Los Hermanos

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Los Hermanos
Los Hermanos em 2005.
Informação geral
Origem Rio de Janeiro, RJ
País  Brasil
Gênero(s)
Período em atividade 1997–2007
2009–2010
2012–2015
2019
Gravadora(s)
Integrantes Marcelo Camelo
Rodrigo Barba
Rodrigo Amarante
Bruno Medina
Ex-integrantes Patrick Laplan
Página oficial loshermanos.com.br

Los Hermanos foi uma banda brasileira de rock alternativo formada no Rio de Janeiro em 1997. O som do grupo foi fortemente influenciado por bandas do underground carioca dos anos 1990, tais como Acabou La Tequila, Carne de Segunda e Mulheres Q Dizem Sim, entre outras, e pelo som de bandas estrangeiras como Weezer e Squirrel Nut Zippers.[1][2]

História[editar | editar código-fonte]

1997-98: O início e a repercussão[editar | editar código-fonte]

Até então estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Marcelo Camelo (jornalismo) e Rodrigo Barba (psicologia) formaram uma banda que contrapunha o peso do hardcore com a leveza de letras sobre o amor.[3] Além disso, a banda contava com um saxofonista e, posteriormente, o tecladista Bruno Medina, estudante de publicidade na mesma faculdade, foi incorporado à formação do grupo. Com a entrada dos músicos Rodrigo Amarante (vocais, guitarra e percussão) e Patrick Laplan (baixo) e com a saída de três músicos de sua formação (o trompetista Márcio e os saxofonistas Carlos e Victor), a banda gravou, em 1997 seus primeiros materiais: as demos "Chora" e "Amor e Folia".

As demos repercutiram na cena underground do Rio de Janeiro e, posteriormente, os Los Hermanos foram chamados para tocar no "Superdemos", grande festival de música independente carioca e no festival Abril Pro Rock, de Recife, considerado um dos festivais que mais revelam artistas nacionais.

1999-2001: Los Hermanos e o sucesso[editar | editar código-fonte]

Em 1999, a banda assinou com a gravadora Abril Music e lançou seu primeiro álbum, o homônimo Los Hermanos, que repercutiu entre o público jovem, identificados com as letras estilo Jovem Guarda, misturadas a um conjunto musical influenciado pelo rock, ska e samba.[4] O sucesso do álbum foi puxado pela música "Anna Júlia", escolhida - pela gravadora - como primeiro single do trabalho. O disco foi produzido pelo famoso produtor Rick Bonadio, conhecido por emplacar bandas-fenômenos. Segundo Bonadio, teria sido ele o responsável por convencer os integrantes da banda a inserir a canção na seleção do repertório final do álbum.[5] O single é inspirado numa paixão do produtor da banda e levou a banda não só às rádios de todo o país, mas a eventos diversos, como feiras agropecuárias, estádios de futebol,[6] e micaretas,[7][8] e a tocar para mais de 80 mil pessoas em alguns festivais do país, mesmo com um único disco lançado.[9][10] A banda era presença constante em programas populares de auditório em canais abertos. Em apenas um semestre, "Anna Julia" já figurava nas primeiras posições das principais rádios do país.[11] Seu videoclipe, que contava com a atriz Mariana Ximenes,[12] era constantemente exibido em programas dedicados ao gênero tanto nos canais abertos, como na MTV. Somente naquele ano, Los Hermanos já havia vendido 300 mil cópias[13] e emplacado dois singles na parada de sucesso, como a já citada "Anna Julia" e o segundo single, "Primavera". O álbum emplacou também uma indicação ao Grammy de 2000.

Na entrega do Prêmio Multishow de Música Brasileira 2000, Marcelo Camelo demonstrou estar embaraçado ao ganhar de Chico Buarque na categoria de melhor música, com "Anna Julia". Envergonhado, disse: "Cara, eu não sei nem o que falar. Eu me sinto envergonhado de ganhar um prêmio em uma categoria em que o Chico Buarque esteja competindo".[14]

Em 2001, a música "Anna Júlia" foi gravada pelo ex-beatle George Harrison. Antes de seu falecimento, Harrison se juntou ao vocalista Jim Capaldi, do Traffic, para gravar uma versão em inglês para o sucesso.

