Lages

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Lages
  Município do Brasil  
Região central da cidade
Região central da cidade
Símbolos
Bandeira de Lages
Bandeira
Brasão de armas de Lages
[[Brasão|Brasão de armas]]
Hino
Apelido(s) "Capital Nacional do Turismo Rural [carece de fontes?]"
"Princesa da Serra [carece de fontes?]"
Gentílico lageano
Localização
Localização de Lages em Santa Catarina
Localização de Lages em Santa Catarina
Lages está localizado em: Brasil
Lages
Localização de Lages no Brasil
Mapa de Lages
Coordenadas 27° 48' 57" S 50° 19' 33" O
País Brasil
Unidade federativa Santa Catarina
Região metropolitana Lages
Municípios limítrofes Bocaina do Sul, Bom Jesus (RS), Capão Alto, Campo Belo do Sul, Correia Pinto, Otacílio Costa, Painel, Palmeira, São Joaquim, São José do Cerrito
Distância até a capital 224 km
História
Fundação 22 de novembro de 1766 (253 anos)
Aniversário 22 de novembro
Administração
Prefeito(a) Antonio Ceron (PSD, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 2 644,313 km²
População total (estimativa IBGE/2018[2]) 157 743 hab.
Densidade 59,65 hab./km²
Clima Temperado (Cfb)
Altitude 916 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,770 alto
PIB (IBGE/2011[4]) R$ 5 010,201 mil
PIB per capita (IBGE/2011[4]) R$ 19 214,26

Lages é um município do estado de Santa Catarina, na região sul do Brasil. É sede da Mesorregião Serrana e da Região Metropolitana de Lages, apresentando a maior extensão territorial dentre os municípios catarinenses. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 157 743 habitantes.[2]

Assentamento fundado no século XVIII pelo bandeirante português Correia Pinto, como estalagem tropeira (para a rota entre Rio Grande do Sul e São Paulo)[5] às margens do rio Carahá, em um planalto coberto por floresta de araucária[6] e com altitude média de 900 m (propiciando a ocorrência de neve[7]). Integrou a República Juliana e foi seu último município-membro.[8] É a terra natal de Nereu Ramos, único presidente do Brasil nascido em Santa Catarina.

Na contemporaneidade se estabeleceu como o polo econômico da serra catarinense,[9] e nesta cidade houve o início do turismo rural no Brasil.[10][11] Diversas pessoas afluem a Lages para a Festa Nacional do Pinhão, os campi acadêmicos (da universidade do Estado de Santa Catarina e da universidade do Planalto Catarinense) e o aeroporto de Lages.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Sua primeira denominação foi Campos de Lajes. Lages recebeu esse nome porque havia muita pedra laje (arenito) na região.[12] A denominação religiosa de Lages foi Vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lajes.[12] Esse nome homenageia a santa de devoção de Correia Pinto.[12] Em 1960, recebeu o nome de Lages. O atual nome é escrito com a letra g.[12][nota 1]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1728, durante a abertura de uma picada denominada "Estrada dos Conventos" ou de "Araranguá", eixo de ligação entre o litoral de Santa Catarina e a região de Lages, foi encontrado, por Francisco de Souza Faria, construtor da referida estrada, muito gado selvagem. Francisco de Souza Faria observou também uma grande quantidade de cruzes, levantadas provavelmente pelos padres jesuítas. Certamente fazia parte do rebanho que se encontrava na região dos Campos de Vacaria, no Rio Grande do Sul. O gado selvagem, que restou das criações dos jesuítas, também era visto nos extensos campos do limítrofe estado sul-brasileiro.[13]

O ilustre tropeiro Cristóvão Pereira de Abreu, em 1732, viajava no mesmo caminho de Souza Faria, mudando a picada em diversos pontos. Esses fatos ocorreram nos primeiros tempos do século XVIII, quando os primeiros homens se estabeleceram no município, no entanto sem ter uma data precisa.[13]

A certeza histórica é que, durante a chegada do bandeirante paulista (português vindo para o Brasil durante a infância), António Correia Pinto, que fundou Lages, em 22 de novembro de 1766, existia nesses campos, de forma esparsa, fazendeiros, que vieram do Rio Grande do Sul. Aliás, na época, no estado do Rio Grande do Sul, defendia-se a ideia de que fosse o rio Canoas o limite com Santa Catarina e não o rio Pelotas.[13]

D. Luiz Antonio de Souza, Morgado de Mateus, governador de São Paulo, determinou que Correia Pinto se encarregasse da fundação de Lages, objetivando pôr fim às pretensões espanholas, que desejavam aquela área e a expansão territorial da Capitania de São Paulo.[13]

