Caneta-tinteiro

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Caneta-tinteiro

Caneta-tinteiro (português brasileiro) ou caneta de tinta permanente (português europeu) é uma caneta que contém um reservatório recarregável de tinta[1].

Nos primeiros anos do século XX ainda eram usadas as canetas simples de molhar no tinteiro e é desta época que carteiras escolares possuíam um orifício onde se colocava o tinteiro. Os modelos com reservatório são mais recentes.

Tintas[editar | editar código-fonte]

Tinta com particulas de ferro para canetas-tinteiro,garrafa 0,5 litro, de 1950 com caixa.

As tintas para uso com canetas tinteiros são baseadas em água e estão disponíveis em garrafas. Os cartuchos só começaram a serem utilizadas nos anos 1960, mas tintas engarrafadas ainda são o principal para entusiastas de canetas-tinteiro. Tintas em garrafas custam menos do que tintas em cartucho e oferecem uma variedade maior de cores.

As canetas-tinteiro usam tinta à base de água e pigmentos colorantes, entre eles a nanquim.

É usada, entre outros fins, para a prática da caligrafia juntamente com a pena de escrever, a sua predecessora.

Se algo de errado fosse escrito ou se a tinta derramasse, era necessário usar o mata-borrão. A função do mata-borrão, era tirar o excesso de tinta da escrita, pois corria-se o risco de a tinta se espalhar sobre a folha, criando um "borrão", que dificultava ou impedia a sua leitura.

Quase todas as principais marcas de canetas-tinteiro mantêm linhas próprias de produção de tintas, como é o caso da Parker (Quink), Pelikan (Pelikan e Edelstein) ou Lamy (Lamy). Existem também fabricantes autônomos, como a tinta britânica Diamine.

Material[editar | editar código-fonte]

As canetas-tinteiro usam vários tipos de material. Esses materiais são em geral plástico e metal, nas canetas mais simples. Já as canetas de maior valor são manufaturadas em acrílicos de melhor qualidade, celuloide, assim como metais nobres como a prata e ouro.

Na antiguidade eram usados madeira, bambu e penas de aves para escrever. Havia uma técnica especial para o corte das pontas. As de penas se desgastavam, e constantemente era preciso afinar a ponta, tal como hoje se faz ponta no lápis. Nenhum desses instrumentos de escrita possuía reservatório interno de tinta. Também por ser feito de petróleo que vem da cor

Caneta-tinteiro para desenho[editar | editar código-fonte]

Caneta-tinteiro para Desenho ou simplesmente Caneta Nanquim é um tipo de caneta-tinteiro utilizada para desenho técnico e para desenho artístico.

As canetas nanquins, em geral, são compostas de uma pena cilíndrica, um sistema de escoamento da tinta e um recipiente que serve de tinteiro. São fabricantes de canetas nanquim para desenho: Graphos, Trident, Desegraph, Staedtler, Rötring.

Com a popularização dos sistemas CAD e dos métodos de plotagem eletrônica o uso de canetas deste tipo vem se restringindo praticamente ao desenho artístico, sendo cada vez menos utilizado na engenharia, arquitetura e design.

Situação atual[editar | editar código-fonte]

As canetas-tinteiro ainda são muito importantes nos países asiáticos, especialmente China e Japão, onde os caracteres especiais de seus alfabetos são melhor representados com instrumentos de escrita com penas finas. No Ocidente, as canetas-tinteiro são usadas na assinatura de documentos importantes[2] e muitas vezes tratadas como símbolos de status, bem de luxo ou mesmo como lembrança dos antepassados, que deixaram para os descendentes suas canetas-tinteiro.

Sua utilização, em qualquer parte do planeta, no entanto, é também um forma de marcar a personalidade de seu usuário, um símbolo de elegância e também de sentimentalismo. Mais recentemente, em algumas escolas seu uso tem sido reintroduzido como forma de melhorar a autoestima e o desempenho acadêmico dos alunos.[3]

Alguns fabricantes tradicionais de canetas-tineiro, como a Parker e a Cross, transferiram suas linhas de produção para a China. As marcas alemãs Montblanc, Faber-Castell, Pelikan e Lamy resistem e conservam as fábricas na Europa, com uso de métodos artesanais em parte ou na totalidade do processo de fabricação.[4]

Há um mercado específico para a manutenção e reforma de canetas-tinteiro, com profissionais especializados nessa arte em extinção.[5] O mercado de compra e venda de canetas-tinteiro dá-se ainda em lojas bem tradicionais ou por meio de pontos sofisticados em grandes shoppings.[6] Desenvolveu-se muito nos últimos dez anos a oferta de canetas-tinteiro na internet e também a criação de sites e de compartilhamento de vídeos nos quais são avaliados os aspectos estéticos e a qualidade desses instrumentos de escrita.[7]

Referências

  1. «William Purvis - The Fountain Pens of William Purvis». About.com Inventors. Consultado em 2015-10-26. 
  2. «Seal the Deal: The Mightest Fountain Pens». Forbes. Consultado em 2015-10-26. 
  3. «School brings back pens so pupils get write stuff». www.scotsman.com. Consultado em 2015-10-26. 
  4. «Pencil tycoon stays at sharp end | The Sunday Times». www.thesundaytimes.co.uk. Consultado em 2015-10-26. 
  5. «Médico das canetas.Há mais de 5 décadas - São Paulo - Estadão». Estadão. Consultado em 2015-10-26. 
  6. «Revista da Folha - Figura: Negócio de risco - 19/08/2007». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 2015-10-26. 
  7. «The Pen Habit | Pens, Inks, Paper, and General Writing Nerdiness». penhabit.com. Consultado em 2015-10-26. 
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