2001-02: Bloco do Eu Sozinho[editar | editar código-fonte]

Dois anos depois, em 2001, o grupo lança o álbum Bloco do Eu Sozinho, também pela Abril Music. Algumas das músicas desse álbum, foram tocadas no Rock in Rio III. A banda perdera o baixista Patrick Laplan, alegando divergências musicais, o qual montou sua própria banda, Eskimo. Bloco do Eu Sozinho surpreendeu grande parte do público por ser um álbum (quase) sem resquícios do anterior. Ao som da banda, acrescentaram-se levadas melancólicas do samba, da bossa nova e de outros ritmos latinos. A euforia do primeiro álbum não se repetiu nas vendas e a banda passou a tocar em lugares menores, com a diminuição de seu público. Porém, a partir desse ponto, a banda ganhava um grande aliado em sua caminhada, justamente o público, que se mostrava cada vez mais fiel. Músicas como o primeiro single "Todo Carnaval tem seu Fim", "A Flor", "Sentimental", entre outras, tornaram-se hits à parte do lado comercial. Depois de algum tempo do lançamento, a crítica especializada começaria a elogiar o álbum, que ganhou notoriedade no meio após ter chegado ao conhecimento de todos a divergência que havia entre a banda e a gravadora. O guitarrista Rodrigo Amarante, passou a ter mais espaço na banda, com composições como "Retrato Pra Iaiá", "Sentimental", "Cher Antoine" e "A Flor" (essa com Marcelo Camelo). Seguiram-se ainda participações no "Fordsupermodels" (a banda tocava em um palco, fazendo a trilha sonora para o evento de moda), e no Luau MTV, no qual foram incluídas, em versão acústica, músicas do primeiro e do segundo CD, e que mais tarde seria lançado em DVD.

2003-04: Ventura[editar | editar código-fonte]

Marcelo Camelo na Fnac em 2003.

O ano de 2003 chegava e já na BMG, os Hermanos lançaram o álbum Ventura. Antes chamado de Bonança, foi o primeiro disco brasileiro a "vazar" em sua fase de pré-produção. O terceiro álbum apresentava um Los Hermanos multi-facetado. De "Samba a Dois" ao pop rock de "O Vencedor" ou dos diálogos de "Conversa de Botas Batidas" e "Do Lado de Dentro", Ventura vinha com status do álbum que consolidaria a banda no cenário nacional. O primeiro single, "Cara Estranho", marcou boa presença nas rádios e em premiações de videoclipes. Vieram depois "O Vencedor" e "Último Romance", essa última de Rodrigo Amarante, que assinou 5 das 15 músicas do álbum e passou a se destacar como compositor do cenário. A cantora Maria Rita em seu álbum homônimo, gravou três músicas de Marcelo Camelo: "Santa Chuva", "Cara Valente" e "Veja Bem Meu Bem". Os shows passaram a abrigar uma legião de fãs que passaram a ser a marca registrada da banda. Foi na turnê de "Ventura", que foi registrado o DVD Ao Vivo no Cine Íris, gravado no Rio de Janeiro, com um repertório predominante do álbum. Foi nesta época que a banda gravou a trilha sonora do curta-metragem Castanho, de Eduardo Valente, na qual o estilo do disco ficou muito evidente na primitiva versão de "Conversa de Botas Batidas" e da canção conhecida só por "Tema do Macaco".

