botânico que morreu afogado em suas águas.

Estes pesquisadores chegaram a manter contatos pacíficos com o chamados índios botocudos, deixando um vasto conhecimento sobre esses grupos nativos.

No século XX, o vale do rio Doce serviu de caminho para a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM ) que impulsionou o crescimento de diversas localidades.

Bacia do rio Doce[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Bacia do rio Doce

O principal formador do rio Doce é o rio Piranga, cuja nascente localiza-se na serra da Mantiqueira, no município de Ressaquinha, Minas Gerais. No município de Rio Doce, ao receber as águas do rio do Carmo, o rio Piranga passa a se chamar rio Doce. Com um total de 853 km de percurso, o rio Doce tem sua foz no oceano Atlântico na localidade da Vila de Regência, pertencente ao município de Linhares, no Espírito Santo.

A bacia hidrográfica do rio Doce, pertencente à região hidrográfica do Atlântico Sudeste, apresenta uma significativa extensão territorial, cerca de 83.400 km², dos quais 86% pertencem ao estado de Minas Gerais e o restante ao estado do Espírito Santo. Dos 228 municípios total ou parcialmente incluídos na bacia, 26 localizam-se no Espírito Santo e 202 em Minas Gerais nas mesorregiões do Vale do Rio Doce, norte da Zona da Mata e sudeste da Metropolitana de Belo Horizonte. As principais cidades da bacia em Minas Gerais são Ipatinga e Governador Valadares e, no Espírito Santo, Colatina e Linhares. A população total residente na bacia é da ordem de 3,2 milhões de habitantes.

Desastre ambiental de 2015[editar | editar código-fonte]

Lama com rejeitos no rio

Com o rompimento de uma barragem de rejeitos operada pela mineradora Samarco (de controle acionário das empresas Vale S.A. e BHP Billiton empresa que detém os outros 50% das ações) , localizada na cidade de Mariana, a lama de rejeitos que invadiu o rio Doce deixou os municípios que eram abastecidos pelo rio impossibilitados de utilizarem sua água. No momento do acidente não houve nenhum tipo de alerta para a pequena comunidade residente a jusante da barragem. Em Governador Valadares, uma das cidades com desabastecimento de água e que decretou estado de calamidade pública, análises foram feitas e constataram que o rio está altamente contaminado por alumínio, manganês e ferro. A tragédia foi tamanha que varias cidades nos estados de Minas Gerais e Espirito Santo foram atingidas pelo desastre.Várias espécies de peixes, invertebrados, anfíbios, répteis, foram mortas ou por falta de oxigênio no rio ou foram "praticamente cimentadas" pela lama de residos. Espécies endêmicas podem ter sido extintas, pois só existiam na bacia do Rio Doce. Ambientalistas dizem que cerca de um trilhão de organismos vivos (incluindo vidas humanas) morreram no desastre. Não bastasse a falta de água nos municípios e o mau cheiro, a lama de resíduos seguiu rumo ao mar no estado do Espírito Santo e tomou conta de 3 km mar adentro e 10 km na costa (superando a projeção inicial de 9 km). Além de peixes, aves marinhas estão sendo encontradas mortas nas praias de Povoação e Regência (no Espírito Santo), distrito de Linhares, no encontro do rio com o mar. Atividades econômicas, como a pesca e o turismo foram totalmente prejudicadas pela chegada da lama. O IBAMA coletou fotos de aves mortas e vai analisar se há relação com a lama. Há investigações se tal acidente foi ocasionado por um desastre natural[4] ou por imprudência das mineradoras.

Principais municípios da bacia hidrográfica[editar | editar código-fonte]

Minas Gerais[editar | editar código-fonte]

Rio Doce em Colatina

Espírito Santo[editar | editar código-fonte]

Meteorito[editar | editar código-fonte]

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Em Aimorés, Minas Gerais, a queda de um meteorito há milhares de anos poderia ter causado o desvio do curso do rio Doce.

