QI (fanzine)

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QI
Editor Edgard Guimarães
Equipe editorial Worney Almeida de Souza[1]
Luiz Antônio Sampaio
Luigi Rocco[2]
Frequência bimestral
Editora independente
Marca de Fantasia (e-zine)
Categoria fanzine sobre histórias em quadrinhos
País Brasil
Idioma português brasileiro
Formato A5
Encadernação lombada com grampos
Fundação 1993
Fundador(a) Edgard Guimarães
Primeira edição 1993
http://marcadefantasia.com/revistas/qi/qi.html


QI ou Quadrinhos Independentes, originalmente intitulado Informativo de Quadrinhos Independentes é um fanzine brasileiro bimestral criado em 1993 por Edgard Guimarães, que tem como seu principal tema as histórias em quadrinhos.[3]


Antecedentes e contexto[editar | editar código-fonte]

Edgar Guimarães conheceu os fanzines e publicações independentes em uma matéria da revista Eureka da Editora Vecchi na década de 1970, na mesma publicação, tomou contado com os fanzines Opar Boletim de Luiz Antônio Sampaio, Pica-Pau de Armando Sgarbi e Historieta de Oscar Kern, chegando a colaborar com esses dois últimos.[2]

Em 1982, lançou o seu primeiro fanzine, Psiu, um fanzine publicado em impressão off-set.[2]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Em 1992, Edgard Guimarães ficou sabendo que a Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC - ESP) dirigida por Worney Almeida de Souza, pretendia fazer um adzine, nome dado a um catálogo de divulgação de fanzines.[4]


Em janeiro de 1993 lançou o Projeto Independente, atuando na edição, divulgação e vendas de edições independentes,[5] em parceria com Worney, lançou o Informativo de Quadrinhos Independentes, para editar e imprimir, adquiriu uma fotocopiadora, publicando obras como O Duelo de Laudo Ferreira, Homo Eternus de Gazy Andraus, Sinfonia da Essência de Edgar Silveira Franco, e Contos de Daniel HDR.[5]

No final da década de 1990, um editor de São Paulo encomendou uma revista sobre fanzines, apesar de pronto, o material foi recusado, em 2000, publicou como uma revista de 36 páginas chamada Fanzine, que foi dado como brinde na edição 42 do QI.[5]


A partir da edição 41 (novembro/dezembro de 1999), o escopo do fanzine foi ampliado para também trazer matérias e resenhas sobre quadrinhos e publicação de quadrinhos autorais, como lvo, escrita por ele e ilustrada por Luigi Rocco e Júlio Magalhães[5] e Musashi de Júlio Shimamoto, encartado na edição 90,[6] assumindo o nome de Quadrinhos Independentes, QI - Quadrinhos Independentes e, finalmente, QI.[7] A princípio, o fanzine era gratuito, a partir da edição 41, passou a custar R$ 1,00.[2]

No início da década de 2000, o fanzine ganhou uma edição em e-book[nota 1] publicado no site das Editora Nona Arte de André Diniz.[9]


Em 2001, o Projeto Independente foi encerrado,[5] nesse mesmo ano, foi convidado para o projeto Graphic Talents da Editora Escala, uma revista em formatinho que apresentava um personagem diferente a cada edição, Edgard criou Osvaldo, inspirado em Oswald the Lucky Rabbit, criado por Walt Disney e Ub Iwerks, a série foi desenhada por Antonio Eder, contudo, a revista foi cancelada no ano seguinte,[10] após 16 edições, ainda em 2001, iniciou a publicação de Mundo Feliz entre as edições 50 (maio/junho de 2001) e 65 (2003), em 2002, publicou uma edição encadernada com 15 capítulos de Mundo Feliz.[5]Em 2004, Fanzine foi transformado em um livro publicado pela Marca de Fantasia,[5]

A partir da edição 101 (janeiro/fevereiro de 2010), o QI passou a adotar um sistema de assinatura anual, uma vez que seria publicado através de impressão sob demanda,[2] ainda em 2010 cria o selo EGO (Edgard Guimarães Organizador), publicando o livro Entendendo a Linguagem das HQs, contendo páginas de histórias em quadrinhos usadas para falar sobre as próprias histórias em quadrinhos,[nota 2][11] publicadas nas edições 41 a 100 do QI.[5]

Em 2013 publica o livro Memória do Fanzine Brasileiro, contendo depoimento de editores de fanzines publicados no QI a partir da edição 80, esses depoimentos haviam sido recolhidos em 2002 para um livro em parceria com Henrique Magalhães para uma coleção da editora Opera Graphica.[5]

Em 2016, e-books passaram a ser publicados no site da editora Marca de Fantasia.[12]


O QI ganhou o Prêmio Angelo Agostini de melhor fanzine treze vezes: nos anos de 1995 a 1998, 2000 a 2006 e 2009 a 2011.[13]

Notas

  1. Também chamado de e-zine[8]
  2. Semelhante aos feitos pelo pesquisador Scott McCloud

Referências

  1. QI - Quadrinhos Independentes
  2. a b c d e Magalhães, Henrique (fevereiro de 2010). «Edgard Guimarães por ele mesmo» (PDF). Marca de Fantasia. Top! Top! (26) 
  3. Henrique Magalhães (2005). A mutação radical dos fanzines. João Pessoa: Marca de Fantasia. ISBN 85-87018-44-2 
  4. Ron Frantz. Fandom: Confidential . Mena, Arkansas: Midguard Publishing, 2000, p.53
  5. a b c d e f g h i Edgard Guimarães (2018). Retrospectiva - Edição Comemorativa de 150 números e 25 anos do QI – Quadrinhos Independentes e 36 anos do lançamento de Psiu nº 1 (PDF). [S.l.]: Ego. 36 páginas 
  6. Resenha: Musashi (QI #90)
  7. Henrique Magalhães (Fevereiro de 2010). «Top! Top!». João Pessoa: Marca de Fantasia / UFPB (26): 46-47. ISSN 2177-1391 
  8. Henrique Magalhães (2013). Marca da Fantasia, ed. O rebuliço apaixonante dos fanzines. 3. [S.l.: s.n.] ISBN 978-85-7999-077-9 
  9. Novidades da Nona Arte
  10. Selo Graphic Talents é suspenso temporariamente
  11. Desvendando os Quadrinhos: Edição Histórica 10 Anos
  12. Marca de Fantasia - uma editora em independente
  13. «Tudo sobre o Dia do Quadrinho Nacional e o Troféu Angelo Agostini». Bigorna. 16 de dezembro de 2005 
Bibliografia

Gazy Andraus. «O caso QI - Quadrinhos Independentes: um fanzine como imprensa alternativa de resgate cultural» (PDF). Universidade Federal da Paraíba. Imaginário! (11) 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]