Fanzine

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Fanzine é a aglutinação de fanatic magazine (expressão da língua inglesa que significa "revista de fanático"). É, portanto, uma revista editada por um . Trata-se de uma publicação despretensiosa, eventualmente sofisticada no aspecto gráfico, podendo enfocar assuntos como histórias em quadrinhos (banda desenhada), ficção científica, poesia, música, feminismo, vegetarianismo, veganismo, cinema, jogos de computador, jogos eletrônicos, etc.

Embora essa manifestação midiática seja comumente relacionada aos jovens, há produtores e leitores de fanzines em quase todas as faixas etárias. Fanzines com qualidade profissional são chamados de "semiprozines".[1][nota 1] Uma biblioteca de fanzines é chamada de "fanzinoteca".[2]

História[editar | editar código-fonte]

Página do fanzine "Science Fiction: The Advance Guard of Future Civilization", trazendo o conto ilustrado The Reign of the Superman de Jerry Siegel e Joe Shuster, 1933
Capa do fanzine Imagination de Forrest Ackerman, janeiro de 1938, arte de Jim Mooney.

As origens das publicações de fãs são obscuras, mas podem ser traçadas, pelo menos, de volta aos grupos literários do século XIX nos Estados Unidos que formaram Amateur Press Associations (APA)[3] para publicar coleções de histórias, poesia e comentários amadores, como a United Amateur, que teve o escritor H.P. Lovecraft como membro.[4]

Quando Hugo Gernsback publicou a primeira revista de ficção científica, Amazing Stories, em 1926, permitiu que a sessão de cartas divulgasse endereços de leitores, que passaram a trocar correspondências.[5]

Em 1929, aos 14 anos, Jerry Siegel criou um dos candidatos a primeiro fanzine de ficção científica dos Estados Unidos, Cosmic Stories, um publicação produzida de forma amadora pelo próprio Siegel usando uma máquina de escrever e um hectógrafo.[6]

Em 1930, a Science Correspondence Club produziria The Comet em Chicago.[7] O fanzine era editado por Raymond A. Palmer e Walter Dennis.[2] Não havia muita profissionalização ou estudo do que estava acontecendo à época - o termo fanzine, cunhado para designar essas publicações amadoras, só surgiria em outubro de 1940, assim denominado por Russ Chauvene.[2]

As histórias em quadrinhos eram citadas e discutidas já no final dos anos 1930 nos fanzines de ficção científica. A primeira versão do Superman (um vilão careca) apareceu em 1933 na terceira edição do fanzine "Science Fiction: The Advance Guard of Future Civilization", de Jerry Siegel e Joe Shuster, num conto ilustrado chamado The Reign of the Superman. Mais tarde, o personagem seria reformulado como um herói para o formato de histórias em quadrinhos.[5] O repórter Forrest Ackerman foi uma homenagem a um colaborador de mesmo nome, que mais tarde ser tornaria um editor de quadrinhos e ficção científica.[5]

As revistas eram distribuída através dos correios para outros fãs de ficção científica, numa época em que essas histórias ainda eram considerados um gênero inferior e marginalizado da literatura.[6]

Em 1937, surge a Fantasy Amateur Press Association (Associação de Impressão Amadora de Fantasia), criada por Donald A. Wollheim, uma Amateur Press Association ou (APA)[8] é conhecida por produzir "apazines", fanzines apenas para um pequeno grupo membros, um contraponto aos genzines fanzines para o público em geral.[9] Em um apazine, os membros são obrigados a enviar uma quantidade de material para continuar recebendo a publicação.[10]

