Dōjinshi

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Dōjinshi (同人誌, muitas vezes transliterado como doujinshi?) é um termo japonês para publicações independentes, geralmente revistas, mangás ou romances. O termo "dōjinshi" derivada da junção das palavras dōjin (同人, palavra japonesa que designa um grupo de pessoas com o mesmo interesse - ou, de forma mais coloquial, uma "turma"?) e de shi (誌, uma forma mais comprimida de "zasshi", ou "revista"?).[1][2] o termo é comumente traduzido como fanzine, que também identifica revistas independentes.[3][4]

À primeira vista, parece que histórias e ilustrações eróticas, mas muitos dōjinshi, de fato, são necessariamente orientados para o público adulto. No ocidente, esses trabalhos são conhecidos como "H-dōjinshi" ou "hentai-dōjinshi", de acordo com uso antigo da letra H em japonês (ecchi), ter sido utilizada para material erótico, atualmente, o mercado japonês usa os termos como em ero mangá (エロ漫画?), 18-kin (18禁, literalmente "18-proibido"), que significa "proibido a menores de 18 anos", e seijin manga (成人漫画, "manga para adultos").[5]

Os dōjinshis são a principal parte do mercado de publicações independentes japonesas relacionadas aos mangás, animês e games. Esse mercado, de acordo com a agência de pesquisa Media Create, movimentou, em 2007, 700 milhões de dólares, só no Japão.

A maior parte dessas publicações japonesas é feita por fãs, e coloca personagens já conhecidos do público de séries de mangás, animês ou jogos em situações novas, sejam elas coerentes ou não com as suas histórias de origem.[6] Existe, porém, um número bastante grande de autores de dōjinshis que publicam também mangás "originais", com personagens e histórias criadas por eles mesmos.


Na última década, com a expansão da internet, o número de produção e consumo de dōjinshi têm crescido exponencialmente, uma vez que se tornou possível a autores (inclusive de outros países além do Japão) divulgar e vender o seu trabalho online.

Comiket[editar | editar código-fonte]

No maior evento relacionado ao tema, no Japão, o Comiket[7] (abreviação de "Comic Market"),[4] uma média de 500 mil pessoas se reúnem duas vezes por ano para vender, comprar, trocar dōjinshis. Esse grande número de compradores fiéis faz com que o Japão seja o maior mercado do mundo de quadrinhos independentes.

O primeiro Comiket foi realizado em 1975.[8]

Dentro desse evento, os autores se organizam dentro de "círculos"[4] - ou sākuru (サークル?), que são categorias de publicação. Muitas vezes os autores se "escondem" atrás desses círculos, para publicar de forma anônima.

Símbolo da dōjin mark.

Assim como os fanfics, a maioria dos dōjinshi usa personagens conhecidos de títulos antigos e novos, especialmente anime em reinterpretações bem-humoradas, dramáticas ou com aspectos incomuns no relacionamento dos personagens, como o aniparo (paródia).[9]

Autores que estão publicando histórias com personagens conhecidos, por exemplo, se reúnem de forma mais discreta e imprimem um número pequeno de exemplares, já que essas publicações infringem direitos autorais.[6]

A maioria das editoras grandes, no entanto, faz "vista grossa" para essas publicações, já que elas ajudam, de certa forma, a divulgar as suas respectivas obras. Às vezes, porém, elas acabam tendo que recorrer a processos e intervenções[9][10]

Para evitar problemas legais, foi criada a "dōjin mark" (同人マーク?), uma licença de autorização de dōjinshis inspirada nas licenças Creative Commons,[11] o primeiro autor a adotar a licença foi Ken Akamatsu no mangá UQ Holder!, lançado em agosto de 2013 na revista Weekly Shōnen Magazine,[12] Akamatsu é conhecido por produzir dōjinshis.[13]

Artistas[editar | editar código-fonte]

A maioria dos mangakás famosos inicia sua carreira publicando mangás de forma independente. Quando seus trabalhos começam a ser reconhecidos, as editoras os convidam para publicar em suas revistas[3]. É por isso que as editoras estão sempre presentes nos grandes eventos como o Comiket. Quando um mangaká publica dōjinshis, ele é, na verdade, mais popularmente conhecidos como "dōjinshika" (同人誌家?).[7] Alguns dos mais famosos são:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Shirley R. Steinberg,Priya Parmar,Birgit Richard (2006). Contemporary youth culture: an international encyclopedia - Volume 2. [S.l.]: Greenwood Publishing Group. p. 201. ISBN 9780313337291 
  2. Satomi Ishikawa (2007). Peter Lang, ed. Seeking the self: individualism and popular culture in Japan. [S.l.: s.n.] p. 32. ISBN 9783039108749 
  3. a b Marcel Goto. «Quando surgiram os primeiros mangás e animês?». Mundo Estranho 
  4. a b c d Peixoto Silva, Sérgio (2002). «Comic Market - A Maior Feira de fanzines do mundo». Editora Trama. Anime EX (20): 8-11 
  5. "A Short History of 'Hentai'", por Mark McLelland, Intersections: Gender, History and Culture in the Asian Context, por edição 12, versão de Janeiro de 2006. Nota de Rodapé HTML.
  6. a b Lawrence Lessig. Cultura Livre. [S.l.: s.n.] pp. 45 e 46 
  7. a b Roland Kelts. Palgrave Macmillan, ed. Japanamerica: How Japanese Pop Culture Has Invaded the U.S. 2007. [S.l.: s.n.] ISBN 9781403984760 
  8. ETIENNE BARRAL. Editora Senac, ed. Otaku - Os Filhos Do Virtual. [S.l.: s.n.] 132 páginas. ISBN 9788573591644 
  9. a b Cristiane Akune Sato (1995). «"Cavaleiros" – A fanzinemania». Press Talent. Heróis do Futuro (2) 
  10. «Fanzines em apuros no Japão». Neo Tokyo (17) 
  11. Axel Metzger (2015). Springer, ed. Free and Open Source Software (FOSS) and other Alternative License Models: A Comparative Analysis. [S.l.: s.n.] 274 páginas. 9783319215600 
  12. “二次創作OKの意思を示す「同人マーク」運用開始 - 許諾範囲も公開”.
  13. Love Hina: O Autor
  14. Os primeiros passos, o primeiro fanzine Clube do Mangá e as aulas
Ícone de esboço Este artigo sobre mangá e anime é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.