Yu Yu Hakusho

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Yu Yu Hakusho
幽☆遊☆白書
(Yū Yū Hakusho)
Capa do primeiro volume de Yu Yu Hakusho lançado pela editora Shueisha
Gênero Ação, mistério, sobrenatural[1]
Mangá
Escrito por Yoshihiro Togashi
Editora(s) Shueisha
Editora(s)
lusófona(s)
Impressão Jump Comics
Revista(s) Weekly Shōnen Jump
Público-alvo Shōnen
Data de publicação 3 de dezembro de 1990 – 25 de julho de 1994
Volumes 19 (Lista de capítulos)
Anime
Direção Noriyuki Abe
Produção Ken Hagino
Kenji Shimizu
Koji Kaneda
Kyotaro Kimura
Roteiro Yukiyoshi Ōhashi
Música Yusuke Honma
Estúdio Studio Pierrot
Distribuição/
Licenciamento
  • BR Tikara Filmes (1996-1998) / Cloverway (2004-2005) / Swen Entretenimentos (TV aberta; 2005-2008)
Emissoras de TV Fuji TV
Emissoras lusófonas
Exibição original 10 de outubro de 199217 de dezembro de 1994
Nº de episódios 112 (Lista de episódios)
OVA
Eizō Hakusho
Direção Noriyuki Abe
Roteiro Yukiyoshi Ōhashi
Música Yusuke Honma
Estúdio Studio Pierrot
Lançamento 21 de setembro de 1994
Nº de episódios 6
Mídias Relacionadas

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Yu Yu Hakusho (幽☆遊☆白書, Yū Yū Hakusho?)[2] é uma série de mangá japonesa escrita e ilustrada por Yoshihiro Togashi. A série conta a história de Yusuke Urameshi, um adolescente delinquente que é atingido e morto por um carro ao tentar salvar a vida de uma criança. Após uma série de testes apresentados a ele por Koenma, o filho do governante do submundo, Yusuke é revivido e é lhe dado o título de "Detetive Sobrenatural", com o qual ele deve investigar vários casos envolvendo demônios e fantasmas no mundo humano. O mangá se torna mais focado em batalhas e torneios de artes marciais à medida que progride. Togashi começou a criar Yu Yu Hakusho por volta de novembro de 1990, baseando-se em seu interesse em séries de ocultismo e filmes de terror e tendo influência na mitologia budista.

O mangá foi originalmente serializado na revista Weekly Shōnen Jump da editora Shueisha de dezembro de 1990 até julho de 1994. A série consiste em 175 capítulos compilados em 19 volumes tankōbon. No Brasil, o mangá foi publicado pela editora JBC em meio-tanko e depois relançado em formato original tankōbon. Uma adaptação em anime foi dirigida por Noriyuki Abe e co-produzida pela Fuji TV, Yomiko Advertising e Studio Pierrot. A série de televisão foi ao ar no Japão de 10 de outubro de 1992 a 17 de dezembro de 1994 transmitido pela Fuji TV. Mais tarde, foi licenciada no Brasil pela extinta Tikara Filmes em 1996, onde foi transmitida também pela extinta Rede Manchete. Em 2004 foi transmitido com uma nova dublagem pelo Cartoon Network no bloco Toonami, sendo retransmitido em 2005 pela Rede 21 e pela Band, e posteriormente em 2008 pela PlayTV.[3] A série de televisão também tem sido transmitida em vários outros países ao redor do mundo. A franquia de Yu Yu Hakusho gerou dois filmes de animação, uma série de OVAs, álbuns de música, jogos eletrônicos e outras mídias.