Na apresentação da banda no Video Music Brasil (VMB) do ano de 2003, foram apresentados pelo cantor e compositor Caetano Veloso. Ao anunciar a banda, Veloso colocou uma barba ruiva postiça, tal como todos os membros das primeiras filas da premiação. Ato classificado como "mico", pelo tecladista Bruno Medina.[15]

Em janeiro de 2004, a banda se apresentou no programa Domingão do Faustão, da Rede Globo. Durante o programa, a banda tocou a música "Anna Júlia", devido a insistência do apresentador Fausto Silva em dizer que a banda "nunca mais tocara" a canção. A banda recebeu um e-mail de uma fã, questionando e criticando o apresentador. Essa crítica foi rebatida pelo tecladista Bruno Medina, no próprio site da banda.[16]

Em julho de 2004, o vocalista Marcelo Camelo foi agredido pelo vocalista Chorão, da banda Charlie Brown Jr. A agressão ocorreu na sala de desembarque do aeroporto de Fortaleza e o agressor, chegou a ser detido pela Polícia Federal.[17] Charlie Brown Jr., mesmo enviando uma nota pedindo desculpas pelo acontecimento,[18] foi processado por Camelo e teve que indenizar o cantor da banda carioca por danos morais e ressarcimentos de compromissos cancelados. A agressão ocorreu por causa de declarações de Marcelo Camelo e de Rodrigo Amarante, à revista OI, sobre a então recente campanha publicitária da marca de refrigerantes Coca-cola. Na ocasião, a banda paulista era a contratada e, no vídeo, questionava um rapaz que não estava de acordo com os itens oferecidos no comercial.[19]

2005-07: 4 e hiato[editar | editar código-fonte]

Em 2005 chega o quarto álbum da banda, 4. Produzido por Alexandre Kassin, que assinara os dois últimos, o álbum mostrava um conteúdo mais introspectivo e uma aproximação mais impactante com a MPB. O disco, no entanto, seria considerado "irregular" pela grande crítica. Seja no violão de "Sapato Novo" e na bossa de "Fez-se Mar", ou a predominância de um clima saudoso nas letras de Camelo e Amarante, 4 dividiu novamente o público: a banda estava em mais um novo rumo. O álbum teve como single de bastante repercussão a música "O Vento" do guitarrista Rodrigo Amarante. Seguiram-se a esse single "Condicional" e "Morena", ambas as músicas com clipes lançados ao mesmo tempo.

Em abril de 2007, a banda anunciou um recesso por tempo indeterminado nos trabalhos, alegando o acúmulo de muitos projetos pessoais ao longo de seus dez anos de carreira. Nos dias 8 e 9 de junho de 2007, a banda gravou um CD e DVD ao vivo na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro. O álbum ao vivo foi lançado em agosto de 2008 em parceria com o canal Multishow.

2009-10: Reuniões esporádicas[editar | editar código-fonte]

Mesmo em recesso, a banda realizou duas apresentações no festival Just a Fest, nos dias 20 e 22 de março de 2009, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente. Nos shows, abriu junto com a banda alemã Kraftwerk para a banda inglesa Radiohead.

Em 2010, a banda deu início a uma mini-turnê pelo Nordeste. Os shows em Fortaleza (no Ceará Music), Salvador e Recife foram confirmados por Bruno Medina em sua coluna no portal G1.[20] No mês de Outubro a banda tocou no festival SWU, realizado no interior de São Paulo. Apesar dessa pequena quebra no hiato, nenhuma notícia sobre álbum novo foi confirmada.

2012-15: Turnês[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2011, Bruno Medina publicou em seu blog pessoal, no G1, que em 2012 o Los Hermanos sairía para uma turnê, as datas coincidem com o 15º aniversário da banda.

"Reconheço que, faz uns bons dias, venho pensando sobre a melhor maneira de começar a redigir este post que vocês agora leem; e não era para menos, afinal a mim foi delegada a delicada missão de tornar pública uma notícia que com certeza deixará muitos queixos caídos por aí, a começar pelo meu próprio. Sim, apesar das circunstâncias me envolverem diretamente, foi com surpresa que presenciei o encadeamento de uma série de felizes coincidências, sem as quais nada do que tenho para contar a vocês teria sido possível. Bom, acho que já fiz suspense o suficiente, portanto hora de parar de encher linguiça e ir logo ao que importa. É com enorme satisfação, um certo frio na barriga e a expectativa de despertar alguns sorrisos Brasil afora que anuncio: 2012 será ano de turnê do Los Hermanos!"[21]

A turnê aconteceu em 12 cidades do Brasil.