Correia Pinto, que se enriqueceu com a venda de muares levados pelos tropeiros entre o Rio Grande do Sul e as feiras de Sorocaba, já era conhecedor da região de Lages, quando recebeu instruções para a fundação de uma vila naquele local.[13]

Lages, sob a proteção da padroeira Nossa Senhora dos Prazeres, começou no local Taipas, no qual havia uma igreja dos tropeiros. Logo foi abandonado aquele sítio, iniciando-se um núcleo de povoamento próximo ao rio Canoas, mas as águas das enchentes levaram tudo. E somente em 22 de maio de 1771 foi fundada Lages no atual lugar onde é atualmente encontrada, estando à frente o ilustre Correia Pinto.[13]

Por uma série de razões, a começar pela falta de comunicações, a localidade demorou a se desenvolver. Diante dos incessantes ataques dos indígenas, Correia construiu uma represa no riacho, no meio da povoação, no qual as mulheres podiam lavar as roupas, ao evitar dessa forma que, afastadas e divididas de suas casas, fossem expostas aos ataques dos indígenas.[13]

Em 1787-1790, o alferes Antonio José da Costa construiu uma rota de Desterro (atual Florianópolis) até Lages, que seria um dos motivos para que, no ano de 1820, Lages deixasse de ser controlada pela Capitania de São Paulo e fosse jurisdicionado ao governo com sede na ilha de Santa Catarina.[13]

O município foi palco de uma grande quantidade de fatos históricos. Além dos já mencionados, foi participante ativo da Guerra dos Farrapos, chegando os lageanos (em sua quase totalidade partidária dos farroupilhas) a serem os autores da proclamação da República em sua terra. Foi teatro, também, de fatos sanguinários, no tempo da Guerra do Contestado.[13]

Lages da atualidade, conhecida pelo apelido de "Princesa da Serra", é o município de maior extensão territorial de Santa Catarina e é famosa pela criação de gado, por suas madeireiras e lavoura, sendo um dos mais importantes municípios de Santa Catarina pela sua participação econômica.[13]

Criou-se o município em 9 de setembro de 1820, com área de 2.644 km², pertencente à região dos Campos de Lages.[13]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Lages também caracteriza-se por ter altitude elevada, que varia de 884 a 1260 metros (Morro do Tributo) acima do nível do mar. O terreno do perímetro urbano de Lages é bastante acidentado, com a zona central sita a 916 m. Os bairros mais altos estão localizados na região denominada "Cidade Alta", que permite vista panorâmica da cidade.[carece de fontes?]

O município localiza-se na Bacia do rio Canoas, cujos principais rios são Pelotas, Canoas, Lava-Tudo, Da Divisa, Vacas Gordas, Pelotinhas, Dos Macacos, Do Pessegueiro, Caveiras, Piurras, Dois Irmãos e Limitão. O principal curso de água urbano é o Rio Carahá.[carece de fontes?]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Quanto à vegetação, o município de Lages esta inserido no bioma Mata Atlântica, mais especificamente na formação da Floresta Ombrófila Mista, popularmente conhecida como Mata com Araucárias. Nesta região este tipo vegetacional forma mosaicos de campos nativos e florestas. A transição entre estas formações tão distintas é muitas vezes abrupta e o contato do campo com a floresta ocorre tanto em bordas de florestas contínuas, quanto em florestas ripárias ou em capões de mato (manchas florestais insulares inseridas em uma matriz campestre).[14]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é temperado subtropical, com temperatura média de 16 °C. Durante o inverno, o clima é frio, quando as temperaturas podem chegar a -4 °C e sensação térmica de -10 °C. Na região ocorrem fortes geadas e também queda de neve. Já no verão, o clima varia de agradável a quente, as temperaturas podem chegar a 30 °C, podendo haver secas.[carece de fontes?]

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 2017, a menor temperatura registrada em Lages (estação convencional) foi de -6 °C em 14 de julho de 2000,[15] e a maior atingiu 34,5 °C em 9 de janeiro de 2006.[16] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 177 mm em 1º de outubro de 2001. Outros grandes acumulados foram 122 mm em 22 de outubro de 1979 e 117,2 mm em 16 de abril de 1971.[17] O mês de maior precipitação foi julho de 1983, com 671,4 mm.[18]

