Angeli

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Angeli
Arnaldo Angeli Filho
Comic image missing-pt.png

Nascimento 31 de agosto de 1956 (59 anos)
Local São Paulo,  São Paulo
Nacionalidade  brasileiro
Área(s) de atuação cartunista, escritor, ilustrador, chargista
Pseudônimo(s) Angeli
Site oficial www2.uol.com.br/angeli

Arnaldo Angeli Filho, mais conhecido com Angeli, (São Paulo, 31 de agosto de 1956) é um dos mais conhecidos chargistas brasileiros.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Começou a trabalhar aos quatorze anos na revista Senhor, além de colaborar em fanzines. Em 1973 foi contratado pelo jornal Folha de S. Paulo.

Lançou pela Circo Editorial em 1983 a revista "Chiclete com Banana", um sucesso editorial (de uma tiragem inicial de 20,000 exemplares chegou a atingir 110,000), altamente influente e que contava com a colaboração de nomes como Luiz Gê, Glauco, Roberto Paiva, Glauco Mattoso e Laerte Coutinho. A Chiclete com Banana é considerada até hoje como uma das mais importantes publicações de quadrinhos adultos já editadas no Brasil.

Angeli já teve suas tiras publicadas na Alemanha, França, Itália, Espanha e Argentina, mas foi no mercado de Portugal que obteve mais destaque, tendo uma compilação de seu trabalho lançada pela editora Devir em 2000, ano em que também viu a estreia de uma série de animação com seus personagens numa coprodução da TV Cultura com a produtora portuguesa Animanostra.

Trabalhou na Rede Globo, como redator do programa infantil TV Colosso (1993-1996). Na mesma rede, entre 1995 e 2005, fez desenhos de 5 segundos, quando dava intervalos dos filmes da emissora.

Em 2006, produziu e lançou um longa de animação chamado Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll, com o diretor Otto Guerra.

No dia 8 de maio de 2016, em luta contra a depressão, Angeli anunciou que deixaria a sessão Ilustrada da Folha de S.Paulo após 33 anos de colaboração.[1]

Personagens[editar | editar código-fonte]

Desde os anos 80, Angeli vêm desenvolvendo uma galeria de personagens, dentre eles:

  • o esquerdista anacrônico Meia Oito e Nanico, o seu parceiro homossexual enrustido (mas não muito);
  • Rê Bordosa, conhecida como a junkie mais "porralouca" dos anos 1980;
  • Luke e Tantra, as adolescentes que só pensam em perder a virgindade;
  • Wood & Stock, dois velhos hippies que deixaram seus neurônios na década de 1960;
  • os Skrotinhos, a versão underground dos Sobrinhos do Capitão;
  • as Skrotinhas, a versão feminina dos Skrotinhos;
  • Mara Tara, uma ninfomaníaca;
  • Rhalah Rikota, o guru espiritual comedor de discípulas;
  • Edi Campana, um voyeur e fetichista de plantão à procura do melhor ângulo feminino;
  • o jornalista Benevides Paixão, correspondente de um jornal brasileiro no Paraguai e o único a ter conseguido entrevistar Rê Bordosa;
  • Ritchi Pareide, o roqueiro do Leblão;
  • Rampal, o paranormal;
  • o machão machista Bibelô;
  • o egocêntrico Walter Ego;
  • Osgarmo, o sujeitinho vapt-vupt;
  • Rigapov, o imbecil do Apocalipse;
  • Hippo-Glós, o hipocondríaco (inspirado em Cacá Rosset);
  • Los Três Amigos;
  • Bob Cuspe, o anárquico punk.

Ele próprio também se tornou um personagem, estrelando de início as tiras "Angeli em crise". Outra versão caricata sua é o personagem Angel Villa de Los Três Amigos.

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • República Vou Ver (1983)
  • Bob Cuspe e Outros Inúteis (1984)
  • Rê Bordosa (1984)
  • Rê Bordosa, a Morte da Porraloca (1987)
  • Mara Tara e Oliveira Junkie (1990)
  • FHC, Biografia Não Autorizada (1995)
  • Os Skrotinhos - A Fome e a Vontade de Comer, Sobras Completas

Coautoria com Laerte e Glauco dos álbuns:

  • Los 3 Amigos 1 (1992)
  • Los 3 Amigos 2 (1994)

Coletâneas publicadas pela Editora Devir

  • Wood & Stock - Psicodelia e Colesterol
  • Sexo é Uma Coisa Suja
  • Luke e Tantra
  • Os Skrotinhos
  • Os Skrotinhos 2
  • Rê Bordosa

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. «Após 33 anos, Angeli despede-se das tirinhas diárias na 'Ilustrada'». Folha de S. Paulo. 8 de maio de 2016. Consultado em 11 de maio de 2016.