Em 5 de dezembro de 2014, a banda anunciou dois shows em mais uma reunião dos membros. As apresentações ocorreram em 30 e 31 de outubro de 2015 em comemoração ao aniversário de 450 anos da cidade do Rio de Janeiro. A pedido dos fãs, a banda também fez uma pequena turnê pelo Brasil.

2019: Novo retorno[editar | editar código-fonte]

No fim de dezembro de 2018, os quatro integrantes anunciaram a nova turnê da banda. No ano de 2019, o disco de estreia completa 20 anos. A estreia da turnê é prevista para o dia 5 de abril, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

No dia 30 de março de 2019, a banda fez seu primeiro show desde 2015. No Lollapalooza Argentina, a banda tocou músicas de seus quatro discos.

No dia 2 de abril de 2019, após 14 anos, a banda lança o single "Corre, Corre".

No mês seguinte, na noite do sábado, dia 4, a banda faz grande show no Maracanã e toca 26 músicas, celebrando toda a discografia. O show foi transmitido ao vivo pelo canal pago Multishow.[22]

A turnê conta com um setlist padronizado. Onde alguns shows foram abertos com "A Flor" e terminaram com um encore de "Deixa o Verão", "Azedume" e "Pierrot.".

Segundo o site setlist.fm, no show do Maracanã, o show foi composto por 10 músicas do disco Ventura, 6 músicas do 4, 6 músicas do Bloco do Eu Sozinho, 4 músicas do Los Hermanos (álbum de estreia) e o single "Corre, Corre". Das 27, Marcelo Camelo canta 16, incluindo "A Flor", que conta com a participação de Rodrigo Amarante, que por sua vez, canta 11 músicas do concerto. [23]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Banda de apoio[editar | editar código-fonte]

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Discografia de Los Hermanos

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

Indicações e premiações[editar | editar código-fonte]

Grammy Latino[editar | editar código-fonte]

1999

  • Indicado a Melhor Álbum de Rock Brasileiro com Los Hermanos

2004

  • Indicado a Melhor Álbum de Rock Brasileiro com Ventura

2006

  • Indicado a Melhor Álbum de Pop Contemporâneo com 4

Prêmio Tim de Música Brasileira[editar | editar código-fonte]

2004

  • Indicado a Melhor Disco Pop/Rock com Ventura
  • Marcelo Camelo ainda concorria com Veja Bem Meu Bem (interpretada por Maria Rita), como melhor canção

Prêmio Multishow de Música Brasileira[editar | editar código-fonte]

2000

  • Vencedor do prêmio de Melhor Composição com Anna Julia
  • Vencedor do prêmio de Grupo revelação

2002

  • Indicado ao prêmio de Melhor Disco com Bloco do Eu Sozinho

2004

  • Vencedor do prêmio de Melhor Grupo
  • Indicado para Melhor Disco com Ventura
  • Indicado para Melhor Canção com O Vencedor

2006

  • Rodrigo Amarante vence na categoria Melhor Instrumentista
  • Indicado para Melhor Grupo e Melhor Show
  • Indicado para Melhor Disco com 4
  • Indicado para Melhor Canção com O Vento

MTV Video Music Brasil[editar | editar código-fonte]

2000

  • Vencedor na categoria Melhor Videoclipe de Artista Revelação com Anna Júlia

2002

  • Indicado na categoria Melhor Fotografia com o clipe Todo Carnaval tem Seu Fim

2003

  • Indicado na categoria Direção de Arte com Cara Estranho
  • Indicado na categoria Direção com Cara Estranho
  • Indicado na categoria Videoclipe do Ano com Cara Estranho
  • Indicado na categoria Audiência com Cara Estranho
  • Indicado na categoria Videoclipe de Rock com Cara Estranho

2004

  • Indicado na categoria Direção com O Vencedor
  • Indicado na categoria Edição com O Vencedor
  • Site de Marcos Sketch e Ricardo Brautigam indicado na categoria Melhor Website

2005

  • Indicado na categoria de Melhor Vídeo de MPB com O Vento

2006

  • Blog Hermaniacos indicado na categoria Melhor Website
  • Vencedor na categoria Melhor Vídeo Clipe de MPB com Morena

2007

  • Indicado na categoria Melhor Show

2015

  • Blog O Que Essa Banda Tem?