Em outubro de 1947, Malcolm Willits e Jim Bradley lançaram The Comic Collector's News, o primeiro fanzine de quadrinhos. Em 1952, Ted White havia mimeografado um panfleto de quatro páginas sobre Superman, e James Taurasi emitiu, durante um curto período, o Fantasy Comics. Em 1953, Bhob Stewart publicou The EC Fan Bulletin, um fanzine sobre a editora EC Comics, notória pelos quadrinhos de terror e ficção científica. Poucos meses depois, Stewart, White e Larry Stark produziram Potrzebie, planejado como um jornal literário de comentário crítico sobre a EC por Stark. Entre a onda de fanzines sobre a EC que se seguiu, o mais conhecido era Hoo-Hah!, de Ron Parker.[11]

Depois disso, surgiram fanzines dos seguidores das revistas satíricas editadas por Harvey Kurtzman: Mad, (que passou a ser o foco da EC após ser perseguida pelas histórias de terror e ficção científica)[12] Trump e Humbug. Editores destes fanzines incluíram futuras estrelas do quadrinhos underground como Jay Lynch e Robert Crumb.[13]

Em 1960, Richard e Pat Lupoff lançaram seu fanzine de ficção científica e quadrinhos, Xero.[14] Na segunda edição, "The Spawn of M.C. Gaines", de Ted White, foi o primeiro de uma série de artigos analíticos e nostálgicos sobre quadrinhos por Lupoff, Don Thompson, Bill Blackbeard, Jim Harmon e outros sob o título "All In Color For A Dime". Em 1961, surge Alter Ego, de Jerry Bails, dedicada aos heróis fantasiados, tornou-se um ponto focal para fandom des quadrinhos de super-heróis e é, assim, às vezes erroneamente citado como o primeiro fanzine de quadrinhos.[11]

O uso dos fanzines foi marcante na Europa, especialmente na França, em 1962, foi lançado o fanzine Giff-Wiff do Club des bandes dessinées, o fanzine contou a presença de entusiastas dos quadrinhos como o jornalista Francis Lacassin e o diretor Alain Resnais, posteriormente tornou-se uma revista profissional e o clube mudou o nome para Centre d'études des littératures d'expression graphique.[14] os fanzines também foram importantes durante os movimentos de contracultura de 1968.[15]


Em meados da década de 1960, vários fãs de ficção científica e quadrinhos reconheceram um interesse compartilhado pelo rock, dando origem a fanzines de rock. Paul Williams e Greg Shaw foram dois fãs do ficção científica transformados em editores de fanzines de rock. Crawdaddy de Williams! (1966) e os dois fanzines criados por Shaw, Mojo Navigator (1966) e Who Put the Bomp (1970), estão entre os fanzines de rock mais importantes.

Os fanzines também são geralmente (de forma errônea) indicados como tendo aparecido no movimento punk, devido ao uso marcante de fanzines pelo movimento. Essas publicações começaram ser conhecidas apenas como "zines".[16]


Em 1955, o Prêmio Hugo, premiação para obras de fantasia e ficção científica, incluiu uma categoria para fanzines[17] e em 1984, uma para semiprozines.[18]

O psicólogo Fredric Wertham publicou em 1973 o livro The World of Fanzines,[7] onde afirma que eles são "válidos e construtivos", ironicamente, anos antes, o médico havia publicado Seduction of the Innocent (1954), onde afirmava que os quadrinhos, sobretudo os da EC, eram má influência aos jovens.[19]


Com o progresso da tecnologia de impressão profissional, a tecnologia dos fanzines também progrediu. Fanzines iniciais eram ou datilografados em uma máquina de escrever manual ou redigidos à mão e impressos utilizando técnicas de reprodução primitivas. Apenas um pequeno número de cópias podia ser feita em um momentoː por isso, a circulação era extremamente limitada.[20]

Fanzines no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o termo fanzine é genérico para toda produção independente. Houve uma distinção entre fanzines (feitos por fãs) e produção independente (produção artística inédita), mas a disseminação do termo "fanzine" fez com que toda a produção independente no Brasil fosse denominada fanzines.[21]

