TransOlímpica

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TransOlimpica
BRT Rio Logo (fundo branco).svg
Informações
Local Cidade do Rio de Janeiro
Tipo de transporte Bus Rapid Transit
Número de estações 18 estações, 3 terminais
Tráfego 400 mil/dia útil
Website www.brtrio.com
Funcionamento
Operadora(s) Consórcio Rio Olímpico
Dados técnicos
Extensão do sistema 26 km
Rede do BRT Rio

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TransOlímpica
Inauguração 9 de julho de 2016 (4 meses)
Estações 17
Estado em serviço
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Terminal Recreio
Unknown route-map component "RP4q" Unknown route-map component "uSKRZ-G4u" Unknown route-map component "RP4q"
Avenida das Américas
Unknown route-map component "upBHF"
Catedral do Recreio
Unknown route-map component "upBHF"
Tapebuias
Unknown route-map component "upBHF"
Ilha Pura
Unknown route-map component "upBHF"
Olof Palme
Unknown route-map component "upBHF"
Riocentro
Waterway turning from left Unknown route-map component "uABZgxr+r"
Unknown route-map component "exBUS2" Unknown route-map component "uINT" Urban straight track
Terminal Centro Olímpico
Unknown route-map component "exBUS2" Urban straight track Unknown route-map component "uINT"
Morro do Outeiro
Urban station on track Urban straight track
Parque Olímpico
Urban straight track Unknown route-map component "upBHF"
Minha Praia
Unknown route-map component "uCONTr" Waterway turning to right Urban straight track
para Estação Rio2
Unknown route-map component "upBHF"
Asa Branca
Unknown route-map component "uexCONTr" Waterway with unused branch to right
para Estação Curicica
Unknown route-map component "RP4q" Unknown route-map component "uSKRZ-G4o" Unknown route-map component "RP4q"
Estrada dos Bandeirantes
Unknown route-map component "upBHF"
Leila Diniz
Transverse water Unknown route-map component "uWBRÜCKE2" Transverse water
Rio Guerenguê
Unknown route-map component "upBHF"
Ventura
Unknown route-map component "upBHF"
Colônia (Museu Bispo do Rosário)
Unknown route-map component "RP2q" Unknown route-map component "uSKRZ-G2o" Unknown route-map component "RP2q"
Estrada Rodrigues Caldas
Unknown route-map component "upBHF"
Outeiro Santo
Unknown route-map component "RP2q" Unknown route-map component "uSKRZ-G2u" Unknown route-map component "RP2q"
Estrada do Outeiro Santo
Unknown route-map component "RP4q" Unknown route-map component "uSKRZ-G4o" Unknown route-map component "RP4q"
Estrada do Rio Grande
Unknown route-map component "upBHF"
Boiúna
Unknown route-map component "uTUNNEL2"
Túnel Cauby Peixoto
Unknown route-map component "uTUNNEL1"
Túnel Senador Nelson Carneiro
Unknown route-map component "BUS2" Unknown route-map component "uINT"
Marechal Fontenelle
Unknown route-map component "RP4q" Unknown route-map component "uSKRZ-G4o" Unknown route-map component "RP4q"
Avenida Marechal Fontenelle
Waterway turning from left Unknown route-map component "uABZrf"
Unknown route-map component "BUS2" Unknown route-map component "uINTe" Urban straight track
Terminal Sulacap
Unknown route-map component "upBHF"
Pe. João Chribbin (Marechal Mallet)
Transverse water Unknown route-map component "uWBRÜCKE2" Transverse water
Rio Caldeireiro
Unknown route-map component "BUS2" Unknown route-map component "upINT" Unknown route-map component "TRAIN2"
São José de Magalhães Bastos
Unknown route-map component "BUS2" Unknown route-map component "uKINTxe" Unknown route-map component "TRAIN2"
Vila Militar
Unknown route-map component "exBUS2"
Unknown route-map component "uexKBHFr" + Hub
Unknown route-map component "uexKINTe" + Hub
Unknown route-map component "exTRAIN2"
Terminal Deodoro


