Parque Estadual do Bacanga

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Parque Estadual do Bacanga
Tipo parque estadual
Inauguração 1980 (39 anos)
Geografia
Coordenadas 2° 35' 23" S 44° 16' 10" O
País Brasil

O Parque Estadual do Bacanga foi criado pelo Decreto 7.545 de 2 de Março de 1980, no município de São Luís, no Maranhão, com uma área de 3.075 hectares, entre a margem direita rio Bacanga e a APA da Região do Maracanã.

Um dos seus objetivos é preservar a Floresta Amazônica protetora de mananciais cujas nascentes naturais alimentam a represa do Batatã, um dos principais reservatórios de água de São Luís, responsável pelo abastecimento de cerca de 30% da capital maranhense. Além disso, deve promover o desenvolvimento de atividades científicas, educacionais e recreativas.[1]

Apresenta também manguezais, em ambientes costeiros influenciados pelas marés, e Mata dos Cocais. Algumas espécies de vegetais encontradas são o angelim, a embaúba, o buriti e o babaçu.[2]

Na fauna, encontram-se animais como bicho-preguiça, cotias e várias espécies de aves, como o pica-pau amarelo, maracanã-do-buriti e gavião-da-calda-branca.[2]

Embora seja considerado como um verdadeiro “pulmão” de São Luís, sua conservação encontra um grande desafio, pois em suas proximidades estão os complexos viário, penitenciário, aeroviário, ferroviário, portuário, o distrito industrial, a universidade federal e as torres de energia da Eletronorte. O parque sofre constante pressão populacional, em razão da ocupação urbana e expansão dos bairros no seu entorno, com mais de 400 mil habitantes, incluindo o eixo Itaqui-Bacanga-Centro-Zona Rural.[3]

A destruição de nascentes e o assoreamento dos rios tem provocado grave redução da represa do Batatã, o que pode prejudicar o abastecimento urbano da cidade.[3]

Sítio do Físico[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Sítio do Físico

Dentro do parque está situado um importante sítio arqueológico, o Sítio do Físico, aberto à visitação pública. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).[4]

Foi construído entre o fim do século XVIII e início do XIX, próximo ao Igarapé do Coelho (afluente do rio Bacanga). Seu proprietário era o Físico-mor da então Capitania Geral do Maranhão, Antônio José da Silva Pereira. O local abrigou a primeira indústria da região, com o beneficiamento do couro, arroz e ainda a fabricação de cera e cal. Após a morte do físico, em 1817, passou a fabricar fogos de artifícios. [4]

Além da residência do físico, faziam parte do conjunto: curtume, fornos, conjunto de tanques, poços, armazéns, cais, laboratório, rampas, telheiros e canalizações com caixa de distribuição para os tanques. Também foram encontrados vários padrões de azulejos, do período pombalino.[4]

Sambaqui do Bacanga[editar | editar código-fonte]

Os sambaquis foram assentamentos pré-coloniais deixados por populações pescadoras-coletoras-caçadoras no litoral brasileiro. Também foram encontrados na área do parque do Bacanga.[5]

Como importante sítio arqueológico da ocupação humana da ilha há 6 mil anos, é marcante a presença de uma grande quantidade de cerâmica associada a vestígios de alimentos, como conchas, vértebras de peixes e ossos de mamíferos. Desse modo, é possível interpretar seu modo de vida e cultura, relacionada a ambientes litorâneos e de manguezais. [5]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências