Fansub

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Fansub é uma palavra de origem inglesa, formada da contração de fan (fã) com subtitled (legendado), ou seja, legendado por fãs. O termo também indica um grupo de fãs que produzem e distribuem legendas para filmes ou série de TV de outra língua, sem autorizações dos criadores das obras, por conseguinte podendo ser considerado de maneira ilegal.[1]

Eles agem geralmente quando as obras não foram lançadas oficialmente no país.[2] Mas há casos em que o fansub é uma concorrência direta e ilegal com as ofertas comerciais normais quando a obra é distribuída oficialmente em outros países que o país de origem.[2] Hoje a palavra é de uso amplo também em português, especialmente entre fãs de anime.

Embora genericamente um fansub possa ser qualquer trabalho em outra língua legendado por fãs para sua própria língua, a palavra basicamente foi criada para indicar trabalhos de legenda de desenhos animados japoneses para o inglês.

Porque a distribuição do fansub é uma violação das leis de direitos autorais na maioria dos países, as implicações éticas da produção, da distribuição, ou de assistir fansubs são assuntos de muita controvérsia.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Popularização dos animes (década de 1960 à 1970)[editar | editar código-fonte]

As raízes do fansubbing surgiram nos Estados Unidos entre as décadas de 1960 e 1970. A primeira animação japonesa documentada a ser licenciada e distribuída no país foi o longa-metragem Hakujaden, de 1958, lançada lá como The Tale of the White Serpent pela Global Pictures em 15 de março de 1961. A partir daí, a popularidade das animações japonesas em solo americano passou a aumentar gradativamente, especialmente após a estréia de Astro Boy em 1963, sendo licenciada nos Estados Unidos ainda naquele ano.

Logo após o lançamento dos videocassetes em novembro de 1975, mais séries de animações japonesas começaram a se espalhar pelos Estados Unidos. A partir de março de 1976, algumas estações de televisão do país começaram a transmitir programas do subgênero mecha, como Getter Robo, e devido à disponibilidade de videocassetes, os fãs podiam gravar esses programas para mostrar aos amigos. Fred Patten relatou que a sua primeira exposição aos animes se deu na Sociedade de Ficção Científica de Los Angeles (Los Angeles Science Fiction Society, abreviada como LASFS) em 1976, quando ele se encontrou com outro fã que possuía as recém-lançadas fitas Betamax da Sony . Em maio de 1977, ele e um grupo de fãs fundaram o primeiro clube de anime dos Estados Unidos, o Cartoon/Fantasy Organization (abreviado como C/FO).[4]

Em novembro de 1977, o C/FO começou a se corresponder com outros fãs de animações japonesas em todo o país e, como as datas das exibições das séries de TV nos Estados Unidos eram diferentes em cada região do país, os fãs começaram a trocar fitas de programas que estavam faltando entre si. Na época, muitos membros do LASFS mantinham contato com pessoas ao redor do mundo, e assim os membros do C/FO começaram a trocar fitas com militares americanos lotados em bases japonesas, sendo muito deles fãs das séries Star Trek e Battlestar Galactica. Felizmente, as fitas utilizadas nos Estados Unidos e no Japão eram compatíveis entre si, já que ambas utilizavam o formato NTSC. Esses programas não foram dublados ou legendados, porém as animações japonesas eram simples o suficiente para que o espectador pudesse discernir o enredo exclusivamente a partir das ações e dos visuais. Em 1979, fãs e clubes de animações japonesas começaram a se separar do movimento de ficção científica e começaram a se referir à mídia que assistiam como "anime".

