Edgard Guimarães

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Edgard Guimarães
Nome nativo Edgard José de Faria Guimarães
Nascimento 1959 (59 anos)
Brazópolis
Cidadania Brasil
Alma mater Instituto Tecnológico de Aeronáutica
Ocupação artista de história em quadrinhos, educador, académico, professor universitário
Empregador Instituto Tecnológico de Aeronáutica
Magnum opus QI (fanzine)

Edgard José de Faria Guimarães[1] (Brazópolis, Minas Gerais, 1959)[2] é um engenheiro eletrônico, professor universitário, quadrinista, fanzineiro e crítico de histórias em quadrinhos brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Leitor de histórias em quadrinhos desde a infância, publicou sua primeira HQ em 1974 nas página do suplemento Folhinha do jornal Folha de S.Paulo.[2] Ainda na década de 1970, descobriu os fanzine e publicações independentes em uma matéria da revista Eureka da Editora Vecchi, que publicou o endereço de Opar Boletim, um fanzine feito em mimeógrafo por Luiz Antônio Sampaio,[2] em 1979, passa a manter contato com outros fanzineiros como Armando Sgarbi do fanzine Pica-Pau[2] e Oscar Kern do fanzine Historieta, dois quais se torna colaborador.[3]


Em junho de 1982 lança o primeiro número do fanzine Psiu,[2] trazendo histórias em quadrinhos e artigos analíticos sobre histórias em quadrinhos de sua autoria, a segunda edição só seria publicada em agosto de 1985 e a terceira em março de 1990, além dessas três edições, publicou o especial Psiu Mudo (junho de 1988), em 1989, publicou o álbum de quadrinhos Deus e em 1991, o álbum colaborativo Eco Lógico, com a participação de 57 autores. Em 1992, produziu cerca de 400 cartuns publicados em diversos fanzines, 100 desses cartuns foram publicados ainda em 1992 no livro Na Ponta da Língua,[3] ainda em 1992, ficou sabendo que a Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC - ESP) dirigida pelo Worney Almeida de Souza, pretendia fazer um adzine, nome dado a um catálogo de divulgação de fanzines.[4][5] Em janeiro de 1993 lançou o Projeto Independente, atuando na edição, divulgação e vendas de edições independentes,[3] em parceria com Worney, lançou o fanzine/adzine IQI – Informativo de Quadrinhos Independentes, cuja edição zero foi publicada durante o Prêmio Angelo Agostini, premiação que o fanzine ganharia 13 vezes na categoria entre 1995 e 2010.[2].


Para editar e imprimir, adquiriu uma fotocopiadora, publicando obras como O Duelo de Laudo Ferreira, Homo Eternus de Gazy Andraus, Sinfonia da Essência de Edgar Silveira Franco, e Contos de Daniel HDR.[3]

Em novembro de 1993, publicou o livro de bolso O Escroteiro Entrevistado, escrito por ele, com desenhos de Laudo Ferreira, em 1994, publicou o livro Rubens Lucchetti – Nico Rosso, sobre a parceria entre o roteirista Rubens Francisco Lucchetti e o desenhista Nico Rosso, o livro contou com a colaboração do próprio Lucchetti. Em junho de 1995, publica Psiu 13 anos, que teve vendas abaixo do esperado.[3] Em agosto de 1996, publicou o Desenquadro, um livro de 176 páginas contendo praticamente todos os seus textos sobre histórias em quadrinhos. Ainda em 1995, publica o livro Tira Teima pela editora Marca de Fantasia, fundada por Henrique Magalhães.[3]


A partir da edição 41 (novembro/dezembro de 1999), o fanzine foi ampliando, deixando de ser apenas um adzine, ganhando novas seções e a publicação da HQ Calvo, escrita por ele e ilustrada por Luigi Rocco e Júlio Magalhães,[3] além de ter deixado ser gratuito, passando a custar R$ 1,00.[2]


No final da década de 1990, um editor de São Paulo encomendou uma revista sobre fanzines, apesar de pronto, o material foi recusado, em 2000, publicou como uma revista de 36 páginas chamada Fanzine,[6] que foi dado como brinde na edição 42 do QI. No início da década de 2000, o fanzine ganhou uma edição em e-book.[nota 1] publicado no site das Editora Nona Arte de André Diniz.[7] O site disponibilizo uma versão digital Fanzine.[8]

Em 2001, o Projeto Independente foi encerrado,[3] nesse mesmo ano, foi convidado para o projeto Graphic Talents da Editora Escala, uma revista em formatinho que apresentava um personagem diferente a cada edição, Edgard criou Osvaldo, inspirado em Oswald the Lucky Rabbit, criado por Walt Disney e Ub Iwerks, a série foi desenhada por Antonio Eder, contudo, a revista foi cancelada no ano seguinte,[9] após 16 edições, ainda em 2001, iniciou a publicação de Mundo Feliz entre as edições 50 (maio/junho de 2001) e 65 (2003), em 2002, publicou uma edição encadernada com 15 capítulos de Mundo Feliz,[3] ainda em 2002, propôs a criação de um jornal mensal da Academia Brazopolense de Letras e História, do qual é membro, durante três anos, foi o editor do jornal e publicou tira Ju & Jigá.[10]