Yu Yu Hakusho tem sido bem recebido, com as vendas do mangá tendo mais de 50 milhões de cópias vendidas apenas no Japão e o mangá também ganhou o prestigioso Prêmio de Mangá Shogakukan na categoria de melhor mangá shōnen de 1993. Já a série animada ganhou o prêmio Animage Anime Grand Prix de melhor anime de 1994 e 1995. Yu Yu Hakusho foi assistido por um grande número de telespectadores no Japão e uma ampla gama de faixas etárias no Brasil. O anime recebeu comentários positivos dos críticos principalmente na América do Norte, elogiando sua narrativa, personagens e pela ação.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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Yu Yu Hakusho segue a história de Yusuke Urameshi, um delinquente que, num ato incaracterístico de altruísmo, é atropelado por um carro e morto em uma tentativa de salvar um jovem rapaz, empurrando-o para fora do caminho.[4][5][6] Seu fantasma é recebido por Botan, que se apresenta como a navegante do rio Sanzu, que transporta as almas para o submundo ou Mundo Espiritual (霊界, Reikai?), onde eles podem ser julgados pela vida após a morte. Botan informa Yusuke que seu ato pegou até mesmo o submundo de surpresa e que ainda não havia um lugar feito para ele seja no céu ou inferno. Assim Koenma, filho do governante do submundo Enma, oferece à Yusuke uma chance de retornar ao seu corpo através de uma série de testes.[4][5][6] Yusuke sucede com a ajuda de seus amigos Keiko Yukimura e Kazuma Kuwabara. Depois de voltar à vida, Koenma concede à Yusuke o título de "Detetive Sobrenatural" (霊界探偵, Reikai Tantei?, lit. "Detetive do mundo espiritual"), encarregando-o de investigar atividades sobrenaturais dentro do mundo humano (人間界, Ningen Kai?). Em seu primeiro caso, Yusuke deve recuperar três tesouros que foram roubados do submundo por três demônios: Hiei, Kurama e Gouki.[5] Yusuke recolhe os três tesouros com a ajuda de sua nova técnica, o "Reigun", um tiro de aura ou Reiki (霊気? lit. "Energia espiritual), disparado mentalmente através de seu dedo indicador.[4][6] Em seguida, ele viaja para as montanhas em busca da velha mestra de artes marciais Genkai. Juntamente com o seu rival Kuwabara, Yusuke luta através de um torneio organizado pela Genkai para encontrar seu sucessor. Yusuke usa a competição como uma cobertura para procurar Lando, um demônio que rouba as técnicas dos mestres de artes marciais e mata-os.[5] Yusuke derrota Lando na rodada final do torneio e treina com Genkai durante vários meses, ganhando mais domínio sobre sua aura.[4] Yusuke é então enviado para o Castelo Labirinto no Mundo das Trevas (魔界, Makai?, lit.: "Inferno"), um terceiro mundo ocupado unicamente por demônios, onde Kuwabara e os recém-reformados Kurama e Hiei ajudam-o a derrotar as Quatro Bestas, um quarteto de demônios que tentam chantagear Koenma para remover a barreira que os mantêm fora do mundo humano.

O próximo caso de Yusuke o leva à uma missão de resgate, onde ele encontra Toguro, um humano transformado em um demônio. A fim de testar sua força, Toguro convida Yusuke para o Torneio das Trevas (暗黒武術会, Ankoku Bujutsukai?), onde os organizadores do evento são corruptos, e participam do torneio humanos ricos em times de demônios, e ocasionalmente humanos, que lutam em batalhas ferozes para conseguir que seus desejos sejam realizados. O time Urameshi, consiste em Yusuke, Kuwabara, Kurama, Hiei e um Genkai disfarçado, que passam as primeiras rodadas extenuantes para enfrentar o time Toguro na final e vencer o torneio. Eles descobrem que o líder do time Toguro, Sakyo, estava tentando ganhar o torneio a fim de criar um grande buraco no mundo humano para que inúmeros demônios invadissem.[4] Com sua perda, Sakyo destrói a arena do torneio, matando a si mesmo no processo.

