Funicular de Paranapiacaba

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Funicular de Paranapiacaba
São Paulo. S. P. R. Serra II
EF EF-364[1]
Área de operação Serra do Mar, São Paulo
Tempo de operação 18671976
Bitola bitola irlandesa
1 600 mm (5,25 ft)
Extensão km (4,97 mi)
Serra Velha
10 km (6,21 mi)
Serra Nova
Interconexão Ferroviária Linha Santos-Jundiaí
Operadora SPR 1867-1946
EFSJ 1946-1969
RFFSA 1969-1976
Sede Paranapiacaba, São Paulo, Brasil

O Funicular de Paranapiacaba ou Elevador de Paranapiacaba foi um funicular (sistema endless rope) ferroviário que funcionou em Paranapiacaba, Santo André, Estado de São Paulo no Brasil, construído para tracionar trens em uma subida de 796,6 metros de altitude, na Serra do Mar, para o transporte de café da cidade de Jundiaí ao Porto de Santos.

Funicular de Paranapiacaba em operação com passageiros.

Todo o sistema foi construído pela empresa SPR, que foi fundada na Inglaterra por Irineu Evangelista de Souza, com verba de acionistas da Europa, quando buscava fundos para construção de ferrovias no Brasil. Operou até a década de 1980 com a decida completa da serra sob jurisdição inicial da São Paulo Railway (SPR), subsequentemente Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (EFSJ), RFFSA, e por fim, sob jurisdição da ABPF, onde até 1994 houve passeio turístico até o 4° Patamar do Segundo Sistema. Hoje já não opera mais e faz parte do Museu Tecnológico Ferroviário do Funicular, mantido pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária.

Primeiro Sistema do Funicular[editar | editar código-fonte]

Este sistema entrou em operação em 1867, onde os 8 km da Serra do Mar foram divididos em 4 patamares, com a inclinação de 10 graus. Operava com capacidade de carga de 60 toneladas, tracionadas pelas 4 máquinas fixas (1 em cada patamar), e a composição rodante onde operava o maquinista, chamada Serra Breque, que não possuía sistema de tração própria. Funcionava com um sistema de contrapeso, como nos elevadores, enquanto uma composição subia, a outra descia com peso equivalente puxando a que subia para cima. A água foi utilizada como contrapeso, pois é abundante na região e também era utilizada para abastecer as caldeiras ao longo da serra. O sistema se estendia entre a Estação Paranapiacaba, no alto da serra, e a Estação Raiz da Serra, no sopé da serra, já em Cubatão.

O sistema foi descontinuado em 1970, onde o leito original deu lugar ao sistema de Cremalheira Aderência, que entrou em operação em 1974 através da RFFSA.

Segundo Sistema do Funicular[editar | editar código-fonte]

Com a alta demanda pela ferrovia, em 1890 foi necessário a construção de uma nova linha que ficava paralela a linha do primeiro sistema. Esta nova linha possuía atualizações que permitiram aumentar a capacidade de carga para 120 toneladas, sendo a serra dividida em 5 patamares e a utilização de máquinas fixas maiores. A composição rodante do maquinista ganhou um motor a vapor (que permitia que ela fizesse manobras no pátio) e também uma peça chamada tenaz, que permitia que a composição engatasse sozinha no cabo de aço. Ela recebeu o nome de Locobreque e passou a utilizar um sistema parecido com o dos teleféricos, onde o cabo passou a ser contínuo.

A descida da Serra passou a ter 10,5 km e diminuiu sua inclinação para 8 graus. O trecho se estendia entre a Estação Paranapiacaba, no alto da serra, e a Estação Piaçaguera , já em Cubatão.

Fonte[editar | editar código-fonte]

A fonte destas informações é um dos atuais funcionários do museu de Paranapiacaba que atua como chefe de estação no passeio de Maria Fumaça, e que durante o final do passeio sempre diz que não colocaria estas informações na internet pois perderia seu emprego, é claro que todos nós sabemos que ele trabalha como voluntário e fala isto porque é engraçado.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]