Abrolhos

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Arquipélago dos Abrolhos
Geografia física
País  Brasil
Bahia Bahia
Localização Oceano Atlântico
Ilha Redonda.jpg
A Ilha Redonda.

O Arquipélago dos Abrolhos localiza-se no Oceano Atlântico, no sul do litoral do estado da Bahia, Brasil. É constituído por cinco ilhas, estando a trinta e seis milhas náuticas (aproximadamente setenta e cinco quilômetros) da costa de Caravelas. As cinco ilhas do arquipélago são: Ilha Santa Bárbara (sob controle da Marinha do Brasil, onde está o farol e também a única habitada), Ilha Siriba, Ilha Redonda, Ilha Sueste e Ilha Guarita. Quatro são áreas intangíveis, ou seja, o desembarque nestas ilhas é proibido. Somente a Ilha Siriba é aberta à visitação e de forma totalmente programada e monitorada.[1]

As ilhas estão dispersas numa área total de 913 quilômetros quadrados, área que pertence ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, controlado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com apoio da Marinha do Brasil. O arquipélago foi a primeira área do Brasil que recebeu o título de "Parque Nacional Marinho", pelo decreto n.° 88.218, de 6 de abril de 1983.[2]

A origem do seu nome vem da língua portuguesa, tendo primeiramente sido registrado em diversos mapas como um aviso aos navegadores por frequentes acidentes e naufrágios causados pela formação de corais e que dificultavam a navegação: "Abre Olhos".[1][3]

Localização e acesso[editar | editar código-fonte]

A cidade mais próxima da unidade é Caravelas, que fica a uma distância de 836 quilômetros da capital do estado, da qual o acesso pode ser feito através da BR-101. Daí, o acesso pode ser feito de catamarã (o mais rápido faz o percurso em duas horas), lancha (duas horas e meia), de traineira (quatro horas) ou de escuna (seis horas), partindo-se de Caravelas, que fica a 36 milhas náuticas do Parque.

Atrações[editar | editar código-fonte]

Uma baleia-jubarte subindo à superfície em Abrolhos.

Possui excelente área para mergulho autônomo e livre, pois as formações de corais abrigam grande diversidade de fauna marinha, formando grandes áreas de piscinas naturais. Nas ilhas, a atração fica por conta das aves nidificando nas formações rochosas, principalmente os atobás, pássaros típicos do arquipélago. Outros tipos de aves circundantes pela área são trinta-reis, grazina, fragata, benedito, bem como da família phaethontidae. Além disso, possui uma grande diversidade de fauna marinha, com inúmeras espécies de peixes, moluscos, corais, esponjas, tartarugas marinhas e vegetação que apresenta plantas suculentas, gramínea, arbustos e cactos.[4] O Parque é aberto todos os dias, mas com visitação controlada. Diversas embarcações oferecem passeio de um dia ou mais à unidade. A partir de julho inicia-se a temporada das baleias-jubarte que vai até novembro.[5] Nos últimos anos, um número pequeno de baleia-franca-austral começou a recolonizar para a área, tendo lá com filhotes.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Os encantos do Arquipélago dos Abrolhos». Embarque na Viagem. 2014-04-22. Consultado em 2016-08-17. 
  2. «Decreto Nº 88.218, de 6 de Abril de 1983». Consultado em 21 de Janeiro de 2014. 
  3. Daehnhardt, Rainer (1998). Segredos de História Luso-Alemã (em Edição bilingue (Português/Alemão)) 1ª ed. (Lisboa: Publicações Quipu). p. 77. ISBN 9728408072. 
  4. «ICMBio - Parque Nacional Marinho dos Abrolhos - Parna Abrolhos». www.icmbio.gov.br. Consultado em 2016-08-17. 
  5. «Começa temporada de observação de baleias-jubarte na Bahia - Ministério do Turismo». www.turismo.gov.br. Consultado em 2016-08-17. 
  6. «Instituto Baleia Jubarte». www.baleiajubarte.org.br. Consultado em 2016-08-17. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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