Anchieta (Espírito Santo)

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Município de Anchieta
Rua na orla de Anchieta

Rua na orla de Anchieta
Bandeira indisponível
Brasão de Anchieta
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Aniversário 15 de agosto[1]
Fundação 1 de janeiro de 1759 (260 anos)[2]
Gentílico anchietense[3]
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Assunção[1]
Prefeito(a) Fabrício Petri (MDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Anchieta
Localização de Anchieta no Espírito Santo
Anchieta está localizado em: Brasil
Anchieta
Localização de Anchieta no Brasil
20° 48' 21" S 40° 38' 52" O20° 48' 21" S 40° 38' 52" O
Unidade federativa Espírito Santo
Região intermediária

Vitória IBGE/2017[4]

Região imediata

Vitória IBGE/2017[4]

Municípios limítrofes Guarapari, Alfredo Chaves, Piúma e Iconha
Distância até a capital 81 km
Características geográficas
Área 411,898 km² [3]
Distritos Alto Pongal, Anchieta (sede) e Jabaquara[5]
População 28 736 hab. estatísticas IBGE/2018[3]
Densidade 69,76 hab./km²
Clima tropical quente superúmido Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,73 alto PNUD/2010[6]
PIB R$ 713 452,92 mil IBGE/2016[7]
PIB per capita R$ 25 397,92 IBGE/2016[7]

Anchieta é um município brasileiro no litoral do estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Sua população em 2018 era de 28 736 habitantes.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam o sul do Espírito Santo foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, esta era ocupada pela tribo tupi dos temiminós[8]. A cidade de Anchieta tem sua origem ligada à aldeia jesuítica de Iriritiba, também chamada Reritiba, termo de origem tupi que significa "muitas ostras"[9], "ajuntamento de ostras", pela junção dos termos reri (ostra) e tyba (ajuntamento)[10]. A aldeia foi fundada pelo padre José de Anchieta em 1561, como local de catequese dos índios. O padre transferiu-se definitivamente para Reritiba em 1587, onde veio a falecer em 9 de junho de 1597. Nesse período, produziu grande parte de sua obra literária e dramática.

Com a expulsão da Companhia de Jesus das terras portuguesas em 1759, a aldeia de Reritiba recebeu o foro de vila com o nome de Vila Nova de Benevente. Logo após a partida dos jesuítas, a vila passou por um período de decadência devido à desocupação da região pela maioria dos nativos. Em 12 de agosto de 1887, a vila foi elevada à condição de cidade, recebendo um novo nome: Anchieta, em homenagem ao famoso santo jesuíta que ali viveu e morreu no século XVI[9].

A vila tomou novamente impulso em sua economia a partir da chegada, pelo porto de Benevente, de milhares de colonos italianos entre os anos de 1874 e 1895. Da vila, surgiram, também, as atuais cidades de Alfredo Chaves, Piúma e Iconha.

Foi em Anchieta, em 1968, que o padre Humberto Pietrogrande fundou o Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (MEPES) e a primeira Escola da Família Agrícola no Brasil, que seria precursora de centenas de outras experiências ao redor do mundo.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se junto à foz do rio Benevente[11], a uma latitude 20º48'21" sul e a uma longitude 40º38'44" oeste, estando a uma altitude de dois metros. Anchieta é dividida administrativamente em três distritos: Alto Pongal, Anchieta (sede) e Jabaquara.

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[12] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Vitória.[4] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Guarapari, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Espírito-Santense.[13]

Economia[editar | editar código-fonte]

Vista do balneário de Ubu.

Uma parte da economia de Anchieta está baseada na agricultura familiar. Entre as principais culturas destacam-se a banana, a mandioca, o milho, o arroz, o café e o feijão. A banana aparece juntamente com o café nas regiões montanhosas do município e nas encostas dos planaltos. O feijão, o arroz e o milho são cultivados nas áreas de baixada, sendo o arroz do tipo irrigado.

A pecuária também é forte no município sendo que 68% da produção são de leite e 32% de corte. O segundo maior rebanho do município é o suíno seguido por outros menores como o equinos, caprinos, ovinos. A pesca também ajuda a movimentar a economia da cidade. Essa atividade é realizada no litoral do município ou em alto-mar, na região de Abrolhos.

Considerável parte da receita do município vem das empresas situadas na região. A Samarco Mineração S.A. era a responsável pelo maior repasse, que, de forma direta, é proveniente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. De forma indireta, está a arrecadação através das empresas terceirizadas, por meio do Imposto sobre o Serviço de Qualquer Natureza. No entanto, com o rompimento da barragem de rejeitos da Samarco ocorrido em Mariana, Minas Gerais, em 5 de novembro de 2015, as atividades da empresa foram paralisadas por alguns anos, inclusive em Anchieta.[14] Com isso, o Produto Interno Bruto (PIB) do município caiu de R$ 4 641 771,30 mil em 2014[15] para R$ 713 452,92 mil em 2016.[7]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Anchieta é um município histórico e tranquilo, ideal para quem busca sossego e relaxamento do dia a dia. A prefeitura costuma organizar shows gratuitos de artistas nacionais durante o verão. Em outubro, o município organiza o Festival de Frutos do Mar. Turistas podem visitar o Santuário de Anchieta, onde o Padre José de Anchieta viveu grande parte de sua vida. Ponto de chegada de turistas religiosos que fazem peregrinação a partir de Vitória.

No verão, o grande atrativo da cidade é o carnaval, considerado um dos maiores do Espírito Santo. Existem duas formas de aproveitar o carnaval anchietense, uma é associar-se a um dos blocos carnavalescos que desfilam na Sede, outra é ir para a praia dos castelhanos (considerada uma das melhores praias do Brasil). Os blocos são os maiores atrativos do carnaval da cidade, e os principais blocos são o Bloco do Brahmeiro, Bloco Burrinha da Pinga e Bloco do Jaraguá, que desfilam na sede.[carece de fontes?]

Rádios[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Danieleh Coutinho (11 de agosto de 2017). «Feriado: dia da padroeira e aniversário da cidade de Anchieta». ES Hoje. Consultado em 22 de março de 2019. Cópia arquivada em 22 de março de 2019 
  2. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (2007). «Anchieta - Histórico» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 22 de março de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 22 de março de 2019 
  3. a b c d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Anchieta». Consultado em 22 de março de 2019. Cópia arquivada em 22 de março de 2019 
  4. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 22 de março de 2019 
  5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (9 de setembro de 2013). «Anchieta - Unidades territoriais do nível Distrito». Consultado em 22 de março de 2019. Cópia arquivada em 22 de março de 2019 
  6. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 31 de agosto de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 8 de julho de 2014 
  7. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2016». Consultado em 22 de março de 2019. Cópia arquivada em 22 de março de 2019 
  8. BUENO, E. Brasil:uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.
  9. a b «Cópia arquivada». Consultado em 11 de abril de 2011. Arquivado do original em 13 de abril de 2011 
  10. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  11. «Carta do Brasil SF-24-V-A-VI-4 Piúma» (JPG). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 19 de agosto de 2011 
  12. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 22 de março de 2019. Cópia arquivada em 22 de março de 2019 
  13. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 22 de março de 2019 
  14. G1 (25 de agosto de 2018). «Samarco não vai retomar atividades em 2019 no ES, afirma acionista BHP». Consultado em 22 de março de 2019. Cópia arquivada em 22 de março de 2019 
  15. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2014). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2014». Consultado em 22 de março de 2019. Cópia arquivada em 22 de março de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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