Ferrovia Centro-Atlântica

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Ferrovia Centro-Atlântica - FCA
Cotação BM&F Bovespa: [1]
Indústria Logística
Fundação 1996, como FCA.
Sede Belo Horizonte, Minas Gerais,  Brasil
Áreas servidas São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Bahia, Espírito Santo, Distrito Federal, Sergipe, Minas Gerais
Proprietário(s) VLI
Pessoas-chave Marcello Spinelli
(presidente atual)
Empregados 3.200 [1] (2008)
Produtos Transporta variados segmentos como commodities agrícolas, insumos e fertilizantes, combustíveis, siderúrgico, automotivo e autopeças, químico, petro-químico e mineração
Parentesco VLI
Sítio oficial http://www.fcasa.com.br

A Ferrovia Centro Atlântica, mais conhecida como FCA, é uma empresa privada do grupo VALE, criada no dia 1 de setembro de 1996 assumindo a malha privatizada da RFFSA composta das seguintes superintendências regionais: SR-2 com sede em Belo Horizonte; SR-8 com sede em Campos dos Goytacazes; e SR7, com sede em Salvador. Através de negociação com a Ferroban assumiu parte da Fepasa.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Oriunda da antiga Rede Ferroviária Federal RFFSA, a FCA foi criada a partir do Programa Nacional de Desestatização. Desde 2003 a FCA faz parte do Grupo Vale. Em 2008, a FCA lançou sua nova logomarca.

Comboio da FCA, trafegando por Três Irmãos com a antiga marca da empresa, Rio de Janeiro.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

1992

A RFFSA é incluída no Programa Nacional de Desestatização

1996

Surge a FCA, com a operação do trecho correspondente à antiga Malha Centro-Leste Brasileira (7.080 km de trilhos em bitola métrica e mista [2] ): SR2 (Belo Horizonte), SR7(Salvador) e SR8(Campos).

1999

Alteração no grupo de controle da FCA. A Companhia Vale do Rio Doce (VALE) adquire um percentual do controle acionário da empresa. A Companhia Siderúrgica Nacional também é acionista [2] .

2003

VALE assume 99,99% do controle acionário da FCA.

2008

Lançamento de sua nova logomarca.

2011

Criação da VLI (Valor da Logística Integrada), reunindo todos os ativos de logística da Vale.

2013

A ANTT autoriza a FCA a devolver à União cerca de 4.200 km de ferrovias. Com isso, a FCA deixou de atuar na Bahia e em Sergipe, além de ter desativado muito trechos em Minas Gerais e Rio de Janeiro, um pequeno ramal entre Minas e São Paulo[3] .

2014

Em abril 2014 a Vale concluiu a venda de 20% e 15,9% respectivamente para Mitsui e FI-FGTS[4] . Em agosto foi a vez da Brookfield Asset Management arrematar 26,5% da empresa tirando a Vale do controle da mesma [5] . Deste ponto em diante a empresa passou a criar cultura própria e seu próprio sistema de governança.

Projetos da Empresa[editar | editar código-fonte]

Projeto Noroeste de Minas Gerais[editar | editar código-fonte]

A FCA desenvolveu um projeto que vai permitir a criação de um corredor de exportação entre o Terminal de Pirapora e o Terminal de Produtos Diversos no Complexo Portuário de Tubarão, em Vitória Já a partir de 2009, essa nova alternativa de escoamento de grãos tornará a cadeia produtiva mais barata e eficiente.

O novo corredor permitirá maior competitividade e aumento da produção local de soja, milho, álcool e açúcar e do consumo de insumos como fertilizantes, defensivos e sementes, gerando mais renda e investimento para a Novo Corredor para exportação:

  • Localização privilegiada.
  • Novo terminal de transbordo e armazenagem em Pirapora.
  • Transporte ferroviário ágil e eficiente.
  • Moderno terminal portuário, com capacidade para navios de grande porte (“cape-size”).
  • Plano do Governo de Minas Gerais para recuperação e pavimentação de rodovias.
  • Logística eficiente permitindo que a produção seja mais competitiva.

Projeto Litorânea Sul[editar | editar código-fonte]

O outro grande projeto é o da construção da Variante Ferroviária Litorânea Sul (VFLS), que prevê uma nova ferrovia entre Cariacica e Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, com 165 quilômetros de extensão e com um ramal que dá acesso ao polo industrial e de serviços de Anchieta. O novo trecho vai substituir o trecho ferroviário acidentado entre as duas cidades pelo interior capixaba.

Em 2007, a FCA aplicou recursos no projeto básico de engenharia e deu início ao processo de licenciamento ambiental. Em novembro, oito audiências públicas foram organizadas para que se conseguisse a anuência das populações das 11 cidades que serão cortadas pelo novo trecho ferroviário. Foi a primeira etapa de licenciamento ambiental da obra.

Responsabilidade Social[editar | editar código-fonte]

O Cidadania nos Trilhos é o mais importante projeto de relacionamento externo da Logística. Tem como objetivo compartilhar com as comunidades próximas à linha férrea os cuidados necessários para uma convivência segura com o trem. Em cada município a busca unir esforços com igrejas, órgãos públicos, ONG´s, fundações, associações e entidades de classe, oferecendo parceria em iniciativas já existentes ou construindo propostas em conjunto.

Com as instituições de ensino da Rede Pública, o foco está na construção de projetos pedagógicos cujos temas estejam relacionados à convivência segura com a ferrovia. Para a elaboração dos projetos são distribuídos materiais didáticos. Desde seu início, o Cidadania nos Trilhos formou 443 educadores e envolveu diretamente mais de 43 mil alunos.

O Programa Cidadania nos Trilhos foi premiado pela Aberje, em 2006, como o principal programa de relacionamento com comunidades do Brasil.

Patrimônio cultural[editar | editar código-fonte]

Locomotiva nº 42 da EFOM na Estação de São João del-Rei.

Desde 2001, a FCA é a empresa responsável pela manutenção e operação da Estrada de Ferro Oeste de Minas. Este complexo ocupa uma área de 35.000 m2, sendo o maior centro de preservação da memória histórica ferroviária nacional e um dos mais importantes do mundo.

Além disso, em maio de 2006, foi inaugurado o Trem da Vale, cuja operação é de responsabilidade da Ferrovia Centro-Atlântica.

Referências

  1. Dados do site oficial da FCA
  2. a b RODRIGUES, Paulo Roberto Ambrosio - Introdução aos Sistemas de Transporte no Brasil e à Logística Internacional - Edições Aduaneiras Ltda - 2000 - São Paulo - Pg. 45 - ISBN 85-7129-239-6
  3. Ana Paula Pedrosa (27/03/2014). FCA vai devolver à União ferrovias em pior estado O Tempo. Visitado em 26/01/2015.
  4. http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,vale-conclui-venda-de-fatia-da-vli-a-mitsui-e-ao-fi-fgts,182083e
  5. http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/vale-conclui-venda-de-26-5-da-vli-para-o-fundo-de-investimento-brookfield

Ligações externas[editar | editar código-fonte]