Retícula

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Screen tone example.svgManga screentone.svgBenday Dots.svg
Exemplos do uso da retícula em figuras geométrica e uma ilustração garota desenhada no estilo mangá (à esquerda); Exemplo de pontos de Ben-Day

Retícula (Screentone em inglês)[1][2] é um nome genérico da técnica de finalização artística muito usada em histórias em quadrinhos[3] e na pop art[4] e que consiste em imprimir, por decalque, texturas sobre o papel.[5]

Uma folha de retícula é composta por uma camada flexível e transparente que contém a textura impressa. A folha de retícula é colocada sobre o papel, com a textura para baixo e ao ser esfregada com o lado cego de uma lâmina transfere a textura para o papel.

As retículas são usadas por ilustradores e artistas, especialmente para sugerirem cores.[6] A aplicação tem sido simplificada através da computação gráfica e o surgimento de retículas digitais, mas as retículas tradicionais ainda são usadas por alguns autores de mangá.[7]

No Brasil, os chamado "pontos Ben-Day" (Ben-Day Dots em inglês), processo criado por Benjamin Day, também são conhecidos como retículas[8]. Uma das diferenças dos pontos de Ben-Day para as retículas propriamente ditas é que esses são coloridos e aquelas, em preto e branco.

Existem três formatos de retículas, sendo eles: redondo, quadrado e elíptico. O formato elíptico é como uma gota d’água, só que mais esticado/ repuxado nas pontinhas

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Tamra Orr. Rosen Publishing Group, ed. Manga Artists. [S.l.]: 2009. pp. 41, 45, 56. 9781404218543 
  2. Peixoto Silva, Sérgio (2002). «Dicionário do Otaku - Parte 2». Editora Trama. Anime EX (20): 24-25 
  3. Moacy Cirne. Vozes, ed. Bum! A Explosão Criativa dos Quadrinhos. [S.l.]: 1971. 56 páginas 
  4. David Mccarthy. «Produção e Consumo». In: Cosac & Naify. Movto Arte Moderna - Arte Pop. [S.l.]: 2007. 34 páginas. 8575030647 
  5. Sharon Kinsella, Adult Manga: Culture and Power in Contemporary Japanese Society, Routledge, 2000, p59. ISBN 0-7007-1003-5
  6. Manga for Dummies Por Kensuke Okabayashi. For Dummies, ed. Manga for Dummies. [S.l.]: 5 de Fevereiro de 2007. 10 páginas. 0470080256 
  7. Alexander Lancaster. «Mangá "de verdade" PÁGINA 2». site Anime Pró. Consultado em 12 de maio de 2010 
  8. Álvaro de Moya. Editora Perspectiva, ed. Shazam! - Volume 26 de Coleção Debates. [S.l.]: 1970. pp. 36, 265 
Ícone de esboço Este artigo sobre arte ou história da arte é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.