Franco de Rosa

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Franco de Rosa
Nome nativo Francisco Paulo Amaral de Rosa
Nascimento 1956 (63 anos)
São Paulo
Cidadania Brasil
Ocupação artista de história em quadrinhos, roteirista de histórias em quadrinhos, editor
Página oficial
http://quadrimanias.blogspot.com/

Francisco Paulo Amaral de Rosa, mais conhecido como Franco de Rosa (Água Rasa,[1] São Paulo 1956) é um jornalista, editor e quadrinista brasileiro. Aos 15 anos, produziu o fanzine FRAMA, ao lado de Matheus, um colega da escola.[2][3] Começou sua carreira em 1974, publicando as tiras Chucrutz e o cangaceiro Capitão Caatinga, esse último publicado no extinto Notícias Populares.[1] Em 1979, produziu histórias do Zorro e colaborou com a revista de humor Klik (editada por Wagner Augusto), ambas pela EBAL.[1][4] A partir dos anos 1980, começou a fazer ilustrações para a Folha da Tarde, onde produziu a tira Caras e Caretas (também publicada no fanzine Rabo de Peixe de Worney Almeida de Souza)[5] e revistas. Na editora Grafipar, produziu quadrinhos eróticos, onde criou Zamor, o selvagem, ilustrado por Watson Portela e Mozart Couto, a série contava a história de um personagem ambientado na Atlântida inspirado no tarzanide Tarun de Paulo Fukue[1][6] e Ultraboy, história em estilo mangá inspirado no herói japonês Ultraman.[7]

Com o fim da Grafipar, fundou em 1984, ao lado de Paulo Paiva, a editora Maciota,[8] também conhecida como Press, onde voltou a produzir quadrinhos do Zorro.[1]

Ainda em 1984, ao lado de Gualberto Costa, Jal e Worney Almeida de Souza, ajudou a fundar a Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC - ESP), responsável pelo Prêmio Angelo Agostini[9] EM 1985, publicou o fanzine Quadrimania, trazendo uma seleção de artigos da coluna de mesmo nome publicada no jornal Folha da Tarde.[10]

Após o fim da Maciota/Press, passou a atuar na Nova Sampa, onde produziu revistas de ativdades da franquia de anime e mangá Os Cavaleiros do Zodíaco.[1][8] Em 1987, tornou-se colunista de quadrinhos, começando a escrever regularmente sobre o assunto. Em 1997, foi um dos fundadores da Editora Mythos, ao lado de Dorival Vitor Lopes e Hélcio de Carvalho,[11] onde publicou Oscarzinho, versão infantil do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt.[1] Em 1998, ao lado de Carlos Mann (dono da gibiteria Comix Book Shop), fundou o estúdio o Opera Graphica, que prestava serviços para a Editora Escala e mais tarde se tornaria uma editora.[12]

Em 2003, propôs a King Features Syndicate um projecto de uma revista licenciada do Fantasma em estilo mangá. O projecto não foi aceito pelo syndicate. A Opera Graphica (pelo selo Editoractiva) e a Editora Minuano publicaram Fantagor, uma revista no formato de bolso (semelhante aos mangás Editora JBC), com roteiros e arte de Pierre Viegas.[13] Os nomes dos personagens lembram o do universo do Fantasma,[14][15] em 2009, a editora Oper Graphica foi encerrada,[16] no ano seguinte, Rosa cria a Editorial Kalaco.[17] Ainda em 2010, roteirizou um álbum sobre o médium Chico Xavier, ilustrado por Rodolfo Zalla e publicado pela Ediouro[18]

Como freelancer, criou o projeto de Didi & Lili - Geração Mangá, baseada no personagem de mesmo nome do humorista Renato Aragão e sua filha, a atriz Lívian Aragão, publicado em 2010 pela Editora Escala,[19] pelo seu estúdio Free, a Editora Minuano publicou em 2013, livro ilustrado escrito por Ataíde Braz com capa de Arthur Garcia e arte interna de Mozart Couto, publicado pela Editora Minuano.[20]


Ganhou o Prêmio Angelo Agostini em 1990 e 1991 na categoria Troféu Jayme Cortez e, em 2010, como "Mestre do quadrinho nacional".[21][8][22][23][24]


Bibliografia parcial[editar | editar código-fonte]

  • As Taradinhas dos Quadrinhos (Opera Graphica, 2003)
  • Hentai - A Sedução do Mangá (organização, Opera Graphica, 2006)
  • O Fantasma - Biografia Oficial do Primeiro Herói Fantasiado dos Quadrinhos (Opera Graphica, 2009)
  • Almanaque Shoujo Mangá - O Poder da Sedução Feminina (Editora Escala, 2009) [vários autores]
  • SPLISH! SPLASH! Os enamorados dos Quadrinhos (organização, Editorial Kalaco, 2011)
  • Sketchbook CUSTOM (Criativo Editora, 2017)
  • StripBook Caras e Caretas (Criativo Editora, 2017)

Referências

  1. a b c d e f g Entrevista: Franco de Rosa
  2. Danto, Gian (2012). Grafipar: A Editora Que Saiu do Eixo. [S.l.]: Editorial Kalaco. 61 páginas 
  3. Franco de Rosa Editora Criativo
  4. «Sebastião Seabra». Bigorna.net. 3 de outubro de 2005 
  5. de Rosa, Franco (2017). «"Tá me tirando?». Tirinhas Ed.01. Col: Guia Curso de Desenho. [S.l.]: On Line Editora. pp. 6–9 
  6. Roberto Guedes (2003). «Os Varios sósias de Tarzan». Opera Graphica. Stripmania (2). ISSN 1677-0862 
  7. Os gibis que (quase) ninguém lembra mais
  8. a b c «Entrevista: Franco de Rosa». Bigorna.net. 12 de junho de 2009 
  9. A fundação da ABRADEMI, associação de mangá
  10. Júnior, Gonçalo (2006). Biblioteca dos Quadrinhos. [S.l.]: Opera Graphica. 330 páginas. ISBN 85-89961-85-0 
  11. Mythos - Editora 20 anos de paixão[ligação inativa]
  12. Francisco Ucha (Junho de 2009). «Uma ópera e seu maestro». Associação Brasileira de Imprensa. Jornal da ABI (342) 
  13. Naranjo, Marcelo (6 de agosto de 2003). «Fantagor é o novo mangá da Opera Graphica». Universo HQ 
  14. Lancaster, Alexandre. «Reformular Para Não Morrer! — Parte 1». Anime Pró 
  15. Lancaster, Alexandre. «Reformular Para Não Morrer! – Parte 2». Anime Pró 
  16. Último livro da Opera Graphica é dedicado ao personagem Fantasma
  17. Flash Gordon chega ao Brasil por nova editora
  18. Andréa Pereira (29 de junho de 2009). «Chico Xavier em quadrinhos pela Ediouro». HQManiacs 
  19. Didi Mocó ganha versão mangá
  20. Velozes e Vorazes: romance no estilo mangá
  21. «Tudo sobre o Dia do Quadrinho Nacional e o Troféu Angelo Agostini». Bigorna.net. 16 de dezembro de 2005 
  22. «26º Ângelo Agostini: Como foi». Impulso HQ. 3 de março de 2010 
  23. «Franco de Rosa na Biblioteca de São Paulo». Impulso HQ. 22 de julho de 2010 
  24. «Opera Graphica volta ao mercado com livro do jornalista Gonçalo Junior». Universo HQ. 14 de janeiro de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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