Nesta época, a pirataria que surgia ao entorno do recém-criado nicho de animes era ignorada pelos órgãos legais americanos, visto que poucas empresas japonesas tinham escritórios em solo americano para licenciar as séries, e as poucas que tinham não estavam interessadas em licenciá-las. Já era de conhecimento por parte dessas empresas que uma crescente quantidade de fãs americanos estavam envolvidos na distribuição e na exibição não autorizada das gravações, mas os ignoravam pois sabiam que não estavam lucrando com elas. Num primeiro passo, a Toei Animation pediu ao C/FO para ajudá-la com algumas pesquisas de marketing na San Diego Comic-Con, e a partir de 1978, algumas empresas japonesas se esforçaram para criar suas próprias divisões americanas para licenciar algumas séries; Todavia, nenhuma conseguiu inserir seus animes no mercado de entretenimento do país com sucesso, e as últimas filiais de licenciamento de animes fecharam em 1982.

Produção e distribuição[editar | editar código-fonte]

A prática de fazer fansubs é chamada de fansubbing e é feita por um ou mais fansubbers, que podem se reunir e formarem um grupo para dividir o trabalho de produção.

Era analógica[editar | editar código-fonte]

Os primeiros fansubs foram produzidos utilizando equipamento analógicos para de edição de vídeo. Primeiramente, uma rara cópia do vídeo ou episódio original e sem legendas (popularmente chamada de raw) era obtida, mais comumente a partir de Laserdiscs.[5] Fitas VHS ou mesmo uma gravação de vídeo caseira também poderiam ser utilizadas, mas geralmente essas mídias tinham vídeos com qualidade de imagem inferior.[5] Com a ajuda de um computador pessoal e um software especializado, as linhas de diálogos eram então escritas por alguém que dominasse o idioma do vídeo e depois temporizadas, e dependendo do software utilizado, fontes tipográficas e cores de texto poderiam ser personalizadas. Os dois programas mais populares utilizados ​​no processo de produção eram o JACOsub para o Commodore Amiga e Substation Alpha para o Microsoft Windows, ambos surgidos no início da década de 1990.[6][5]

O próximo passo era produzir uma ou mais masters, cópias de alta qualidade do vídeo com o fansub finalizado, da qual muitas cópias para distribuição poderiam ser feitas. Para isso, as linhas de diálogos eram reproduzidas pelo software no computador sobre um fundo vazio, e um equipamento denominado genlock fazia a ponte entre o computador e o reprodutor através de cabos de vídeo.[5][7] Desse modo, o genlock então unia as linhas de diálogos temporizadas pelo software do computador sobre o sinal do vídeo original. O resultado final era um vídeo com as legendas, que era então gravado, geralmente numa fita S-VHS para maximizar a qualidade do vídeo, embora alguns fansubbers utilizassem fitas VHS ou Betamax, que eram mais baratas.[5][8] Depois de concluída, a cópia master era utilizada para gerar cópias de distribuição, que seriam enviadas pelo correio.

Era digital[editar | editar código-fonte]

A partir do final da década de 1990, o processo de produção de um fansub torna-se mais fácil com a popularização dos computadores pessoais e da internet. Grupos de fansubbers que antes eram restringidos a pessoas próximas e de um mesmo local passaram a se reunir de diferentes lugares por meios de clientes IRC e mensageiros instantâneos, juntamente a outros fãs de animes. O surgimento de codecs de vídeo mais eficientes e reprodutores de mídia permitiu os episódios legendados serem executados em computadores pessoais, e a distribuição de episódios em fitas ou discos analógicos de tecnologia anterior caiu em desuso.

Com a popularização do DVD, do CD-R e dos downloads por internet (especialmente através de clientes BitTorrent), os fansubbers passaram a obter episódios raws (os episódios na língua original) mais facilmente a partir de grupos de pirataria estrangeiros via internet. As raws podem ser originadas a partir de uma transmissão gravada de televisão, volumes licenciados de DVD ou Blu-ray e mais recentemente a partir de plataformas online de streaming.

