Cenibra

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Cenibra
Entrada da Cenibra.
Plantação de eucalipto da Cenibra.

A Celulose Nipo-Brasileira S/A, mais conhecida por Cenibra, é uma indústria produtora de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto situada no município brasileiro de Belo Oriente, no interior do estado de Minas Gerais.

A Cenibra foi fundada no dia 13 de setembro de 1973. Ela foi formada da união da Companhia Vale do Rio Doce (atual Vale) Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development CO (JBP). Em julho de 2001, com a decisão da CVRD de se desfazer de sua participação em empresas de base florestal, a JBP passou a ser detentora do controle acionário total da CENIBRA. A JBP é um grupo de empresas japonesas, de larga experiência no relacionamento com o Brasil. A Cenibra possui terras em 54 municípios de Minas Gerais. A Empresa maneja uma área de 254 mil hectares, sendo 52% de plantio de eucalipto; 41% de área de Preservação Permanente, Reserva Legal e Floresta Nativa; e o restante em áreas destinadas para infraestrutura e outros.[1]

A produção anual é de aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de celulose. Deste total, mais de 90% é direcionado ao mercado externo, atendendo principalmente o Japão, Estados Unidos e países da Europa, América Latina e Ásia.[2]

*Certificações:

ISO 9001 / ISO 14001 / ISO IEC 17025 / CERFLOR / PEFC / FSC[3]

*Reintrodução de Aves Silvestres Ameaçadas de Extinção: o Projeto Mutum[4]

O Projeto é realizado pela Cenibra desde 1990, na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Macedônia (Ipaba-MG)[5], por meio de um acordo de cooperação técnica e científica entre a empresa e a Sociedade de Pesquisa do Manejo e da Reprodução da Fauna Silvestre (Crax), uma entidade não governamental sediada em Contagem (MG).[6] A iniciativa possibilitou a soltura de espécies mutum-do-sudeste (Crax blumembachii), macuco (Tinamus solitarius), capoeira (Odontophorus capueira), jaó (Crypturellus n. noctivagus), inhambuaçú (Crypturellus obsoletus), jacuaçú (Penelope obscura bronzina) e jacutinga (Aburria jacutinga). As espécies reintroduzidas são monitoradas na área de soltura e arredores, de modo a coletar dados de adaptação, dispersão, reprodução, predação e quantificação de indivíduos.

Localizada na margem direita do rio Doce, no município de Ipaba, região leste de Minas Gerais, a RPPN Fazenda Macedônia tem uma área total aproximada de três mil hectares, dos quais cerca de 50% estão cobertos com vegetação nativa. A área de florestas nativas da Fazenda Macedônia é um dos principais remanescentes de Mata Atlântica no estado, e 560 hectares são reconhecidos pelo Ibama como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), por meio da Portaria nº 111, de 14 de outubro de 1994.[7]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. Associação Mineira de Silvicultura - AMS (2013). «Silvicultura em Minas Gerais» (PDF). Associação Mineira de Silvicultura - AMS. Consultado em 27 de abril de 2015 
  2. «G1 Notícias». Sistema Globo - Portal G1. 22 de agosto de 2013. Consultado em 27 de abril de 2015 
  3. FSC. «FSC Certificate or registration». FSC. Consultado em 27 de abril de 2015 
  4. InterTV dos Vales (24 de julho de 2015). «Projeto Mutum - InterTV MG». Afiliada Rede Globo. Consultado em 27 de abril de 2015 
  5. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. «Fazenda Macedônia - ICMBIO». ICMBIO - Ministério do meio Ambiente. Consultado em 27 de abril de 2015 
  6. Redação (12 de abril de 2015). «Jornal Diário do Aço - Projeto Mutum». Jornal Diário do Aço. Consultado em 27 de abril de 2015 
  7. ICMBIO. «ICMBIO». ICMBIO. Consultado em 27 de abril de 2015