Nico Rosso
| Nico Rosso | |
|---|---|
| Nascimento | 19 de julho de 1910 Turim |
| Morte | 1 de outubro de 1981 (71 anos) São Paulo |
| Cidadania | Itália |
| Cônjuge | Tina Billi |
| Filho(a)(s) | Gianluigi Rosso, Valeria Rosso |
| Ocupação | desenhista de banda desenhada, ilustrador, educador de arte |
| Distinções | |
| Página oficial | |
| http://www.rosso.com.br/nico/index1.htm | |
Nico Rosso (Turim, 19 de julho de 1910 — São Paulo, 1 de outubro de 1981) foi um desenhista de histórias em quadrinhos, professor e publicitário[1] ítalo-brasileiro. Estudou retrato com os mestres Giácomo Grosso e Giovanni Reduzzi.
Estudou na Academia Albertina de Turim. Após perder quase todos os seus na Segunda Guerra, se transferiu para o Brasil, chegando no Porto de Santos no dia 3 de outubro de 1947. Sua família chegou logo depois, em 9 de abril de 1948.[2]
Foi diretor de arte da Editora Brasilgráfica. Trabalhou também na Escola Panamericana de Arte, fazendo parte do corpo docente fundador da instituição. Em 1951 ilustrou para a Editora Melhoramentos uma cartilha - "Leitura 1" – Série Braga, de Erasmo Braga.[3]
Possivelmente seus trabalhos mais conhecidos consistam de histórias do gênero terror, mas trabalhou além de terror em outros gêneros, como histórico, infanto-juvenil, humor e guerra.[2] Deixou as atividades artísticas em 1976 por razões de saúde.[2] Seus estúdios sofreram uma inundação responsável por perdas de quase todo o seu acervo bibliográfico e também exemplares de suas obras e originais. Em seguida, Rosso sofreu derrame cerebral e um infarto.[4] Era canhoto[3] e com o tempo se desenvolveu como ambidestro.
Desenhou, durante muitos anos, as histórias em quadrinhos do vampiro Drácula, publicadas na revista Seleções de Terror, da Editora Taika. Ainda para a Taika, ilustrou as histórias escritas por Helena Fonseca de uma das mais belas e sensuais vampiresas dos quadrinhos: Naiara, a Filha de Drácula e também histórias que uniam terror e comédia na revista Seleções Cômicas Apresenta Terrir,[5] terrir virou um sinônimo de comédia de terror.[6] Também foi um dos ilustradores de Targo, o tarzanide brasileiro.[7]
Obras
[editar | editar código]- Livro: Sonetos de Vida e Luz/ Waldo Vieira, Espíritos Diversos (1ª Ed.1966, 2ª Ed 1985)
- Revista Terrir[6]
- Revista Estranho Mundo de Zé do Caixão (1969)
- Uma amostra desse trabalho pode ser vista no filme de 1969 "O Despertar da Besta", dirigido por José Mojica Marins, no qual o desenhista foi creditado como responsável pela arte.
- Revista Contos de Terror
- Seleções de Terror
- Targo[7]
- Mitoloria em quadrinhos (humor, erotismo, roteiros de Minami Keizi)[8]
- Era Xixo um Astronauta? (humor - Chico Anysio)
- Teve histórias publicadas também na revista Spektro
- Naiara, a filha do Drácula (anos 1960)
- Lobisomem, série escrita por Gedeone Malagola, sobre um misto de lobisomem e vampiro,[9] ilustrada por Rosso e arte-finalizada por Kazuhiko Yoshikawa[10][11] (reeditada pela última vez pela Opera Graphica, 2002).
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ «Quadrinhos - Universo Hq». Consultado em 9 de Novembro de 2009
- ↑ a b c «Comic creator: Nico Rosso». Consultado em 9 de Novembro de 2009
- ↑ a b «Nico Rosso». Consultado em 9 de Novembro de 2009
- ↑ «Nico Rosso». www.ufrgs.br. Consultado em 16 de julho de 2025. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2014
- ↑ Ferreira da Silva, Luciano Henrique (20 a 23 de agosto de 2013). «O terror brasileiro: um olhar sobre uma tradição popular nos quadrinhos» (PDF). Anais Eletrônicos das 2as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos. São Paulo: Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Consultado em 15 de julho de 2025 Verifique data em:
|data=(ajuda) - ↑ a b «Bigorna.net: Artigos: Nico Rosso e a Terrir». www.bigorna.net. Consultado em 15 de julho de 2025
- ↑ a b «Gibizóide: Targo, o Tarzan brasileiro». Bigorna.net. Consultado em 16 de julho de 2025
- ↑ de Campos, Luciana (janeiro de 2012). «O Brasil, enfim no Olimpo». Sociedade Amigos da Biblioteca Nacional. Revista de História da Biblioteca Nacional (76): 80-83
- ↑ Gonçalo Júnior (2002). «Gedeone, o mestre do terror». Lobisomem. Col: Opera Brasil. 4. [S.l.]: Opera Graphica
- ↑ Da Transilvânia para os trópicos: Drácula nos quadrinhos brasileiros
- ↑ Roberto Elísio dos Santos (2014). «La historieta de terror brasileña». Cuba: Editorial Pablo de la Torriente. Revista Latinoamericana de Estudios sobre la Historieta. 4 (16): 215-224
Ligações externas
[editar | editar código]- «Página oficial»
- «Blog Centenário Nico Rosso»
- «(Projeto "Memória da Cartilha"/Histórias Cruzadas - Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS) Biografia de Rosso»
- «(Lambiek) Biografia e trabalhos de Nico Rosso» (em inglês)
- «(Portal Heco) Zé do Caixão e os Quadrinhos»
- «(Zé do Caixão) HQs»
- «(Gibi Raro)»
- Nico Rosso no IMDb