Indie rock

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Indie rock
Origens estilísticas
Contexto cultural Início dos anos 80, Estados Unidos e Reino Unido
Instrumentos típicos Vocal
Guitarra
Baixo
Bateria
Sintetizador
Popularidade Alta a nível mundial a partir dos anos 2000
Formas derivadas Grindie, Britpop
Subgêneros
Garage punk, Noise rock, Twee pop, Grindie, Power pop, Post-punk revival, Queercore, Noise pop, Folk punk, Dance-punk, New Weird America, Pop barroco, New prog, Garage rock, Lo-fi, Sadcore, C86, Math rock, Shoegaze
Formas regionais
Inglaterra - Irlanda -Escócia - País de Gales - Estados Unidos - Canadá - Suécia - Japão

Indie rock (também conhecido como rock independente ou simplesmente indie) é um subgênero do rock originário dos Estados Unidos e Reino Unido, surgido na década de 1970.

Originalmente usado para descrever gravadoras independentes, o termo "indie" tornou-se associado à um estilo musical e foi inicialmente usado como sinônimo de rock alternativo e pop rock. Na década de 1980, o uso do termo "indie" (ou "indie pop") começou a mudar sua referência e começou a ser usado para descrever o estilo musical produzido em selos punk e pós-punk.

Na década de 1990, durante o nascimento do grunge e o renascimento do punk, bandas de britpop no Reino Unido se tornaram populares, e o termo "alternativo" perdeu seu significado cultural original.

O termo "indie rock" passou a ser associado às bandas e gêneros musicais que permanecessem dedicados ao seu status independente. No final da década de 1990, o indie rock desenvolveu vários subgêneros e estilos relacionados, incluindo: lo-fi, noise pop, emo rock, slowcore, pós-rock e math rock. Na década de 2000, as mudanças na indústria da música e a grande importância da internet permitiram que uma nova onda de bandas de rock indie alcançassem o sucesso no mainstream, levando a questionamentos sobre seu significado como termo.

História[editar | editar código-fonte]


Dhani Harrison, um artista de indie rock

No Reino Unido, e talvez no mundo inteiro, a primeira banda a prescindir de uma gravadora e que lançou um disco totalmente independente foi a banda punk Buzzcocks, com o EP Spiral Scratch em 1976. As paradas musicais indie por lá vêm sendo compiladas desde o início da década de 1980. Inicialmente ela tratava de bandas que emergiram do punk e outras formas alternativas do rock. Tais bandas eram caracterizadas meramente por lançarem álbuns por pequenas gravadoras, independente da cena musical em vigor. Apesar disso, o termo indie começou a ser associado com o estilo de rock alternativo baseado majoritariamente em guitarras que dominavam a parada, particularmente artistas de indie pop como Aztec Camera e Orange Juice, o movimento C86 e os artistas da Sarah Records. As bandas que marcaram o estilo na década de 1980 foram The Smiths, New Order, The Stone Roses, The Jesus and Mary Chain, Happy Mondays e My Bloody Valentine que influenciaram diretamente os movimentos alternativos de rock da década de 1990 como o shoegaze e o britpop. De fato, é bastante comum para os britânicos denominarem qualquer forma alternativa de música como indie ao invés de alternativo.

Nos Estados Unidos, a música normalmente denominada indie rock descende da cena de rock alternativo influenciada pelo punk rock e hardcore punk da década de 1970 e início dos anos 1980. Nos anos 80 o termo indie rock foi particularmente associado à bandas com um som forte e distorcido como Hüsker Dü, Dinosaur Jr., Pixies, Sonic Youth, Pavement e Big Black.[1] Durante a primeira metade da década de 1990, o rock alternativo liderado por bandas do movimento grunge como Nirvana e Pearl Jam explodiram para o público geral, alcançando sucesso comercial. Logo após, o gênero alternativo tornou-se comercializável, atraindo grandes gravadoras a investirem em formas pró-comerciais com um apelo conservador.

Na década de 2000, o gênero indie rock foi mudando para um estilo mais rápido, com uma cena undeground, tirada de bandas como Nirvana e outros timbres grossos, de guitarras limpas e sem distorção, em alguns casos, um som até mais "gritado", como é ouvido em bandas como The Strokes. Ainda não pode discutir se Queens of the Stone Age se define como indie rock, pois eles usam o lado stoner rock com frequência. O movimento indie foi bastante forte na Inglaterra, com o surgimento das bandas Arctic Monkeys, Kasabian, Franz Ferdinand, Travis, Kaiser Chiefs, entre outras. Essas bandas são considerados o indie pesado, com influências do britpop e do rock clássico inglês. Radiohead, Oasis, The Verve e U2 influenciaram bastante essas bandas. Também possui representantes na Europa, como é o caso da banda islandesa Sigur Rós. Com letras de diversos sentidos e interpretações, elas ganharam notoriedade por uma diversificação de indie rock, Franz Ferdinand com o lado mais disco e funk, com algumas canções punk, Kaiser Chiefs com o gênero punk mais britpop, Travis apenas britpop, Arctic Monkeys garage rock e assim por diante. Até que essas bandas podem ser confundidas com a banda Gogol Bordello, porém essa não é indie e sim gypsy punk.