Os primeiro fanzines do país surgiram no 1965, são eles: O Cobra, "Órgão Interno da 1.ª Convenção Brasileira de Ficção Científica" realizada entre 12 e 18 de Setembro de 1965 em São Paulo, lançado pela recém-fundada Associação Brasileira de Ficção Científica.[22] e Ficção (Boletim do Intercâmbio Ciência-Ficção Alex Raymond), fanzine dedicado as histórias em quadrinhos criado por Edson Rontani em 12 de Outubro de 1965 em Piracicaba, em São Paulo. Este fanzine trazia textos informativos e uma interessante relação de publicações brasileiras de quadrinhos desde 1905.[2] Ainda em 1965, a Associação Brasileira de Ficção Científica publicaria o Dr. Robô.[22] Na época, o termo que definia produção independente era "boletim".[23]

No estado do Rio Grande do Sul, Oscar Kern foi o criador do fanzine de histórias em quadrinhos "Historieta" em 1972. Ele continha artigos, republicações de histórias brasileiras e revelação de novos talentos. Foi o primeiro a ser vendido em banca de jornal. Pela Press Editorial, Kern também criou o Confraria dos Dinossauros com Valdir Damaso, fanzine que republicava histórias da Era de Ouro dos Quadrinhos.[24] A esses fanzines com quadrinhos de décadas anteriores, deu-se o nome de "fanzines de nostalgia". Dentro dessa categoria, também estão: Quadrix, de Worney Almeida de Souza; e O Grupo Juvenil, de Jorge Barwinkel.[2]

Em agosto de 1984, o Quadrix abrigou edições dedicadas produzidas pela Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações (Abrademi), em novembro do mesmo ano, a entidade lançou aquele que é considerado o primeiro fanzine dedicado a anime e mangá do Brasil, o Clube do Mangá, inspirado em uma publicação do artista japonês Shotaro Ishinomori, publicado antes de ser famoso.[25][26] O Quadrix também foi responsável pela republicação da tira brasileira A Garra Cinzenta[2] de Francisco Armond (roteiro) e Renato Silva.[27].


Em São Paulo, onde a cena de rock e underground era forte nos anos 1980 e os jovens se reuniam em frente à "Woodstock Discos" no Vale do Anhangabaú em busca de informações sobre as bandas e novidades dos estilos que então surgiam e hoje entraram para a história, surgiram os primeiros fanzines feitos de maneira mais eclética. Um deles, inclusive, tinha este nome: Ekletik. Neles, havia entrevistas, artigos sobre lançamentos, turnês, críticas sociais, grafite - então uma novidade - e, assim, criando uma rede que, com o advento da internet no início do século XXI, apenas aumentou, migrando para os blogues.

Cesar R.T. Silva publicou (juntamente com José Carlos Neves e Mário Dimov Mastrotti) o fanzine Hiperespaço desde 1983, abrindo caminho para o aumento de fãs de ficção científica no país. Em 1985, com a fundação do Clube de Leitores de Ficção Científica em São Paulo, foi lançado o Somnium, fanzine (e, em alguns momentos, um semiprozine) com notícias do Clube e do gênero no Brasil e no mundo, além de contos, resenhas e ilustrações. Outro fanzine de ficção científica a surgir na década de 1980 foi o Megalon, criado por Marcello Simão Branco e Renato Rosatti em 1987.[23]


Na década de 1980, jogadores de RPG fotocopiavam livros importados e distribuíam entre si, esse período do RPG no país ficou conhecido como Geração Xerox.[28]

Em 1993, surge o Informativo de Quadrinhos Independentes de Edgard Guimarães, cujo objetivo era listar as publicações brasileiras independentes, a proposta foi ampliada e passou a abrigar também matérias, resenhas e publicações de quadrinhos autoriais, com o tempo, passou a se chamar Quadrinhos Independentes, posteriormente, QI - Quadrinhos Independentes e, finalmente, QI.[29]

Em 1994, surge o fanzine de RPG Pergaminho, coeditado pelo cearense J.J Marreiro, onde publicava a HQ Zhorn,[30] dois anos depois, lançou o fanzine Manicomics em parceria com Daniel Brandão e Geraldo Borges[31]

