VLT da Baixada Santista

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
VLT da Baixada Santista
Vossloh Tramlink V4 A004 Canal 1 em Santos.jpg
Vossloh Tramlink V4, composição que opera no sistema.
Informações
Proprietário EMTU - Symbol logo.png Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU-SP)
Local Bandeira de Santos (São Paulo).svg Região Metropolitana da Baixada Santista, SP
País  Brasil
Tipo de transporte Estação de VLT VLT (Veículo Leve sobre Trilhos)
Número de linhas 1
Número de estações 15
Tráfego 270 mil/mês (fev/17)[1]
Website [1]
Funcionamento
Início de funcionamento 31 de janeiro de 2016 (2 anos)[2]
Início previsto 5h30
Fim de funcionamento 23h30
Operadora(s) Consórcio BR Mobilidade[3]
Número de veículos 22
Comprimento dos veículos 44 m (144 ft)
Dados técnicos
Extensão do sistema 11,5 km
Frequência 10 min
Bitola Bitola padrão (1435 mm)
Eletrificação Catenária
Velocidade média 25 km/h

O VLT da Baixada Santista é um sistema de veículo leve sobre trilhos que opera em 2 municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista, em São Paulo.[4] É operado pelo Consórcio BR Mobilidade.[3]

É composto atualmente por uma única linha em operação, que possui 15 estações e 11,5 km de extensão.[5] O sistema entrou em operação comercial no dia 31 de janeiro de 2016.[2] Um segundo trecho do sistema, composto por 14 estações e 8 km de extensão, está em discussão.[6]

Atualmente, atende somente os municípios de Santos e de São Vicente, no entanto os municípios de Cubatão e de Praia Grande pleiteiam futuros trechos do sistema.[7][8] O sistema registrou um tráfego de 270 mil passageiros em fevereiro de 2017.[1]

História[editar | editar código-fonte]

No dia 29 de maio de 2013, as obras do primeiro trecho do VLT da Baixada Santista foram iniciadas após cerimônia que contou com a presença do governador paulista Geraldo Alckmin, do então presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), Samuel Moreira, e de outras autoridades. Anteriormente, a ALESP havia aprovado um projeto de lei que autorizava o Governo do Estado de São Paulo a contrair um empréstimo junto a instituições financeiras controladas pela União, no valor de R$ 400 milhões, a fim de ser investido no projeto do sistema.[9]

Em 22 de maio de 2014, a primeira composição do sistema chegou ao Porto de Santos. A composição, fabricada em Valência, é formada por três carros e possui capacidade para 400 passageiros.[10] No dia 6 de junho de 2014, o governador paulista Geraldo Alckmin inaugurou as cinco primeiras estações do VLT da Baixada Santista, embora o sistema estivesse inoperante: Mascarenhas de Moraes, São Vicente, Antônio Emmerich, Nossa Senhora das Graças e José Monteiro.[11] O primeiro teste feito com uma composição foi realizado em 30 de agosto de 2014 em um trecho de 1 km, entre as estações Nossa Senhora das Graças e José Monteiro. Foram observados, por técnicos brasileiros e estrangeiros, alguns detalhes e a reação da composição durante o teste.[12]

No dia 18 de novembro de 2014, iniciou-se a operação assistida do VLT da Baixada Santista, que consistia em um percurso de 10 minutos entre as estações Antônio Emmerich e Mascarenhas de Moraes. Esta operação foi destinada somente a alunos de instituições de ensino públicas e particulares, grupos previamente cadastrados e moradores locais.[13] Em 27 de abril de 2015, teve início a operação precursora do modal, sem cobrança de tarifa, entre as estações Mascarenhas de Moraes e João Ribeiro. Neste modo de operação, duas composições operavam de segunda a sexta, das 13h às 16h, com velocidade média de 20 km/h em um trecho de um pouco mais de 6 km.[14]

A operação comercial do sistema foi iniciada no dia 31 de janeiro de 2016, com a cobrança de uma tarifa unitária de R$ 3,80. Entre fevereiro e abril de 2016, o sistema operava diariamente entre 09:00 e 16:00.[2] No dia 10 de abril, o horário de circulação dos trens foi estendido, passando a ser das 07:00 às 19:00, possibilitando o uso do sistema nos horários de pico por trabalhadores da Baixada Santista.[15] Em 5 de março de 2017, o horário de funcionamento do VLT foi novamente ampliado, tendo início às 05:30 e sendo encerrado às 20:00.[16] 52 dias depois, o horário de encerramento da operação passou a ser às 23:30.[17]

Trechos[editar | editar código-fonte]

A linha, ao longo dos anos, foi sendo ampliada a medida que novos trechos eram entregues. A tabela abaixo lista cada trecho construído, junto com sua data de inauguração, o número de estações inauguradas e o número de estações acumulado:

Trecho Inauguração N.º de estações entregue N.º de estações acumulado
Mascarenhas de MoraesJosé Monteiro 6 de junho de 2014 5 5
José MonteiroPinheiro Machado 23 de junho de 2015 4 9
Pinheiro MachadoBernardino de Campos 27 de abril de 2016 1 10
BarreirosMascarenhas de Moraes 31 de janeiro de 2017 1 14
(15 após fevereiro de 2017)
Bernardino de CamposPorto 3
(mais 1 foi inaugurada no mês seguinte)

Estações[editar | editar código-fonte]

O sistema é composto por 15 estações em operação,[18] das quais todas são superficiais. As estações que estão em operação são listadas a seguir:

Cartões[editar | editar código-fonte]

Existem três tipos de cartões que podem ser utilizados pelo usuário a fim de usufruir do sistema:[2]

  • Cartão Unitário: São cartões com apenas uma passagem que são vendidos em lojas credenciadas, em pontos de vendas terceirizados e nas estações do sistema. Para usá-lo, o usuário deve aproximá-lo da catraca e, após a liberação, inseri-lo no local indicado.
  • Cartão Metropolitano: É um cartão recarregável de uso pessoal, obtido apenas por meio de cadastro nas lojas credenciadas. A recarga mínima deste cartão é de duas passagens.
  • Cartão Sênior: É um cartão exclusivo para clientes acima dos 60 anos.