Um dos maiores geradores de conteúdo da banda é indicado ao Prêmio Top Blog Brasil 2015

Referências

  1. Camelo fala sobre a influência do Acabou La Tequila no som de sua banda / abril de 2003: "Camelo também cita um show que o empurrou para uma musicalidade limítrofe: um concerto da banda Acabou la Tequila, também nos anos 90 - desta última, emergiu o produtor Kassin, hoje referência obrigatória das novas gerações de bandas cariocas. "Nesse show, eles cantaram um samba lindo (Ele cantarola: Chora/Não vou ligar/ Chegou a Hora/ Vais me pagar/ Pode chorar, pode chorar). Trata-se de Vou Festejar (de Jorge Aragão, Dida e Neoci, fundadores do Cacique de Ramos e do Fundo de Quintal, sucessão de Beth Carvalho). "Eu senti ali que era possível unir esse sentimento do samba com coisas como aquelas que o Weezer passava."
  2. DropMusic: Quais as influências da banda? Marcelo Camelo: São muito diversas. Muito mesmo. Somos 4 amigos que se juntaram por todos os motivos menos a afinidade musical. Nunca compartilhamos muita coisa. Eu, por exemplo ouço muito samba, Chico Buarque, Tom Zé, mas ouço The Strokes, Squirre Nut Zippers, Mr Bungle, então é difícil mesmo de colocar no papel. O barba (baterista) ouve Gabriel & Rafaella e Megadeth, por exemplo. A banda chegou ao fim em 2014
  3. Entrevista ao Site Scream & Yell / fevereiro de 2002: "[...] Arquivado em 24 de setembro de 2015, no Wayback Machine. No início da banda a idéia era misturar letras de amor com hardcore. O peso da melodia e a leveza das letras. Foi o mote inicial, por isso o primeiro disco tem essa cara. Mas à medida que começamos a viajar juntos, trocar discos, conversar mais sobre música, isso foi se dissipando. É inevitável que o som mude. Depois de tanto tempo de convívio, tocando juntos, é natural que essa fórmula hardcore, ska, reggae, esteja cansativa. Assim como no terceiro vamos tentar uma coisa diferente. Isso é meio que um cerne da banda, tentar sempre coisas diferentes."
  4. [https://web.archive.org/web/20150924095535/http://www.screamyell.com.br/musica/loshermanosinterview.html Arquivado em 24 de setembro de 2015, no Wayback Machine. Entrevista da banda ao site Scream Yell, à época do lançamento do segundo disco / fevereiro de 2002]: O primeiro disco é permeado pela mistura de ska e hardcore, estilos quase desaparecidos no segundo disco... Amarante (rindo): Vamos fazer um hardcore pra você. Camelo: No início da banda a idéia era misturar letras de amor com hardcore. O peso da melodia e a leveza das letras. Foi o mote inicial, por isso o primeiro disco tem essa cara. Mas à medida que começamos a viajar juntos, trocar discos, conversar mais sobre música, isso foi se dissipando. É inevitável que o som mude. Depois de tanto tempo de convívio, tocando juntos, é natural que essa fórmula hardcore, ska, reggae, esteja cansativa. Assim como no terceiro vamos tentar uma coisa diferente. Isso é meio que um cerne da banda, tentar sempre coisas diferentes.
  5. «Matéria do site da rádio 89 FM comenta a entrevista do produtor Rick Bonadio, cedida à revista Superinteressante, na qual afirma ter produzido o disco da banda e ainda chama o grupo de "bando de playboys da Barra da Tijuca" / janeiro de [[2005]]:"Agora,oii quem foi massacrado mesmo nessa entrevista foi o Los Hermanos. Rick Bonadio confessou que participou da produção do primeiro CD dos caras, mas que não assinou por divergências entre gravadoras. Ele conta que a banda não queria gravar "Anna Julia", mas que insistiu tanto que o som acabou entrando no disco, e fez o maior sucesso. Ainda segundo Rick, o pessoal do Los Hermanos disse que não fazia música pra ter sucesso e mudou de estilo. Revoltado, o produtor declarou que, pra ele, os caras são 'uns playboys da Barra da Tijuca', ao contrário dele, que veio da periferia de São Paulo, ou tantos outros artistas que tiveram de ralar bastante pra chegar onde estão.». Consultado em 30 de agosto de 2008. Arquivado do original em 20 de janeiro de 2009 
