Lista de sistemas ferroviários urbanos no Brasil

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Abaixo segue a lista de sistemas ferroviários urbanos no Brasil. Estão contemplados todos os sistemas ferroviários do transporte urbano em atividade no país. A rede brasileira de transporte de passageiros sobre trilhos totalizou 1 012 quilômetros de malha ferroviária e 2,92 bilhões de passageiros transportados, conforme dados de 2015.[1] Os vinte e um sistemas brasileiros apresentam tipologia bem variada: incluem metrôs (metropolitanos), veículos leves sobre trilhos (VLT), aeromóvel, trens suburbanos e monotrilho.[2] Como esses modais são por vezes bem semelhantes em suas características e, por consequência, comumente confundidos,[3] encontram-se todos aqui reunidos como parte do transporte público no Brasil do tipo ferroviário.

Sistemas[editar | editar código-fonte]

Metrô de São Paulo
Metrô do Distrito Federal
CPTM (trens metropolitanos de São Paulo)
VLT Carioca (Rio de Janeiro)

Metrô[editar | editar código-fonte]

Sistema Abertura Extensão
(km)
Estações Linhas Passageiros/
dia útil
Passageiros por ano
(2019)
São Paulo 1974 101,1 89 6 4 744 000[4][5][6] 1 494 798 000 [7]
Rio de Janeiro 1979 56 41 3 842 933
(em julho) [8]
188 000 000
(até setembro)[9]
Salvador 2014 33 20 2 390 000[10] 107 431 208[11]
Recife 1985 71 36 5 335 000[12] 94 400 000[13]
Belo Horizonte 1986 28,1 19 1 198 400[12] 54 400 000[13]
Porto Alegre 1985 43,4 22 1 160 343[14] 48 055 364[14]
Distrito Federal 2001 42,3 25 2 128 889
(2018)[15]
40 213 236
(2018)[15]
Fortaleza 2012 43,6 30 2 36 000[16] 12 200 000[17]

Trem metropolitano/urbano[editar | editar código-fonte]

Sistema Abertura Extensão
(km)
Estações Linhas Passageiros/
dia útil
Passageiros por ano
(2019)
São Paulo 1934[18] 273 94 7 3 221 000
(2018)[19]
863 300 000
(2018)[19]
Rio de Janeiro 1866[20] 270 104 8 564 830
(em julho) [21]
163 027 491
(2018)[21]
Salvador 1936 [22] 13,5 10 1 10 869[23] 3 395 230[23]

Veículos leves sobre trilhos[editar | editar código-fonte]

Sistema Abertura Extensão
(km)
Estações Linhas Passageiros/
dia útil
Passageiros por ano
(2019)
Rio de Janeiro 2016 28 29 3 110 000[24] 22 000 000[24]
Baixada Santista 2016 11,5 15 1 27 500[25] 7 000 000
(2018)[26]
Natal 2014 56,6 22 2 13 500[12] 3 600 000[13]
Maceió 2011 34,6 16 1 9 400[12] 2 600 000[13]
Fortaleza 2016 10,8 8 1 2 200 000[16]
João Pessoa 2015 30 12 1 7 500[12] 2 100 000[13]
Teresina 1990 13,5 11 1 2 100 000
(2016)[27]
Sobral 2014 13,9 12 2 1 600 000[16]
Porto Alegre
(Aeromóvel)
2013 0,8 2 1 2 987[14] 964 460[14]
Cariri 2009 13,6 9 1 466 000[16]

A principal característica que define um veículo leve sobre trilhos é o seu peso por eixo, abaixo de 15 toneladas/eixo:

Modelo Fabricante Peso por eixo (kg) Sistemas
Citadis Alstom 12 000 [28] Rio de Janeiro
Tramlink Vossloh 7 500[29] Baixada Santista
Aeromóvel A100/200 Aeromóvel S.A
T'Trans
2 475 (A100)[30]
4 390 (A200)[31]
Porto Alegre
Mobile Bom Sinal 13 000[32] Cariri, Fortaleza, João Pessoa,
Maceió, Natal,
Sobral, Teresina

