Ota (cartunista)

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Ota
Nome nativo Otacílio Costa d'Assunção Barros
Nascimento 4 de julho de 1954 (64 anos)
Rio de Janeiro
Cidadania Brasil
Alma mater Universidade Federal do Rio de Janeiro
Ocupação jornalista, cartunista, editor, artista de história em quadrinhos, tradutor, roteirista de histórias em quadrinhos
Empregador EBAL, Vecchi (editora), Grupo Editorial Record, Rio Gráfica Editora, Editora Mythos, Panini Comics, Ediouro Publicações
Página oficial
http://www.ota.com.br/

Ota (Rio de Janeiro, 4 de julho de 1954), nome artístico de Otacílio Costa d'Assunção Barros,[1] é um cartunista, quadrinista e escritor brasileiro. É formado em jornalismo pela UFRJ.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ingressou na EBAL em 1970, permanecendo até o final de 1973, quando entrou para a Editora Vecchi. No mesmo ano, lançou pela editora Górrion três edições totalmente autorais da revista Os Birutas, cujos personagens também foram publicados como tiras diárias no período entre 1972 e 73. Nessa mesma época colaborou para publicações underground como A Roleta, Vírus e A Mosca.

Em 1974 se tornou o editor responsável pela versão brasileira da revista humorística Mad, exercendo função similar na revista de terror Spektro a partir de 1977. Com a falência da Vecchi em 1983, porém, ambas deixaram de ser publicadas. Voltou para a EBAL para trabalhar na editoração da Cinemin, uma publicação voltada ao cinema, retornando a seu antigo cargo em 1984 quando a Mad voltou pela Editora Record.

Após um período reunindo em torno de 150 quadrinhos eróticos brasileiros impressos na década de 1960 (os chamados "catecismos") publicou pela Record em 1984 o livro O Quadrinho Erótico de Carlos Zéfiro, com uma análise da obra de Zéfiro que ajudou a formar o reconhecimento em torno de seu trabalho.[2]

Em 1994, recebeu o prêmio de Melhor Revista Independente no Troféu HQ Mix, do Rio de Janeiro, pela criação da Revista do Ota, em 1993. O períodico, porém, não foi além do primeiro número. Ainda em 1994, tentou retomar a publicação da Spektro que, devido a problemas de distribuição, teve o mesmo destino da Revista do Ota.

Manteve seu cargo na Mad após uma nova mudança de editora em 2000, quando a revista foi assumida pela Mythos.

Em 2005, assinou uma coluna sobre quadrinhos no Jornal do Brasil.[1]

Emm 2006, começa a publicar a tira Concursino para o jornal Folha Dirigida.[3]

Em março de 2008, após dois anos fora das bancas, a Mad voltou a ser publicada pela Panini. Ota foi convidado a supervisionar o conteúdo nacional da revista, enquanto outro editor ficaria responsável pela adaptação do material internacional. Sete edições depois, motivado por desentendimentos editoriais, Ota deixou o cargo ocupado por ele por 34 anos, perfazendo um total de mais de 300 volumes publicados.[4] Na mesma época, declarou que iria leiloar toda sua coleção de objetos, artigos e revistas relacionados à Mad.[5]

Foi responsável pela restauração, seleção e tradução das revistas Luluzinha e Recruta Zero da Pixel Media, selo da Ediouro Publicações,[6] também foi responsável pela coleção de álbuns remasterizados de Asterix pela Editora Record.[7]

Em 2016, lançou o e-book A garota bipolar - o começo de tudo[8]

Bibliografia parcial[editar | editar código-fonte]

  • O Quadrinho Erótico de Carlos Zéfiro, Editora Record, 1984
  • O relatório Ota do sexo, Barba Negra/Leya, 2010

Referências

  1. a b Carlos Spider (17 de junho de 2005). «Ota em coluna do JB Online». HQManiacs 
  2. Marcelo Naranjo, sobre o press release (18 de julho de 2003). «Conheça mais detalhes sobre o álbum Na Trilha do Prazer». Universo HQ 
  3. «Reforma gráfica coincide com maioridade». Associação Brasileira de Imprensa. 16 de novembro de 2006 
  4. Revista "Mad" volta a circular no Brasil na próxima semana - Folha Online
  5. «Ota deixa a 'MAD' brasileira e promete leiloar coleção particular». G1. Diego Assis. Consultado em 24 de dezembro de 2009  Verifique data em: |data= (ajuda); |coautores= requer |autor= (ajuda)
  6. Maurício Peixoto (21 de março de 2013). «Colecionador de gibis, o cartunista tijucano Ota Assunção restaura velhos exemplares». O Globo 
  7. Carlos Costa sobre release (6 de setembro de 2012). «Record prepara coleção definitiva de Asterix». HQManiacs 
  8. Cartunista Ota lança hoje o livro virtual 'A garota bipolar - o começo de tudo'
Web

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Patati
Troféu HQ Mix - Melhor roteirista nacional
1994
Sucedido por
Newton Foot