Com o episódio raw em mãos, começa o processo de tradução, na qual um tradutor assiste o episódio original e traduz cada diálogo em uma linha própria através de programas como o Substation Alpha e o Aegisub. Em seguida, cada linha tem seu tempo de início e fim definidos por um timmer para coincidir com o diálogo a qual ela se refere, sendo esse processo conhecido como timing. Um revisor então verifica cada linha de diálogo em busca de erros gramaticais para serem corrigidos. Em grupos de fansubs para animes, é comum que haja ainda uma função conhecida como typesetter, que se encarrega de editar e traduzir elementos do cenário em que haja algum texto no idioma de origem, e um karaoke maker, responsável pela produção de efeitos de karaoke em músicas. Com todos os processos anteriores concluídos, um membro mais experiente pode desempenhar a função de quality checker, que verifica a qualidade e a consistência da legenda finalizada.

Com a legenda finalizada, inicia-se o processo de encoding. Neste processo, o arquivo contento a legenda é unida ao arquivo de vídeo ou container de mídia pelos métodos hard ou soft. No método hard, cada linha de diálogo do arquivo de legenda é codificada nos quadros que compõe o vídeo através de um encoder, um software que criará um arquivo de vídeo num determinado codec de acordo com parâmetros que podem ser especificados para se obter certo tamanho digital ou qualidade de imagem. No método soft, o arquivo de legenda é posto junto ao arquivo de vídeo e de áudio num container de mídia (geralmente Matroska), e a correta reprodução das linhas de diálogos ficará a cargo de um software renderizador de legenda disponível junto ao reprodutor de mídia. Legendas no modo soft podem ser renderizadas em diferentes resoluções de imagem, mas a temporização das linhas de diálogo pode ser comprometida se houver incompatibilidade ou baixo desempenho do renderizador de legenda, algo comum de acontecer quando se tenta reproduzir vídeos codificados em altas resoluções ou codecs modernos em dispositivos mais antigos. Devido ao fato das legendas no modo soft poderem ser retiradas do container de mídia e poderem ser editadas, alguns grupos de fansubbers não adotam esse método por temer plágio por parte de outros grupos e/ou incompatibilidade com diferentes reprodutores de mídias.

Com o processo de encoding finalizado, o arquivo contendo o vídeo e a legenda estará pronto para ser distribuído na internet através do download em servidores mantidos e financiados pelo grupo, softwares peer-to-peer (como clientes BitTorrent), por bots XDCC em clientes IRC, dentre outros métodos. Alguns grupos possuem funções de uploader, membros que possuem internet de alta velocidade e ajudam a compartilhar os arquivos em clientes peer-to-peer.

Surgimento dos fansubs[editar | editar código-fonte]

Os primeiros Fansubbers começaram com os cineclubes traduzindo filmes estrangeiros que não eram lançados no circuito comercial. Nos anos 1960, houve um grande movimento de cineclubes exibindo filmes de arte, o que com o tempo migrou para festivais. Os fansubbers começaram a ficar conhecidos nos anos 1980/90 quando grupos que traduziam desenhos animados japoneses, "animes", começaram a distribuir fitas de VHS pelo correio.

Fansubbers de anime[editar | editar código-fonte]

Exemplo de fansubbing com a romanização e a tradução para o inglês da música de abertura num hipotético animê da Wikipe-tan, mascote da Wikipédia

Sentindo a carência de animes legendados em inglês, fãs norte-americanos, normalmente estudantes universitários, começaram a eles mesmos, sem autorização dos detentores dos direitos autorais, a realizar trabalhos amadores de legenda de desenhos japoneses. A principio começaram como cineclubes exibindo seus trabalhos e distribuindo entre membros dos clubes. Atraves de revistas e trocas de cartas, pessoas de outros estados que não tinham acesso passaram a pedir copias dos videos pelo correio. Esses trabalhos ficaram conhecidos como fansubs e aqueles que os realizam como fansubbers.

É difícil apontar exatamente qual foi o primeiro fansubber de anime, mas o primeiro deles a se tornar famoso foi a Arctic Animation, baseada no Canadá, que legendou em inglês dois animes muito populares na década de 1980 (e até hoje considerados dois dos melhores animes de todos os tempos): Maison Ikkoku e Kimagure Orange Road. O vídeo que a Arctic Animation tinha disponível era de baixa qualidade, as reproduções que eles faziam piores ainda e a tradução estava longe de ser perfeita, mas, ausentes alternativas e tendo em vista a qualidade das séries originais, se disseminaram nos círculos universitários de forma respeitável.