Dados climatológicos para Lages
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 34,5 34,3 33,2 30,8 27,9 25,6 26,9 31 32,4 32,6 34,4 33,9 34,5
Temperatura máxima média (°C) 26,6 26,4 25,4 22,5 19 17,4 17,1 19,2 19,5 21,6 24 26,1 22,1
Temperatura média compensada (°C) 20,6 20,4 19,4 16,6 13,1 11,6 11,1 12,6 13,9 16,2 18 19,9 16,1
Temperatura mínima média (°C) 16,3 16,3 15,5 12,8 9,2 7,8 7,1 8 9,9 12,4 13,6 15,3 12
Temperatura mínima recorde (°C) 5,4 7 2,3 -0,7 -3,4 -5,8 -6 -4,8 -4 0,2 2,9 3,2 -6
Precipitação (mm) 163 158 120 111,8 126 111,4 181,5 117,5 157,3 191,4 136 133,7 1 707,6
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 12 12 10 8 7 8 9 8 10 11 10 10 115
Umidade relativa compensada (%) 78 79,9 79,8 81,1 83,2 84,8 83,3 79 80 79,9 75,6 75,2 80
Horas de sol 198,5 168,7 180 158,6 149,1 129 143,3 163,3 137,1 150,9 200,9 207,6 1 987
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[19] recordes absolutos de temperatura: 01/01/1961-03/04/2017)[15][16]

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia lageana é basicamente sustentada pela pecuária, agricultura (com destaque para a vinicultura), indústria madeireira (com destaque na produção de papel e celulose) e turismo rural. A economia de Lages sofreu um forte declínio com a redução sistemática da pujança do ciclo da madeira, que teve seu auge até a década de 1950. O município, outrora o maior e mais rico do Estado, teve sua fatia do produto interno bruto estadual bastante reduzida. Novos projetos industriais, desenvolvimento regional sustentável e investimentos no município têm contribuído para que a arrecadação volte a crescer.[carece de fontes?]

Indústria[editar | editar código-fonte]

O parque industrial de Lages consiste, em grande parte, de empreendimentos ligados à cadeia produtiva da madeira, como madeireiras, fábricas de grampos, fábricas de portas, soleiras, batentes e congêneres. Todavia, empresas ligadas ao setor metal-mecânico têm papel importante na geração de emprego e renda do município, especificamente no ramo de peças de tratores e outros veículos terrestres. Ademais, algumas grandes indústrias têm filiais no município, tais como AmBev, Vossko e Klabin. Empresas do ramo têxtil (ramos variados como cortinas, uniformes e roupa íntima) começaram recentemente a instalar-se na cidade, por falta de mão de obra no litoral e Vale do Itajaí.[carece de fontes?]

Setores comercial e de serviços[editar | editar código-fonte]

Coxilha Rica, localidade propícia ao turismo rural

Lages também é um centro regional de comércio. A população de muitos municípios vizinhos encontra um ambiente propício para compras e negócios na cidade, que está sendo alavancado pelo projeto "Centro Lages - Compras e Lazer", que encontra-se em processo de implantação gradual e prevê revitalização da região central da cidade, com padronização de fachadas e humanização dos espaços públicos, priorizando o pedestre, além da implantação de fiação subterrânea. A cidade possui um centro de compras, "Lages Garden Shopping", inaugurado em novembro de 2014, com presença de salas de cinema. No inverno, o comércio é bastante fortalecido com o turismo rural e com a Festa Nacional do Pinhão, o segundo maior evento gastronômico e cultural de Santa Catarina, atrás da Oktoberfest de Blumenau.[carece de fontes?]

Turismo rural[editar | editar código-fonte]

É conhecida como a "Capital Nacional do Turismo Rural". O turismo rural em Lages iniciou no ano de 1984, na Fazenda Pedras Brancas, pioneira da modalidade no Brasil. Fazendas centenárias da região começaram a adaptar-se para receber visitantes e turistas que queriam conhecer o estilo de vida campesino, com ordenhas, plantios, gastronomia "serrana", etc.[carece de fontes?]

Similares pelo contato com a natureza, também são visitados o "Parque Ecológico Municipal" (com 2,3 milhões de metros quadrados, estabelecido em 1997 no perímetro urbano, onde se pode encontrar espécies ameaçadas de extinção como a gralha-azul, além de 14 espécies migratórias) e o "Salto do Rio Caveiras".[carece de fontes?]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