A TransOlímpica, denominada oficialmente Corredor Presidente Tancredo Neves, é uma via expressa da cidade do Rio de Janeiro que liga a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes à Magalhães Bastos e Deodoro. Inaugurada em 9 de Julho de 2016 o projeto fez parte do pacote de obras proposto pela prefeitura para melhorar o transporte público da cidade para os Jogos Olímpicos de 2016.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Inicialmente, a via teria uma extensão de 26 quilômetros, porém, devido ao alto valor das obras[vago], foi reduzida para 23 quilômetros. A via passa pelos bairros do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Curicica, Taquara, Jardim Sulacap, Magalhães Bastos, Vila Militar e Deodoro. Começando na Avenida Salvador Allende, que foi totalmente transformada para fazer parte do projeto, e termina na Avenida Brasil, na altura de Magalhães Bastos e possui uma extensão à Deodoro, criando assim uma ligação direta entre 2 locais onde ocorreram eventos da Olimpíada, além de que é a ligação mais rápida e direta entre parte da Zona oeste do Rio de Janeiro aos bairros litorâneos da mesma região (Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes).

A via possui duas pistas, com três faixas cada uma, para carros ; e um corredor de ônibus, o Bus Rapid Transit (BRT), com 18 estações. O custo da obra e valor do pedágio só seriam divulgados no dia 11 de junho de 2010, quando seria realizada uma audiência pública. O lançamento do edital de licitação seria em setembro de 2010. A Transolímpica foi construída e operada em parceria com a iniciativa privada. A empresa será responsável pela construção passou a ter a remuneração pela cobrança do pedágio, recebendo ainda uma contrapartida mensal da prefeitura. Outra empresa explora o sistema BRT. [1] A praça de pedágio ficará na altura do bairro de Jardim Sulacap.

Foi anunciado pela prefeitura do Rio em maio de 2010, com previsão de início de obras para o primeiro semestre de 2011. Porém, posteriormente, o início foi adiado para janeiro de 2012, o que também não se realizou. A licitação foi remarcada para março de 2012, porém, foi novamente adiada devido à mudanças no edital [2]. O atraso ocorreu pois o projeto passou por mudanças, com objetivo de diminuir os custos de implantação, orçados inicialmente em mais de R$ 3 bilhões - e que deveriam cair para R$ 2,1 bilhões, segundo o prefeito Eduardo Paes. O trajeto original, que teria 26 km, foi encurtado em 3 km, com a exclusão de uma variante que seria construída na Avenida Duque de Caxias, na Vila Militar. Também foi reestruturado o trecho do corredor entre as avenidas Marechal Fontenelle e Brasil, em Magalhães Bastos, para diminuir a quantidade de desapropriações.

Outra mudança de peso é o tamanho do túnel que foi construído sob o Maciço da Pedra Branca. A previsão original era que as galerias tivessem 3.800 metros. Pela nova geometria da obra, o túnel foi encurtado para 1.800 metros. O número original de estações - 18 - também foi modificado. O projeto perdeu ainda uma estação subterrânea que seria construída na Taquara, para fazer a integração do BRT com as redes de ônibus locais. Os passageiros chegariam à estação por escadas rolantes e elevadores, ideia que foi abandonada. [3] para não haver novas desapropiações, a prefeitura mudou o peso é o tamanho do túnel, que agora passa a ser de 4.000 metros. além de se ter mais dois túneis, com o praça de pedágio voltando para Magalhães Bastos. além de voltar a terminar na região da Barra e Recreio.