As bandas Coldplay, Imagine Dragons, Snow Patrol e Keane, e cantores como Aqualung também são indie rock, mas voltados ao piano e o timbre puxado para o folk britânico e post-britpop. Enquanto isso, The Black Keys e Kings of Leon são indie também, mas tem um som parecido com o blues, como The Black Keys e Country como Kings of Leon. A banda Kings of Leon foi até southern rock em início de carreira. Não são consideradas bandas indie: Muse, 30 Seconds to Mars, Lifehouse, Train, OneRepublic e The Fray, porém eles têm um toque mais rock alternativo, power pop e pop rock do que para o indie. Algumas canções do Muse e Panic! At the Disco fazem referência ao indie rock.

Depois de 2005, o crescimento massivo de bandas indie aumentaram, porém com um som diferente do indie antes de 2005. Surgem bandas que ganham fama nessa época como Two Door Cinema Club, Vampire Weekend, Haim, Hozier, Passion Pit, MGMT, The Vaccines e a famosíssima banda Arctic Monkeys, que teve seu primeiro album lançado em 2006, Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, as quais bandas que ainda possuiam um som similar ao antigo indie, mas com toques de guitarras mais rápido, e com influências psicodélicas tiradas do anterior, mais o afrobeat e o dance-rock. De 2010 em diante, ganham novas formas de indie pop e indietronica, surgiram artistas como: The Neighbourhood, Foster the People, Mumford & Sons, Neon Trees, Fun., Florence + the Machine, Gotye, Passion Pit, Woodkid, Walk the Moon, Matt & Kim, Grouplove, Imagine Dragons, The Lumineers, Of Monsters and Men, The Naked and Famous, Wallows, dentre outras, e cantoras como Charlotte Gainsbourg e Paloma Faith, marcando a evolução da música indie para folk, electronica, rock alternativo, menos psicodelia e mais pop rock. Nessa época surgem cantores não indie como Alex Clare, Adele, Phillip Phillips, Macklemore & Ryan Lewis, que fazem parte da nova era muiscal de 2010 em diante.

Com isso, o significado da denominação alternativo mudou de sua forma original, uma contra-cultura, para uma cultura comercialmente bem sucedida e apelativa ao grande público, enquanto o termo indie rock passou a denominar bandas e gêneros que permaneceram na cena "underground". Ao mesmo tempo, veio uma massiva onda de popularização do indie rock a partir de 2012, onde com o álbum AM (álbum) conseguiram ganhar dois prêmios do Brit Awards de 2014. Junto a eles, também temos a popularização do The Neighbourhood que conquistou uma legião de fãs com os singles "Daddy Issues" e "Sweather Weather".

No Brasil[editar | editar código-fonte]

A sonoridade do Indie rock é muito presente no estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Entre os principais nomes do indie destacam-se bandas como O Terno, Pato Fu, A Banda Mais Bonita da Cidade, Supercombo, Far From Alaska, Inky, Garotas Suecas, CSS, Apanhador Só e Vivendo do Ócio,[2] dentre outras, e músicos como Tiago Iorc, Beatriz Pereira, David Ballot, Tiê,[3] Saulo Haikal,[4] Thiago Pethit, Canvas e China.[5] Da região norte do país as bandas mais importantes dessa vertente são a Orbe [6] e mais recentemente a banda Versalle que ficou em 3º lugar em um reality show realizado pela TV Globo.

Uma das discussões presentes no caso do Indie Rock no Brasil, é a íntima ligação com a MPB, podendo até mesmo ser um subgênero dessa. Sob a ótica da produção independente, qualquer banda ou artista pode ser considerado indie, sem a associação com o estilo musical presente. Ocorre que a grande maioria dos artistas mistura gêneros musicais, e obviamente aproxima-se dos outros estilos presentes no país. Outra observação é de que a música indie é, de forma geral, mais facilmente "palatável", ou seja, com tons suaves e mais fácil de ser ouvida por qualquer pessoa.

Subgêneros[editar | editar código-fonte]

Sempre foi uma tarefa difícil saber se uma banda era de Indie Rock ou não. O Indie Rock pode ser tanto um tipo de Folk quanto um estilo de hardcore. Abaixo estão classificados os estilos:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • «ABMI»  - Músicos Independentes Brasileiros