Edgard Guimarães

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Edgard Guimarães
Biografia
Nascimento
Nome nativo
Edgard José de Faria GuimarãesVisualizar e editar dados no Wikidata
Cidadania
Alma mater
Atividades
Outras informações
Empregador
'Magnum opus'

Edgard José de Faria Guimarães[1] (Brazópolis, Minas Gerais, 1959)[2] é um engenheiro eletrônico, professor universitário, quadrinista, fanzineiro e crítico de histórias em quadrinhos brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Leitor de histórias em quadrinhos desde a infância, publicou sua primeira HQ em 1974 nas página do suplemento Folhinha do jornal Folha de S.Paulo.[2] Ainda na década de 1970, descobriu os fanzine e publicações independentes em uma matéria da revista Eureka da Editora Vecchi, que publicou o endereço de Opar Boletim, um fanzine feito em mimeógrafo por Luiz Antônio Sampaio,[2] em 1979, passa a manter contato com outros fanzineiros como Armando Sgarbi do fanzine Pica-Pau[2] e Oscar Kern do fanzine Historieta, dois quais se torna colaborador.[3]


Em junho de 1982 lança o primeiro número do fanzine Psiu,[2] trazendo histórias em quadrinhos e artigos analíticos sobre histórias em quadrinhos de sua autoria, a segunda edição só seria publicada em agosto de 1985 e a terceira em março de 1990, além dessas três edições, publicou o especial Psiu Mudo (junho de 1988), em 1989, publicou o álbum de quadrinhos Deus e em 1991, o álbum colaborativo Eco Lógico, com a participação de 57 autores. Em 1992, produziu cerca de 400 cartuns publicados em diversos fanzines, 100 desses cartuns foram publicados ainda em 1992 no livro Na Ponta da Língua,[3] ainda em 1992, ficou sabendo que a Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC - ESP) dirigida pelo Worney Almeida de Souza, pretendia fazer um adzine, nome dado a um catálogo de divulgação de fanzines.[4][5] Em janeiro de 1993 lançou o Projeto Independente, atuando na edição, divulgação e vendas de edições independentes,[3] em parceria com Worney, lançou o fanzine/adzine IQI – Informativo de Quadrinhos Independentes, cuja edição zero foi publicada durante o Prêmio Angelo Agostini, premiação que o fanzine ganharia 13 vezes na categoria entre 1995 e 2010.[2].


Para editar e imprimir, adquiriu uma fotocopiadora, publicando obras como O Duelo de Laudo Ferreira, Homo Eternus de Gazy Andraus, Sinfonia da Essência de Edgar Silveira Franco, e Contos de Daniel HDR.[3]

Em novembro de 1993, publicou o livro de bolso O Escroteiro Entrevistado, escrito por ele, com desenhos de Laudo Ferreira, em 1994, publicou o livro Rubens Lucchetti – Nico Rosso, sobre a parceria entre o roteirista Rubens Francisco Lucchetti e o desenhista Nico Rosso, o livro contou com a colaboração do próprio Lucchetti. Em junho de 1995, publica Psiu 13 anos, que teve vendas abaixo do esperado.[3] Em agosto de 1996, publicou o Desenquadro, um livro de 176 páginas contendo praticamente todos os seus textos sobre histórias em quadrinhos. Ainda em 1995, publica o livro Tira Teima pela editora Marca de Fantasia, fundada por Henrique Magalhães.[3]


A partir da edição 41 (novembro/dezembro de 1999), o fanzine foi ampliando, deixando de ser apenas um adzine, ganhando novas seções e a publicação da HQ Calvo, escrita por ele e ilustrada por Luigi Rocco e Júlio Magalhães,[3] além de ter deixado ser gratuito, passando a custar R$ 1,00.[2]


No final da década de 1990, um editor de São Paulo encomendou uma revista sobre fanzines, apesar de pronto, o material foi recusado, em 2000, publicou como uma revista de 36 páginas chamada Fanzine,[6] que foi dado como brinde na edição 42 do QI. No início da década de 2000, o fanzine ganhou uma edição em e-book.[nota 1] publicado no site das Editora Nona Arte de André Diniz.[7] O site disponibilizo uma versão digital Fanzine.[8]

Em 2001, o Projeto Independente foi encerrado,[3] nesse mesmo ano, foi convidado para o projeto Graphic Talents da Editora Escala, uma revista em formatinho que apresentava um personagem diferente a cada edição, Edgard criou Osvaldo, inspirado em Oswald the Lucky Rabbit, criado por Walt Disney e Ub Iwerks, a série foi desenhada por Antonio Eder, contudo, a revista foi cancelada no ano seguinte,[9] após 16 edições, ainda em 2001, iniciou a publicação de Mundo Feliz entre as edições 50 (maio/junho de 2001) e 65 (2003), em 2002, publicou uma edição encadernada com 15 capítulos de Mundo Feliz,[3] ainda em 2002, propôs a criação de um jornal mensal da Academia Brazopolense de Letras e História, do qual é membro, durante três anos, foi o editor do jornal e publicou tira Ju & Jigá.[10]