Após o torneio, Yusuke volta para casa, mas tem pouco tempo para descansar até que ele é desafiado para uma luta por três adolescentes que possuem poderes sobre-humanos e que acabam fazendo o detetive de refém. Kuwabara e os outros resgatam-o e percebem que tudo isso foi um teste feito por Genkai. É revelado que Shinobu Sensui, o antecessor de Yusuke como Detetive Sobrenatural, recrutou seis outros seres poderosos para ajudá-lo a continuar com o plano que Sakyo não obteve sucesso, que é abrir um buraco para o Mundo das Trevas, a fim de causar o genocídio da raça humana. Yusuke e seus amigos desafiam e derrotam os companheiros de Sensui um-por-um, culminando em uma batalha final entre os dois detetives. Sensui mata Yusuke, e em seguida, retira-se para o portal recém-aberto para o Mundo das Trevas. Yusuke renasce como um demônio parcial, descobrindo que seu pai passou por um gene recessivo que esconderia um herdeiro com energia suficiente para fazer com que sua linhagem demoníaca seja revelada.[4] Yusuke viaja para o Mundo das Trevas e derrota Sensui com a ajuda do espírito de seu ancestral que toma controle do corpo de Yusuke para terminar a luta.

Quando volta para o mundo humano, Yusuke é destituído de seu título de detetive por ordens do rei Enma para ser capturado e executado com medo de que o sangue de demônio de Yusuke pudesse causar-lhe, causando um tumulto no mundo humano. Yusuke, inquieto por ter sido controlado por seu ancestral Raizen, aceita uma oferta feita pelos seguidores de Raizen para voltar ao Mundo das Trevas. Raizen, desejando um sucessor para o seu território, está à beira de morrer de fome, uma morte que poderia derrubar o delicado equilíbrio político dos três poderes dominantes do Mundo das Trevas. Hiei e Kurama são convocados pelos outros dois governantes, Mukuro e Yomi, respectivamente, para se preparar para uma guerra inevitável.[4] Os três protagonistas treinam no campo por um ano, tempo durante o qual Raizen morre e Yusuke herda seu território. Yusuke toma a iniciativa e propõe um torneio de luta para nomear o verdadeiro governante do Mundo das Trevas, que é combinado por Mukuro e Yomi. Durante o torneio, Yusuke e Yomi se reúnem na segunda rodada eliminatória, onde Yusuke é derrotado e cai inconsciente. Yusuke desperta dias mais tarde e descobre que o final do torneio e que uma competição semelhante está a ser realizada frequentemente para determinar o governante do Mundo das Trevas. Yusuke permanece no Mundo das Trevas por mais algum tempo, mas acabou voltando para o mundo humano para ficar com Keiko.[4]

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Produção[editar | editar código-fonte]

O autor Yoshihiro Togashi afirmou que ele começou a trabalhar em Yu Yu Hakusho em torno de novembro de 1990, embora ele tenha esquecido a data exata.[7] Como um fã dos filmes de ocultismo e de terror, ele desejava escrever e ilustrar um mangá baseado em seus interesses.[8] Togashi havia publicado anteriormente um mangá de ficção policial intitulado Occult Tanteidan, do qual ele recebeu uma recepção positiva dos leitores como uma razão para continuar a criar esse tipo de mangá.[9] Quando começou a produzir Yu Yu Hakusho, ele não teve uma ideia clara de como ele queria chamá-lo. Então ele usou o título provisório "Yurei Nyumon" ao apresentar os rascunhos para os seus editores. Uma vez dado o sinal verde para começar a publicação, Togashi propôs o título "Yu Yu Ki", pois o mangá não haveria batalhas com demônios e seria uma brincadeira com o título SaiYu-Ki. Uma vez que uma série com um título semelhante (Chin-Yu-Ki) já tinha começado a publicação, Togashi rapidamente criou um título alternativo: "YuYu Hakusho (Relatórios de um Poltergeist)".[10] Ele comentou que ele poderia ter usado "Den (Lenda)" ou "Monogatari (História)", mas "Hakusho (Relatório)" foi a primeira coisa que veio à sua mente.[11] Ele contiguamente desenvolveu os nomes dos personagens procurando no dicionário e tirando caracteres de kanji que ele achava atraente. "Yusuke Urameshi" é um trocadilho, "Kazuma Kuwabara" é uma combinação de dois nomes de jogadores profissionais de basquete, e "Hiei" e "Kurama" são "apenas nomes que surgiram na cabeça (de Togashi)".[8] Quando ele introduziu os dois últimos personagens no volume três, o autor tinha planejado fazer Kurama um personagem principal, mas não estava certo sobre Hiei.[8]