Ampliações futuras[editar | editar código-fonte]

Atualmente, o Governo do Estado de São Paulo e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo pretendem implementar um segundo trecho do VLT da Baixada Santista em Santos, ligando a Estação Conselheiro Nébias ao bairro santista do Valongo. O novo trajeto, de 8 km, contaria com 14 estações de embarque e desembarque de passageiros e está orçado em R$ 430 milhões, sendo R$ 270 milhões relativos à obra civil. O traçado planejado começa na Avenida Conselheiro Nébias, passa pela região onde se situam os campi da Universidade Católica de Santos e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), chega aos bairros do Centro e do Valongo e retorna ao ponto de partida.[6]

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo também pretende implantar um terceiro trecho na Área Continental de São Vicente. O trecho, que terá 7,5 km de extensão e 4 estações, ligará a Estação Barreiros ao bairro vicentino do Samaritá. O futuro trecho possibilitará integração com o transporte alternativo municipal que atende os bairros que serão beneficiados pela ampliação.[19]

Além das futuras ampliações em Santos e em São Vicente, outros trechos estão sendo estudados pela EMTU-SP e por prefeituras da Baixada Santista. A prefeitura de Cubatão quer a utilização da malha ferroviária já instalada na região, hoje restrita a trens de carga, para o transporte de passageiros de forma alternada.[7] Já a prefeitura de Praia Grande quer um ramal ligando a Estação Barreiros ao Terminal Tude Bastos, onde seria feita integração com uma futura linha de Bus Rapid Transit (BRT).[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «VLT da Baixada Santista atinge 1 milhão de passageiros transportados». ANPTrilhos. 29 de março de 2017. Consultado em 24 de junho de 2017. 
  2. a b c d «Operação comercial do VLT começa neste domingo». A Tribuna. 30 de janeiro de 2016. Consultado em 24 de junho de 2017. 
  3. a b «Idosos e estudantes devem providenciar o BR CARD». BR Mobilidade. Consultado em 24 de junho de 2017. 
  4. «Empreendimentos - VLT da Baixada Santista - Veículo Leve sobre Trilhos». EMTU-SP. Consultado em 24 de junho de 2017. 
  5. «UrbanRail.Net > South America > Brazil > S.P. > Santos VLT» (em inglês). UrbanRail.Net. Consultado em 24 de junho de 2017. 
  6. a b «Estudo vai definir segundo trecho do VLT em Santos». A Tribuna. 11 de maio de 2017. Consultado em 24 de junho de 2017. 
  7. a b «Prefeitura de Cubatão pleiteia extensão do VLT na cidade». A Tribuna. 4 de junho de 2017. Consultado em 24 de junho de 2017. 
  8. a b Miranda, Gustavo (25 de maio de 2017). «Praia Grande quer VLT integrado ao Litoral Sul». A Tribuna. Consultado em 29 de abril de 2018. 
  9. «VLT entre Santos e São Vicente deve ficar pronto em 12 meses». Assembleia Legislativa de São Paulo. 29 de maio de 2013. Consultado em 29 de abril de 2018. 
  10. «Primeira composição do VLT chega na Baixada Santista». Diário do Litoral. 22 de maio de 2014. Consultado em 29 de abril de 2018. 
  11. Castro, João (6 de junho de 2014). «Alckmin inaugura primeiras estações do VLT em São Vicente, SP». G1. Consultado em 24 de abril de 2018. 
  12. «VLT passa por primeiro teste com viagem por ruas de São Vicente, SP». G1. 30 de agosto de 2014. Consultado em 29 de abril de 2018. 
  13. Lobo, Renato (18 de novembro de 2014). «[FOTOS] VLT da Baixada Santista inicia operação assistida». Via Trolebus. Consultado em 29 de abril de 2018. 
  14. Miranda, Victor (27 de abril de 2015). «Sem cobrança de tarifa, VLT começa a operar em São Vicente». A Tribuna. Consultado em 24 de abril de 2018. 
  15. Cameira, Danielle (10 de abril de 2016). «VLT funciona em horário ampliado a partir de hoje». A Tribuna. Consultado em 24 de abril de 2018. 
  16. «A partir deste domingo, VLT tem horário ampliado». A Tribuna. 5 de março de 2017. Consultado em 24 de abril de 2018. 
  17. «VLT terá horário de funcionamento ampliado a partir de domingo». G1. 26 de abril de 2017. Consultado em 24 de abril de 2018. 
  18. «Estações do VLT». EMTU-SP. Consultado em 20 de junho de 2017. 
  19. Brandão, Eduardo (25 de dezembro de 2017). «Obra em ponte de São Vicente estimulará VLT». A Tribuna. Consultado em 29 de abril de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre VLT da Baixada Santista