Em 2004, a pedido da Editora Virgo, organizou um livro HQs com o tema pecado, como não conseguiu o número suficiente de colaboradores, o livro não foi publicado pela editora, sendo transformado em um encarte da edição 72 do QI (janeiro/fevereiro de 2005), ainda em 2004, Fanzine foi transformado em um livro publicado pela Marca de Fantasia.[3]


Em 2005, organizou o livro O que é História em Quadrinhos Brasileira, publicado pela editora Marca de Fantasia, o livro foi inspirado em um texto de Moacy Cirne sobre o herói Judoka da EBAL, o livro possui textos do próprio Edgard, Gazy Andraus, Edgar Franco, Henrique Magalhães, Marcelo Marat e Cesar Silva.[11] Em 2006, uma edição encadernada de Osvaldo foi publicada pela Marca de Fantasia,[12] e em 2007, publicou uma compilação da tira Ju &Jiga.[10]


A partir da edição 101 (janeiro/fevereiro de 2010), o QI passou a adotar um sistema de assinatura anual, uma vez que seria publicado através de impressão sob demanda[2] e cria o selo EGO (Edgard Guimarães Organizador), publicando o livro Entendendo a Linguagem das HQs, contendo páginas de histórias em quadrinhos usadas para falar sobre as próprias histórias em quadrinhos,[nota 2][13] publicadas nas edições 41 a 100 do QI, ainda em 2010, publicou o álbum Três Centos de Cartuns, contendo os 300 cartuns restantes produzidos em 1992,[3] os textos acadêmicos apresentados em congresso na Intercom entre 1998 e 2005[3] foram reunidos no livro Estudos sobre História em Quadrinhos, publicado pela editora Marca de Fantasia.[14]


Em 2013 publica o livro Memória do Fanzine Brasileiro, contendo depoimento de editores de fanzines publicados no QI a partir da edição 80, esses depoimentos haviam sido recolhidos em 2002 para um livro em parceria com Henrique Magalhães para uma coleção da editora Opera Graphica.[3]

Em 2015, e-books/e-zines do QI passaram a ser publicados no site da editora Marca de Fantasia.[15]

Bibliografia parcial[editar | editar código-fonte]

  • Psiu (independente, 1982 - 1990)[3]
  • Deus (independente, 1989)[3]
  • Eco Lógico (independente, 1991)[3]
  • Na Ponta da Língua (independente, 1992)[3]
  • O Escoteiro Entrevistado (ilustrado pr Laudo, 1993)[3]
  • Rubens Lucchetti – Nico Rosso, (independente, 1994)[3]
  • Psiu 13 anos (independente, 1995) [3]
  • 30 anos do Ficção - Boletim do Intercâmbio Ciência-Ficção Alex Raymond (Texto sobre a histórias dos fanzines no Brasil coescrito com Worney Almeida de Souza, Comix Club, 1995)[16]
  • Tira Teima (Marca de Fantasia, 1995)[3]
  • Desenquadro (independente, 1996) [3]
  • As histórias em quadrinhos no Brasil: teoria e prática, Edição 7 de Coleção GT's INTERCOM, (organizado por Flávio Calazans Intercom, Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 1997)[3]
  • Fanzine - 1ª edição (independente, 2000)[6]
  • Calvo - Série Corisco, nº 2 (Marca de Fantasia, 2003)
  • Pecado (independente, 2005)[3]
  • Fanzine - Série Quiosque nº 2. (Marca de Fantasia, 2005)[6]
  • Algumas leituras de Príncipe Valente - Série Quiosque nº 10. (Marca de Fantasia, 2005)[17]
  • O que é História em Quadrinhos Brasileira - Série Quiosque nº 12. (Marca de Fantasia, 2005)
  • Osvaldo - Série Corisco, nº 5 (Marca de Fantasia, 2005)
  • Ju & Jigá - Série Das tiras coração nº 14 (Marca de Fantasia, 2007)
  • O Fantasma - a biografia oficial do primeiro herói fantasiado dos quadrinhos, (organizado por Marco Aurélio Lucchetti e Franco de Rosa, Opera Graphica, 2009)
  • Estudos sobre História em Quadrinhos - Série Quiosque nº 24. (Marca de Fantasia, 2010)[18]
  • Entendendo a linguagem das HQs (EGO, 2010)[3]
  • Três Centos de Cartuns (EGO, 2010)[3]
  • Mundo Feliz - Série Repertório, nº 5 (Marca de Fantasia, 2011)[19]
  • Memória do fanzine brasileiro (EGO, 2013)[3]
  • Histórias em Quadrinhos e Práticas Educativas - O Trabalho com Universos Ficcionais e Fanzines, organizado por Elydio dos Santos Neto e Marta Regina Paulo da Silva (Criativo Editora, 2013)[3]
  • Alguns Heróis Brasileiros dos Quadrinhos (EGO, 2017, encartado no QI nº 147)[3]
  • Retrospectiva (EGO, 2018, encartado no QI nº 150)[3]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. também chamado de e-zine[5]
  2. Semelhante aos feitos pelo pesquisador Scott McCloud

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre autor ou ilustrador de banda desenhada é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.