Zé do Caixão

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o personagem. Para o ator e cineasta, veja José Mojica Marins.
Zé do Caixão
Personagem fictícia de José Mojica Marins
Ze do Caixao2.jpg
Zé do Caixão
Outro(s) nome(s) Josefel Zanatas
Sexo Masculino
Origem Brasil
Morada Vila Velha
Espécie Humano
Características Unhas grandes, capa preta, cartola
Ocupação agente funerário
Criado por José Mojica Marins
Primeira aparição À Meia-Noite Levarei Sua Alma
Última aparição Encarnação do Demônio
Época(s) 1963 - 2008
Interpretado por José Mojica Marins
Site oficial ZédoCaixão.com.br Página oficial
Internet Movie Database IMDb

Zé do Caixão é um personagem do cinema nacional do Brasil. É figura bastante conhecida presente em filmes de terror do cinema brasileiro, que seu criador e intérprete, José Mojica Marins, é mais conhecido pelo nome de seu personagem do que pelo próprio nome. Desde 1970 o personagem é importante para o cinema nacional. Devido ao sadismo do personagem, os seus filmes foram proibidos pela ditadura militar brasileira.

Personagem[editar | editar código-fonte]

Zé do Caixão é um personagem amoral e niilista que se considera superior aos outros e os explora para atender a seus objetivos. Zé do Caixão é um descrente obsessivo, um personagem humano, que não crê em Deus ou no diabo. O cruel e sádico agente funerário Zé do Caixão é temido e odiado pelos habitantes da cidade onde mora. O tema principal da saga do personagem é sua obsessão pela continuidade do sangue: ele quer ser o pai da criança superior a partir da "mulher perfeita". Sua ideia de uma mulher "perfeita" não é exatamente física, mas a de alguém que ele considera intelectualmente superior à média. Na busca por esta mulher ele está sempre disposto a matar quem cruza o seu caminho.

Concepção[editar | editar código-fonte]

Este personagem foi criado em 1963, baseado numa figura de um pesadelo do cineasta José Mojica Marins.

Uma das características principais do personagem é seu sadismo. Sempre usa animais como aranhas para amedrontar seus telespectadores, juntamente com frases sobre a morte.

Quanto à concepção visual do Zé do Caixão, fica evidente a inspiração no personagem clássico Drácula (interpretado por Bela Lugosi na versão da década de 30, dos estúdios Universal).

Entretanto, Mojica acrescentou aos trajes negros e elegantes do personagem características psicológicas profundas e enraizadas nas tradições brasileiras.

As unhas grandes foram claramente inspiradas no personagem Nosferatu.

Aparições[editar | editar código-fonte]

Imitações[editar | editar código-fonte]

O personagem atualmente também é alvo de piadas de sitcoms e programas de humor nacionais, como em A Praça é Nossa, na qual o personagem aparecia em 2005, falando piadas em ritmo sério sobre assuntos variados, os quais incluem as suas compridas unhas.

Uma versão mais séria foi feita na minissérie biográfica sobre Mojica Zé do Caixão, realizada pelo canal por assinatura Space em 2015. Matheus Nachtergaele interpretou Mojica e seu alter-ego, e afirmou que o cineasta foi mais complicado por em certo ponto se tornar inconfundível com o Zé do Caixão.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências