Ponta da Madeira

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Ponta da Madeira
Terminal de Ponta da Madeira
visto da Baía de São Marcos
Localização
País  Brasil
Localização São Luís
 Maranhão
Detalhes
Proprietário Vale S.A.
Projeto Carajás, 1980. O programa Grande Carajás foi criado pela Companhia Vale do Rio Doce durante o governo do presidente João Batista Figueiredo. Imagem do Fundo da Companhia Vale do Rio Doce Sociedade Anônima.

O Terminal Marítimo de Ponta da Madeira é um porto privado[1] pertencente à Companhia Vale do Rio Doce, adjacente ao porto de Itaqui, e próximo à cidade de São Luís e defronte à Baía de São Marcos, no Maranhão, nordeste do Brasil. Destina-se principalmente à exportação de minério de ferro trazido do projeto Serra dos Carajás, no Pará.

História[editar | editar código-fonte]

O local foi escolhido no lugar do porto de Belém, mais próximo, devido à profundidade natural da baía de São Marcos, de mais de 26m durante a maré baixa, que permitiria minimizar os custos com dragagem para a atracação de navios graneleiros de grande porte; Ponta da Madeira constitui, com o Europoort de Roterdã (local de destino de boa parte dos navios carregados no Terminal), o único conjunto de portos capaz de lidar com navios de 23m de calado, se não contarmos os terminais petroleiros de alto mar (capazes de lidar com navios de até 30m de calado; o maior existente no mundo em janeiro de 2006 é um superpetroleiro de 24.6m).

A vantagem oferecida pela profundidade natural da baía quase foi contrabalançada pela amplitude da maré, que gera fortes correntes e chegou a pôr a pique um navio, pouco antes da estreia do cargueiro gigante Berge Stahl, encomendado especificamente para fazer a rota Ponta da Madeira-Roterdã. Blocos de concreto, denominados molhes, foram colocados em posições estratégicas logrando abater e direcionar as correntes.

O porto possui cinco berços de atracação: Píer 1 , Píer 3 Sul, Píer 3 Norte, Píer 4 Sul e Píer 4 Norte. [2]

Movimentação[editar | editar código-fonte]

Em 2020, o porto de Ponta da Madeira movimentou 191,2 milhões de toneladas.[3][4][5]

É o campeão nacional em movimentação de cargas[3].

Hoje, a CVRD tem planos de diversificar as cargas embarcadas no terminal, em seguida à integração da Estrada de Ferro Carajás com a Ferrovia Norte-Sul. A empresa também negocia com siderúrgicas de diversos países a criação de um grande pólo siderúrgico, aproveitando o minério de ferro e a mão de obra baratos. Este projeto tem sido alvo de críticas de ecologistas e outros que temem que a poluição resultante cause danos à cidade histórica de São Luís, considerada patrimônio da humanidade pela Unesco.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Pela legislação brasileira, "portos" são sempre públicos, enquanto que os portos privados chamam-se "terminais."
  2. «APEM - Associação dos Práticos do Estado do Maranhão». www.apem-ma.com.br. Consultado em 27 de janeiro de 2021 
  3. a b Maximize. «Porto Itaqui é o 11º no ranking geral em movimentação de cargas». Porto Itaqui é o 11º no ranking geral em movimentação de cargas (em inglês). Consultado em 4 de fevereiro de 2018 
  4. Redação, Da. «Terminal Marítimo Ponta da Madeira completa 35 anos com novo patamar de embarque». www.portosenavios.com.br. Consultado em 27 de janeiro de 2021 
  5. «30 anos do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira». www.vale.com. Consultado em 2 de fevereiro de 2018. Arquivado do original em 2 de fevereiro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]