A mudança do gênero do mangá de ficção policial para o gênero de artes marciais após a morte de Yusuke e o seu reavivamento nos primeiros capítulos foi planejado por Togashi desde o início.[8] A série é influenciada nos muitos elementos do folclore asiático, principalmente na crença budista na vida após a morte.[12][13] Togashi surgiu com o conceito de Ningenkai (mundo humano), Reikai (submundo) e Makai (mundo das trevas) como um universo paralelo no universo de Yu Yu Hakusho. Ele pensou neles como lugares que não poderiam facilmente se viajar com o uso da tecnologia moderna, mas sim como um espírito sem um corpo material.[8] Contudo, a idéia para os poderes "território" do arco Sensui foi parodiada de um trabalho separado sem nome de Yasutaka Tsutsui.[14][15] Sobre os seus materiais de desenho, Togashi usou caneta-tinteiro e lápis Kabura em toda a criação da série. Embora seu estilo de arte tenha começado com retícula, tornou-se gradualmente minimalista. À medida que a série progredia, ele desenhava figuras e rostos mais detalhados ou "cartunescos, delineados e pulos com ação" sempre que ele desejava tais efeitos.[8]

Durante os anos em que trabalhou em Yu Yu Hakusho, Togashi calculou que ele tinha como base uma fórmula que ele fazia uma página a cada quatro horas sem roteiro e cinco horas de sono por noite.[16] Ele escreveu em seu próprio dōjinshi Yoshirin de Pon! que parou a produção em Yu Yu Hakusho por egoísmo.[17] O autor queria originalmente terminar o mangá em dezembro de 1993, no clímax do arco Sensui.[14][17] Embora não houvesse uma grande exigência por parte da equipe editorial, Togashi estava sob uma grande dose de estresse pessoal em certos pontos da produção da série, principalmente durante os últimos seis meses da publicação. Ele alegou que, no início do arco do Torneio das Trevas, ele tinha sono inconsistente resultante do excesso de trabalho que lhe causava problemas de saúde.[17] Ele percebeu como estava muito doente, enquanto trabalhava nas páginas coloridas para o jogo de Yusuke com Chu.[14] Havia também muitos casos em que ele criava manuscritos quase todo sozinho, tais como a reunião de Yusuke com Raizen e a batalha entre Kurama e Karasu.[17] Togashi ficou aliviado com a conclusão do mangá.[14] O autor alegou não ter sido envolvido na produção da adaptação de anime de Yu Yu Hakusho devido ao seu próprio horário de trabalho. Ele afirmou que ficou muito impressionado com a dublagem de Shigeru Chiba que fez a voz de Kuwabara, admitindo que o dublador havia entendido melhor o personagem do que o próprio Togashi.[18]

Mídias[editar | editar código-fonte]

Mangá[editar | editar código-fonte]

A série de mangá Yu Yu Hakusho foi escrita e ilustrada por Togashi e originalmente serializada na revista japonesa Weekly Shōnen Jump da editora Shueisha a partir de dezembro de 1990 a julho de 1994.[19][20] O mangá é composto por 175 capítulos, compilados em 19 tankōbon com o primeiro sido lançado em 10 de abril de 1991, e o último lançado em 12 de dezembro de 1994.[21][22] Entre 4 de agosto de 2004 e 4 de março de 2005, a editora Shueisha lançou todas as edições do mangá em formato kanzenban (completo). Cada um dos 15 volumes kanzenban apresentava uma nova capa e mais capítulos do que a edição tankōbon.[23][24] Yu Yu Hakusho também foi publicado como parte da série Shueisha Jump Remix de livros em formato de revista. Nove volumes foram lançados entre 22 de dezembro de 2008 e 27 de abril de 2009.[25][26] Uma versão bunkobon começou a ser publicada em 18 de novembro de 2010 e foi concluída em 18 de outubro de 2011.[27][28]