Fansubbers de Tokusatsu[editar | editar código-fonte]

Os Fansubbers de Tokusatsu não são muito diferentes dos de anime, o processo é praticamente igual. As legendas das séries do gênero começaram ainda na Ásia no inicio dos anos 2000, com as HK Subs (legendas de Hong Kong), que traduziam muito mal as séries para o inglês, o que os faziam ser ridicularizados na Internet. O primeiro grupo a legendar as séries do gênero para o inglês de maneira excepcional foi a TV Nihon, que começou em Outubro de 2002, e hoje eles continuam entre os fansubs de tokusatsu mais conhecidos, ao lado da Over-Time.

Fansubs no Brasil[editar | editar código-fonte]

Em língua portuguesa, os primeiros fansubs começaram no final dos anos 1980 entre os fãs de Star trek para disponibilizar os episódios que não eram exibidos no Brasil. Grupos de fãs de Star Trek se reuniam para exibir os episódios.

No início dos anos 1990 em São Paulo, a Orcade exibia animes todos os finais de semana na Gibiteca Henfil, alguns fãs de Star Trek que também faziam exibições começaram a se interessar por animes e traduzi-los para exibir na orcade. Esses primeiros Fansubbers não eram distribuídos pelo correio apenas trocados entre amigos. Sua existência foi amplamente divulgada pelas revistas sobre anime que eram feitas pelos próprios membros da Orcade.

Os primeiros Fansubber a distribuir material pela Internet foram feitos em 1996, no Brasil, quando Antonius Kasbergen, em Brasília, fundou o BaC - Brasil Anime Club. Inicialmente o BaC apenas distribuia cópias de fansubs norte-americanos, mas posteriormente começou a realizar seus próprios fansubs, em língua portuguesa. A primeira série legendada pelo BaC foi Ah! My Goddess (série de OVA em 5 episódios).

Já no Tokusatsu, os responsáveis pelas primeiras legendas para o gênero foram o fansubber Thiago Legionário da J-Lyrics e o grupo Super Hero BR. Primeiro tokusatsu a ser fansubado por completo foi Choudenshi Sentai Bioman (1984), Ele foi completamente fansubado pelo extinto forum do TOKUBRASIL no ano 2006. Primeiro tokusatsu a ser legendado inompleteo foram os sentai Dynaman e Jetman que tiveram seus primeiros episodios fansubados em Janeiro de 2003. pelo extinto site Super Hero BR.

Fansubs na Internet[editar | editar código-fonte]

Graças à tecnologia de vídeo digital e à fácil transmissão de dados via Internet, os Fansubbers vem crescendo a cada dia mudando a forma como vemos o mundo.

Hoje, os fansubs são digitais utilizando codecs como o Xvid, e mais recentemente H.264, sendo mais fáceis e baratos de realizar, ajudando a disseminar o processo.

Evolução dos fansubs[editar | editar código-fonte]

Originalmente os fansubs eram feitos de forma essencialmente analógica, embora com o auxílio de computadores. A fonte de vídeo era normalmente laserdiscs japoneses, embora alguns fansubbers também usassem gravações em VHS feitas da TV japonesa. Os episódios eram, então, legendados com um computador em um aparelho especial denominado genlock, que lançava as legendas no vídeo, e gravados em VHS ou SVHS. A distribuição do trabalho era feita em fitas VHS ou, mais raramente, SVHS, e a ideia era de que o fansubber recebesse apenas o valor necessário para pagar a fita usada e despesas de remessa das fitas pelo correio.

Hoje em dia, porém, os fansubs são feitos normalmente de forma completamente digital, usando DVDs japoneses ou episódios gravados da TV japonesa, que são legendados e distribuídos pela internet sob a forma de arquivos de computador. Os fansubs modernos normalmente envolvem o trabalho de várias pessoas, muitas vezes espalhadas por diversos países do mundo.

