Ota (cartunista)

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Ota (Rio de Janeiro, 1954), nome artístico de Otacílio Costa d'Assunção Barros[1], é um cartunista, quadrinista e escritor brasileiro. É formado em jornalismo pela UFRJ.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ingressou na EBAL em 1970, permanecendo até o final de 1973, quando entrou para a Editora Vecchi. No mesmo ano, lançou pela editora Górrion três edições totalmente autorais da revista Os Birutas, cujos personagens também foram publicados como tiras diárias no período entre 1972 e 73. Nessa mesma época colaborou para publicações underground como A Roleta, Vírus e A Mosca.

Em 1974 se tornou o editor responsável pela versão brasileira da revista humorística Mad, exercendo função similar na revista de terror Spektro a partir de 1977. Com a falência da Vecchi em 1983, porém, ambas deixaram de ser publicadas. Voltou para a EBAL para trabalhar na editoração da Cinemin, uma publicação voltada ao cinema, retornando a seu antigo cargo em 1984 quando a Mad voltou pela Editora Record.

Após um período reunindo em torno de 150 quadrinhos eróticos brasileiros impressos na década de 1960 (os chamados "catecismos") publicou pela Record em 1984 o livro O Quadrinho Erótico de Carlos Zéfiro, com uma análise da obra de Zéfiro que ajudou a formar o reconhecimento em torno de seu trabalho[2].

Em 1994, recebeu o prêmio de Melhor Revista Independente no Troféu HQ Mix, do Rio de Janeiro, pela criação da Revista do Ota, em 1993. O períodico, porém, não foi além do primeiro número. Ainda em 1994, tentou retomar a publicação da Spektro que, devido a problemas de distribuição, teve o mesmo destino da Revista do Ota.

Manteve seu cargo na Mad após uma nova mudança de editora em 2000, quando a revista foi assumida pela Mythos.

Em 2005, assinou uma coluna sobre quadrinhos no Jornal do Brasil.[1]

Emm 2006, começa a publicar a tira Concursino para o jornal Folha Dirigida.[3]

Em março de 2008, após dois anos fora das bancas, a Mad voltou a ser publicada pela Panini. Ota foi convidado a supervisionar o conteúdo nacional da revista, enquanto outro editor ficaria responsável pela adaptação do material internacional. Sete edições depois, motivado por desentendimentos editoriais, Ota deixou o cargo ocupado por ele por 34 anos, perfazendo um total de mais de 300 volumes publicados.[4] Na mesma época, declarou que iria leiloar toda sua coleção de objetos, artigos e revistas relacionados à Mad.[5]

Foi responsável pela restauração, seleção e tradução das revistas Luluzinha e Recruta Zero da Pixel Media, selo da Ediouro Publicações.[6], também foi responsável pela coleção de álbuns remasterizados de Asterix pela Editora Record.[7]

Bibliografia parcial[editar | editar código-fonte]

  • O Quadrinho Erótico de Carlos Zéfiro, Editora Record, 1984
  • O relatório Ota do sexo, Barba Negra/Leya, 2010

Referências

  1. a b Carlos Spider (17 de junho de 2005). «Ota em coluna do JB Online». HQManiacs 
  2. Marcelo Naranjo, sobre o press release (18 de julho de 2003). «Conheça mais detalhes sobre o álbum Na Trilha do Prazer». Universo HQ 
  3. «Reforma gráfica coincide com maioridade». Associação Brasileira de Imprensa. 16 de novembro de 2006 
  4. Revista "Mad" volta a circular no Brasil na próxima semana - Folha Online
  5. «Ota deixa a 'MAD' brasileira e promete leiloar coleção particular». G1. Diego Assis. Consultado em 24 de dezembro de 2009  Verifique data em: |data= (ajuda); |coautores= requer |autor= (ajuda)
  6. Maurício Peixoto (21 de março de 2013). «Colecionador de gibis, o cartunista tijucano Ota Assunção restaura velhos exemplares». O Globo 
  7. Carlos Costa sobre release (6 de setembro de 2012). «Record prepara coleção definitiva de Asterix». HQManiacs 
Web

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Patati
Troféu HQ Mix - Melhor roteirista nacional
1994
Sucedido por
Newton Foot
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