No Brasil, foi licenciado pela editora JBC e publicado em 38 edições meio-tanko entre novembro de 2002 e novembro de 2004.[29] Em outubro de 2014 foi relançado em formato tankōbon até abril de 2016.[30]

Anime[editar | editar código-fonte]

A adaptação do anime Yu Yu Hakusho foi dirigida por Noriyuki Abe e co-produzida pela Fuji Television, Yomiko Advertising, e Studio Pierrot.[31] A série, composta de 112 episódios, foi exibida de 10 de outubro de 1992 a 7 de janeiro de 1995 pela Fuji Television.[32] Os episódios foram lançados em 23 videocassetes pela Pony Canyon de 1 de janeiro de 1995 a 6 de dezembro de 1995. Eles também foram lançados em 28 volumes de DVD por Beam Entertainment, com os volumes 8-14 sendo lançados em 25 de março de 2002, já os volumes 15-21 foram lançados em 25 de abril de 2002 e os volumes de 22-28 foram lançados em 25 de maio de 2002.[33] O anime diferia de seu material de origem que é o mangá contendo diferentes níveis de violência e palavrões, bem como pequenas variações de estilo de arte de um para o outro.[34]

No Japão, uma coletânea de três volumes separados de DVD foram lançados, assim como 28 DVDs que totalizam os 112 episódios da série.[35] A distribuidora japonesa de vídeo doméstico Bandai Visual começou a lançar a série em Blu-ray em 27 de outubro de 2009, com o primeiro conjunto contendo um drama imagem definido após o final da série reuniu os membros do elenco de dubladores da série para gravarem um novo diálogo.[36]

Filmes e OVAs[editar | editar código-fonte]

  • 1993 - Yu Yu Hakusho: Dirigido por Noriyuki Abe, foi lançado no Japão em 1993.[37] No filme, Koenma é sequestrado por dois demônios que exigem um objeto chamado "Golden Seal" (Selo dourado), que está em poder de Enma, pai de Koenma. Yusuke e Kuwabara são encarregados de resgatar Koenma.
  • 1994 - Yu Yu Hakusho: Meikai Shito Hen - Hono no Kizuna: Dirigido por Masakatsu Iijima, foi lançado em 1994. O enredo trata sobre Yakumo, "o rei do inferno", que ordena o dilúvio no Mundo Espiritual e planeja dominar o mundo humano. Na verdade ele planeja usar uma esfera de energia infernal que estava escondida no mundo espiritual para recriar seu mundo no mundo dos humanos. (duração 1h32min).

Os Eizō Hakusho são uma espécie de extras que foram lançados depois que a série em anime foi finalizada. Eles apresentam clipes muito curtos que ocorrem após o fim da série. Eles também contêm montagens de vídeo do anime, músicas de imagem, entrevistas dublador, e curtas-metragens de animação satiracal.

Jogos eletrônicos[editar | editar código-fonte]