Distribuição e Reprodução[editar | editar código-fonte]

A distribuição ocorre via Internet, geralmente em redes de IRC (principalmente por XDCC), BitTorrent, outros programas de trocas de arquivo P2P ou também por trocas em DVD/CD-R onde as pessoas trocam seus animes entre si, quando a pessoa não tem animes ou a outra pessoa já tiver os mesmos animes que a outra tem a troca é feita por mídias virgens.

A reprodução dos animes é feita pelo PC ou leitores de DVD. Hoje em dia, com os fansubbers digitais e a distribuição pela Internet, os animes são codificados visando a melhor qualidade e o menor tamanho.

No Brasil, a forma de distribuição predominante é feita pelo protocolo Torrent, onde há um controle de disseminação conhecido por ratio.

Funções em um fansubber[editar | editar código-fonte]

Administrador[editar | editar código-fonte]

Geralmente essa não é uma função muito bem definida. O administrador ou "dono" do fansubber é um membro comum, que trabalha igual aos outros. A maior dificuldade em "administrar" é que lidar com pessoas não é uma tarefa fácil, e o administrador precisa ter uma postura razoável, não expressar revolta ou desmotivação para não contagiar a equipe, e saber se dirigir aos outros.

Raw-hunter e ISO-hunter[editar | editar código-fonte]

É a pessoa que procura os animes sem legenda, para todos do fansubber utilizarem. Não é uma tarefa fácil, e geralmente exige que a pessoa entenda japonês, embora existam sites que disponibilizem os espisódios sem legenda. Esse trabalho também pode ser feito por um DVD-ripper que more no Japão. Sem o trabalho dele, o fansubber fica impossibilitado de começar o projeto.

Tradutor[editar | editar código-fonte]

É o responsável pela tradução do anime. Deve conhecer amplamente expressões idiomáticas, às vezes precisa fazer pesquisas em enciclopédias, e precisa de muito comprometimento. Se o trabalho dele for falho ou feito às pressas, a consistência da tradução fica comprometida.

Timer[editar | editar código-fonte]

É a pessoa que temporiza as falas da legenda, sincronizando as palavras escritas com o diálogo em forma de áudio. É um trabalho demorado, estressante e minucioso, que exige atenção e muita paciência. Poucas pessoas têm competência e disposição para o fazer, exatamente por isso. Se for algo mal-feito, além de parecer aos olhos de quem assiste um trabalho desleixado, também incentiva o espectador a não mais assistir a títulos de tal subber, já que o entendimento e a fluência das cenas ficam seriamente comprometidos.

Styler[editar | editar código-fonte]

É quem escolhe as fontes, estilos e cores das legendas. Também fica responsável por editar as cores das falas durante o anime, para diferenciar diálogos, pensamentos, diálogos ao fundo, flashbacks.

Typesetter[editar | editar código-fonte]

Edita trechos do anime para português (faixas, portas, placas, cartazes), cria logotipos, etc. Esse membro do grupo conhece ferramentas de edição de vídeo e precisa ter muita paciência, bom senso e experiência para fazer um trabalho decente. Um único segundo de anime pode ter aproximadamente 24 ou 30 frames (raramente pode ir até 119,8 frames por segundo), e o typesetter pode precisar editar cada frame. Para exemplificar, um typesetting de uma plaqueta que aparece durante 3 segundos no anime pode demorar horas de trabalho do typesetter.

Karaokemaker[editar | editar código-fonte]

Faz o karaoke da abertura, encerramento e músicas-tema do anime. Pode ter tanto ou mais trabalho que o typesetter, a depender do projeto. Os karaokes são feitos através de comandos de tempo e efeito. Conhecer programação é um adicional que ajuda bastante um karaokemaker, pois alguns deles criam seus próprios programas e ferramentas para criar karaokes. Outra forma de fazer o karaokê é através de programas avançados e profissionais de edição de vídeo.

