Cajati (São Paulo)

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Município de Cajati
Bandeira de Cajati
Brasão de Cajati
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 19 de maio de 1991 (25 anos)
Gentílico cajatiense
Lema Liberadade e igualdade
Prefeito(a) Luís Henrique Koga
(2013–2016)
Localização
Localização de Cajati
Localização de Cajati em São Paulo
Cajati está localizado em: Brasil
Cajati
Localização de Cajati no Brasil
24° 44' 09" S 48° 07' 22" O24° 44' 09" S 48° 07' 22" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Litoral Sul Paulista IBGE/2015[1]
Microrregião Registro IBGE/2015[1]
Municípios limítrofes Eldorado, Jacupiranga, Barra do Turvo.[2]
Distância até a capital 232 km[3]
Características geográficas
Área 454,436 km² [4]
População 28 372 hab. Censo IBGE/2010[5]
Densidade 62,43 hab./km²
Altitude 75 m
Clima subtropical Cwb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,694 médio PNUD/2010[6]
PIB R$ 634 437 000,00 IBGE/2012[7]
PIB per capita R$ 22 463,51 IBGE/2012[7]
Página oficial
Prefeitura www.cajati.sp.gov.br
Câmara www.camaracajati.sp.gov.br

Cajati é um município brasileiro do estado de São Paulo localizado no Litoral Sul Paulista. Sua economia em 2012 foi de 634,437 milhões de reais, serviços e comércio geraram R$ 275,535 milhões (43,4%), a produção de banana[8] (126.000 toneladas) e a de palmito[8] (4.800 toneladas), arrecadaram R$ 56,7 milhões e R$ 19,2 milhões, respectivamente, mais da metade dos R$ 109,412 milhões (17,2%) gerados com a agricultura. A mineração de apatita, níquel, água mineral e cal pelas empresas Vale, Cimpor e Fosbrasil, geraram para a indústria R$ 186,862 milhões (29,5%), contribuindo muito para o desenvolvimento do município, que arrecadou R$ 62,628 milhões (9,9% do PIB[7]) em impostos naquele mesmo ano. Aproximadamente 73,0% da população mora na zona urbana.

História[editar | editar código-fonte]

A história do município de Cajati tem a sua origem na segunda década do século XIX, com a chegada, no Porto de Cananéia, de alguns jovens portugueses, dentre eles, Matias de Pontes. Na sua busca por ouro, Matias e um índio chamado Botujuru foram desbravando e explorando a mata, passando por locais onde ninguém jamais havia andado. 

Matias queria conhecer a região, porém Botujuru, ao contrair malária, veio a falecer. Ele foi o primeiro ser humano de que se tem conhecimento a ser enterrado no lugar. Matias e outros apossaram-se de duas glebas de terras: o acampamento e outra localizada rio acima, onde havia uma pequena queda d´água, que por essa razão, passou a se chamar Cachoeira. Logo à frente, estava a Serra do Guaraú. 

Outros lugares formam denominados por ele e permanecem até hoje com a mesma nomenclatura: 

Pouso Alto: pelo fato de dormirem numa árvore por medo de feras; 

Barra do Azeite: por encontrarem enorme pedra, na qual um garrafão de azeite de mamona foi quebrado; 

Lavras: por terem sido encontrados vestígios de pessoas que já haviam passado e lavrado uma canoa. 

No entanto, foi no século XX que suas terras obtiveram maior evidência, quando se descobriu a possibilidade de exploração das jazidas locais, situadas, sobretudo, no Morro da Pedra Cata-Agulha.  

Na década de 1930, o Brasil tinha grande falta de cimento e fertilizantes e suas necessidades eram atendidas por importação. A comprovação de existência de calcário e apatita nas rochas de um vulcão extinto, feita pelo Engenheiro de Minas do Instituto Geográfico e Geológico de São Paulo, Dr. Theodoro Knecht, levou o Grupo Moinho Santista, que na naquela época fabricava apenas tecidos, a pedir autorização ao governo brasileiro para explorar o calcário das jazidas locais. Em 1939, período em que se iniciaram as atividades de lavras de apatita, a Serrana S/A de Mineração construiu uma vila de operários no local onde havia apenas casebres de trabalhadores dos bananais. 

