Companhia Siderúrgica Nacional

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Disambig grey.svg Nota: CSN redireciona para este artigo. Para a organização sul-americana, veja União de Nações Sul-Americanas.
Companhia Siderúrgica Nacional
Vista parcial da empresa em Volta Redonda, Rio de Janeiro.
Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa: CSNA3
NYSE: SID
Indústria Siderurgia
Gênero Sociedade Anônima
Fundação 9 de abril de 1941 (77 anos)
Fundador(es) Brasil sob a presidência de Getúlio Vargas
Sede Volta Redonda e Barra Mansa, RJ
São Paulo, SP[1]
Proprietário(s) Familia Steinbruch
Presidente Benjamin Steinbruch
Empregados 19 000
Produtos Aço
Ferro
Cimento
Acionistas Vicunha Siderurgia S.A. (50,29%)
Rio Iaco Particip. S.A. (4,19%)
Outros (45,52%)
Valor de mercado Aumento R$ 14,41 bilhões (mar./2014)[2]
Lucro Aumento R$ 533,9 milhões (2013)[3]
LAJIR Aumento R$ 1,75 bilhão (2013)
Faturamento Aumento R$ 17,31 bilhões (2013)[4]
Website oficial www.csn.com.br

Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é a maior indústria siderúrgica do Brasil e da América Latina, e uma das maiores do mundo.

Sua usina situa-se nas cidades de Volta Redonda e Barra Mansa, no médio Paraíba, no sul do estado do Rio de Janeiro, tendo suas minas de minério de ferro e outros minerais na região de Congonhas e Arcos, ambas cidades do estado de Minas Gerais e também de carvão na região de Siderópolis no estado de Santa Catarina. Sua principal usina hoje produz cerca de 6 milhões de toneladas de aço bruto e mais de 5 milhões de toneladas de laminados por ano, sendo considerada uma das mais produtivas do mundo.

História[editar | editar código-fonte]

Construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), 1941. Arquivo Nacional.

A CSN foi criada durante o Estado Novo por decreto do presidente Getúlio Vargas, após um acordo diplomático denominado Acordos de Washington, feito entre os governos brasileiro e estadunidense. Ele previa a construção de uma usina siderúrgica que pudesse fornecer aço para os aliados durante a Segunda Guerra Mundial e, na paz, ajudasse no desenvolvimento do Brasil. Os fundos norte-americanos vieram através do Export-Import Bank of the United States (EXIMBANK), pois a iniciativa privada daquele país não se interessou.[carece de fontes?]

Em 1940, aumentara a produção de ferro gusa e lingotes de aço, mas a de laminados ainda estava abaixo da demanda. Dessa forma, a indústria brasileira não estava capacitada para fornecer produtos pesados, tais como trilhos e chapas de aço para as ferrovias, estaleiros e construtoras. O coronel Macedo Soares, futuro governador fluminense, que presidia a comissão responsável pelos estudos para instalação de uma grande siderúrgica no país, era engenheiro militar e defendia a instalação de uma usina na região do Vale do Paraíba, que se encontrava decadente com o declínio da cultura do café no estado do Rio de Janeiro. Tal situação também encontrava apoio em Amaral Peixoto, então interventor naquele estado e genro de Vargas. Em discurso de 7 de maio de 1943, o presidente Vargas saudou a nova usina como símbolo da emancipação econômica do Brasil.[5]

Começou efetivamente a operar no ano de 1946, durante o governo do presidente Eurico Gaspar Dutra, o qual não convidou o idealizador do projeto, Getúlio Vargas, para a inauguração.[6]

No final dos anos 1970, a Andrade e Gutierrez era responsável pelo abastecimento de minério de ferro para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, no Rio de Janeiro.[7]

Na década de 1980, com o aumento do movimento sindical, começam a ocorrer diversas greves nas instalações da empresa em Volta Redonda, com a primeira ocorrendo em 1984. Em novembro de 1988, uma nova greve dos seus trabalhadores, que pediam reposição e aumento salarial, redução de jornada de trabalho e reintegração de operários demitidos, teve como saldo a morte de 3 operários em conflito com o Exército Brasileiro, no qual ainda restaram dezenas de pessoas feridas e considerável dano ao patrimônio da empresa. À essa época, a CSN e suas empresas coligadas possuíam cerca de 25 mil trabalhadores diretos, número que decresce até o momento de sua privatização, quando já tinha cerca de 17 mil empregados.

Foi incluída no Plano Nacional de Desestatização do governo Fernando Collor de Mello em 1992, e privatizada, já no ano seguinte, quando do governo de Itamar Franco.

Inauguração pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra da Companhia Siderúrgica Nacional, 1946. Arquivo Nacional.

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Atualmente, a CSN possui diversas empresas, como a Prada com seis unidades no Brasil, (em Mogi das Cruzes e Volta Redonda), CSN Cimentos, CSN aços longos, CSN Galva Sud Porto Real- RJ, CSN Ersa Estanho Rondônia, CSN Paraná (em Araucária-PR), CSN Minérios com jazidas em Arcos e Casa de Pedra no Estado de Minas Gerais e uma jazida de Estanho no estado de Rondônia, os terminais de contêineres (Sepetiba Tecon) e de carvão (Tecar) no Porto de Itaguaí (em Itaguaí), a Metallic (CE), além de participações acionárias nas empresas MRS Logística e Transnordestina Logística, de transporte ferroviário, usinas hidrelétricas de Igarapava entre os estados de São Paulo e Minas Gerais e a de Itá, entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul e usinas nos Estados Unidos (CSN LLC, Terre Haute, Indiana); em Portugal (Lusosider, Aldeia de Paio Pires, Setúbal), e na Alemanha (Stahlwerk Thüringen GmbH - SWT), adquiridas de outros grupos nacionais.

Em 2006 a CSN apresentou proposta de compra da siderúrgica anglo-holandesa Corus. A proposta era superior à da indiana Tata, mas no dia 25 de Outubro de 2007, a CSN perdeu a disputa pela empresa, que foi comprada pela indústria indiana. Desde então, a empresa tem buscado seguir uma estratégia com foco em novas áreas de atuação, como aços longos e cimento e busca por aquisições fora do Brasil, como por exemplo a Cimpor, fábrica de cimento de Portugal.

A CSN também controla a empresa mineradora de ferro Namisa, criada em 2007.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «CSN 2016 Institucional». CSN. Consultado em 17 de abril de 2017. 
  2. «Companhia Siderurgica Nacional (CSNA3.SA)». Reuters.com 
  3. Comércio, Diário do. «CSN registrou lucro de R$ 533,994 milhões em 2013 » Economia » Diário do Comércio». www.diariodocomercio.com.br 
  4. «CSN sai de lucro para perda de R$ 487 milhões no 4º trimestre de 2013» 
  5. COTTA, Pery (1975). «O petróleo é nosso?». Rio de Janeiro: Guavira Editores: 83-84 
  6. Moreira, Regina da Luz. «CSN, uma decisão política». CPDOC. FGV. Consultado em 22 de maio de 2018. 
  7. «Quem é Quem». Terra. 22 de Agosto de 2014. Consultado em 3 de Dezembro de 2014. 
  8. Valor Econômico (25 de Agosto de 2009). Namisa inicia plano de investimento de R$ 4 bi. [S.l.]: Valor Econômico 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]