BR-282 em Lages

A cidade possui uma extensa malha viária, com mais de 600 quilômetros de vias, porém sendo cerca de 50% sem pavimentação. O sistema viário é regular, em formato de grelha, com várias avenidas interligando todos os pontos da cidade. A avenida Belizário Ramos é a principal da cidade, às margens do rio Carahá, contornando a região central e estendendo-se às áreas periféricas da cidade. A BR-282 (que liga a cidade à BR-101 e ao oeste do estado) foi rebaixada, e as avenidas que cruzam esta rodovia agora percorrem viadutos. Outras rodovias incluem a BR-116 (liga a cidade ao Paraná e ao Rio Grande do Sul; cruza a cidade na região chamada "Cidade Alta", onde se localiza o "Distrito Industrial", sendo então muito utilizada pelas indústrias para escoar a produção) e a SC-114 (antiga SC-438, que liga o município à São Joaquim, e antiga SC-425, que liga o município à BR-470). Em 2014, a frota veicular de Lages já ultrapassava a marca de 95 000 veículos circulando nas ruas.[carece de fontes?]

Transporte coletivo[editar | editar código-fonte]

Atualmente conta com uma empresa de transporte coletivo urbano, a Transul, que opera em 30 linhas na cidade, distribuídas através de um terminal no bairro Centro. Diariamente são transportadas cerca de 25 mil pessoas, em aproximadamente 60 veículos disponibilizados pela empresa.[carece de fontes?]

Dispõe do "Terminal Rodoviário Dom Honorato Piazera", localizado no bairro Universitário. Possui cerca de 20 plataformas, e opera dezenas de linhas para várias regiões do Brasil. O terminal foi inaugurado em 1992, substituindo o antigo terminal rodoviário da década de 1950, ao lado.[carece de fontes?]

Lages é servida pelo "Aeroporto Antônio Correia Pinto de Macedo", localizado no bairro do Guarujá, na região leste da cidade. Desde junho de 2016 é servido por uma ligação diária para Campinas (Viracopos) pela Azul Linhas Aéreas. Sua pista tem 1.530 metros de comprimento.[carece de fontes?]

Saúde[editar | editar código-fonte]

"Colégio Industrial" ao centro

O município é um dos principais centros clínicos de Santa Catarina. Além da Serra Catarinense, a estrutura de saúde de Lages atende pacientes do Oeste, Meio-Oeste e do Alto Vale do Itajaí. É composta por 30 unidades de atendimento do SUS (sendo 25 na área urbana e 5 rurais), 5 hospitais (sendo 3 públicos e 2 privados), 1 policlínica municipal e 1 pronto-atendimento municipal.[carece de fontes?]

Educação[editar | editar código-fonte]

Lages é um centro regional de educação, recebendo alunos de vários estados brasileiros. Possui várias instituições de ensino superior (UDESCcampus III, UNIPLAC, UNIASSELVI — FAMELAGES, IFSC) e técnico (SENAI, SENAC, CEDUP Renato Ramos da Silva), além das escolas de educação básica e infantil.[carece de fontes?]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Paço municipal em primeiro plano com a Catedral de Lages ao fundo

A cidade se desenvolveu em torno de um eixo entre o adro da Catedral de Lages e o "Tanque" (agora denominado de "Parque Jonas Ramos"), este último edificado em 1771 por ordem de Correia Pinto, que mandou cercar de taipas a fonte de água do local para proteger as lavadeiras da vila do ataque de índios e animais. À época a fonte era chamada de "Minas de Água", e hoje existe um chafariz nas proximidades. Em torno do adro se locam a Catedral Diocesana Nossa Senhora dos Prazeres (concluída em 1922 pelos padres franciscanos com blocos de pedra arenito, típica da região) e a sede da prefeitura municipal de Lages, inaugurada em janeiro de 1901 — o prédio segue a arquitetura italiana e também foi construído com blocos de pedra-laje de arenito. Ao longo deste eixo se encontra o Grupo Escolar Vidal Ramos ("Colégio Rosa"), inaugurado em 1912 como o quarto colégio instituído pelo governo catarinense. Atualmente é patrimônio estadual tombado, não exercendo mais suas atividades escolares desde 2011, quando foi desativado. A edificação foi restaurada e presentemente abriga um centro cultural e o Memorial Nereu Ramos.[carece de fontes?]

A maioria da população é cristã católica, expressa pela Catedral e pelo Morro da Cruz, que possui uma escadaria com 500 degraus, construída em homenagem aos 500 anos do Brasil. No alto do morro há uma gruta para orações, que à noite é iluminada, juntamente com a escadaria. No período pascoal, ocorrem romarias pela escadaria em direção à gruta. A despeito da maioria católica, há uma mesquita, mantida pela Sociedade Islâmica de Lages, fundada em 1977. Foi a primeira a ser construída em Santa Catarina e a quinta no Brasil, visando a comunidade de imigrantes do Líbano, Palestina, Jordânia e Síria.[carece de fontes?]