  6. Matéria do site Globoesporte sobre a adesão da música "Anna Julia" pela torcida do clube de futebol Vasco da Gama. A matéria traz um email que o vocalista enviou em retribuição ao gesto / janeiro de 2008: As novas torcidas do Rio de Janeiro não param de inovar e criar novas canções. Desta vez, a Guerreiros do Almirante, do Vasco, fez uma versão do hit "Anna Julia", da banda carioca Los Hermanos. A estréia oficial da nova música, que pode ser encontrada no site oficial da GDA, será no primeiro jogo do time da Colina no Campeonato Carioca, contra o Madureira, no domingo, em São Januário.
  7. «Site "Natal Já", comentando a participação de trios elétricos no carnaval de 1999, na cidade de Natal. O nome da música é grifado de maneira incorreta. / dezembro de [[1999]]: "O bloco trouxe uma novidade este ano para o Carnatal. Ao invés das tradicionais camisetas ou mortalhas, o abadá usado foi uma camisa com botões, baseada no uniforme dos jogadores de basebol. Muito bonito e criativo. A banda Pimenta Nativa animou os foliões mesclando canções e ritmos, como por exemplo: Mulher de Fases, da banda Raimundos, e Ana Júlia -- da banda Los Hermanos. Músicas de muito sucesso entre os adolescentes.». Consultado em 30 de agosto de 2008. Arquivado do original em 21 de janeiro de 2009 
  8. «cities.com/SoHo/Easel/8723/carnaval2000.html Ricardo Tacioli comenta a participação dos hits [[Anna Julia]] e [[Mulher de Fases]] no carnaval do estado da Bahia, em 2000 / março de [[2000]]: "Acentuando a crise pela qual passa a axé music, uma das músicas mais tocadas neste reinado momino (apesar do 'impeachment' sofrido pelo Rei Momo Édicles Calmon, afastado por problemas judiciais/criminais) foi "Anna Júlia", sucesso absoluto dos cariocas Los Hermanos. E ao seu lado, "Mulher de Fases", dos Raimundos, ambas em questionáveis versões axé. E para salgar o sofrimento do gênero, o pagode baiano (com o titular Harmonia do Samba calibrando sucessos como "Vem Neném", "Desafio" e "Agachadinho", todas com coreografias personalizadas) é o estilo mais requisitado nas rádios."». Consultado em 2 de maio de 2019. Arquivado do original em 5 de agosto de 2013 
  9. «ou www.dosol.com.br/2008/08/06/memoria-entrevista-com-os-marcelo-camelo-em-abril-de-2002 Entrevista de Marcelo Camelo à época do lançamento do segundo disco da banda / abril de 2002». Consultado em 30 de agosto de 2008. Arquivado do original em 8 de agosto de 2010 
  10. «Entrevista da banda ao site Scream Yell, à época do lançamento do segundi disco / fevereiro de 2002». Consultado em 22 de julho de 2008. Arquivado do original em 24 de setembro de 2015 
  11. Declaração de Bruno Medina, em seu blog / agosto de 2008
  12. ocities.com/chispbr/mariana_ximenes Biografia da atriz / Agosto de 2008.
  13. Matéria com entrevista ao site Scream Yell / Fevereiro de 2002 Arquivado em 24 de setembro de 2015, no Wayback Machine..
  14. http://multishow.globo.com/especiais/premio-multishow-2012/videos/2094878.htm
  15. Matéria da Revista Veja sobre os Los Hermanos, comentando o ato de Caetano Veloso / Outubro de 2003: "Caetano Veloso até vestiu uma barba postiça, à la Los Hermanos, para apresentar o grupo na mais recente premiação da MTV. "Foi um gesto até bonito, mas ele não precisava pagar aquele mico", diz o tecladista Bruno Medina".