Outra hipótese mais provável é a formação de um vulcão há cerca de 700 milhões de anos, quando do surgimento da cordilheira dos Andes. Enquanto a placa tectônica do Pacífico entrava por baixo da placa tectônica da América do Sul, houve uma grande pressão também no encontro da placa tectônica do Atlântico, que fez surgir na região do litoral Sudeste e Nordeste as serras do mar, da Mantiqueira, do Caparaó e produziu o soerguimento do solo da região de Minas Gerais, cujo aquecimento produzido pela pressão do solo fez surgir as montanhas de minério de ferro, as grandes jazidas de granitos transformados da rocha matriz, as jazidas das pedras São Tomé na região de Lavras-MG, que deriva de uma grande lago ou mar interior, cujas placas de areia clara depositadas em camadas, ao serem elevadas pela pressão produziu as rochas metamórficas de grande interesse comercial.

No caso da região de Aimorés-MG e Baixo Guandu-ES, a formação de elevações graníticas é típica dessa região, mostrando que a rocha magmática foi sendo empurrada e nesse processo de aquecimento foi se cristalizando de forma a constituir a rocha metamórfica (que sofreu metamorfose) que mais parece bolos que se elevaram por conta do fermento, a exemplo do Pão de Açúcar, tão famoso no mundo inteiro. Porém, na região chamada Baixio, entre Aimorés e Baixo Guandu, a presença de grande quantidade de gemas preciosas: ametista, topázio, esmeralda e cristais diversos, mostra claramente que ali o solo foi "cozido" e esfriado lentamente, ao invés do fato de um impacto de meteoro. Ali, o fato mais contundente é de um vulcão que se formou e que antes de explodir, houve um esfriamento e seu topo cedeu, formando o baixio, uma grande área rodeada por montanhas tipicamente granítica, de rochas metamórficas, cuja formação mais conhecida na região é a Pedra Lorena, em cuja base foi construída a represa da Usina Hidrelétrica de Aimorés.

Outro fato contundente é a formação de rochas ao sopé desse baixio, onde passa o rio Doce, que parece rochas magmáticas esfriadas pelo contato com a água. Há inclusive nesse local uma grande fossa submersa, que indica ter sido uma das chaminés do vulcão e que foi inundada pelas águas do rio Doce, formando ali um grande sumidouro, que já levou muitos corpos de animais e humanos. Relatos do passado dizem que ali eram lançados corpos assassinados por pessoas cruéis e que davam sumiço do corpo lançando nas águas próximas ao sumidouro.

Essa região onde o rio Doce possivelmente esfriou as rochas desse vulcão extinto é chamada pelos moradores locais por "Canalão" (Paulo Randow - Presidente da Ong Alma do Rio, Filósofo, Astrólogo e Ambientalista)[carece de fontes?].

Principais afluentes[editar | editar código-fonte]

Os principais afluentes do rio Doce são:

Importantes bandeirantes e cientistas[editar | editar código-fonte]

Panorama da Ponte Queimada sobre o rio Doce, no Parque Estadual do Rio Doce, em Marliéria.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES). «Os rios mais poluídos do Brasil». Arquivado desde o original em 13 de maio de 2015. Consultado em 13 de maio de 2015. 
  2. Mateus Parreiras e Leandro Couri (7 de abril de 2014). «Rio Doce, que começa a correr quase morto, tem a bacia mais degradada de Minas». Jornal Estado de Minas. Arquivado desde o original em 13 de maio de 2015. Consultado em 13 de maio de 2015. 
  3. Miriam Leitão (19 de abril de 2015). «Instituto inicia projeto para proteger nascentes do Vale do Rio Doce». O Globo. Arquivado desde o original em 13 de maio de 2015. Consultado em 13 de maio de 2015. 
  4. «É oficial: o Rio Doce está completamente morto». Galileu. Consultado em 14/11/2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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