Editor[editar | editar código-fonte]

Analisa criticamente todas as falas do script traduzido e temporizado, procurando ambiguidades, modificando o que poderia ter sido digitado de forma mais compreensível para quem vai assistir ao anime, e consulta várias vezes o tradutor a respeito de possíveis melhorias.

Revisor[editar | editar código-fonte]

Lê o script palavra por palavra, corrigindo possíveis erros de digitação, gramática, acentuação, pontuação, regência, concordância. O revisor deve ter um bom conhecimento da língua portuguesa.

Encoder[editar | editar código-fonte]

Codifica a raw (source original do anime sem legenda) com os scripts. Precisa saber usar filtros, porque cada anime tem suas particularidades. Também precisa estar sempre estudando e se mantendo atualizado sobre codecs e técnicas novas, para melhorar a qualidade de imagem do anime pronto. Se um anime for mal codificado, a qualidade de todo o trabalho dos outros fica mal vista e, com a imagem ruim, o anime parece menos interessante. Geralmente é um papel importante, pois a maioria dos grupos faz hardsub.

Quality checker[editar | editar código-fonte]

Assiste ao anime pronto, atentando para erros e incoerências (em todas as etapas da produção do subber, principalmente temporização, encode, edição), e emite um tipo de "relatório". Se encontrar erros, ele fica responsável por relatar o problema e ajudar na correção.

Webmaster[editar | editar código-fonte]

Cuida do site, servidores, fórum e tracker. O principal requerimento é ter a capacidade de desenvolver sites e gerenciá-los. Ele fica responsável pela "interface" do fansubber com os usuários. Os servidores geralmente dependem de doações pois o preço pode se tornar alto pelo uso de rede.

XDCC bots / Providers[editar | editar código-fonte]

Consegue os bots (por exemplo, announce bots para IRCs) para o correto funcionamento da equipe.

Distribuidores[editar | editar código-fonte]

O Distribuidor baixa os episódios já lançados no tracker da equipe e envia o máximo possível para as outras pessoas. Sendo assim, só há um requerimento para se tornar distribuidor: ter uma conexão rápida, no mínimo 4 Megabits que seriam 400KiB/s de download e aproximadamente 100KiB/s de upload, dependendo do provedor.

Áudio traduzido por dublagem de fãs, adaptados para fansub[editar | editar código-fonte]

Interpretam as vozes dos personagens em seu idioma em programações estrangeiras em geral, principalmente mais nos animes. Geralmente a maioria dos dubladores não têm escolaridade de teatro.

Referências

  1. Silva, Renata P. A. (2009). Escrito em Universidade Federal de Juiz de Fora. Fansub e Scanlation: Caminhos da cultura pop japonesa de fã para a fã via web (PDF). Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação: [s.n.] Consultado em 1 de julho de 2016 
  2. a b «Legality of Fansubs» (em inglês) 
  3. «Tokyo Anime Center Posts "Stop! Fan-Subtitle" Notice» (em inglês) 
  4. Leonard, Sean (1 de setembro de 2005). «Progress against the law: Anime and fandom, with the key to the globalization of culture». International Journal of Cultural Studies (em inglês). 8 (3): 281–305. ISSN 1367-8779. doi:10.1177/1367877905055679 
  5. a b c d e «The Beginners Guide to Subtitling - Appendix 1: Hardware». armitage.crinkle.net. Consultado em 25 de agosto de 2020 
  6. «Genlock information requested.». groups.google.com. 23 de julho de 1994. Consultado em 25 de agosto de 2020 
  7. «JACOsub Script File Format». unicorn.us.com. Consultado em 25 de agosto de 2020 
  8. Leonard, Sean (1 de setembro de 2005). «Progress against the law: Anime and fandom, with the key to the globalization of culture». International Journal of Cultural Studies (em inglês). 8 (3): 281–305. ISSN 1367-8779. doi:10.1177/1367877905055679