Escudo do Inter de Lages

Dentre os museus se destaca o Museu Histórico Thiago de Castro, contendo o maior acervo documental particular de Santa Catarina. Fundado em 1943, iniciou suas atividades em 1960, dispondo de aproximadamente 1 900 objetos, 15 000 documentos e 2 000 fotografias dos séculos XVIII e XIX, bem como de armas usadas em guerras e lutas regionais. O principal teatro da cidade é o Teatro Marajoara, iniciado em 1947 e inaugurado em 1948 com a denominação de "Cine Teatro Marajoara". Caracteriza-se pelo estilo arquitetônico art déco.[carece de fontes?]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Na área desportiva, Lages é a cidade-sede do Clube Atlético Lages e do Esporte Clube Internacional de Lages (campeão catarinense de 1965), dedicados ao futebol. No xadrez, a Fundação Municipal de Esportes desenvolve projeto de categorias de base nos bairros da cidade. Há a prática de voo livre e parapente a partir do Morro da Cruz.[carece de fontes?]

Bairros[editar | editar código-fonte]

Lages conta com 70 bairros:[carece de fontes?]

  • Araucária
  • Área Industrial
  • Bates
  • Beatriz
  • Bela Vista
  • Bom Jesus
  • Boqueirão
  • Brusque
  • Caça e Tiro
  • Caravágio
  • Caroba
  • CDL
  • Centenário
  • Centro
  • Cidade Alta
  • Chapada
  • Conta Dinheiro
  • Copacabana
  • Coral
  • Cruz de Malta
  • Dom Daniel
  • Ferrovia
  • Frei Rogério
  • Gethal
  • Gralha Azul
  • Guadalupe
  • Guadalajara
  • Guarujá
  • Habitação
  • Ipiranga
  • Jardim Celina
  • Jardim das Camélias
  • Jardim Panorâmico
  • Maria Luiza
  • Morro do Posto
  • Morro Grande
  • Nossa Senhora Aparecida
  • Passo Fundo
  • Penha
  • Petrópolis
  • Pisani
  • Ponte Grande (Jardim Cepar)
  • Popular
  • Pradinho
  • Pró-Morar
  • Restinga Seca
  • Sagrado Coração de Jesus
  • Santa Catarina
  • Santa Cândida
  • Santa Clara
  • Santa Helena
  • Santa Maria
  • Santa Mônica
  • Santa Rita
  • Santo Antônio
  • São Cristóvão
  • São Francisco
  • São Luiz
  • São Miguel
  • São Paulo
  • São Pedro
  • São Sebastião
  • Triângulo
  • Tributo
  • Universitário
  • Várzea
  • Vila Comboni
  • Vila Maria
  • Vila Mariza
  • Vila Nova
  • Vista Alegre

Notas

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 12 de setembro de 2018 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 15 de fevereiro de 2014 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2014». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 10 de junho de 2014 
  5. «Lages - História». 2015. IBGE. Consultado em 30 de dezembro de 2018 
  6. «Visão da Biodiversidade da Ecorregião Florestas do Alto Paraná» (PDF). WWF. Consultado em 26 jul. 2012 
  7. «Neve é registrada em mais de 80 cidades em Santa Catarina». G1. 23 de julho de 2013 
  8. COSTA, Gustavo Marangoni da, Entre contrabando e iniquidades: outros aspectos da República Juliana — Laguna — 1836-1845, Florianópolis, UFSC, 2006.
  9. «Modelagem hidráulica dos eventos de inundações em Lages (SC)» (PDF). Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais. 2015. VI Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental. Consultado em 30 de dezembro de 2018 
  10. «Lages». Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte (Santa Catarina). Consultado em 30 de dezembro de 2018 
  11. «Rica em história e com boa estrutura, Lages é apontada como capital da Serra». 11 de maio de 2013. O Sol Diário. Consultado em 30 de dezembro de 2018 
  12. a b c d Carneiro, Márcio Matos (2006). Origem dos nomes dos municípios de Santa Catarina. Blumenau: Nova Letra. p. 104 
  13. a b c d e f g h i j k El-Khatib 1970, p. 54.
  14. BOLDRINI, I. I.; et al. (2009). Biodiversidade dos Campos do Planalto das Araucárias. Brasília: Ministério do Meio Ambiente 
  15. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Lages». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 17 de julho de 2015 
  16. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Lages». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 17 de julho de 2015 
  17. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Lages». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 17 de julho de 2015 
  18. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Lages». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 2 de maio de 2014 
  19. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 13 de maio de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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