Raimundo José da Cunha Matos

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Raimundo José da Cunha Matos (Faro, 2 de novembro de 1776Rio de Janeiro, 1839) foi um militar e historiador luso-brasileiro. Sua obra considerada principal é a Corografia Histórica da Província de Minas Gerais (1837), um repositório de informações sofre a referida província, sendo considerado um dos mais completos e ainda hoje não superados estudos a respeito do assunto, fonte indispensável para todos aqueles que pretendem investigar a história de Minas Gerais.

Filho de Alexandre Manuel da Cunha Matos e Isabel Teodora Cecília de Oliveira Fontes, casou-se com sua prima Maria Venância de Fontes Pereira de Melo.

Sentou praça em 1790, no regimento de artilharia do Algarve, em que seu pai era furriel. Combateu na Catalunha e Roussillon. Passou para a marinha em 1796, onde continuou seus estudos de artilharia.

Em 1797 foi nomeado comandante da guarnição de São Sebastião, na Ilha de São Tomé, onde foi ajudante de ordens do governador, provedor da fazenda e feitor da alfândega.

Em 1814, major, foi, em licença, ao Rio de Janeiro, onde foi nomeado tenente-coronel, retornando as ilhas como governador. Retornou ao Rio, onde depois deslocado à Pernambuco, combateu a Revolução Pernambucana, em 1817. Em 1818 foi encarregado de organizar a 1a brigada miliciana, pelo general Luís do Rego, assim como a organização das baterias de defesa da costa.

Retornou ao Rio, onde em 1819 foi nomeado vice-inspetor do arsenal. Em 1823 foi nomeado comandante de armas de Goiás, donde regressou em 1826 como deputado e foi promovido a brigadeiro. Passou pelo Rio Grande do Sul, como recrutador, nomeado pelo Marquês de Barbacena.

Inspetor do arsenal do Exército em 1831, foi a Europa de licença, onde no Porto foi testemunha do Cerco do Porto, a respeito do qual escreveu um livro que editou no Brasil, episódio da Guerra Civil Portuguesa. Retornou ao Brasil, antes do final do cerco, em 1833, para assumir o cargo de diretor da Academia Militar.

Propôs, em 1838, junto com o cônego Januário da Cunha Barbosa a fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, numa assembléia composta por vinte e sete membros fundadores.

Foi agraciado oficial da Imperial Ordem do Cruzeiro e comendador da Imperial Ordem de Avis.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Corografia Histórica da Província de Minas Gerais, 1837.
  • Carta histórico-política militar, 1822
  • Corografia histórica das Ilhas de São Tomé, Príncipe, Ano Bom e Fernando
  • Ensaio histórico-político sobre a origem
  • Itinerário do Rio de Janeiro ao Pará e Maranhão pelas províncias de Minas Gerais e Goiás
  • Memória da campanha do sr. D. Pedro de Alcântara, ex-imperador do Brasil, no reino de Portugal
  • Repertório da legislação militar, atualmente em vigor no exército e armada do Brasil

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