Em 2004, a pedido da Editora Virgo, organizou um livro HQs com o tema pecado, como não conseguiu o número suficiente de colaboradores, o livro não foi publicado pela editora, sendo transformado em um encarte da edição 72 do QI (janeiro/fevereiro de 2005), ainda em 2004, Fanzine foi transformado em um livro publicado pela Marca de Fantasia.[3]


Em 2005, organizou o livro O que é História em Quadrinhos Brasileira, publicado pela editora Marca de Fantasia, o livro foi inspirado em um texto de Moacy Cirne sobre o herói Judoka da EBAL, O o livro possui textos do próprio Edgard, Gazy Andraus, Edgar Franco, Henrique Magalhães, Marcelo Marat e Cesar Silva.[11] Em 2006, uma edição encadernada de Osvaldo foi publicada pela Marca de Fantasia,[12] e em 2007, publicou uma compilação da tira Ju &Jiga.[10]


A partir da edição 101 (janeiro/fevereiro de 2010), o QI passou a adotar um sistema de assinatura anual, uma vez que seria publicado através de impressão sob demanda[2] e cria o selo EGO (Edgard Guimarães Organizador), publicando o livro Entendendo a Linguagem das HQs, contendo páginas de histórias em quadrinhos usadas para falar sobre as próprias histórias em quadrinhos,[nota 2][13] publicadas nas edições 41 a 100 do QI, ainda em 2010, publicou o álbum Três Centos de Cartuns, contendo os 300 cartuns restantes produzidos em 1992,[3] os textos acadêmicos apresentados em congresso na Intercom entre 1998 e 2005[3] foram reunidos no livro Estudos sobre História em Quadrinhos, publicado pela editora Marca de Fantasia.[14]


Em 2013 publica o livro Memória do Fanzine Brasileiro, contendo depoimento de editores de fanzines publicados no QI a partir da edição 80, esses depoimentos haviam sido recolhidos em 2002 para um livro em parceria com Henrique Magalhães para uma coleção da editora Opera Graphica.[3]

Em 2015, e-books/e-zines do QI passaram a ser publicados no site da editora Marca de Fantasia.[15]

Bibliografia parcial[editar | editar código-fonte]

  • Psiu (independente, 1982 - 1990)[3]
  • Deus (independente, 1989)[3]
  • Eco Lógico (independente, 1991)[3]
  • Na Ponta da Língua (independente, 1992)[3]
  • O Escoteiro Entrevistado (ilustrado pr Laudo, 1993)[3]
  • Rubens Lucchetti – Nico Rosso, (independente, 1994)[3]
  • Psiu 13 anos (independente, 1995) [3]
  • 30 anos do Ficção - Boletim do Intercâmbio Ciência-Ficção Alex Raymond (Texto sobre a histórias dos fanzines no Brasil coescrito com Worney Almeida de Souza, Comix Club, 1995)[16]
  • Tira Teima (Marca de Fantasia, 1995)[3]
  • Desenquadro (independente, 1996) [3]
  • As histórias em quadrinhos no Brasil: teoria e prática, Edição 7 de Coleção GT's INTERCOM, (organizado por Flávio Calazans Intercom, Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 1997)[3]
  • Fanzine - 1ª edição (independente, 2000)[6]
  • Calvo - Série Corisco, nº 2 (Marca de Fantasia, 2003)
  • Pecado (independente, 2005)[3]
  • Fanzine - Série Quiosque nº 2. (Marca de Fantasia, 2005)[6]
  • Algumas leituras de Príncipe Valente - Série Quiosque nº 10. (Marca de Fantasia, 2005)[17]
  • O que é História em Quadrinhos Brasileira - Série Quiosque nº 12. (Marca de Fantasia, 2005)
  • Osvaldo - Série Corisco, nº 5 (Marca de Fantasia, 2005)
  • Ju & Jigá - Série Das tiras coração nº 14 (Marca de Fantasia, 2007)
  • O Fantasma - a biografia oficial do primeiro herói fantasiado dos quadrinhos, (organizado por Marco Aurélio Lucchetti e Franco de Rosa, Opera Graphica, 2009)
  • Estudos sobre História em Quadrinhos - Série Quiosque nº 24. (Marca de Fantasia, 2010)[18]
  • Entendendo a linguagem das HQs (EGO, 2010)[3]
  • Três Centos de Cartuns (EGO, 2010)[3]
  • Mundo Feliz - Série Repertório, nº 5 (Marca de Fantasia, 2011)[19]
  • Memória do fanzine brasileiro (EGO, 2013)[3]
  • Histórias em Quadrinhos e Práticas Educativas - O Trabalho com Universos Ficcionais e Fanzines, organizado por Elydio dos Santos Neto e Marta Regina Paulo da Silva (Criativo Editora, 2013)[3]
  • Alguns Heróis Brasileiros dos Quadrinhos (EGO, 2017, encartado no QI nº 147)[3]
  • Retrospectiva (EGO, 2018, encartado no QI nº 150)[3]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. também chamado de e-zine[5]
  2. Semelhante aos feitos pelo pesquisador Scott McCloud

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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