Uma série de jogos eletrônicos foram desenvolvidos baseados na série Yu Yu Hakusho, a maioria dos quais que foram produzidos foram lançados exclusivamente no Japão. Antes do lançamento da franquia na América do Norte, os jogos foram lançados nos consoles da Sega, Game Boy, Super Famicom, e várias outras plataformas. Na América do Norte apenas três jogos eletrônicos foram lançados. Duas versões para o console portátil de jogos da Nintendo Boy Advanced, e uma lançada para o console da Sony PlayStation 2.[38] Apenas um jogo de Mega Drive, Yū Yū Hakusho: Makyō Tōitsusen, foi publicado no Brasil pela Tectoy em 1999 sob o título de Yu Yu Hakusho: Sunset Fighters.[39][40] Quando a Atari ganhou os direitos de publicação dos jogos eletrônicos de Yu Yu Hakusho em 2003, a empresa criou e lançou três jogos nessas regiões: Yu Yu Hakusho: Spirit Detective, um jogo eletrônico de ação-aventura para o Game Boy Advance; Yu Yu Hakusho: Tournament Tactics, um jogo eletrônico tático também para o Game Boy Advance; e Yu Yu Hakusho: Dark Tournament, um jogo eletrônico de luta em 3D para o PlayStation 2.[41][42][43]

Outras mídias[editar | editar código-fonte]

Uma enciclopédia intitulada Official Yū Yū Hakusho Who's Who Underworld Character Book (幽☆遊☆白書 公式キャラクターズブック 霊界紳士録, Yū Yū Hakusho Koushiki Kyarakutāzubukku Reikai Shinshiroku?) foi publicada pela Shueisha em 4 de março de 2005.[44] Ela contém perfis extensos dos personagens, resumos de história, e uma entrevista exclusiva com Yoshihiro Togashi. O artbook, Yu Yu Hakusho Illustrations (幽☆遊☆白書 画集, Yū Yū Hakusho Gashū?), foi publicado pela Shueisha em 27 de abril de 2005.[45] Ele é composto de peças de arte da série, incluindo ilustrações criadas para as reimpressões da edição kanzenban e um índice de material de impressão, onde cada imagem foi usada pela primeira vez. A Shueisha também lançou dois volumes de um guide book intitulado Yū Yū Hakusho Perfect File (幽☆遊☆白書 パーフェクトファイル, Yū Yū Hakusho Pāfekutofairu?) e livros baseados em ambos os filmes, cada um contendo imagens organizadas em painéis de estilo mangá.[46][47][48] No Japão, vários itens colecionáveis, tais como trading figures, bonecos de pelúcia, e brinquedos Gashapon também existem.[5][49][50][51][52] Um jogo de cartas colecionáveis ​​baseado na franquia foi lançado pela Movic.[35]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Recepção do mangá[editar | editar código-fonte]

Yu Yu Hakusho já vendeu mais de 50 milhões de cópias somente no Japão, tornando-se uma das séries de mangá mais vendida da Weekly Shonen Jump.[53] Patricia Duffield, uma colunista do Animerica Extra, reconheceu o mangá como "um dos reis da popularidade em meados da década de 1990".[54] Yu Yu Hakusho ganhou o Prêmio de Mangá Shogakukan na categoria de melhor mangá shōnen de 1993.[55] Perto do final do prazo da série, Togashi foi publicamente criticado por não cumprir os prazos de lançamento de alguns capítulos e pela qualidade inferior da arte.[17][56]

Receptividade no Brasil[editar | editar código-fonte]

Em 1996, a Tikara Filmes anunciou a aquisição de Yu Yu Hakusho. O planejamento inicial era que Yu Yu Hakusho e Shurato estreassem ao mesmo tempo, mas a Manchete ficou receosa com o nome do anime, e queria que a Tikara o rebatizasse com um nome menos estranho. Só que devido principalmente a relativa popularidade que os games da série já possuíam na época, Toshihiko Egashira - proprietário da Tikara Filmes - conseguiu convencer a Manchete a passar o anime com o nome em japonês mesmo. Mas, por conta deste imbróglio com o nome, foi decido que Shurato seria tabalhado em 96 e Yu Yu Hakusho no ano seguinte.[57]

Nessa época, a extinta TV Manchete estava atrás de um anime que continuasse o legado comercial de Os Cavaleiros do Zodíaco. Mesmo exibindo Samurai Warriors, Sailor Moon e Shurato, apenas o último conseguiu manter a audiência.[57]