Em 1995, é lançado o livro Almanaque De Fanzines: O Que São, Por Que São, Como São de Bia Albernaz e Maurício Peltierl.[32][33]

Inspirados na Comiket, convenção japonesa de dōjinshis (os fanzines japoneses).[34], surgiram no país convenções de fanzines ligados a eventos de anime/mangáː é o caso da "Fanzinecon"[35] realizada na Animecon[36] e Fanzine Expo, realizada no Anime Friends.[37]

Diante da grande produção de fanzines no Brasil, diversas iniciativas vêm sendo tomadas com o objetivo de registrar a produção nacional. Foi criada a Fanzinoteca de São Vicente, que se tornou a segunda maior fanzinoteca do mundo por seu acervo de edições catalogadas. Em 2004, foi lançado o Catálogo oficial da Fanzinoteca de São Vicente contendo dados de mil fanzines nacionais.[38]

Em 2011, foi lançado o Anuário de Fanzines, Zines e Publicações Alternativas, obra que catalogou 120 títulos independentes produzidos no país.[39]

Fanzines em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, fizeram sucesso, nos anos 1980, alguns fanzines vocacionados para a cultura pop e rock e ligados ao meio literário alternativo. Destacam-se, no período, os fanzines portugueses Anarcopunks, que tinham a música como foco central, mas não dispensavam a crítica política e social.

No final da década de 1990, surgem vários títulos de fanzines que ultrapassam os limites do papel e procuram marcar o leitor com experiências sensoriais, recorrendo a texturas (alcatifas, papéis de parede, solas de chuteira...), cheiros (óleo de linhaça, perfumes Ach. Brito...) e a apêndices (postais, fragmentos de performances, recortes, fotografias...).

Fanzines diversos

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. No Brasil se popularizou o termo prozine, mas ele na verdade se refere a revistas profissionais.