Foi necessário construir uma estrada de ferro, que levasse a apatita da mina pela margem esquerda do Rio Jacupiranga, à sede do município. Numa segunda etapa, era transportada até ao Porto de Cubatão em Cananéia e, em seguida, levada em barcos até Santos, para depois seguirem por ferrovia, até chegar a São Paulo. 

Mas foi a partir da Segunda Guerra Mundial que a exploração de minérios assumiu maior importância no crescimento da região. O distrito de Cajati foi criado em 30 de novembro de 1944, no povoado de Corrente, território do município de Jacupiranga, por sua vez fundado em 1864. 

Seu desenvolvimento, contudo, foi bastante lento devido à dificuldade de comunicação, comum às cidades daquela região. Assim, somente em 30 de dezembro de 1991 Cajati emancipou-se de Jacupiranga, tornando-se município autônomo.  

Origem do nome: Árvore de folhas oblongas (Tupi-Guarani) 

Fundadores: Índio Botujuru e o português Matias de Pontes 

 

Ciclovia e BR-116. Cajati, São Paulo. REF:http://www.cajati.sp.gov.br/novo_site/

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

Cajati foi elevado à categoria de Distrito de Jacupiranga em 13/06/1944, pelo decreto-lei estadual nº 14334, de 30-11-1944.

Em 19/05/1991, foi realizado Plebiscito para Emancipação Político-Administrativa, tendo votação favorável de 95% dos eleitores. No dia 31/12/1991, o Diário Oficial do Estado publicou a Lei Estadual nº 7664, criando o Município de Cajati.[1]

 

Entrada da Prefeitura de Cajati, SP REF: http://www.cajati.sp.gov.br/novo_site/

Turismo[editar | editar código-fonte]

Há muitos eventos como rodeios trilhas, paraquedismo, voos de asa delta, cinema e teatro, também há espaço para o ecoturismo, com cachoeiras, rios e montanhas onde se pode saltar de paraquedas, ou simplesmente curtir o visual.

Os idosos também têm seu espaço garantido, com academias da terceira idade em diversos pontos da cidade, além dos centros de lazer e cultura onde podem se reunir para dançar, jogar e curtir.

Praça do Idoso - Cajati, SP Ref: http://www.cajati.sp.gov.br/novo_site/

Em Cajati, há três praças, uma localizada na entrada da cidade no bairro Vila Vitória, outra no centro em frente da estação rodoviária e outra localizada no centro também, em frente da portaria da Vale Fertilizantes. Essas duas últimas praças contam com um palco em seu centro para que haja apresentações culturais e musicais.

Praça da Bíblia, localizada no centro da cidade de Cajati, São Paulo. Construída em frente da Estação Rodoviária, possui amplo espaço para o lazer, um palco para apresentações e conta ainda com sinal aberto e gratuito de internet wireless. Foto: Ximene Hebling

Administração[editar | editar código-fonte]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

O mês mais quente do ano é Fevereiro com uma temperatura média de 34 °C. A temperatura média em Julho, é de 19.8 °C. É a temperatura média mais baixa de todo o ano. 52 mm refere-se à precipitação do mês de Agosto, que é o mês mais seco. O mês de maior precipitação é Janeiro, com uma média de 246.8 mm. A diferença entre a precipitação do mês mais seco e do mês mais chuvoso é de 194.8 mm. As temperaturas médias, durante o ano, variam 13.02 °C.

Gráfico climático para Cajati
J F M A M J J A S O N D
 
 
247
 
34
21
 
 
220
 
34
22
 
 
191
 
33
21
 
 
104
 
31
18
 
 
86
 
28
15
 
 
82
 
27
13
 
 
68
 
27
13
 
 
52
 
29
14
 
 
97
 
29
16
 
 
113
 
30
17
 
 
110
 
32
19
 
 
168
 
33
21
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: cpa.unicamp.br [9]

Demografia[editar | editar código-fonte]

População estimada em 2015: 28.962[10]

Dados do Censo - 2010
População
residente
Densidade demográfica (hab./km²): 62,43
Situação do domicílio X Sexo
Total Urbana Rural
Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres
Pessoas 28.372 14.328 14.044 20.720 10.331 10.389 7.652 3.997 3.655
Percentual 100,0 50,5 49,5 73,0 36,4 36,6 27,0 14,1 12,9
Fonte: SIDRA IBGE - 2010[11]