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. «Rede de transportes sobre trilhos avançou só 10,4 km no Brasil em 2015». www.mobilize.org.br. Consultado em 22 de agosto de 2016 
  2. Justino, Guilherme. «Transporte público: metrô, aeromóvel e mais alternativas». Terra. Consultado em 23 de dezembro de 2017 
  3. «Transporte sobre trilhos deveria crescer 80% no Brasil». Diário do Transporte. 12 de dezembro de 2016. Consultado em 23 de dezembro de 2017 
  4. «Passageiros transportados por linha». Companhia do Metropolitano de São Paulo. Dezembro de 2019. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  5. «Passageiros transportados» (PDF). Via Quatro. Dezembro de 2019. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  6. «Passageiros transportados» (PDF). Via Mobilidade. Dezembro de 2019. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  7. «Demanda». Companhia do Metropolitano de São Paulo. 2020. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  8. Agetransp (julho de 2019). «Metrô» (PDF). Relatório Anual, páginas 60 e 99. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  9. Invepar (2020). «Performance Operacional». Metrô Rio. Consultado em 3 de janeiro de 2020 
  10. «Notícias CTB». CTB Companhia de Transporte do Estado da Bahia. 2020. Consultado em 6 de fevereiro de 2020 
  11. CCR Metrô Bahia (2020). «Estatísticas do Metrô:Movimento de Passageiros por Mês». Companhai de Transportes do Estado da Bahia. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  12. a b c d e CBTU (2018). «Indicadores» (PDF). Relatório Anual, página 11. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  13. a b c d e «CBTU transportou 157 milhões de passageiros em 2019». Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). 31 de janeiro de 2020. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  14. a b c d «2019 naTrensurb:48 milhões de passageiros transportados». Trensurb. 21 de janeiro de 2020. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  15. a b Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (2018). «3. Características do sistema operacional» (PDF). Relatório da Administração, página 2. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  16. a b c d «Sistema metroviário». Metrofor. 2020. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  17. Pedro Alves-Metrofor (14 de janeiro de 2020). «Transporte por meio de metrô e VLTs cresceu 26% em 2019». Governo do Estado do Ceará. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  18. «Vinte anos sem renovações». Folha de S.Paulo (17 924). São Paulo: Empresa Folha da Manhã S.A. 30 de abril de 1978. 18 páginas. ISSN 1414-5723 
  19. a b imprensaoficial.com.br. «RELATÓRIO INTEGRADO DA ADMINISTRAÇÃO 2018» (PDF). 8 de março de 2019. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  20. Antonio Augusto Gorni (11 de março de 2003). «1904-1933: A Longa Pré-História». A Eletrificação nas Ferrovias Brasileiras. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  21. a b Agetransp (julho de 2019). «SuperVia» (PDF). Relatório Anual, páginas 132 e 134. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  22. Viação Férrea Federal Leste Brasileiro (1936). «Automotriz a óleo cru». Relatório Anual/republicado por Centro-Oeste. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  23. a b «Estatísticas do Trem:Movimento de Passageiros por Mês». Companhia de Transportes do Estado da Bahia. 2020. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  24. a b «Em 2019, VLT Carioca transportou 22 milhões de passageiros». Mobilitas. 12 de janeiro de 2020. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  25. Alexandre Pelegi (5 de abril de 2019). «VLT da Baixada Santista ganha dois novos veículos, aumenta número de viagens e reduz intervalo no horário de pico». Diário do Transporte. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  26. Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (2018). «Região Metropolitana da Baixada Santista» (PDF). Relatório Anual, página 2. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  27. Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP) (maio de 2018). «6.1.1. Sistemas metroferroviários» (PDF). Sistema de Informações da Mobilidade Urbana-2016. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  28. Alstom (31 de março de 2011). «Citadis:Características» (PDF). Ministério dos Transportes do Brasil. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  29. Adamo Bazani (22 de outubro de 2017). «Especial:Por dentro do VLT da Baixada Santista». Diário do Transporte. Consultado em 3 de janeiro de 2020 
  30. «Primeiro veículo do Aeromovel Trensurb-Aeroporto já está em Porto Alegre». Trensurb. 13 de abril de 2013. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  31. «Segundo veículo do aeromovel da Trensurb já está em São Paulo (SP)». Trensurb. 10 de dezembro de 2013. Consultado em 3 de fevereiro de 2020 
  32. «Quadro 7.1 Características Técnicas Básicas do VLT da Bom Sinal» (PDF). Estudo de viabilidade técnica, econômica, social, ambiental e jurídico-legal para a implantação de sistemas de transporte ferroviário de passageiros de interesse regional: Conceição da Feira (BA) – Salvador (BA) – Alagoinhas (BA). Consultado em 3 de fevereiro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]