Referências

  1. Justine Larbalestier (2002). The Battle of the Sexes in Science Fiction. [S.l.]: Wesleyan University Press. 256 páginas. ISBN 9780819565273 
  2. a b c d e f Henrique Magalhães (2013). Marca da Fantasia, ed. O rebuliço apaixonante dos fanzines - 3a. edição. [S.l.: s.n.] ISBN 978-85-7999-077-9 
  3. The First 100 Years: In the Beginning...
  4. [http://www.hplovecraft.com/life/biograph.aspx Howard Phillips Lovecraft: The Life of a Gentleman of Providence]
  5. a b c Gerard Jones. Homens do Amanhã - geeks, gângsteres e o nascimento dos gibis. [S.l.]: Conrad Editora, 2006. 85-7616-160-5
  6. a b Tom Andrae, Geoffry Blum e Gary Coddington (Agosto de 1983). «Of Supermen And Kids With Dreams». Estados Unidos: Fantagraphics Books. Nemo: The Classic Comics Library (2). 1 páginas  (Arquivo do site americano "Superman Through the Ages")
  7. a b Andraus, Gazy (2014). «Los fanzines de historietas en Brasil y su situación histórico-social de la génesis a la actualidad». Cuba: Editorial Pablo de la Torriente. Revista Latinoamericana de Estudios sobre la Historieta (em espanhol). 4 (16) 
  8. John Cheng (2012). Astounding Wonder: Imagining Science and Science Fiction in Interwar America. [S.l.]: University of Pennsylvania Press. 247 páginas. ISBN 9780812206678 
  9. Amazing Stories, Volume 43. [S.l.]: Ultimate. 1969. 131 páginas 
  10. Uma Princesa Asteca entre os Incas…
  11. a b Bill Schelly (2010). Founders of Comic Fandom: Profiles of 90 Publishers, Dealers, Collectors, Writers, Artists and Other Luminaries of the 1950s and 1960s. [S.l.]: McFarland. 9780786457625 
  12. Sérgio Codespoti (8 de maio de 2008). «Quando a nomenclatura faz a diferença». Universo HQ. Consultado em 16 de maio de 2010 
  13. Maremaa, Thomas (2004). "Who is this Crumb?". In Holm, D. K. R. Crumb: Conversations. University Press of Mississippi. pp. 16–33. ISBN 978-1-57806-637-7.
  14. a b Henrique Magalhães (2013). «Fanzines pelo mundo». Histórias em Quadrinhos e Práticas Educativas - O Trabalho com Universos Ficcionais e Fanzines. [S.l.]: Editora Criativo. pp. 58–59 
  15. La France marginale, Irène Andrieu, Albin Michel (1975), à propos d'Actual-Hebdo deMicberth.
  16. Nécio Turra Neto (2004). Enterrado vivo: identidade punk e território em Londrina. [S.l.]: Scientific Eletronic Library Online e Editora UNESP. 107 páginas. 9788539302765 
  17. Thomas D. Clareson, ed. (1971). SF: The Other Side of Realism. [S.l.]: Popular Press. 348 páginas. ISBN 9780879720230 
  18. David Langford (2009). Starcombing. [S.l.]: Wildside Press LLC. 204 páginas. ISBN 9780809573431 
  19. William Christensen e Mark Seifert (1997). «Anos terríveis». Editora Globo. Wizard (7) 
  20. O Grande barato de editar um fanzine
  21. Gazy Andraus e Sonia M. Bibe Luyten. hedra, ed. Cultura pop japonesa. 2005. [S.l.: s.n.] 67 páginas. ISBN 9788587328892 
  22. a b Roberto de Sousa Causo. Editora UFMG, ed. Ficção científica, fantasia e horror no Brasil, 1875 a 1950. 2003. [S.l.: s.n.] 297 páginas. ISBN 9788570413550 
  23. a b Roberto de Sousa Causo (16 de julho de 2011). «Súdito do fanzinato». Portal Terra 
  24. Marcelo Naranjo (1 de outubro de 2007). «Historieta: muito mais que um fanzine». Universo HQ. Consultado em 20 de maio de 2010 
  25. Os primeiros passos, o primeiro fanzine Clube do Mangá e as aulas
  26. Sonia M. Bibe Luyten (1991). Mangá: o poder dos quadrinhos japoneses. [S.l.]: Estação Liberdade. 23 páginas 
  27. Raquel Cozer (11 de junho de 2011). «O Mistério do Garra Cinzenta». O Estado de São Paulo 
  28. Ana Alayde Saldanha e José Roniere Morais Batista. «A Concepção do Role-Playing Game (RPG) em Jogos Sistemáticos» (PDF). Universidade Federal da Paraíba/Scielo 
  29. Henrique Magalhães (Fevereiro de 2010). «Top! Top!». João Pessoa: Marca de Fantasia / UFPB (26): 46-47. ISSN 2177-1391 
  30. Resenha: Zohrn Compendium #1 e 2
  31. Entrevista: JJ Marreiro
  32. Editora carioca cataloga fanzines brasileiros e lança almanaque
  33. Dez considerações para professores que desejam trabalhar com as histórias em quadrinhos (Parte III - Final)
  34. Alexandre Nagado (19 de Abril de 2002). «O bê-a-bá do mangá». Omelete 
  35. Peixoto Silva, Sérgio (2002). «Comic Market - A Maior Feira de fanzines do mundo». Editora Trama. Anime EX (20): 8-11 
  36. AnimeCon 2009 neste fim de semana em São Paulo
  37. Fanzines serão destaque na Anime Friends
  38. Marcelo Naranjo (6 de abril de 2005). «Fanzinoteca São Vicente abre inscrições para 2ª Mostra de fanzines». Universo HQ. Consultado em 23 de abril de 2010 
  39. Marcelo Naranjo. (14/03/2011) Conheça o Anuário de Fanzines, Zines e Publicações Alternativas. Universo HQ
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