Distribuição da população por sexo, segundo os grupos de idade

+ de 100 anos 1
0,0%
0,0%
1
95 a 99 anos 5
0,0%
0,0%
3
90 a 94 anos 18
0,1%
0,1%
26
85 a 89 anos 44
0,2%
0,2%
51
80 a 84 anos 100
0,4%
0,4%
127
75 a 79 anos 206
0,7%
0,7%
197
70 a 74 anos 294
1,0%
0,9%
269
65 a 69 anos 388
1,4%
1,3%
360
60 a 64 anos 457
1,6%
1,5%
414
55 a 59 anos 608
2,1%
2,0%
562
50 a 54 anos 695
2,4%
2,4%
669
45 a 49 anos 820
2,9%
2,8%
792
40 a 44 anos 903
3,2%
3,0%
862
35 a 39 anos 1.006
3,5%
3,6%
1.017
30 a 34 anos 1.152
4,1%
4,1%
1.176
25 a 29 anos 1.091
3,8%
4,0%
1.148
20 a 24 anos 1.097
3,9%
4,0%
1.146
15 a 19 anos 1.360
4,8%
4,7%
1.322
10 a 14 anos 1.587
5,6%
5,3%
1.500
5 a 9 anos 1.343
4,7%
4,3%
1.226
0 a 4 anos 1.153
4,1%
4,1%
1.176
Homens
Mulheres
Fonte: IBGE - Pirâmide Etária - Cajati (SP) - 2010[12]


Informações Eleitorais[editar | editar código-fonte]

Histórico Demográfico Eleitoral
Eleitores
cadastrados
Ano
Comparecimentos Votos
Aceitos  % Válidos  %
13.279 1992 11.516 86,72 9.882 74,41
13.522 1994 11.074 81,89 8.753 64,73
15.467 1996 12.599 81,45 11.662 75,39
15.983 1998 12.232 76,53 9.791 61,25
17.909 2000 15.134 84,50 14.157 79,04
18.356 2002 14.164 77,16 12.571 68,48
20.981 2004 17.385 82,86 16.341 77,88
21.725 2006 16.614 76,47 15.596 71,78
22.293 2008 17.668 79,25 16.784 75,28
22.630 2010 16.603 73,36 15.631 69,07
23.293 2012 17.884 76,77 17.004 73,00
23.436 2014 16.782 71,60 15.640 66,73
Fonte: Fundação SEADE[13]

Religião[editar | editar código-fonte]

Doutrina Percentual Número
Evangélicos 43,11% 12 231
Católicos 29,89% 8 480
Sem Religião 22,32% 6,332
Cristã (Outras) 1,81% 514
Espírita 1,32% 374
Fonte: IBGE 2010[14]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 27 de junho de 2016. 
  2. «Divisão Territorial» (PDF). Mapa Municipal Estatístico. 17 de junho de 2011. Consultado em 26 de junho de 2016. 
  3. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 26 de junho de 2016. 
  4. IBGE (05 de julho de 2015). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° PR-02 (R.PR-2/16). Consultado em 30 de julho de 2016. 
  5. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 26 de junho de 2016. 
  6. «Atlas do Desenvolvimento Humano». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 26 de junho de 2016. 
  7. a b c «Produto Interno Bruto dos Municípios 2008-2012». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 26 de junho de 2016. 
  8. a b «SIDRA IBGE - Tabela 1613 - Área destinada à colheita, área colhida, quantidade produzida, rendimento médio e valor da produção da lavoura permanente». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 4 de julho de 2016. 
  9. «Clima dos Municípios Paulistas - Cajati». Centro de Pesquisas Metereológicas e Climáticas Aplicadas a Agricultura. Consultado em 2 de julho de 2016. 
  10. «IBGE - Estimativas de população para 1º de julho de 2015». Consultado em 9 de julho de 2016. 
  11. «SIDRA IBGE - Tabela 608 - População residente, por situação do domicílio e sexo». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 2 de julho de 2016. 
  12. «IBGE - Pirâmide Etária - Cajati (SP) - 2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 2 de julho de 2016. 
  13. «Histórico Demográfico Eleitoral». Fundação SEADE-SP. Consultado em 3 de julho de 2016. 
  14. «SIDRA IBGE - Tabela 2103 - População residente, por situação do domicílio, sexo, grupos de idade e religião - 2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 2 de julho de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]