Licitação[editar | editar código-fonte]

Em 19 de abril de 2012, foi anunciado que o consórcio formado por Invepar, Odebrecht e CCR, chamado Rio Olímpico, venceu o leilão do projeto da Transolímpica[4]. O contrato tem duração de 35 anos. O grupo será responsável pela conservação, manutenção e operação do corredor viário. Estima-se que o pedágio terá o mesmo preço do pedágio da Linha Amarela, e que o início das obras se deu em junho de 2012.[5]

Início das obras[editar | editar código-fonte]

As obras foram iniciadas em julho de 2012. No momento do início das obras, estava orçada em R$ 1,55 bilhão — R$ 1,072 bilhão em recursos do tesouro municipal — e foi anunciado que poderá ficar mais cara, uma vez que as desapropriações ainda estão sendo contabilizadas, e os custos serão pagos à parte pelo poder público. Exigirá ainda outro gasto adicional: a prefeitura licitará, em 2014, uma extensão de 3 km, apenas do BRT, até a Vila Militar, em Deodoro. "As pistas para carros do Transolímpico terminam na Avenida Brasil. Mas o BRT terá um pedaço licitado em separado em 2012. Essa extensão margeará a linha férrea na Vila Militar, seguindo em paralelo à Estrada São Pedro de Alcântara. O orçamento dessa parte ainda está sendo calculado" explica o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto. Segundo ele, a conta das desapropriações ainda está sendo feita, porque os imóveis não começaram a ser cadastrados. A maior parte das casas e lojas que terão que ser desocupadas fica em Jacarepaguá e Jardim Sulacap. 143 imóveis serão desaproriados em Magalhães Bastos e 114 em Sulacap. Já em Jacarepaguá, a previsão é de 152 desapropriações na Taquara; 402 na Estrada do Outeiro Santo; 24 no Condomínio Bosque do Paradiso e 353 em Curicica. [6]

O pontapé inicial foi a construção de um viaduto sobre a Avenida Marechal Fontenelle, em Sulacap. Essa parte da obra teve duração um ano. Ainda em 2012, a prefeitura começou a erguer um segundo viaduto sobre a Avenida Brasil e um terceiro sobre o ramal da SuperVia em Magalhães Bastos e a Estrada São Pedro de Alcântara. No total, a via expressa possui 16 pontes e viadutos. Também em dezembro houve o início da perfuração do túnel sob o Maciço da Pedra Branca, que possui quatro galerias, duas por sentido, a exemplo do Túnel Rebouças. As galerias maiores terão 1,8 quilômetro e as menores, 200 metros de extensão.[7]

O corredor de BRT possui 18 estações e dois terminais. Ele faz integração com os corredores TransOeste (na Avenida das Américas); TransCarioca, na Taquara; e Transbrasil, em Deodoro. A previsão era que a obra ficasse pronta, já incluindo a extensão até Deodoro, em dezembro de 2015, a tempo de ser usada nas Olimpíadas. Durante os jogos, o corredor fez a ligação da Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca, ao Parque Radical de Deodoro (que sediou as provas de pentatlo moderno, esgrima, tiro e mountain bike). A estimativa da prefeitura é que 55 mil veículos/dia circulem pelo corredor, podendo chegar a 90 mil/dia.[8]

Inauguração[editar | editar código-fonte]

Vista da estação terminal Centro Olímpico da TransOlímpica.

A via foi inaugurada em 9 de julho de 2016 pelo prefeito Eduardo Paes. Porém, só foi aberta à população em geral no dia 23 de agosto.[9]

Pedágio[editar | editar código-fonte]

Desde a inauguração da Linha Amarela, em 1997, moradores do Rio de Janeiro acionam a prefeitura com questionamentos sobre a legalidade da cobrança. De acordo com os incisos I, XI e XXVII do artigo 22 da Constituição Brasileira, os municípios seriam proibidos de legislar sobre pedágio. Não seria possível, portanto, haver cobrança pelo uso de uma via que seja intramunicipal, ou seja, que saia de um ponto da cidade e termine em outro do mesmo município. É o caso do pedágio da Linha Amarela, e também será o caso da Transolímpica.[10]

Referências