  16. Email de uma fã da banda e resposta de Bruno Medina sobre a apresentação no programa Domingão do Faustão / janeiro de 2004: "Juliana (23 anos, Recife/PE) Na verdade nao é bem uma pergunta, é mais um desabafo! Sei q essa historia de gravadora é chata pra caramba, quem manda é ela e tal. Mas sinceramente fiquei decepcionada com aquela apariçao bizarra de vcs no Faustao!!!!!! E acho q nao fui a unica, estou representando varios fãs desapontados! :( Depois de tantas coisas legais q vcs fizeram, ir pra Faustao pra cantar Anna julia foi PESSIMO!! O pior é q eu sei q vcs também acharam! Bom! É isso! espero vcs dia 30 aqui em Recife. Um beijao! 'Resposta do Bruno': Não fomos obrigados por ninguém a ir no Faustão, fomos porque achamos que seria uma boa oportunidade para a banda. Na verdade pensamos que ir ou não a um programa de tv não deveria importar tanto porque nada vai mudar no que somos ou o que fizemos a partir dessa experiência. Participar de um programa como o do Faustão significa levar nossas músicas e nossas opiniões para um grande público que é excluido naturalmente por não ter tv a cabo, onde aparecemos com maior frequência. Como diz o ditado não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos, portanto mesmo que não tenha sido a participação dos sonhos acho ainda sim que foi positivo. Muita gente confunde opinião com rebeldia, oposição ou postura. O Los Hermanos será o Los Hermanos em qq lugar que vá. Se ir ao Faustão significa para alguns ter menos afeto pela banda ou desacreditar tudo que já foi dito ou feito por nós, realmente só posso lamentar. Porque para revolucionar alguma coisa é preciso primeiro estar inserido nela. Ninguém ressalta o fato de que para alguns pode ter representado uma esperança ver uma banda como nós na Globo, num domingo no meio da tarde. Isso significa que vencemos e não que fomos vencidos. Pois se existe interesse em nossa banda por parte de um programa de grande audiência provamos para todos aqueles que duvidavam de nossa capacidade que somos sim uma banda viável.
  17. Matéria da Folha de S.Paulo sobre a agressão / julho de 2004: O líder da banda Charlie Brown Jr., Alexandre Magno Abrão, o Chorão, acertou uma cabeçada no nariz e um soco no olho do vocalista e guitarrista do grupo Los Hermanos, Marcelo Camelo, no aeroporto de Fortaleza.
  18. Chorão pede desculpas a Camelo / julho de [ligação inativa]2004: O vocalista do Charlie Brown Jr., Chorão, pediu desculpas para Marcelo Camelo dos Los Hermanos, porém, Marcelo Camelo não se comoveu com o arrependimento de Chorão e continua com a idéia de processá-lo pela agressão sofrida no último dia 2 em Fortaleza.
  19. Declarações à Revista OI e nota da assessoria de imprensa da banda carioca / julho de 2004 Arquivado em 11 de maio de 2013, no Wayback Machine.: ORepúdio parece ser a palavra que melhor descreve nosso sentimento diante dessa barbaridade. Agora cumprimos nossa agenda previamente marcada e as medidas cabíveis serão tomadas no seu devido tempo.
    • Em 2012 se reuniram na turnê da banda por todo o país para comemorar os 15 anos da banda.
  20. Então… - G1
  21. Bruno Medina, G1, 15/11/2011
  22. «Los Hermanos transformam amistoso de luxo em clássico no Maracanã». O Globo. 5 de maio de 2019. Consultado em 5 de maio de 2019 
  23. https://www.setlist.fm/setlist/los-hermanos/2019/estadio-do-maracana-rio-de-janeiro-brazil-5b90ff4c.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]