Porém, pouco antes de o anime estrear na televisão brasileira, um grupo de pais e psicólogos ameaçaram acionar o Ministério da Justiça para boicotar a estréia do anime, por conta do roteiro envolvendo violência e temas sobrenaturais.[57]

Apesar disso, no dia 17 de março de 1997, finalmente YYH estreou na Manchete. E logo de cara já deu boa audiência. Para comprovar isso, em abril do mesmo ano, o anime recebeu uma matéria, escrita por Ricardo Valladares à revista Veja (seção televisão), intitulada “O charme violento de Yu Yu Hakusho, o desenho que destronou Os Cavaleiros do Zodíaco".[58]

Porém, apesar de ser um sucesso de audiência, figurando entre os 5 programas mais assistidos da TV Manchete, o anime fracassou na área comercial. Segundo Toshihiko Egashira, isto se deveu ao fato de o anime ter atraído o público mais jovem, que não é consumidor potencial e voraz como as crianças. Por isso, a dificuldade de se produzir variedades de brinquedos sobre o anime, acabou gerando prejuízos. A pouca repercussão comercial rendeu apenas uma coleção de bonecos, um game de tabuleiro e uma coleção de artigos escolares, como merendeiras e lancheiras. E o esperado CD com a trilha sonora, que havia rendido certificação de ouro ao CD da trilha sonora de Os Cavaleiros do Zodíaco, nunca foi lançado.[57]

O fracasso comercial de Yu Yu Hakusho no Brasil - apesar das boas audiências - marcou o fim da chamada "era Cavaleiros do Zodíaco”. A partir de então investimentos em animes passaram a ser muito bem planejados para não amargar prejuízos do mesmo porte. Somente no final de 1999 um novo fôlego seria dado ao mercado de animes no Brasil graças a dois novos fenômenos comerciais: Pokémon e Dragon Ball Z.[57]

Já o mangá detém o maior recorde editorial na área, tendo chegado a 2 milhões de cópias vendidas no país (até 2005).[59]

Dublagem brasileira[editar | editar código-fonte]

O tratamento dado à dublagem do anime foi uma das coisas que mais marcou o público brasileiro, tornando o elenco da série ainda mais carismático. O anime se tornou famoso por gírias da época e frases de efeito cheias de escracho. Em momentos inusitados Yusuke Urameshi e seus colegas gritavam coisas como “rapadura é doce mas não é mole não” ou “você é grande mas não é dois, eu sou pequeno mas não sou metade”. Esse tipo de intervenção no script da série foi decisão do dublador Marco Ribeiro, que assinou a direção de dublagem da série na época.[60] A dublagem fez tanto sucesso que em 2004, quando resolveram relançar a série, Marco Ribeiro decidiu manter diversas características da dublagem original, como boa parte do elenco e as expressões inusitadas ditas pelos personagens.

Segundo reportagem do jornal O Dia, a dublagem brasileira de Yu Yu Hakusho foi considerada a melhor dublagem já feita em animes no país.[61]

Referências

  1. http://www.funimation.com/shows/yu-yu-hakusho/home
  2. http://www.imdb.com/title/tt0185133/
  3. Daniela Giovanniello (3 de março de 2008). «“Monster Rancher” estréia hoje na PlayTV». ohaYO!. 
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  9. Togashi, Yoshihiro (outubro de 1989). 狼なんて怖くない!! (em japonês) Shueisha [S.l.] p. 37. ISBN 4-08-871336-2. 
  10. Togashi, Yoshihiro (2003). YuYu Hakusho (em inglês) 1 Viz Media [S.l.] p. 5. ISBN 1-56931-904-9. 
  11. Togashi, Yoshihiro (2006). Hunter × Hunter (em inglês) 6 Viz Media [S.l.] p. 46. ISBN 978-1-4215-0185-7. 
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  16. Thompson, Jason (2007). Manga: The Complete Guide (em inglês) (New York: Ballantine Books & Del Rey Books). pp. XII. ISBN 978-0-345-48590-8. 
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